Jair Bolsonaro

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Jair Bolsonaro
Bolsonaro em 2009
Deputado federal do Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Período 1º de fevereiro de 1991
até atualidade
Vida
Nascimento 21 de março de 1955 (60 anos)
Campinas, São Paulo
Progenitores Mãe: Olinda Bonturi[1]
Pai: Geraldo Bolsonaro[1]
Dados pessoais
Conjuge Ana Cristina Valle
Rogéria Nantes Braga Bolsonaro (divorciado)
Partido Partido Democrata Cristão
Partido Progressista Renovador
Partido Progressista Brasileiro
Partido Trabalhista Brasileiro
Partido da Frente Liberal

Atual:
Partido Progressista
Religião Católico apostólico romano[2]
Profissão Militar da reserva do Exército Brasileiro
Website bolsonaro.com.br
linkWP:PPO#Brasil

Jair Messias Bolsonaro (Campinas, 21 de março de 1955) é um militar da reserva e deputado federal brasileiro. Cumpre sua sexta legislatura na Câmara dos Deputados do Brasil, eleito pelo Partido Progressista e foi o deputado mais votado do estado do Rio de Janeiro nas eleições gerais de 2014, com apoio de 6% do eleitorado fluminense (464 mil votos).[3]

Bolsonaro também foi titular da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional e da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado,[4] além de ter sido suplente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.[5]

É pai do vereador carioca Carlos Bolsonaro, do deputado estadual fluminense Flávio Bolsonaro (ambos do PP)[6] e de Eduardo Bolsonaro, deputado federal paulista pelo PSC. Já foi filiado ao Partido Democrata Cristão, Partido Progressista Renovador, Partido Progressista Brasileiro, Partido Trabalhista Brasileiro, Partido da Frente Liberal e atualmente faz parte do Partido Progressista.[7]

Tornou-se conhecido por suas posições nacionalistas e conservadoras, por suas críticas ao comunismo e à esquerda[8] . Também é conhecido por defender a ditadura militar no Brasil e por considerar a tortura uma prática legítima. Suas posições políticas geralmente são classificadas como alinhadas aos discursos da extrema-direita política.[9] [10] [11] [12] [13]

Carreira

Militar

Bolsonaro cursou a Escola Preparatória de Cadetes do Exército[14] e em seguida a Academia Militar das Agulhas Negras, formando-se em 1977. Integrou a Brigada de Infantaria Pára-quedista, onde se especializou em paraquedismo. Posteriormente também desenvolveu-se em mergulho autônomo. Foi casado com Rogéria Bolsonaro, a quem ajudou a eleger vereadora da capital fluminense em 1992 e 1996, com que teve três filhos: Flávio Bolsonarodeputado estadual fluminense —, Carlos Bolsonaro — assim como o pai e mãe, vereador da cidade do Rio de Janeiro —, e Eduardo. De seu segundo casamento com Ana Cristina, teve Renan. Segundo Jarbas Passarinho, em 1986, já capitão, Bolsonaro teria sido preso por quinze dias, por liderar manifestação por melhoria dos soldos, sem a autorização de seus superiores, caracterizando um possível ato de indisciplina e imoralidade. Foi absolvido pelo Superior Tribunal Militar dois anos depois.[15]

Política

Em 1988 entrou na vida publica elegendo-se vereador da cidade do Rio de Janeiro pelo Partido Democrata Cristão. Nas eleições de 1990, elegeu-se deputado federal pelo mesmo partido. Seguiriam-se outros quatro mandatos seguidos. Foi filiado ao PPR (1993-95), PPB (1995-2003), PTB (2003-2005), PFL (2005), e desde 2005, integra o PP.[7]

Ficou conhecido por suas ideias nacionalistas, conservadoras, criticando fortemente o comunismo e a esquerda e condenando a homossexualidade. Bolsonaro defende abertamente o regime militar instalado no Brasil em abril de 1964[16] .

Principais posições políticas

Em novembro de 2010, o deputado disse que usuários de maconha deveriam "apanhar" para que não passassem a "cheirar" (usar cocaína).[17] Em entrevista dada ao programa CQC, em abril de 2011, Bolsonaro reiterou as afirmações anteriores. Questionado no programa sobre como reagiria caso se o filho fosse usuário de drogas, Bolsonaro disse: "Daria uma porrada nele, pode ter certeza disso".[18]

Em 2006, como forma de protesto contra a formulação de políticas de cotas raciais nas universidades públicas, o deputado apresentou um projeto de lei complementar na Câmara dos Deputados, propondo o estabelecimento de cotas para deputados negros e pardos. Bolsonaro admitiu em seguida que, se o projeto fosse à votação, seria contra ele.[19]

Em várias entrevistas, Bolsonaro se posicionou favoravelmente à instituição da pena de morte no Brasil para casos de crimes premeditados pois, segundo ele, "o bandido, ele só respeita o que ele teme".[20] Também é a favor da redução da maioridade penal e em 2008, foi o único deputado do Rio de Janeiro a votar contra o projeto de lei para ampliar o uso de armas não-letais, justificando que esse tipo de recurso já é utilizado[21] .

Desempenho eleitoral

Nas últimas eleições, em 2010, Jair Bolsonaro obteve cerca de 120 mil votos, sendo o décimo-primeiro deputado federal mais votado do estado do Rio de Janeiro. Em seu mandato anterior, se destacou na luta pela aprovação da PEC300 e contra uma possível volta da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras). É representante de parcela das Forças Armadas brasileiras na Câmara dos Deputados e defende recomposição salarial dos militares.[carece de fontes?]

Foi reeleito em 2014, como o deputado mais votado do Rio de Janeiro com 464.572[22] votos.[23]

Controvérsias

Em 2000, Jair Bolsonaro defendeu, numa entrevista à revista IstoÉ, a utilização da tortura em casos de tráfico de droga e sequestro e a execução sumária em casos de crime premeditado.[14] Ele justifica o uso da tortura pois "o objetivo é fazer o cara abrir a boca" e "ser arrebentado para abrir o bico." Bolsonaro também foi criticado pelos meios de comunicação, por políticos e pelo grupo "Tortura Nunca Mais", sobretudo depois de ter afixado na porta de seu escritório um cartaz que dizia aos familiares dos desaparecidos da ditadura militar "quem procura osso é cachorro".[24] [25] O deputado federal é conhecido por suas alegações de que a ditadura militar brasileira teria sido um período glorioso da história do Brasil. Segundo carta do deputado publicada no jornal Folha de S.Paulo, foram "20 anos de ordem e progresso".[26] De acordo com a entrevista de 2000 dada à IstoÉ, Bolsonaro ainda defende a censura, embora a reportagem não especifique qual tipo.[14] [2]

Bolsonaro é criticado por declarações consideradas machistas e sexistas. Durante uma discussão no plenário da Câmara dos Deputados, Bolsonaro afirmou que não "estupraria" a deputada Maria do Rosário porque ela "não merece".[27] Ele repetiu uma ofensa que já havia proferido contra a parlamentar em 2003.[28] A briga ocorreu após ela dizer que a ditadura militar foi "vergonha absoluta" para o Brasil.[27] Em fevereiro de 2015, em uma entrevista ao jornal Zero Hora, o deputado afirmou que não acha justo que mulheres e homens recebam o mesmo salário porque as mulheres engravidam.[29]

Os deputados federais Marco Feliciano e Jair Bolsonaro são conhecidos por fazerem declarações consideradas homofóbicas.[30] [31]

Jair Bolsonaro também opõe-se ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção de filhos por casais homossexuais, além da alteração no registro civil para transexuais.[32] Em uma entrevista para a revista Playboy, em junho de 2011, Bolsonaro afirmou que "seria incapaz de amar um filho homossexual" e que preferia que um filho seu "morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí". Além disso, o parlamentar também afirmou que se um casal homossexual fosse morar ao seu lado isto iria desvalorizar a sua casa.[33] Em julho do mesmo ano, durante uma entrevista para leitores da revista Época, Bolsonaro disse que é "preconceituoso" e que tem "muito orgulho" disso.[34] Ainda 2011, na entrevista que forneceu ao programa CQC, da Rede Bandeirantes, Bolsonaro também se posicionou contra os movimentos que fazem "apologia" à homossexualidade e à bissexualidade. Disse que seu filho, com "boa educação e um pai presente", "não corre o risco" de se tornar homossexual, e que desfiles gays são "promoção de maus costumes".[35] [36] [37] Em 3 de abril, foi realizado um mini ato contra esta e outras declarações do deputado no programa.[36] [37] Em 2013, durante uma entrevista para o documentário "Out There", feito pelo ator e comediante britânico Stephen Fry, que é homossexual assumido, e exibido pela BBC, o deputado afirmou que "nenhum pai tem orgulho de ter um filho gay" e que "nós, brasileiros, não gostamos dos homossexuais".[38]

Jair Bolsonaro também ganhou notoriedade por comentários considerados preconceituosos à política indígena do Governo Federal, em um de seus pronunciamentos a uma audiência na Câmara dos Deputados, que tratava sobre a questão indígena em Roraima. Neste dia, Bolsonaro afirmou que os povos indígenas eram "fedorentos e não educados". A crítica, principalmente voltada à política de demarcação de terras indígenas, culminou com Bolsonaro afirmando que pessoas como os índios, supostamente não "educados" e "não falantes de nossa língua", não deveriam ter direito a uma tão grande porção de terra. Os comentários de Bolsonaro causaram grande indignação entre índios, parlamentares e grupos de defesa de direitos humanos, que consideraram que o comentário de Bolsonaro feria o princípio de não discriminação da Constituição Brasileira.[39] Sentido-se constrangido e ofendido com os comentários do parlamentar sobre a questão indígena, uma das lideranças do povo sateré-maués presentes na audiência pública chegou até mesmo a atirar um copo de água em sua direção.[40]

Em uma entrevista dada ao programa Custe o Que Custar (CQC), no dia 28 de março de 2011, ao ser perguntado pela cantora Preta Gil sobre o que faria se seu filho caso apaixonasse por uma garota negra, Bolsonaro disse que "não discutiria promiscuidade" e que "não corre esse risco porque seus filhos foram muito bem educados", uma das declarações que mais causou polêmica na entrevista.[35] No dia seguinte, afirmou que a resposta a Preta Gil fora um "mal entendido",[41] alegando que pensou que a pergunta fosse sobre o relacionamento de seu filho com um homossexual.[42]

Visões políticas

Abaixo estão as principais visões políticas de Jair Bolsonaro:

União de pessoas do mesmo sexo[43] ? Privatização[44] Y Pena de morte[45] ? Reforma tributária Y Intervenção militar[46] [47] [48]
Cota racial[49] Liberação das drogas[46] ? Reforma agrária ? Reforma Política no Brasil ? Software livre

Referências

  1. a b Revista Crescer
  2. a b Jair Bolsonaro: "Sou preconceituoso, com muito orgulho" Época (2 de julho de 2011). Visitado em 27 de outubro de 2011. "A maioria dos homossexuais é assassinada por seus respectivos cafetões, em áreas de prostituição e de consumo de drogas, inclusive em horários em que o cidadão de bem já está dormindo."
  3. O GloboDeputado mais votado no Rio, Bolsonaro reclama de ter apoio esnobado por Aécio (22 de outubro de 2014). Visitado em 22 de janeiro de 2015.
  4. Deputado Jair Bolsonaro Câmara dos Deputados. Visitado em 9 de abril de 2011.
  5. Comissão de Direitos Humanos e Minorias Câmara dos Deputados. Visitado em 9 de abril de 2011.
  6. Thamine Leta (1 de abril de 2011). Filhos de Bolsonaro dizem que pai não é preconceituoso G1. Visitado em 1 de abril de 2011.
  7. a b Conheça os Deputados: Jair Bolsonaro Câmara dos Deputados. Visitado em 9 de abril de 2011.
  8. Em entrevista, Bolsonaro diz que MEC "abre as portas" para homossexualidade e pedofilia UOL (31 de março de 2011). Visitado em 31 de março de 2011.
  9. Brasil, Deputado de extrema direita, Jair Bolsonaro, deu respostas racistas no "CQC' Zwelangola.com.
  10. Claudio Leal (31 de março de 2011). Jarbas Passarinho: "Nunca pude suportar Jair Bolsonaro" Terra Magazine. Visitado em 19 de abril de 2011.
  11. Natália Abreu Damasceno. Jair Bolsonaro: um fascista à brasileira? Jornal da Cidade. Visitado em 19 de abril de 2011.
  12. El PaísO inquietante ‘fenômeno Bolsonaro’ (7 de outubro de 2014). Visitado em 10 de junho de 2015.
  13. Clara Roman (4 de abril de 2012). Carta CapitalA onda Bolsonaro e o despertar do neonazismo. Visitado em 10 de junho de 2015.
  14. a b c Cláudia Carneiro. Entrevista: Jair Bolsonaro — "Eu defendo a tortura" Istoé Gente. Visitado em 9 de abril de 2011. Cópia arquivada em 31 de maio de 2013.
  15. Terra Magazine (31 de março de 2011). Jarbas Passarinho: "Nunca pude suportar Jair Bolsonaro" Terramagazine.terra.com.br. Visitado em 6 de dezembro de 2011.
  16. Leandro Melito (22 de fevereiro de 2013). Jair Bolsonaro defende golpe militar de 1964 em recepção a Yoani Sánchez EBC. Visitado em 14 de fevereiro de 2014.
  17. Palmada muda filho 'gayzinho', declara deputado Jair Bolsonaro Jornal Pequeno (27 de novembro de 2010). Visitado em 9 de abril de 2011.
  18. Deputado Jair Bolsonaro associa namoro com negras a 'promiscuidade' Notapajos.com (29 de março de 2011). Visitado em 9 de abril de 2011.
  19. Iolando Lourenço (1 de julho de 2006). Bolsonaro, que é contra as cotas, propõe reserva de vagas para deputados negros Agência Brasil. Visitado em 9 de abril de 2011.
  20. "Sou a favor da pena de morte", diz Bolsonaro UOL (4 de abril de 2011). Visitado em 9 de abril de 2011.
  21. Tatiane Linhares (11 de março de 2008). Deputados do Rio aprovam projeto de lei para ampliar uso de armas não-letais Agência Brasil. Visitado em 9 de abril de 2011.
  22. http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/10/141005_eleicoes_aovivo_bg?ocid=socialflow_facebook
  23. http://www.sidneyrezende.com/noticia/238267+rj+jair+bolsonaro+e+clarissa+garotinho+sao+os+deputados+federais+mais+votados
  24. Mário Jakobskind (29 de maio de 2009). Tortura Nunca Mais! Joildo.net. Visitado em 9 de abril de 2011.
  25. Repúdio a Jair Bolsonaro Grupo Tortura Nunca Mais São Paulo (30 de março de 2011). Visitado em 9 de abril de 2011.
  26. Bolsonaro, Jair (11 de janeiro de 2011). Comissão da inverdade Folha de S.Paulo. Visitado em 20 de janeiro de 2012.
  27. a b Folha de S.PauloPara rebater deputada, Bolsonaro diz que não a 'estupraria' (9 de dezembro de 2014). Visitado em 5 de janiro de 2015.
  28. Veja essa Veja (19 de novembro de 2003). Visitado em 9 de abril de 2011.
  29. Bolsonaro diz que patrões deveriam pagar salários menores para as mulheres porque elas engravidam (fevereiro de 2015). Visitado em 19 de fevereiro de 2015.
  30. Carta CapitalGrupos protestam contra pastor Marco Feliciano em várias cidades (9 de março de 2013). Visitado em 10 de março de 2013.
  31. MATEI PORQUE ODEIO GAY (PDF) O Dia Grupo Gay da Bahia (2003). Visitado em 27 de outubro de 2011. "O deputado federal Jair Bolsonaro (PPB-RJ) posicionou-se contra a nova versão do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH II) apresentado em maio de 2002 pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Bolsonaro, que se diz "radicalmente contra esse negócio de coluna do meio", opõe-se à defesa de questões como a união civil entre homossexuais, a mudança no registro civil para transexuais e a adoção de filhos por casais do mesmo sexo [Fonte: O Dia - RJ, 11 de maio de 2002]."
  32. {{citar web |url=http://xa.yimg.com/kq/grou[[ps/21961879/1333002274/name/violencia+homofóbica.pdf |autor= |título=MATEI PORQUE ODEIO GAY |língua= |acessodata=27 de outubro de 2011 |data=2003 |formato=PDF |obra=O Dia |publicado=Grupo Gay da Bahia |páginas= |citação=O deputado federal Jair Bolsonaro (PPB-RJ) posicionou-se contra a nova versão do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH II) apresentado em maio de 2002 pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Bolsonaro, que se diz "radicalmente contra esse negócio de coluna do meio", opõe-se à defesa de questões como a união civil entre homossexuais, a mudança no registro civil para transexuais e a adoção de filhos por casais do mesmo sexo [Fonte: O Dia - RJ, 11 de maio de 2002].}}
  33. Portal TerraBolsonaro: "prefiro filho morto em acidente a um homossexual" (8 de junho de 2011). Visitado em 15 de fevereiro de 2015.
  34. Jair Bolsonaro: "Sou preconceituoso, com muito orgulho" editor=Revista Época (15 de fevereiro de 2015).
  35. a b Deputado nega ser racista, mas mantém declarações homofóbicas Correio da Bahia (29 de março de 2011). Visitado em 9 de abril de 2011.
  36. a b Ato contra declarações de Bolsonaro é realizado na Paulista Band (3 de abril de 2011). Visitado em 27 de outubro de 2011. "Foi realizado na tarde deste domingo um mini ato contra as declarações do deputado Jair Bolsonaro. Manifestantes se reuniram na praça do Ciclista, na avenida Paulista, em São Paulo, onde pintaram o rosto. [...] Também declarou que não participaria de uma parada gay porque tal evento “promove os maus costumes”. “Acredito em Deus, tenho uma família, e a família tem que ser preservada a qualquer custo, senão a nação simplesmente ruirá”, completou."
  37. a b VERSÕES DA HOMOSSEXUALIDADE NA PSICANÁLISE E NA CULTURA: DO DESEJO DO SUJEITO À MORAL SEXUAL CONSERVADORA (PDF) 1-2 pp. Universidade Federal do Ceará. Visitado em 27 de outubro de 2011. "Em 28 de março deste ano (2011), o Deputado Federal pelo Partido Progressista (PP-RJ), Jair Bolsonaro, causou indignação após participar do quadro “O povo quer saber” do programa “CQC” exibido pela Rede Bandeirantes. O parlamentar, que em entrevista defendeu a ditadura e falou em promiscuidade ao se referir à impossibilidade de seu filho se apaixonar por uma negra, gerou ainda mais indignação quando questionado sobre o que aconteceria se tivesse um filho gay. O deputado foi enfático: “Isso nem passa pela minha cabeça porque eles tiveram uma boa educação. Eu sou um pai presente, então não corro esse risco”. Completando seu pensamento homofóbico, afirmou a impossibilidade de, como parlamentar, participar de desfiles promovidos pelo movimento gay, e declarou: “Eu não iria porque eu não participo de promover os maus costumes, até porque acredito em Deus, tenho uma família e a família tem que ser preservada a qualquer custo, se não uma nação simplesmente ruirá”."
  38. Vírgula/UOLJair Bolsonaro ataca gays em entrevista: “Nós, brasileiros, não gostamos dos homossexuais” (22 de outubro de 2013). Visitado em 15 de fevereiro de 2015.
  39. Marília Oliveira (30 de abril de 2004). Desrespeito aos povos indígenas no Congresso Rota Brasil Oeste. Visitado em 9 de abril de 2011. Cópia arquivada em 19 de outubro de 2011.
  40. Carvalho, Luiz Maklouf. O copo e a flecha Revisata Piauí. Visitado em 9 de abril de 2011.
  41. Eduardo Bresciani (29 de março de 2011). Depois de polêmica, Bolsonaro diz que errou Estadão. Visitado em 29 de março de 2011.
  42. Após polêmica em programa de televisão, Bolsonaro diz que houve mal entendido Zero Hora.com (31 de março de 2011). Visitado em 31 de março de 2011.
  43. ANDRADE, Claudia (6 de maio de 2011). Bolsonaro diz que o próximo passo é legalizar a pedofilia Terra. Visitado em 19 de agosto de 2011.
  44. Redação da Época (29 de março de 2011). Jair Bolsonaro e a Tea Party brasileira Época. Visitado em 19 de agosto de 2011.
  45. CARNEIRO, Cláudia. Bolsonaro: "Eu defendo a tortura" IstoÉ. Visitado em 19 de agosto de 2011.
  46. a b Jair Bolsonaro: "Sou preconceituoso, com muito orgulho." Época.
  47. Humorista Marcelo Tas: "Bolsonaro mostrou preconceito contra negros e gays" Jornal do Brasil.
  48. Bolsonaro defende golpe de 64 e apoia Yoani Conversa Afiada.
  49. Para ministra da Igualdade Racial, declarações de Bolsonaro são "caso explícito de racismo" UOL Notícias.

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