Jane Vanini

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Jane Vanini Capozzi ou simplesmente Jane Vanini (Cáceres (Mato Grosso), 8 de setembro de 1945 - Concepción (Chile), 6 de dezembro de 1974) foi uma militante política da ALN e MOLIPO no Brasil e do MIR no Chile.[1][2][3][4][5]

Chegou a São Paulo entre 1964 a 65. Em 68, começou a prestar serviços de suporte para a Aliança Libertadora Nacional. Casada com o jornalista Sérgio Copozzi, entrou com ele para a clandestinidade em 1970. Para sair do Brasil, o casal embarcou no porto de Santos, em um navio italiano. Com os nomes de Mário e Adélia, chegam ao Uruguai, seguindo depois para Buenos Aires, Roma, Praga e Cuba. Na capital Havana, participaram da fundação do Molipo e, em 1971, voltaram ao Brasil se estabelecendo em Araguaína (GO), onde, no campo, recomeçaram a luta revolucionária. No mesmo ano, fugindo das perseguições da política ditatorial da época, Jane foi para o Chile, seguida pelo marido no ano seguinte. O casamento com Copozzi durou até 73.

Com o fim do casamento, Jane seguiu na luta e se transformou em “Ana”, casando-se com o jornalista José Tapia Carrasco, o “Pepe”. O casal atuou no MIR durante o governo chileno do presidente Salvador Allende. Em setembro de 1973, com o Golpe de Estado no Chile em 1973, quando tomou o poder o general Augusto Pinochet, Jane Vanini se tornou clandestina pela segunda vez. Saiu de Santiago (Chile) para se refugiar em Concepción (Chile), onde na noite de 6 de dezembro de 1974 foi assassinada pelas forças repressoras.

Teve seu nome dado a uma rua no Rio de Janeiro no bairro de Bangu e a uma praça em Concepción (Chile) próxima a sua última residência. Também teve seu nome dado ao campus da Unemat em Cáceres (Mato Grosso). Em 2003, seus ossos foram descobertos em um cemitério clandestino em Concepción (Chile), Mas na verdade, até hoje, 2016, não foram confirmados se os ossos encontrados eram de Jane Vanini, e portanto não foram enviados para o Brasil.

Referências