Jaguatirica

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Como ler uma caixa taxonómicaJaguatirica[1]
Jaguatirica no Zoológico de Itatiba.

Jaguatirica no Zoológico de Itatiba.
Estado de conservação
Status iucn3.1 LC pt.svg
Pouco preocupante (IUCN 3.1) [2]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Felidae
Subfamília: Felinae
Género: Leopardus
Espécie: L. pardalis
Nome binomial
Leopardus pardalis
Linnaeus, 1758
Distribuição geográfica
Ocelot area.png
Subespécies
Sinónimos[3]

A jaguatirica (nome científico: Leopardus pardalis) é um mamífero carnívoro da família Felidae e gênero Leopardus. São reconhecidas 10 subespécies, e o gato-maracajá (L. wiedii) é a espécie mais próxima da jaguatirica. Ocorre desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina, mas já foi extinta em algumas regiões de sua distribuição geográfica. Habita todos os tipos de ambiente ao longo de sua distribuição geográfica, até cerca de 1200 m de altitude.

É um felídeo de porte médio, com 72,6 a 100 cm de comprimento e peso entre 7 e 15,5 kg. O padrão de coloração da pelagem é muito semelhante ao do gato-maracajá (L. wiedii), mas a jaguatirica é maior e possui a cauda mais curta. É um animal solitário, noturno, territorial e os machos possuem territórios que se sobrepõem sobre os de várias fêmeas. Alimenta-se principalmente de roedores, mas também de animais de porte maior como ungulados, répteis, aves e peixes. Caça à noite, formando emboscadas. Alcança a maturidade sexual entre 26 e 28 meses de idade, e as fêmeas dão à luz geralmente um filhote por vez, com cerca de 250 g. Geralmente, filhotes nascem a cada 2 anos. Em cativeiro, a jaguatirica pode viver até 20 anos, o dobro da sua longevidade no estado selvagem.

A União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais lista a jaguatirica como estado de conservação "pouco preocupante" e ela está incluída no apêndice 1 da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção. É o mais abundante dentre os felídeos sul-americanos, apesar de as populações estarem decaindo. A situação de conservação varia, e é listada como "vulnerável" na Colômbia e Argentina. No Brasil, apenas a subespécie L. p. mitis foi considerada em alguma categoria de ameaça, mas atualmente ela não figura na lista nacional. Já foi muito caçada por conta do comércio ilegal de peles e vendida como animal de estimação, mas a maior ameaça é a destruição e degradação do habitat. A sua beleza e relativa docilidade já fizeram com que a jaguatirica fosse desejada como um animal de estimação exótico. Por ser de porte relativamente menor, a espécie não traz problemas com ataques a seres humanos, mas pode causar problemas com ataques a galinheiros.

Nomes populares e etimologia[editar | editar código-fonte]

Este animal também é conhecido em por jacatirica, maracajá e maracajá-açu, ocelote ou simplesmente gato-do-mato.[4][5] Em espanhol ela pode ser chamada por ocelote, manigordo, gato onza, gato tigre, tigrillo e tigre chico.[5] Ocelot é o termo em inglês para a jaguatirica.[5]

O termo "jaguatirica" tem origem na língua tupi-guarani, através da junção dos termos îagûara ("onça") e tyryka ("recuo, afastamento, fuga"), significando, portanto, "onça que se afasta".[6][7] Já o termo "ocelote" provém do náuatle ocelotl, que significa "onça".[8][9]

O nome científico, Leopardus pardalis, é uma combinação das palavras de origem grega (mas latinizadas) leopardus e pardus. Leopardus pode ser traduzido como "leopardo", que, literalmente, é uma composição das palavras "leão" e "pantera".[10]pardus significa "pantera", descrita como um felino de grande porte e malhado.[11] O sufixo -alis significa "relacionado a": logo, pardalis significa "relacionado a pantera".[3]

Taxonomia e evolução[editar | editar código-fonte]

Do livro The Cambridge Natural History, Volume X—Mammalia (1902)
Relações filogenéticas da jaguatirica (gênero Leopardus).[12]



L. wiedii - gato-maracajá



L. pardalis - jaguatirica






L jacobita



L. colocolo - gato-palheiro





L. tigrinus - gato-do-mato




L. geoffroyi - gato-do-mato-grande



L. guigna






Filogenia inferida a partir de estudos citogenéticos e moleculares.

A jaguatirica foi inicialmente colocada dentro do gênero Felis, que compreende o gato-doméstico, e foi descrita por Carl Linnaeus, em 1758, como Felis pardalis.[3] Atualmente está incluída no gênero Leopardus, grupo monofilético da família Felidae e subfamília Felinae.[1] Várias revisões sistemáticas justificaram uma classificação separada dos felídeos sul-americanos daquelas espécies do gênero Felis stricto sensu e desde então ela vem sendo corroborada por diversos estudos de filogenia.[12][13]

Estudos genéticos demonstraram que os felídeos do Novo Mundo divergiram há mais de 5 milhões de anos dos felídeos do Velho Mundo em duas linhagens separadas: uma compreendendo os felídeos do gênero Leopardus (felídeos de porte pequeno a médio, com manchas), que inclui a jaguatirica (L. pardalis), o gato-maracajá (L. wiedii) e o gato-palheiro (L. colocolo); e outra compreendendo as duas espécies do gênero Puma (felídeos de porte médio a grande, sem manchas), que são o gato-mourisco ou jaguarundi (P. yagouaroundi) e a onça-parda ou suçuarana (P. concolor).[14] Dentro do gênero Leopardus, o gato-maracajá (L. wiedii) é a espécie mais próxima da jaguatirica, e as duas divergiram há cerca de 1,58 milhão de anos.[12] A linhagem da jaguatirica e do maracajá divergiu da dos outros felídeos do gênero Leopardus há cerca de 2,91 milhões de anos.[12]

Variação geográfica e subespécies[editar | editar código-fonte]

Estudos com DNA mitocondrial mostraram que as populações da América Central e do sul da América do Sul formam dois grupos monofiléticos separados, mas as populações do norte da América do Sul estão separadas em dois grupos: populações que ocorrem na Guiana Francesa e norte do Brasil e as populações que ocorrem no Panamá, Venezuela, Trinidad e norte do Brasil.[15] Nascimento (2010), baseando-se em medidas morfométricas de crânio e padrão de coloração na pelagem, sugeriu que se classifiquem as populações ao norte da Nicarágua como L. pardalis, e as que estão ao sul como L. mitis.[16]

Wozencraft (2005) reconhece cerca de 10 subespécies:[1][14]

  • L. p. pardalis Linnaeus, 1758: ocorre no sul do México e América Central;
  • L. p. aequatorialis Mearns, 1902: ocorre no norte dos Andes;
  • L. p. albescens Pucheran, 1855: ocorre desde o sudoeste do Texas até o nordeste do México;
  • L. p. melanurus Ball, 1844: ocorre desde o leste da Venezuela até as Guianas e na ilha de Trinidad;
  • L. p. mitis Cuvier, 1820: ocorre no sul do Brasil, Argentina e Paraguai;
  • L. p. nelsoni Goldman, 1925: ocorre no oeste do México;
  • L. p. pseudopardalis Boitard, 1842: ocorre no norte da Colômbia e leste da Venezuela;
  • L. p. puseaus Thomas, 1914: ocorre no litoral do Equador e do Peru;
  • L. p. sonoriensis Goldman, 1925: ocorre no noroeste do México e, antigamente, Arizona, nos Estados Unidos;
  • L. p. steinbachi Pocock, 1941: ocorre na Bolívia.

Distribuição geográfica e habitat[editar | editar código-fonte]

A jaguatirica possui uma distribuição geográfica histórica ampla, ocorrendo desde Louisiana e Texas, nos Estados Unidos, até o Peru e norte da Argentina.[3] Atualmente, ainda ocorre no Texas, desde o México e América Central até ao norte da Argentina, apesar de não mais ocorrer na província de Entre Ríos.[3] A espécie pode também ser encontrada na ilha de Trinidad e na Ilha Margarita, na Venezuela.[3] Entretanto, não habita as terras altas do Peru e no Chile.[3] Fósseis de jaguatirica encontrados nos Estados Unidos demonstram que ocorria em latitudes mais ao norte das atuais, estendendo-se ao estado de Ohio e na Flórida.[3][17] A confirmação de sua existência no Uruguai estendeu para cerca de 350 km sua ocorrência para latitudes ao sul.[18] Está praticamente extinta ao norte do rio Grande, com apenas uma pequena população relictual no Texas e desapareceu em grande parte da costa oeste do México.[18]

Ocorre em ampla variedade de habitats ao longo de sua distribuição geográfica, desde florestas tropicais e subtropicais do Peru e Brasil até ao chaparral semi-árido do sul do Texas e áreas periodicamente alagadas do Pantanal.[14] Também ocorre em áreas de mangues no litoral. Apesar de aparentar ser um animal generalista, a jaguatirica ocupa um pequena porção destes habitats, sendo muito dependente da existência de vegetação densa ou cobertura florestal e sua ocorrência é muito mais descontínua e restrita do que sugere sua ampla distribuição geográfica.[14] Apesar disso, é tolerante a perturbações no ambiente geradas pelo homem e pode sobreviver em fragmentos de floresta próximos a habitações humanas.[18] É possível encontrá-la em cultivos agrícolas, como plantações de cana-de-açúcar e Eucalyptus.[19] Há registros da espécie desde o nível do mar até 1 200 m de altitude.[18]

Descrição[editar | editar código-fonte]

As manchas da jaguatirica formam listras horizontais no pescoço.

A jaguatirica é um felídeo de porte médio, tendo entre 72,6 e 100 cm de comprimento, com a cauda tendo cerca de 25,5 a 41 cm de comprimento (trata-se de uma cauda relativamente curta).[14] Os machos pesam entre 7 e 15,5 kg, sendo pouco maiores que as fêmeas, que pesam entre 6,6 e 11,3 kg.[14] É o terceiro maior felídeo neotropical, sendo menor apenas que a onça-pintada (Panthera onca) e a onça-parda ou suçuarana (Puma concolor).[20] Ao contrário do que é observado com a onça-pintada, as jaguatiricas que habitam ambientes florestais tendem a ter maior massa corporal do que as que vivem em ambiente savânicos: possuem, em média, 11,1 kg na floresta tropical, enquanto que, em ambientes semi-áridos, possuem em média 8,7 kg.[20]

A pelagem é curta e brilhante, com o fundo variando do amarelo claro ao avermelhado e cinza, com manchas sólidas ou rosetas que podem se unir formando listras horizontais no corpo.[14] As manchas pretas se unem para formar listras horizontais no pescoço.[14] O ventre é mais claro, com manchas escuras, e a cauda possui barras escuras na ponta. Possui a parte posterior das orelhas de cor preta, com uma mancha branca.[14] Esse padrão de coloração é muito semelhante ao do gato-maracajá (Leopardus wiedii), o que pode confundir a identificação das duas espécies: entretanto, a jaguatirica é maior e possui a cauda mais curta.[17] Não existe registro de exemplares melânicos, mas existe com listras vermelhas.[21][22] As patas anteriores são muito maiores que as posteriores, o que conferiu o nome de manigordo ("mãos gordas") em algumas localidades de língua espanhola.[14][17] Possui cinco dedos com garras nas patas anteriores e quatro dedos com garras nas posteriores.[3] Os músculos peitorais e dos membros anteriores são fortes e permitem que a jaguatirica seja uma excelente escaladora.[3]

O crânio é muito semelhante ao do gato-maracajá, mas indivíduos adultos de jaguatirica têm uma proeminente crista sagital. Possui entre 28 e 30 dentes, com fórmula dentária de , com caninos elongados e carniceiros bem desenvolvidos.[3] A dentição decídua é substituída pela permanente entre 7 e 8 meses de idade.[3] O báculo no pênis é um dos maiores e mais complexos entre os felídeos.[3] A temperatura corporal média está entre 37,7 e 38,7 °C.[3]

A jaguatirica possui 36 cromossomos, assim como as outras espécies do gênero Leopardus.[23] Visto a semelhança genética, em cativeiro a jaguatirica pode produzir híbridos com o gato-maracajá (L. wiedii), com o gato-do-mato (L. tigrinus), L. guigna, e o gato-do-mato-grande (L. geoffroyi), mas isso não ocorre na natureza.[24] Também foi reportada a hibridização com a suçuarana (P. concolor), que possui 38 cromossomos.[23]

Ecologia e comportamento[editar | editar código-fonte]

A jaguatirica costuma descansar durante o dia.

É um animal ativo de 12 a 14 horas do dia, e geralmente descansa durante o dia. Inicia suas atividades um pouco antes do pôr do sol, alcançando o pico durante a noite. Entretanto, não é incomum estar ativa ao longo do dia, o que acontece principalmente durante a estação chuvosa e dias nublados, fator que está relacionado à caçada de aves e pequenos primatas, que são tipicamente diurnos.[14]

O deslocamento, majoritariamente durante a noite, é lento e realiza-se por meio de caminhadas entre 0,3 a 1,4 km/h. Os machos tendem a se deslocar mais do que as fêmeas, percorrendo cerca de 7,6 km diariamente, enquanto que as fêmeas andam 3,8 km, como demonstrou um estudo nos llanos da Venezuela. Os deslocamentos tendem a ser mais curtos durante a estação chuvosa.[14]

É uma espécie generalista, altamente adaptável, e considerada um mesopredador: quando os superpredadores são eliminados do ambiente, ocorre um aumento em suas populações.[20] A presença da jaguatirica, dessa forma, influencia na comunidade de pequenos felídeos, diminuindo a densidade destes,[20] provavelmente por conta da predação intraguilda - eventualmente a jaguatirica pode predar os felinos de porte menor.[20] Apesar de compartilhar um modo de vida semelhante com os outros pequenos felinos americanos, não há competição por alimento, visto que a jaguatirica se alimenta de presas significativamente maiores.[20] Apesar de ser de porte menor, a jaguatirica também pode competir por alimentos com a onça-parda (Puma concolor), em regiões em que a onça-pintada (Panthera onca) foi extinta.[25] Entretanto, ela não parece competir com esse felinos na maior parte das vezes e a presença destes também não influencia a densidade de jaguatiricas em um dado ecossistema.[20] Apesar de ser incomum, a onça-pintada pode predar a espécie, como sugerido por um estudo na América Central.[26]

Território e comportamento social[editar | editar código-fonte]

Como todos os felinos americanos, a jaguatirica é um animal solitário. Os adultos tendem a evitar os co-específicos do mesmo sexo, o que é observado em outros felídeos.[27] Aparentemente, as fêmeas são mais tolerantes entre si, e em algumas localidades elas tendem a ser mais abundantes que os machos.[27] O encontro entre dois machos pode resultar em agressão.[28] Apesar da maior tolerância entre as fêmeas e de os territórios destas serem menores, eles não se cruzam.[28] Entretanto, os territórios das fêmeas se sobrepõem com o território de um macho, que pode se estender sobre o de mais de uma fêmea.[28] Com esse padrão de distribuição dos indivíduos, o sistema de acasalamento das jaguatiricas é poligínico, apesar de ser uma organização social solitária.[28] A marcação de cheiro é uma importante via de comunicação e sinaliza não apenas os territórios, como a atividade reprodutiva.[29]

A área de vida das jaguatiricas varia de 0,8 a 15,6 km² para as fêmeas e de 3,5 a 17,7 km² para os machos, em média.[14] No Pantanal, o tamanho da área de vida é o menor dentre os vários locais em que foram estudados. Isto acaba conferindo uma grande densidade desses animais neste bioma brasileiro.[20] Em contrapartida, no Parque Nacional das Emas foram reportadas áreas de vida de até 90 km² para um macho.[20] Essa diferença pode estar relacionada com a disponibilidade de recursos, visto que, embora tanto o Pantanal quanto o Cerrado do Parque Nacional das Emas sejam áreas abertas, a primeira se caracterizando por ser periodicamente inundada - de fato, parece que os tamanhos de áreas de vida não têm relação com a estrutura do ecossistema em si.[20] Ela parece relacionada à densidade de presas, e aumenta com a quantidade de chuvas na região em que habita.[30] Observa-se, também, uma tendência de massa corporal e tamanho de área de vida serem correlacionadas positivamente.[20]

Dieta, forrageamento e caça[editar | editar código-fonte]

As jaguatiricas são animais solitários.

Em termos numéricos, a dieta da jaguatirica é majoritariamente composta por roedores com menos de 600 g, mas estes contribuem pouco em termos de biomassa: os itens alimentares mais importantes neste quesito são roedores maiores, como a paca (Cuniculus paca) e a cutia (Dasyprocta sp).[20][25] Em algumas localidades, foi observado que a jaguatirica também pode se alimentar de primatas de porte relativamente grande, como bugios e também preguiças.[25][31] Ungulados, embora mais raramente, podem contribuir significativamente na dieta da jaguatirica, especialmente aqueles do gênero Mazama.[20] De fato, a dieta varia ao longo da área de ocorrência desse felino. O peso das presas pode variar desde 300 g em média nos llanos da Venezuela (alimentando-se, principalmente, de roedores, como Zygodontomys brevicauda, Sigmodon alstoni e Holochilus brasiliensis)[32] até 3,3 kg em média na Reserva Natural Vale, em Linhares, na Mata Atlântica brasileira, onde preda principalmente roedores de porte maior como a cutia e a paca, e até mesmo ungulados, como o caititu (Pecari tajacu).[33] Essa variação na dieta contrasta com a dos outros felídeos do gênero Leopardus, que praticamente só se alimentam de pequenos roedores.[20] Eventualmente, também se alimenta de répteis, como Tupinambis merianae, aves, peixes e até crustáceos.[14][33]

Costuma caçar à noite e, como os outros felinos, caça formando emboscadas, caminhando lentamente em meio à vegetação, sentando-se e esperando a presa.[14] É capaz de ficar muito tempo esperando alguma presa aparecer.[14] A presa é perseguida, provavelmente, pelo cheiro.[3]

A jaguatirica come entre 0,56 e 0,84 kg de carne por dia, e quando a carcaça não pode ser ingerida totalmente de uma vez, ela é enterrada e ingerida no outro dia.[20]

Ciclo de vida e reprodução[editar | editar código-fonte]

Os recém-nascidos pesam cerca de 250g.

A maturidade sexual é alcançada entre 16 e 18 meses de idade, e os machos podem não produzir esperma viável até os 30 meses de idade.[3] As fêmeas têm a primeira ninhada entre 18 e 45 meses de idade.[3] Geralmente, as fêmeas possuem vários estros por ano, mas exemplares em cativeiro em clima temperado podem ficar sem ovular cerca de 4 meses durante o inverno. O estro dura entre 7 e 10 dias, e quando há fecundação, ele é reduzido para 5 dias. Este período fértil ocorre a cada 4 ou 6 meses, entretanto, em fêmeas nulíparas, ele pode ocorrer a cada 6 semanas.[3]

A gestação é longa (entre 79 e 82 dias), e geralmente as fêmeas dão à luz um filhote por vez (raramente dois, e bem menos frequentemente, três ou quatro).[3] Isso torna a taxa reprodutiva da jaguatirica lenta, quando comparada com outro felino americano de mesmo porte, o Lynx rufus; provavelmente, uma adaptação à baixa aquisição de energia pelas fêmeas.[34] Tal taxa reprodutiva lenta caracteriza o ciclo de vida dos felídeos do gênero Leopardus.[14] O recém-nascido pesa cerca de 250 g e cresce lentamente, alcançando o tamanho de um adulto apenas com trinta meses de idade. Quando alcança essa idade, o filhote se dispersa do território natal, podendo ir até a 30 km longe de onde nasceu.[14] Os nascimentos ocorrem a cada 2 anos em estado selvagem, apesar de terem sido registrado nascimentos todos os anos, no sul do Texas.[34] Embora a reprodução em cativeiro seja difícil, nascimentos podem ocorrer todo ano.[3][14] A lactação dura entre 3 e 9 meses.[3] Os filhotes abrem os olhos depois de 14 dias, começam a andar depois de 3 semanas e acompanham a mãe nas caçadas entre 4 e 6 semanas de idade.[3] Uma fêmea com oito anos de idade pode ter tido entre 4 e 6 filhotes nesse tempo.[14] Em cativeiro, a jaguatirica pode viver até 20 anos, mas certamente, na natureza, ela vive metade disso.[14]

Conservação[editar | editar código-fonte]

O comércio de peles foi uma das maiores ameaças às populações de jaguatiricas, principalmente no Brasil e Paraguai.

A jaguatirica é listada como "pouco preocupante" pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, apesar de, por muito tempo, ter sido considerada como "espécie vulnerável".[2] Sua distribuição geográfica é ampla e habita inúmeras áreas inacessíveis, como na Amazônia, onde se calcula possuir a maior população da espécie, o que é usado como justificativa para o atual grau de ameaça.[2] Estudos ecológicos de densidade de carnívoros ainda colocam a jaguatirica como o mais abundante dos felídeos em muitas regiões.[14] Na década de 1990, estimava-se uma população total entre 800 000 e 3 milhões de indivíduos.[18] Esta também ocorre em uma série de unidades de conservação bem consolidadas, muitas delas com área suficiente para manter populações viáveis da espécie a longo prazo.[18] Apesar disso, as populações estão declinando, principalmente por conta da perda do habitat.[2][35]

A situação da jaguatirica na América do Norte é crítica, com apenas uma pequena população estimada entre 80 e 120 indivíduos no sul do Texas.[17] É provável que tenha havido uma diminuição para menos de 50 indivíduos atualmente.[36] Neste estado americano, são conhecidas apenas duas subpopulações isoladas entre si: uma no Condado de Cameron e outra no Condado de Willacy.[37] As maiores ameaças às populações desses felídeos nos Estados Unidos são a perda do habitat e atropelamentos.[38] Nesta região, é preponderante que sejam implantados corredores, restaurando o habitat de forma a manter essas duas populações conectadas.[37] A criação de reservas particulares é a principal estratégia a ser tomada para proteção do habitat restante.[39] Os exemplares observados no estado do Arizona provavelmente fossem indivíduos de passagem, vindos do noroeste do México.[40] Nesta região, a jaguatirica também se encontra ameaçada, sendo encontrada apenas em terras altas e isoladas de Sonora.[40]

No Brasil, a subespécie L. p. mitis, que ocorre fora da Amazônia, foi listada na categoria "vulnerável" na lista de 2003, principalmente pelo fato de ocorrer nas regiões mais alteradas e degradadas pelo homem.[35] Essa mesma subespécie, em Minas Gerais, ela é listada como "criticamente em perigo", enquanto que em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e Espírito Santo, a espécie é listada como "vulnerável".[35] Entretanto, a última lista, de 2014, elaborado pelo ICMBio, não a considera uma espécie ameaçada.[41] Entretanto, deve-se salientar que a fragmentação e degradação do habitat tem efeito significativo nas populações: na Mata Atlântica do Espírito Santo, a presença da espécie foi confirmada apenas nos dois maiores fragmentos (ambos com mais de 200 km²), enquanto que em fragmentos menores a presença não foi confirmada ou constatou-se sua ausência.[42] Isso acaba por inferir a ocorrência de extinções locais da jaguatirica em regiões do Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil.[35] As maiores densidades dessa subespécie foram reportadas na região de Misiones, que é contínua com o Parque Nacional do Iguaçu e o Parque Estadual do Turvo, no Brasil, o que resulta em uma estimativa populacional de 1 280 indivíduos.[27] Entretanto, a agricultura itinerante na região ameaça essa população e se novas unidades de conservação não forem criadas, ela pode diminuir para 500 a 700 indivíduos em breve.[27] De fato, muitas das unidades de conservação na área de ocorrência de L. p. mitis são insuficientes para viabilizar populações a longo prazo.[35] Porém, apesar desses problemas na conservação da jaguatirica no Brasil, as estimativas populacionais para o país são maiores que 10 000 indivíduos, variando entre 42 298 e 528 732.[5]

Durante a década de 1960, a espécie sofreu com o comércio ilegal de peles, e a importação de peles de jaguatirica pelos Estados Unidos chegou a cerca de 140 000 em 1970, sendo o pequeno felídeo sul-americano mais visado pelos caçadores.[17] A maior parte das peles era exportada pelo Paraguai e Brasil.[17] Dado o declínio das populações por conta desta atividade, o comércio internacional de peles foi proibido e a jaguatirica figura no apêndice I da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção desde 1989.[2] Essas medidas foram importantes para a diminuição da caça, diminuindo a quantidade de peles comercializadas de 30 563 em 1980, para 513, em 1986.[17] Entretanto, o comércio ilegal ainda ocorre em menor proporção e a jaguatirica é caçada em algumas localidades por conta de prejuízos à avicultura.[2] Por fim, a caça é proibida na maioria dos países em que ocorre, sendo regulada apenas em Honduras.[18] Somente no Equador, Guiana e El Salvador, a jaguatirica não possui proteção contra a caça.[18]

Uma ameaça adicional à espécie é a diminuição das presas, que pode ocorrer em decorrência da degradação do habitat ou por conta de serem espécies caçadas pelo homem.[35] A densidade de presas influencia diretamente a densidade populacional dessa espécie.[35] Isto é um problema mesmo em áreas protegidas, como observado no norte do Espírito Santo.[42]

Estratégias para salvar a espécie da ameaça de extinção incluem, principalmente, a proteção do habitat e em áreas mais degradadas, como no Sudeste do Brasil, a recuperação e a conectividade dos fragmentos de vegetação nativa.[35]

Aspectos culturais[editar | editar código-fonte]

Jaguatirica na pintura "Evangelho nas Selvas", de Benedito Calixto.

A relação com os seres humanos é antiga e a jaguatirica figura na mitologia Asteca e Inca sendo retratada em sua arte.[3] Também foi representada na arte do povo Moche, do Peru, em sua cerâmica.[43] Entretanto, ela é muitas vezes ignorada, já que a onça-pintada é a espécie geralmente representada na mitologia dos povos americanos. Ela acaba tendo papel como substituto em locais que a onça-pintada, de maior porte, estava ausente.[44] Em Ohio, em povos da Cultura Hopewell, foi encontrada uma escultura de jaguatirica junto a ossos humanos.[45] Deve-se salientar que muitas vezes não é possível distinguir a espécie representada na arte desses povos antigos, apenas reconhece-se ser de um felídeo malhado. O próprio termo ocelotl significa "onça" ou "jaguar".[3] Chama a atenção a semelhança com a onça-pintada, como se ela fosse uma versão menor deste grande felídeo, sendo eventualmente confundida com ele. Em guarani, ela é chamada de yaguarete-í, que significa "onça pequena"; no Peru, de tigrillo (que pode se referir a todos os pequenos felídeos malhados) ou tigre (que pode se referir à onça-pintada).[3]

Salvador Dalí e Babou (1965).

Foi retratada em pinturas do século XIX, como na pintura de Benedito Calixto, "Evangelho nas Selvas", em que é retratado o padre jesuíta José de Anchieta pregando o evangelho a uma jaguatirica.[46] A obra foi inspirada no poema de Castro Alves "Os Jesuítas".[46] A escultura de Antoine-Louis Barye ilustra uma jaguatirica predando uma garça, uma obra intitulada Ocelot emportant un héron ("Jaguatirica carregando uma garça"), de cerca de 1850.[47]

A beleza de sua pelagem a tornou muito visada no comércio de peles, mas somente após a diminuição da oferta de peles de onça-pintada.[14] No século XX, ela foi usada como animal de estimação por Salvador Dalí, o qual inclusive viajava com a jaguatirica apelidada de "Babou".[48][49] Gram Parsons também mantinha uma jaguatirica em sua mansão, nos anos 1960, em Winter Haven, na Flórida.[50]

Por ser de porte menor, a jaguatirica não traz grandes problemas com fazendeiros com ataques ao gado bovino, apesar de eventualmente causar problemas a avicultores, sendo responsável por grande parte dos ataques a galinheiros.[51] Ela também não traz problemas com ataques a seres humanos e, muitas vezes, é considerada um animal dócil.[14]

Referências

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