James Madison

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James Madison
Presidente dos Estados Unidos
Período 4 de março de 1809
a 4 de março de 1817
Vice-presidente George Clinton (1809–1812)
Nenhum (1812–1813)
Elbridge Gerry (1813–1814)
Nenhum (1814–1817)
Antecessor(a) Thomas Jefferson
Sucessor(a) James Monroe
Secretário de Estado dos Estados Unidos
Período 2 de maio de 1801
a 3 de abril de 1809
Presidente Thomas Jefferson
Antecessor(a) John Marshall
Sucessor(a) Robert Smith
Membro da Câmara dos Representantes pelo 15º distrito da Virgínia
Período 4 de março de 1793
a 4 de março de 1797
Sucessor(a) John Dawson
Membro da Câmara dos Representantes pelo 5º distrito da Virgínia
Período 4 de março de 1789
a 4 de março de 1793
Sucessor(a) George Hancock
Delegado do Congresso da Confederação pela Virgínia
Período 1 de março de 1781
a 1 de novembro de 1783
Sucessor(a) Thomas Jefferson
Vida
Nome completo James Madison, Jr.
Nascimento 16 de março de 1751
Port Conway, Virgínia,
América Britânica
Morte 28 de junho de 1836 (85 anos)
Orange, Virgínia,
Estados Unidos
Dados pessoais
Progenitores Mãe: Nelly Conway
Pai: James Madison Sr.
Alma mater Universidade de Princeton
Esposa Dolley Todd (1794–1836)
Partido Democrata-Republicano
Assinatura Assinatura de James Madison
Serviço militar
Lealdade Colônia da Virgínia
Serviço/ramo Milícia da Virgínia
Anos de serviço 1775
Graduação Coronel

James Madison, Jr. (Port Conway, 16 de março de 1751Orange, 28 de junho de 1836) foi um advogado e político estadunidense. Foi o quarto Presidente dos Estados Unidos, entre 1809 e 1817. Ele é considerado o "Pai da Constituição" devido ao papel que desempenhou na elaboração e promoção da Constituição e da Declaração dos Direitos.[1]

Madison herdou uma plantação em Montpelier, na Virgínia, e teve centenas de escravos durante a sua vida. Madison serviu como membro da Câmara de Delegados da Virgínia e membro do Congresso Continental antes da Convenção Constitucional. Após a Convenção, tornou-se um dos líderes do movimento de ratificação da Constituição, tanto na Virgínia como a nível nacional. O trabalho que desenvolveu com Alexander Hamilton e John Jay resultou no conjunto de ensaios O Federalista, uma das mais importantes dissertações a favor da Constituição. As opiniões políticas de Madison foram mudando ao longo da sua vida. Durante as deliberações da Constituição, apoiava a ideia de um governo nacional, porém, mais tarde, a sua preferência passou a ser por governos estaduais mais fortes, antes de concluir que a melhor seria um meio termo entre estes opostos.

Em 1789, Madison tornou-se líder da Câmara dos Representantes, elaborando várias leis básicas e as primeiras dez emendas da Constituição dos Estados Unidos. Madison trabalhou com o Presidente George Washington na organização do novo governo federal. Depois de se afastar do Partido Federalista de Alexander Hamilton em 1791, Madison e Thomas Jefferson criaram o Partido Democrata-Republicano. Em resposta às Alien and Sedition Acts (leis de estrangeiros e de sedição), Jefferson e Madison criaram as Resoluções de Kentucky e da Virgínia, onde argumentam que os Estados têm poder para anular leis inconstitucionais.

Como Secretário de Estado de Thomas Jefferson (1801-1809), Madison fiscalizou a compra da Luisiana, que duplicou o tamanho da nação dos Estados Unidos. Madison sucedeu a Jefferson como Presidente em 1809 e foi reeleito em 1813, tendo liderado o país em prosperidade durante vários anos. Em 1812, Após o falhanço de conversações diplomáticas e da aplicação de um embargo comercial ao Reino Unido, Madison declarou guerra ao país em 1812. A guerra resultou num pântano administrativo, uma vez que os Estados Unidos não possuíam nem um exército forte, nem um sistema financeiro. Assim, Madison acabaria por apoiar a criação de um governo nacional e de um exército mais fortes, assim como de um banco nacional, algo a que se tinha oposto durante vários anos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

James Madison, Jr. nasceu em uma plantação em uma pequena propriedade na Virgínia em 16 de março de 1751, (5 de março de 1751, No velho calendário, calendário juliano)[2], onde sua mãe tinha voltado para casa de seus pais para dar à luz. Ele cresceu como o mais velho de doze filhos. Nelly e James Sr. tiveram mais sete meninos e quatro meninas. Três dos irmãos de James Jr morrem como crianças, incluindo um que foi natimorto[3]. No verão de 1775, sua irmã Elizabeth (7 anos) e seu irmão Rúben (3 anos) morreram de disenteria da epidemia que varreu Orange County por causa da água contaminada. Seu pai, James Madison, Sr. (1723-1801), era um plantador de tabaco que cresceu em uma fazenda, então chamado de Mount Pleasant, em Orange County, Virgínia[2], que havia herdado, ao atingir a idade adulta. Mais tarde, adquiriu mais bens e escravos, com 5.000 hectares, ele se tornou o maior proprietário de terras e um cidadão líder de Orange County, no Piemonte. A mãe de James Jr, Nelly Conway Madison (1731-1829), nasceu em Port Conway, a filha de um fazendeiro e proeminente negociante de tabaco e sua esposa. Os pais de Madison se casaram em 15 de setembro de 1749[2]. Durante esses anos, as colônias do sul estavam se tornando uma sociedade escravista, no qual o trabalho escravo ligado a economia e os senhores de escravos formavam a elite política[3].

Quando Madison tinha 11 anos, os seus pais enviaram-no para Tidewater, onde se tornou aluno de Donald Robertson, um professor escocês que dava aulas a vários membros de famílias proeminentes das plantações do sul. Madison aprendeu Matemática, Geografia e Línguas Modernas e Clássicas.[4]

Retrato de James Madison enquanto estudante da Universidade de Princeton.

Aos 16 anos, Madison regressou a Montpelier, onde iniciou um curso de dois anos de preparação para a universidade com o Reverendo Thomas Martin. Ao contrário da maioria dos jovens do seu tempo, Madison não quis estudar na Universidade William and Mary, tendo optado por se matricular na College of New Jersey (atualmente a Universidade de Princeton). A escolha foi feita devido ao clima menos propício a doenças de Nova Jérsia. Na universidade, Madison foi companheiro de quarto e tornou-se um grande amigo do poeta Philip Freneau e chegou a pedir a sua irmã em casamento, mas sem sucesso.[5]

Na universidade, Madison estudou Latim, Grego, Ciência, Geografia, Matemática, Retórica e Filosofia. Além disso, a oratória e os debates também eram bastante importantes. Madison foi um dos fundadores da American Whig Society, a sociedade de debates mais antiga dos Estados Unidos e que ainda existe nos dias de hoje. Esta sociedade estava em competição direta com a Cliosophic Society de Aaron Burr.[1]

Depois de se formar em 1771, Madison permaneceu em Princeton para estudar Hebreu e Filosofia Política com o novo presidente da universidade, John Witherspoon, antes de regressar a Montpelier na primavera de 1772.[1]

Serviço militar e início da carreira política[editar | editar código-fonte]

James Madison aos 32 anos.

Depois de se formar de Princeton, Madison interessou-se pela relação entre as colónias americanas e a Grã-Bretanha, que se tinha deteriorado devido à questão dos impostos britânicos. Em 1774, Madison tornou-se membro do Comité de Segurança local, um grupo patriótico e a favor de uma revolução que fiscalizava a milícia local. Este foi o seu primeiro passo numa vida de serviço público que a fortuna da sua família facilitou.[6] Em outubro de 1775, Madison tornou-se coronel da milícia de Orange County, mas não chegou a combater por questões de saúde.[7]

Durante a Guerra da Independência dos Estados Unidos, Madison foi legislador do Estado da Virgínia e tornou-se protegido do seu colega delegado Thomas Jefferson. Madison tinha testemunhado a detenção de pregadores batistas na Virgínia por pregarem sem a autorização da igreja anglicana. Madison trabalhou com o pregador Elijah Craig na promoção de garantias constitucionais para a liberdade religiosa na Virgínia.[1] Este trabalho ajudou-o a desenvolver as suas ideias de liberdade religiosa que viria a incluir na Constituição e na Declaração dos Direitos.

Madison tornou-se numa figura proeminente da política da Virgínia em virtude da Lei de Liberdade Religiosa da Virgínia que desenvolveu com Thomas Jefferson e que foi aprovada em 1786. A lei limitou o poder da igreja anglicana e impediu o Estado de interferir em questões religiosas. Madison rejeitou o plano de Patrick Henry de pedir aos cidadãos para pagarem impostos que seriam distribuídos pela igreja da sua escolha.

No seu primeiro mandato no Congresso Continental (1780-1783), Madison era o seu membro mais novo e era bastante admirado pelos seus colegas pelo seu trabalho a nível legislativo e na construção de coligações no parlamento. Madison foi eleito para um segundo mandato em 1784 e serviu até 1786: os primeiros anos da independência dos Estados Unidos da América. Durante os seus últimos anos no Congresso, Madison foi ficando cada vez mais frustrado com o que considerava ser democracia em excesso.[8] Criticou a tendência dos delegados para satisfazerem as necessidades particulares dos seus eleitores, mesmo quando esses interesses eram destrutivos para o Estado no geral. Madison era da opinião de que os legisladores deveriam mostrar "desisteresse" e agir a favor dos interesses do Estado, mesmo que tal fosse contra os desejos dos eleitores.[8] À semelhança de alguns dos seus contemporâneos, incluindo George Washington, Madison acrediatava que a democracia em excesso estava na origem de uma decadência social que se verificava desde a Revolução.[8]

Pai da Constituição[editar | editar código-fonte]

Os Artigos da Constituição estabeleceram os Estados Unidos como uma associação de estados soberanos com um governo central fraco. Esta disposição revelou-se infrutífera depois do final da guerra. O Congresso não tinha poderes para cobrar impostos e não tinha meios para pagar as dívidas da Guerra da Independência, algo que preocupava Madison e outros nacionalistas, tais como George Washington e Alexander Hamilton, que temiam a bancarrota do país e a sua desunião.[9] O historiador Gordon S. Wood salientou que muitos líderes, incluindo Madison e Washington, temiam que a Revolução não tivesse resolvido os problemas sociais que a impulsionaram e que os excessos que a população via na monarquia passassem para os legisladores. Segundo o mesmo historiador, a Rebelião de Shays (uma tentativa de derrube do governo liderada pelo veterano de guerra Daniel Shays), foi uma acontecimento decisivo para o debate da organização do governo e se este seria demasiado democrático.[10]

Madison escreveu: "tinha chegado uma crise que nos faria decidir se a experiência americana seria uma bênção para o mundo, ou acabar para sempre com as esperanças que a causa republicana tinha inspirado".[11] Inicialmente, Madison esperava emendar os Artigos da Confederação e, na Convenção de Annapolis, apoiou a convocação de uma nova convenção para esse propósito. Após vencer as eleições e conquistar mais um mandato no Congresso da Confederação, Madison ajudou a convencer outros membros do Congresso a autorizar a Convenção de Filadélfia com o objetivo de propor novas emendas. Porém, Madison passara a ter a opinião de que os Artigos deveriam ser suprimidos a favor de uma nova constituição e, assim, começou a preparar-se para apresentar mais do que emendas na convenção. Madison ajudou a convencer George Washington a participar na convenção de 1787 e sabia que a sua presença seria decisiva para a adoção de uma nova constituição.[12]

Alguns anos antes, Madison tinha lido bastante sobre as várias formas de governo através de livros que Thomas Jefferson lhe enviara de França. O historiador Douglas Adair disse que o trabalho de Madison foi "provavelmente a investigação académica mais prolífera alguma vez realizada por um americano".[12] À medida que se chegava a um quorum permitisse uma convenção, Madison, na altura com 36 anos de idade, escreveu aquele que ficaria conhecido como o Plano da Virgínia, o plano geral de uma nova constituição.[11] Muitos delegados ficaram surpreendidos ao descobrir que o plano pedia a revogação dos Artigos e a criação de uma nova constituição que deveria ser ratificada através de convenções especiais em cada Estado, em vez de legislaturas estatais. No entanto, com a aquiescência de participantes proeminentes como George Washington e Benjamin Franklin, os delegados reuniram-se numa sessão secreta para debater a criação de uma nova constituição.[12] Apesar de o Plano da Virgínia ser um plano geral e não um esboço de uma eventual constituição e apesar de ter sido substancialmente alterado no decorrer do debate (principalmente por John Rutledge e James Wilson), a sua utilização na convenção levou a que muitos apelidassem Madison de "Pai da Constituição".[13]

Obras e política[editar | editar código-fonte]

Após a Convenção da Constituição houve uma luta intensa para a sua ratificação. Cada Estado recebeu um pedido para convocar uma convenção especial para deliberar e determinar se ratificava ou não a Constituição. Madison viajou para Nova Iorque quando o Congresso da Confederação se reuniu e aí foi abordado por Alexander Hamilton que lhe pediu para o ajudar a escrever as Monografias Federalistas. Estas foram uma série de 85 artigos de jornal publicados em Nova Iorque, escritos por Alexander Hamilton, James Madison e John Jay sob o pseudónimo Publius, que explicavam e defendiam a Constituição Proposta. Madison foi responsável por ter escrito mais de um terço das Monografias Federalistas, e ainda o mais influente comentário sobre a Constituição. Uma das perspectivas identificadas n'O Federalista com grande ligação a Madison é a consideração de Middle Ground (posição intermédia). Numa construção entre dois opostos, o poder federal em oposição ao poder estadual, ou o interesse individual ou de facção em oposição ao interesse social, por exemplo, Madison defende uma posição intermédia para o modelo americano.

Elaborou muitas leis básicas, e foi responsável pelas dez primeiras emendas à Constituição (dito para ser baseado na Declaração de Direitos da Virgínia). Tal como um político teórico, ou mais distintivo, Madison acreditava que eram necessários "freios" e "contrapesos" para limitar os poderes de interesses especiais na nova República, que Madison chamou facções. Ele acreditava firmemente que a nova nação devia lutar contra a corrupção e a aristocracia, e estava profundamente empenhado em criar mecanismos que garantissem o republicanismo nos Estados Unidos. Ele foi um crítico do militarismo e da guerra.[14][15]

Como líder na Câmara dos Representantes, Madison trabalhou estreitamente com o presidente George Washington, para organizar o novo governo federal. Rompendo com o Secretário do Tesouro Americano, Alexander Hamilton, em 1791, Thomas Jefferson e Madison organizaram o que eles chamavam de o Partido Republicano (mais tarde chamado o Partido Democrata-Republicano), em oposição às políticas fundamentais dos Federalistas, especialmente ao Banco Nacional e ao Tratado Jay. Ele, secretamente, foi co-autor, juntamente com Thomas Jefferson, das "Resoluções do Kentucky e da Virgínia", em 1798, para protestar os Atos Alien e Rebeldes.

Participou do gabinete do Presidente Jefferson como Secretário de Estado (1801-1809) e supervisionou a Compra da Louisiana, duplicando o tamanho da nação, e patrocinou o mal-fadado Embargo Act de 1807. Como presidente, ele conduziu o povo para a Guerra de 1812, contra a Grã-Bretanha, a fim de proteger os "direitos ecônomicos" dos Estados Unidos. Esse conflito começou mal, como os americanos sofreram derrota após derrota por forças menores, mas terminou em uma nota alta em 1815, com o Tratado de Gand, depois que uma nova era de bons sentimentos varreu o país.

Durante e após a guerra, Madison reverteu muitas de suas posições. Em 1815, ele apoiou a criação do Segundo Banco Nacional, um forte militar, e uma tarifa elevada para proteger as novas fábricas abertas durante a guerra.

Madison viveu até os oitenta e cinco anos de idade, cada vez mais ignorado pelos novos líderes do governo americano. Faleceu em Montpellier, em 28 de junho de 1836, sendo o último "pai fundador da nação" a morrer. Madison está sepultado no Cemitério da Família Madison, em Montpelier.

Referências

  1. a b c d Ketcham, Ralph Louis (1 de janeiro de 1990). James Madison: A Biography (em inglês). [S.l.]: University of Virginia Press. ISBN 9780813912653 
  2. a b c Chapman, C. Thomas (22 de maio de 2006). «Descendants of Ambrose Madison, the Grandfather of President James Madison, Jr» (PDF). The National Society of Madison Family Descendants. pp. 1–20. Consultado em 20 de maio de 2012 
  3. a b «The Madison Cemetery». James Madison's Montpelier. 2011. Consultado em 20 de maio de 2012 
  4. «JMU - Montpelier - Molding a founding father». www.jmu.edu. Consultado em 9 de fevereiro de 2017 
  5. «GET NJ - Historic Houses - Mount Pleasant Hall». www.getnj.com. Consultado em 9 de fevereiro de 2017 
  6. «James Madison: Life Before the Presidency—Miller Center». millercenter.org (em inglês). Consultado em 9 de fevereiro de 2017 
  7. Soderstrom, Jamin (30 de setembro de 2011). Qualified: Candidate Resumes and the Threshold for Presidential Success (em inglês). [S.l.]: iUniverse. ISBN 9781462045433 
  8. a b c Wood, Gordon. The Idea of America. p. 104
  9. Bernstein, Richard B.; Rice, Kym S. (1 de janeiro de 1987). Are we to be a nation?: the making of the Constitution (em inglês). [S.l.]: Harvard University Press. ISBN 9780674044753 
  10. Wood, Gordon S. (12 de maio de 2011). The Idea of America: Reflections on the Birth of the United States (em inglês). [S.l.]: Penguin. ISBN 9781101515143 
  11. a b Rutland, Robert Allen (1 de janeiro de 1997). James Madison: The Founding Father (em inglês). [S.l.]: University of Missouri Press. ISBN 9780826211415 
  12. a b c Wills, Garry (2 de abril de 2002). James Madison: The American Presidents Series: The 4th President, 1809-1817 (em inglês). [S.l.]: Macmillan. ISBN 9780805069051 
  13. Stewart, David O. (20 de maio de 2008). The Summer of 1787: The Men Who Invented the Constitution (em inglês). [S.l.]: Simon and Schuster. ISBN 9780743286930 
  14. James Madison Quotes The Federalist Papers
  15. U.S. Constitution - Article 1 Section 8 U.S. Constitution Online

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