Jaime (1974)

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Jaime
Jaime (PRT)
Portugal Portugal
1974 •  cor •  
Realização António Reis
Género documentário
Idioma língua portuguesa

Jaime (1974) é um filme documentário português de curta-metragem de António Reis e Margarida Cordeiro que retrata a vida do doente mental Jaime Fernandes, internado no hospital psiquiátrico Miguel Bombarda, em Lisboa. Como experiência, é um dos filmes marcantes do Novo Cinema português no documentário. [1] [2]

Estreou em Lisboa, no Cinema Império, a 2 de Maio de 1974

Ficha sumária[editar | editar código-fonte]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Jaime, doente psiquiátrico, busca, no seu labirinto interior e no exterior que o rodeia, a harmonia que lhe escapou: o sentido das origens, as imagens do seu passado distante, as presenças de um universo ausente, o das terras de Barco, da Beira Baixa, que cedo a cidade lhe roubou. Busca isso nos desenhos que desenha, nas pinturas que pinta. E assim descobre, na força dos traços e no enigma das cores, aquilo a que teve de renunciar: ele próprio, num lugar que deixou de existir. Existir e não existir, real e imaginário são formas de ser que só pela imagem ele consegue fazer viver. Homem sombra no meio das sombras, flamejando: perfis, cores, gritos. A clausura total dentro do espelho.

Ficha técnica[editar | editar código-fonte]

Festivais[editar | editar código-fonte]

  • Melhor Filme de Curta Metragem - Festival de Locarno
  • Melhor Filme - Festival de Toulon
  • Melhor Argumento - Festival de Curtas Metragens, Grécia
  • Melhor Filme - Festival Méridiens, França
  • Art Film Festival (Eslováquia) - 1976

Prémios[editar | editar código-fonte]

Jaime, de António Reis, recebeu o Prémio Bordalo (1974), ou Prémio da Imprensa, na categoria "Cinema", " pela crítica a um ambiente concentracionário destruidor da personalidade humana", a par de Festa, Trabalho e Pão em Grijó, de Manuel Costa e Silva na secção de "Melhores Curtas Metragens". A Casa da Imprensa distinguiu ainda em 1975, nesta categoria, com o "Prémio de Longa Metragem", de O Mal Amado, de Fernando Matos e Silva.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Jaime, consultado em 21 de maio de 2020 
  2. «"Hollywood, tens cá disto?": Jaime (1974)». Espalha-Factos. 27 de abril de 2016. Consultado em 21 de maio de 2020 
  3. «Prémios Bordalo». Em 1974 denominado "Prémio da Imprensa". Sindicato dos Jornalistas. 22 de janeiro de 2002. Consultado em 2 de outubro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]