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Nipo-brasileiros

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Japoneses brasileiros)
Nipo-brasileiros
Japão Brasil
Bandeiras do Japão e do Brasil.
Descendentes de japoneses em São Paulo.
População total
46,9 mil (2023) cidadãos japoneses residentes no Brasil[1] e cerca de 2 milhões (2022) de brasileiros de ascendência japonesa vivendo no país (cerca de 1% da população do Brasil).[2]
Regiões com população significativa
Brasil46,9 mil (2023) cidadãos japoneses e cerca de 2 milhões (2022) brasileiros de ascendência japonesa.[1][2]
Japão211 840 (2023) cidadãos brasileiros vivendo no Japão (a maioria de ascendência japonesa), cerca de 0,2% da população japonesa.[3]
Línguas
portuguêsjaponês
Religiões
Predominantemente: catolicismo romano[4]
Minorias: Budismo e Xintoísmo[5], novas religiões japonesas e Protestantismo
Etnia
Japonesa
Grupos étnicos relacionados
Japoneses, outros nikkeis (especialmente da América Latina), nipo-americanos, latino-americanos no Japão, asiático-latino-americanos

Em 2022 havia cerca de 2 milhões de descendentes de japoneses no Brasil, a maior população de origem japonesa fora do Japão.[2] Em 2023, o país ocupava a sétima posição em número de cidadãos japoneses residentes (46 900).[1]

Nipo-brasileiros (japonês: 日系ブラジル人, Hepburn: Nikkei Burajiru-jin; em português: Nipo-brasileiros, pt) são cidadãos brasileiros que são nacionais ou naturais de ascendência japonesa, ou imigrantes japoneses vivendo no Brasil, ou ainda japoneses de ascendência brasileira.[6] A imigração japonesa para o Brasil atingiu seu auge entre 1908 e 1960, com maior concentração entre 1926 e 1935. Em 2022, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão declarou que havia 2 milhões de descendentes de japoneses no Brasil,[2] fazendo do país o que abriga a maior população de origem japonesa fora do Japão. Entretanto, em termos de cidadãos japoneses, o Brasil ocupava a sétima posição em 2023, com 46 900 cidadãos japoneses.{{efn|"In 2023, 414,620 Japanese lived in the United States, 101,790 in China, 99,830 in Australia, 75,110 in Canada, 72,310 in Thailand, and 64,970 in the United Kingdom.[1] A maior parte da população de descendentes de japoneses no Brasil vive no país há três ou mais gerações e a maioria possui apenas a cidadania brasileira. Nikkei é o termo usado para se referir aos japoneses e seus descendentes.

A imigração japonesa no Brasil começou oficialmente em 18 de junho de 1908, quando o navio Kasato Maru atracou no Porto de Santos, trazendo 781 trabalhadores japoneses para as plantações de café no interior do estado de São Paulo. Por essa razão, 18 de junho foi instituído como o Dia Nacional da Imigração Japonesa.[7][8] A imigração para o Brasil encerrou-se em 1973, com a chegada do último navio de imigrantes, o Nippon Maru.[9] Entre 1908 e 1963, chegaram ao Brasil 242 171 imigrantes japoneses, o que os tornou o quinto maior grupo de imigrantes, depois de portugueses, italianos, espanhóis e alemães.[a] Atualmente, a maior parte dos nipo-brasileiros vive nos estados de São Paulo e Paraná.[11]

No início do século XX, o Japão estava superpovoado, e sua população predominantemente rural vivia em grande pobreza. Ao mesmo tempo, o governo brasileiro estimulava a imigração, especialmente para suprir a demanda de mão de obra nas plantações de café em São Paulo. O café era o principal produto de exportação do Brasil, e a saúde financeira do país dependia dele. Grande parte da mão de obra nas plantações brasileiras de café vinha de imigrantes italianos, cuja passagem de navio era subsidiada pelo governo brasileiro. Porém, em 1902 o governo italiano emitiu o Decreto Prinetti, que proibiu a imigração subsidiada para o Brasil devido a relatos de que italianos estavam sendo explorados como trabalhadores nas fazendas brasileiras.[12] Consequentemente, o governo de São Paulo buscou novas fontes de mão de obra em outros países, incluindo o Japão, e a imigração japonesa para o Brasil se desenvolveu nesse contexto.

Os contratos de trabalho nas plantações de café exigiam que os imigrantes trabalhassem durante cinco anos, mas as condições eram tão precárias que muitos abandonavam o serviço no primeiro ano. Com muito esforço, alguns japoneses conseguiram economizar o suficiente para comprar suas próprias terras, sendo a primeira compra de terras por japoneses registrada em 1911, no interior de São Paulo. Ao longo das décadas, os imigrantes japoneses e seus descendentes passaram gradualmente das áreas rurais para as cidades brasileiras. No início da década de 1960, a população urbana de nipo-brasileiros já superava a rural. Muitos imigrantes passaram a trabalhar em pequenos comércios ou na prestação de serviços básicos. Na tradição japonesa, o filho mais velho costumava dar continuidade aos negócios da família, ajudando a sustentar os irmãos mais novos em seus estudos. Em 1958, japoneses e seus descendentes, embora representassem menos de 2% da população brasileira, respondiam por 21% dos brasileiros com escolaridade acima do ensino médio. Um estudo de 2016 do IPEA apontou que os descendentes de japoneses tinham os maiores níveis médios de escolaridade e renda no Brasil.[13] Com a deterioração econômica do Brasil a partir do fim da década de 1980, muitos descendentes de japoneses passaram a migrar para o Japão em busca de melhores condições econômicas. Esses indivíduos são conhecidos como decasséguis.

História

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Antecedentes

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Pôster utilizado no Japão para atrair imigrantes para o Brasil e o Peru. Lê-se: "Vamos para a América do Sul (Brasil em destaque) com toda a sua família."

Entre o fim do século XIX e o início do século XX, o café era o principal produto de exportação do Brasil. A princípio, os fazendeiros brasileiros utilizaram trabalho escravo africano nas plantaçãos de café, mas em 1850 o tráfico negreiro foi abolido no Brasil. Para resolver a escassez de mão de obra, as elites brasileiras decidiram atrair imigrantes europeus para trabalhar nas plantações de café. Isso também correspondia à política governamental de "branqueamento" do país. A expectativa era de que, por meio da miscigenação, os grandes contingentes de africanos e indígenas fossem eliminados ou reduzidos.[14] O governo e os fazendeiros ofereciam-se para pagar a passagem dos imigrantes europeus. O plano estimulou milhões de europeus, a maioria da diáspora italiana,[15] a migrar para o Brasil. Contudo, uma vez no país, os imigrantes recebiam salários muito baixos e trabalhavam em condições precárias, com longas jornadas e frequentes maus-tratos por parte dos patrões. Por isso, em 1902 a Itália promulgou o Decreto Prinetti, proibindo a emigração subsidiada para o Brasil.[16]

O Japão permaneceu isolado do resto do mundo durante os 265 anos do Período Edo (Xogunato Tokugawa), sem guerras nem epidemias vindas de fora. Com as técnicas agrícolas da época, o Japão produzia apenas o alimento de que necessitava e praticamente não possuía estoques formais para períodos de dificuldade. Qualquer quebra de safra provocava fome generalizada.[17] O fim do Xogunato Tokugawa deu lugar a um intenso processo de modernização e abertura ao exterior durante a era Meiji. Apesar da reforma agrária, a mecanização da agricultura deixou milhares de camponeses desempregados. Muitos pequenos proprietários endividaram-se ou perderam suas terras por não conseguirem pagar os altos impostos.

O fim do feudalismo no Japão gerou grande pobreza na população rural, de modo que muitos japoneses passaram a emigrar em busca de melhores condições de vida. Na década de 1930, a industrialização japonesa já havia impulsionado significativamente o crescimento populacional. No entanto, as perspectivas de migração para outros países eram limitadas. Os Estados Unidos haviam proibido a imigração de não brancos de algumas partes do mundo[18] sob o argumento de que não se integrariam à sociedade; essa cláusula de exclusão, constante na Lei de Imigração de 1924, visava especificamente os japoneses. Ao mesmo tempo, a Política da Austrália Branca impedia a imigração de não brancos para a Austrália.

Primeiros imigrantes

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O Kasato Maru atracado no Porto de Santos, em 1908

Em 1907, os governos do Brasil e do Japão assinaram um tratado permitindo a migração japonesa para o Brasil. Isso se deveu, em parte, à redução da imigração italiana para o Brasil e a uma nova escassez de mão de obra nas plantações de café.[19] Além disso, a imigração japonesa para os Estados Unidos havia sido barrada pelo Acordo de Cavalheiros de 1907.[20] Os primeiros imigrantes japoneses (781 pessoas – em sua maioria agricultores) chegaram ao Brasil em 1908 no Kasato Maru. Cerca de metade desses imigrantes eram okinawanos do sul da Okinawa, que haviam sofrido 29 anos de opressão do governo japonês após a anexação do arquipélago de Ryukyu, tornando-se os primeiros ryukyanos no Brasil.[21] Eles partiram do porto japonês de Kobe passando pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul.[22] Muitos trabalharam nas plantações de café.[23]

Nos sete primeiros anos, mais 3 434 famílias japonesas (14 983 pessoas) chegaram ao país. O início da Primeira Guerra Mundial em 1914 provocou um boom na migração japonesa para o Brasil. Entre 1917 e 1940, mais de 164 000 japoneses vieram para o Brasil, dos quais 90% se estabeleceram em São Paulo,[24] onde se concentrava a maior parte das plantações de café.[25]

Imigração japonesa para o Brasil por período, 1906–1993[26][27]
Anos Imigrantes
1906–1910 1 714
1911–1915 13 371
1916–1920 13 576
1921–1925 11 350
1926–1930 59 564
1931–1935 72 661
1936–1941 16 750
1952–1955 7 715
1956–1960 29 727
1961–1965 9 488
1966–1970 2 753
1971–1975 1 992
1976–1980 1 352
1981–1985 411
1986–1990 171
1991–1993 48
Total 242 643

Nova vida no Brasil

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A grande maioria dos imigrantes japoneses pretendia trabalhar alguns anos no Brasil, juntar dinheiro e voltar ao Japão. Contudo, o sonho de "ficar rico rapidamente" era praticamente impossível. Isso se agravava pelo fato de que, antes da Segunda Guerra, os japoneses que vinham para o Brasil eram obrigados a emigrar em unidades familiares.[28] Como essas unidades exigiam sustento para múltiplas pessoas, tornava-se quase impossível retornar ao Japão mesmo depois de anos de trabalho no Brasil.[28] Os imigrantes recebiam salários muito baixos e enfrentavam longas jornadas exaustivas. Além disso, tudo o que consumiam tinha de ser comprado do proprietário da fazenda (ver sistema de barracão). Logo, suas dívidas tornaram-se muito significativas.[25] Ao contrário do plano inicial, apenas 10% dos quase 190 mil japoneses que imigraram para o Brasil antes da Segunda Guerra Mundial retornaram ao Japão.[29]

Uma miko nipo-brasileira durante um festival em Curitiba.

Em 1º de agosto de 1908, The New York Times observou que as relações entre Brasil e Japão à época "não eram extremamente cordiais", por causa da "atitude do Brasil diante da imigração de trabalhadores japoneses".[30]

Os fazendeiros brasileiros mantinham uma mentalidade escravocrata. Os imigrantes, embora empregados, deparavam-se com a rigidez e a ausência de leis trabalhistas. Endividados, submetidos a longas horas de trabalho exaustivo e, muitas vezes, vítimas de violência física, o suicídio, o yonige (fuga noturna) e as greves foram algumas das atitudes adotadas por muitos japoneses diante da exploração nas fazendas de café.[31] Mesmo quando estavam livres de suas obrigações contratuais nas fazendas, muitas vezes era impossível retornar ao Japão devido às magras economias acumuladas.[28]

Entretanto, por meio de um sistema chamado "parceria", em contrato com o proprietário de terras, os imigrantes comprometeram-se a desmatar a área, plantar café, cuidar da lavoura e devolver a terra em sete anos, quando a segunda safra estivesse pronta. Os imigrantes ficavam com os lucros da primeira safra, pois o cultivo de café é bienal. Eles também podiam ficar com tudo o que plantassem além do café. Dessa forma, muitos japoneses conseguiram economizar algum dinheiro e comprar seus primeiros pedaços de terra no Brasil.[29] A primeira compra de terras por japoneses no Brasil ocorreu em São Paulo, em 1911.[32]

Muitos imigrantes japoneses compraram terras no interior, obrigados a investir o pouco capital que tinham em propriedades rurais para, no futuro, ganhar o suficiente e retornar ao Japão. Como agricultores independentes, formaram comunidades etnicamente isoladas do restante da sociedade brasileira. Os imigrantes que se estabeleceram e criaram essas comunidades chamavam a si mesmos de shokumin e suas colônias de shokuminchi.[28] Em 1940, a Superintendência do Café registrou que, embora os japoneses em São Paulo representassem apenas 3,5% da população do estado, eram responsáveis por 100% da produção de rami, seda, pêssegos e morangos; 99% de hortelã e chá; 80% de batatas e verduras; 70% dos ovos; 50% das bananas; 40% do algodão e 20% do café produzido pelo estado.[33]

As crianças japonesas nascidas no Brasil eram educadas em escolas fundadas pela comunidade, onde em geral aprendiam apenas a língua japonesa e viviam em meio à coletividade nipo-brasileira no campo. Com o tempo, muitos imigrantes conseguiram comprar suas próprias terras e se tornaram pequenos proprietários. Passaram a plantar morango, chá e arroz. Apenas 6% das crianças eram fruto de casamentos inter-raciais. Imigrantes raramente aceitavam casamento com pessoas não japonesas.[34]

Na década de 1930, alguns brasileiros reclamavam que as comunidades japonesas independentes formavam quistos raciais e não estariam dispostas a integrar-se à sociedade brasileira mais ampla.[28] O governo japonês, por meio do consulado em São Paulo, envolvia-se diretamente na educação das crianças, e as escolas das colônias recebiam financiamento direto do Japão, seguindo o modelo educacional japonês.[28] Em 1933, havia entre 140 mil e 150 mil nipo-brasileiros, de longe a maior população japonesa em qualquer país latino-americano.[35]

Com o Brasil sob a liderança de Getúlio Vargas e o Império do Japão aliado ao Eixo na Segunda Guerra Mundial, os nipo-brasileiros ficaram mais isolados de seu país de origem. Líderes e diplomatas japoneses deixaram o Brasil após o rompimento das relações diplomáticas, em 29 de janeiro de 1942, e os nipo-brasileiros passaram a se virar sozinhos em um ambiente cada vez mais hostil. O regime de Vargas adotou várias medidas dirigidas à população japonesa, incluindo a perda da liberdade de deslocamento dentro do país, censura a jornais japoneses (mesmo aqueles impressos em português) e prisão de quem fosse pego falando japonês em público.[28] A comunidade nipo-brasileira dividiu-se internamente, e alguns chegaram a praticar atos terroristas contra agricultores japoneses empregados por fazendeiros brasileiros.[28] Em 1947, contudo, após o fim da guerra, a tensão entre brasileiros e japoneses diminuiu consideravelmente. Jornais em japonês voltaram a circular e o ensino do idioma foi reinstituído. A Segunda Guerra Mundial deixou os nipo-brasileiros isolados do Japão, censurados pelo governo e marcados por conflitos internos, mas, em grande medida, a vida retornou ao normal depois do conflito.

Preconceito e assimilação forçada

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Em 28 de julho de 1921, os deputados Andrade Bezerra e Cincinato Braga propuseram um projeto de lei cujo Artigo 1º determinava: "É proibida a imigração de indivíduos da raça negra para o Brasil". Em 22 de outubro de 1923, o deputado Fidélis Reis apresentou outro projeto sobre a entrada de imigrantes, cujo artigo quinto estabelecia: "É proibida a entrada de colonos da raça negra no Brasil. Para os asiáticos, será permitido, anualmente, número igual a 5% dos que residem no país..."[36]

Aviso da polícia de Caxias, de 1942, proibindo falar italiano, alemão e japonês em público, bem como outras restrições a cidadãos da Itália, Alemanha e Japão.

Alguns anos antes da Segunda Guerra Mundial, na Era Vargas iniciou um processo de assimilação forçada de pessoas de origem imigrante no Brasil. A Constituição de 1934 já trazia uma disposição sobre o tema: "É vedada a concentração de imigrantes em qualquer ponto do território nacional, devendo a lei regular a seleção, localização e assimilação do alienígena". O projeto assimilacionista atingiu principalmente imigrantes japoneses, italianos, judeus e alemães e seus descendentes.[37]

A formação de "cistos étnicos" entre imigrantes de origem não portuguesa impedia a realização do projeto de branqueamento da população. O governo passou, então, a atuar nessas comunidades de origem estrangeira para forçá-las a integrar-se a uma "cultura brasileira" de raízes portuguesas. Era a ideia dominante de unificar todos os habitantes do país sob um único "espírito nacional". Durante a Segunda Guerra Mundial, o Brasil rompeu relações com o Japão. Jornais em japonês e o ensino do idioma nas escolas foram proibidos, restando o português como única opção para os descendentes. Jornais em italiano ou alemão também foram pressionados a encerrar atividades, já que Itália e Alemanha eram aliadas do Japão na guerra.[23] Em 1939, pesquisa da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em São Paulo, mostrou que 87,7% dos nipo-brasileiros liam jornais em japonês, número elevado para um país com tantos analfabetos como o Brasil na época.[38]

Os japoneses apareciam como imigrantes indesejáveis dentro da política de "branqueamento" e assimilação do governo brasileiro.[38] O jurista, historiador e sociólogo Oliveira Viana descreveu os imigrantes japoneses como: "Eles (os japoneses) são como enxofre: insolúveis". A revista O Malho, em sua edição de 5 de dezembro de 1908, publicou uma charge sobre a imigração japonesa com a legenda: "O governo de São Paulo é teimoso. Depois do fracasso da primeira imigração japonesa, contratou 3 000 amarelos. Insiste em dar ao Brasil uma raça diametralmente oposta à nossa".[38] Em 1941, o então ministro da Justiça, Francisco Campos, defendeu a proibição da entrada de 400 imigrantes japoneses em São Paulo e escreveu: "Seu desprezível padrão de vida é uma brutal concorrência ao trabalhador nacional; seu egoísmo, sua má-fé, seu caráter refratário fazem deles um enorme cisto étnico e cultural localizado nas regiões mais ricas do Brasil".[38]

A comunidade nipo-brasileira foi profundamente marcada pelas medidas restritivas adotadas quando o Brasil declarou guerra ao Japão, em agosto de 1942. Japoneses não podiam viajar pelo país sem um salvo-conduto emitido pela polícia; mais de 200 escolas japonesas foram fechadas e aparelhos de rádio foram apreendidos para impedir transmissões em rádio de ondas curtas com o Japão. Bens de empresas japonesas foram confiscados e várias companhias de origem nipônica sofreram intervenção, incluindo o recém-criado Banco América do Sul. Nipo-brasileiros foram proibidos de dirigir veículos automotores (mesmo que fossem taxistas), ônibus ou caminhões em suas propriedades. Motoristas empregados por japoneses precisavam de autorização policial. Milhares de imigrantes foram presos ou expulsos sob suspeita de espionagem. Houve inúmeras denúncias anônimas de "atividades contra a segurança nacional", muitas derivadas de desentendimentos entre vizinhos, dívidas ou até brigas entre crianças.[38] Nipo-brasileiros foram presos por "atividade suspeita" durante reuniões artísticas ou piqueniques. Em 10 de julho de 1943, cerca de 10 mil japoneses, alemães e italianos residentes em Santos tiveram 24 horas para fechar suas casas e negócios e se afastar do litoral. A polícia agiu sem qualquer aviso prévio. Aproximadamente 90% dos deslocados eram japoneses. Para residir na Baixada Santista, era necessário salvo-conduto para os japoneses.[38] Em 1942, a comunidade japonesa responsável por introduzir o cultivo de pimenta em Tomé-Açu, no Pará, foi virtualmente transformada em um "campo de concentração". Nesse período, o embaixador brasileiro em Washington, Carlos Martins Pereira e Sousa, incentivou o governo brasileiro a transferir todos os nipo-brasileiros para "campos de internamento" sem necessidade de respaldo legal, nos moldes do que ocorreu com os nipo-americanos nos Estados Unidos. Nenhuma suspeita de atividades contra a "segurança nacional" foi confirmada.[38]

Durante a Assembleia Nacional Constituinte de 1946, o deputado Miguel Couto Filho, do Rio de Janeiro, propôs emenda à Constituição com o seguinte texto: "Fica proibida a entrada de imigrantes japoneses, de qualquer idade e de qualquer procedência, no território nacional". Na votação final, ocorreu empate: 99 votos a favor e 99 contra. O senador Fernando de Melo Viana, que presidia a sessão, proferiu o voto de desempate e rejeitou a emenda. Por apenas um voto, a imigração japonesa não foi proibida pela Constituição de 1946.[38]

Os imigrantes japoneses eram vistos pelo governo como elementos indesejáveis e não assimiláveis. Por serem asiáticos, não contribuíam para o processo de "branqueamento" desejado pelas elites. Nesse processo de assimilação forçada, os japoneses, mais do que qualquer outro grupo, sofreram a perseguição etnocultural imposta no período.[38]

Prestígio

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Durante décadas, nipo-brasileiros foram considerados um grupo dificilmente assimilável. Os imigrantes eram vistos apenas como reserva de mão de obra barata a ser utilizada nas lavouras de café, e acreditava-se que o Brasil deveria evitar absorver suas influências culturais. Essa visão negativa foi sendo alterada nas décadas seguintes. Os japoneses conseguiram superar as dificuldades e melhorar suas condições de vida por meio do trabalho e da educação, com apoio do próprio governo japonês no processo migratório. A imagem de agricultores trabalhadores que ajudaram a desenvolver o país e a agricultura contribuiu para reduzir a desconfiança da população local e criar um prestígio positivo. Na década de 1970, o Japão tornou-se uma das nações mais ricas do mundo, sinônimo de modernidade e progresso. No mesmo período, nipo-brasileiros alcançaram grande sucesso cultural e econômico, sendo provavelmente o grupo imigrante que mais rapidamente ascendeu no Brasil. Devido à força da economia japonesa e ao rápido enriquecimento dos Nissei, nas últimas décadas os descendentes de japoneses passaram a desfrutar de considerável prestígio social, em forte contraste com a hostilidade enfrentada pelos primeiros imigrantes.[38][39]

No começo da década de 1960, a população nipo-brasileira nas cidades já superava a do campo. Como grande parte das famílias que se mudaram para São Paulo e para cidades do Paraná tinha poucos recursos e era chefiada por japoneses de primeira e segunda geração, era importante que seus negócios não exigissem grande investimento inicial nem domínio avançado do português. Assim, boa parte dos imigrantes passou a dedicar-se ao pequeno comércio ou à prestação de serviços básicos, destacando-se as tinturarias. Na década de 1970, 80% dos 3 500 estabelecimentos que lavavam e passavam roupas em São Paulo eram de japoneses. Segundo a antropóloga Célia Sakurai: "O negócio era conveniente para as famílias, porque podiam morar nos fundos da tinturaria e realizar todo o trabalho sem contratar empregados. Além disso, a comunicação necessária era breve e simples".[29]

No meio urbano, os japoneses passaram a atuar principalmente em setores ligados à agricultura, como comerciantes ou proprietários de pequenos estabelecimentos de frutas, verduras ou peixes. O trabalho em sacolões e bancas de feira foi facilitado pelo contato entre japoneses da cidade e parentes ou amigos que permaneceram no campo, que funcionavam como fornecedores. Qualquer que fosse a atividade escolhida pela família, cabia aos filhos mais velhos trabalhar ao lado dos pais. Isso refletia tanto a tradição japonesa de delegar ao primogênito a continuidade do negócio da família quanto a necessidade de ajudar a custear os estudos dos irmãos mais novos. Enquanto os mais velhos trabalhavam, os mais jovens matriculavam-se em cursos técnicos, como Contabilidade, muitas vezes por ser mais fácil lidar com números do que com o idioma português. Na universidade, os japoneses favoreciam cursos de engenharia, medicina e direito, que garantiam remuneração e prestígio social. Em 1958, descendentes de japoneses já representavam 21% dos brasileiros com escolaridade acima do nível secundário. Em 1977, nipo-brasileiros, que correspondiam a 2,5% da população de São Paulo, respondiam por 13% dos aprovados na Universidade de São Paulo, 16% dos admitidos no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e 12% dos selecionados na Fundação Getulio Vargas (FGV).[40] De acordo com pesquisa de 1995 do Datafolha, 53% dos nipo-brasileiros adultos possuíam diploma universitário, contra apenas 9% dos brasileiros em geral.[41]

Segundo o jornal Gazeta do Povo, no Brasil "o senso comum é que descendentes de japoneses são estudiosos, disciplinados, vão bem na escola, passam mais facilmente nos vestibulares e, na maioria dos casos, têm grande afinidade com carreiras de ciências exatas". De acordo com levantamento de 2009 com dados da Universidade de São Paulo e da Universidade Estadual Paulista, embora os descendentes de japoneses representassem 1,2% da população da cidade de São Paulo e menos de 4% dos inscritos no vestibular, eles constituíam cerca de 15% dos aprovados.[42]

Pesquisa de 2017 revelou que os brasileiros de ascendência japonesa são o grupo mais rico do país. O estudo concluiu que brasileiros com sobrenome japonês são os que mais ganham (73,40 reais por hora):[43]

Salário de brasileiros segundo sobrenome e cor.[43]
Origem étnica (com base em sobrenome e cor/raça) Salário (em real brasileiro por hora)
Japonesa 73,40
Italiana 51,80
Alemã 48,10
Leste europeu 47,60
Ibérica (brancos) 33,90
Pardo (pardo) 27,80
Negra 26,50
Indígena 26,10

Integração e miscigenação

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Assimilação na sociedade brasileira

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A maioria dos imigrantes japoneses que chegaram antes da Segunda Guerra Mundial não pretendia permanecer definitivamente no Brasil; desejavam apenas trabalhar alguns anos, economizar e retornar ao Japão.[44] Por isso, não se preocupavam em assimilar-se à sociedade brasileira. Os filhos dos imigrantes frequentavam escolas japonesas no meio rural, onde aprendiam não apenas o idioma, mas também "como ser japonês".[45] Após a Segunda Guerra Mundial, o Japão ressurgiu como potência econômica, ajudando a reconstruir a identidade dos japoneses no Brasil. Os nikkei passaram a ser vistos dentro de uma "identidade capitalista comum", e muitos filhos de agricultores imigrantes deslocaram-se para a cidade de São Paulo em busca de profissões liberais.[46] Nessas escolas, estudavam a história e a geografia do Japão, mas pouco sabiam sobre a história e a geografia do Brasil, tentando viver como se jamais tivessem deixado o país de origem.[47]

Esse padrão mudou com a derrota japonesa na guerra. Muitos imigrantes perceberam que estavam profundamente enraizados no Brasil e que não valia a pena regressar a um Japão devastado. Por outro lado, os japoneses que imigraram após o conflito chegaram com outros objetivos; marcados pelos horrores da guerra, pretendiam fazer do Brasil sua nova pátria e não voltar ao Japão. Assim, os imigrantes do pós-guerra assimilaram-se com mais facilidade à sociedade brasileira e tenderam a transmitir menos a cultura e a língua japonesas a seus filhos do que aqueles que haviam chegado antes da guerra.[24][47]

Convencidos de que não retornariam ao Japão, os imigrantes também mudaram suas expectativas em relação aos filhos, e a comunidade deixou de condenar os nisseis (filhos de japoneses nascidos no Brasil) que não falavam japonês.[47] Contudo, já na década de 1920 muitos japoneses haviam percebido que não voltariam ao país de origem, iniciando um movimento de "abrasileiramento". Nesse período, vários imigrantes converteram-se ao Catolicismo, religião predominante no Brasil. Os padrinhos escolhidos pelos japoneses eram quase sempre brasileiros, estabelecendo um elo direto com a população local.[48]

As gerações seguintes de descendentes — sanseis (terceira geração) e yonseis (quarta geração) — apresentaram maior grau de assimilação que os nisseis, por estes terem permanecido mais imersos na cultura de seus pais do que os descendentes posteriores, crescentemente integrados ao ambiente brasileiro.[24]

O "abrasileiramento", porém, não significou o abandono completo de valores e tradições japonesas pelos descendentes. A influência nipônica permaneceu visível em vários aspectos, como a culinária. Outros valores preservados incluíam a ênfase na disciplina e na educação. Segundo publicação do IBGE:[24]

Apesar da assimilação, ainda hoje descendentes de japoneses muitas vezes não são percebidos como plenamente brasileiros e continuam sendo chamados — e chamando a si mesmos — de "japoneses", mesmo quando já pertencem à terceira ou quarta geração, nunca estiveram no Japão, não falam japonês e não possuem cidadania japonesa. Assim, ser "japonês" no Brasil tem pouco a ver com nacionalidade ou cultura, e muito com traços físicos.[49] A sociedade brasileira formou-se historicamente pela presença de povos indígenas, europeus e africanos e pela miscigenação entre esses grupos. Por isso, o que se entende como "aparência física brasileira" deriva principalmente dessas três origens. No Brasil, não se questiona que um negro seja brasileiro, nem que o filho de imigrantes italianos ou espanhóis o seja.[50][51] Em contraste, descendentes de japoneses, devido aos traços que remetem ao país de origem de seus ancestrais, carregam o estigma de continuar sendo vistos como "japoneses" no país em que nasceram. Isso ocorre mesmo entre pessoas de origem mista, ou que tenham apenas um dos pais japonês. Indivíduos miscigenados que apresentam mais traços nipônicos seguem sendo chamados de "japoneses", enquanto aqueles com traços menos evidentes são mais facilmente vistos como "brasileiros". Mesmo pessoas com origem em outros países do Extremo Oriente, como China e Coreia, são com frequência chamadas de "japonesas" no Brasil. Em última instância, a aparência física, mais do que nacionalidade ou cultura, define quem é considerado "japonês" no Brasil.[49]

Essa diferenciação é muitas vezes reforçada pelos próprios descendentes, que podem se referir a outros brasileiros como "brasileiros" ou "gaijin" (estrangeiro, em japonês), associando a identidade brasileira a aspectos negativos, como malandragem e preguiça. Porém, ao irem para o Japão, os nipo-brasileiros percebem que não são considerados japoneses, pois não são vistos como tal pelos nativos, o que põe em xeque a ilusão de pertencerem ao Japão. Assim, nipo-brasileiros vivenciam uma dualidade: são vistos como "japoneses" no Brasil, mas como "brasileiros" no Japão.[49]

Gerações e miscigenação

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Casamentos mistos na comunidade nipo-brasileira (dados de 1987)[34]
Geração Denominação em Proporção de cada geração na comunidade (%) Proporção de miscigenados em cada geração (%)
Japonês Inglês
Issei Immigrants 12,51% 0%
Nisei Children 30,85% 6%
Sansei Grandchildren 41,33% 42%
Yonsei Great-grandchildren 12,95% 61%

Em 1987, muitos nipo-brasileiros pertenciam à terceira geração (sansei), que representava 41,33% da comunidade. A primeira geração (issei) correspondia a 12,51%, a segunda geração (nisei) a 30,85% e a quarta geração (yonsei) a 12,95%.[34]

Um censo realizado no final da década de 1950, com cerca de 400.000 membros da comunidade nipo-brasileira, revelou que os casamentos entre japoneses e não japoneses representavam menos de 2% entre os imigrantes de primeira geração e menos de 6% em toda a comunidade nipo-brasileira.[52] Os imigrantes japoneses raramente se casavam com pessoas não japonesas; porém, seus descendentes, a partir da segunda e terceira gerações, passaram cada vez mais a se casar com pessoas de origem não japonesa.[52] Em 1989, a taxa de casamentos interétnicos era de 45,9%.[53]

Em 1987, a maioria dos nipo-brasileiros ainda era de ascendência totalmente japonesa, com 28% possuindo alguma ascendência não japonesa. Apenas 6% dos nipo-brasileiros de segunda geração (filhos) eram mestiços, mas 42% dos de terceira geração (netos) eram mestiços e uma maioria de 61% da quarta geração (bisnetos) era mestiça.[54]

A apresentadora de televisão brasileira Sabrina Sato é neta de japoneses por parte de mãe e de um suíço e de um libanês por parte de pai.[55] Em 1987, 42% dos nipo-brasileiros de terceira geração eram de ascendência mista.

A maioria dos nipo-brasileiros de quarta geração já não mantém vínculos significativos com a comunidade japonesa. Segundo um estudo de 2008, apenas 12% das pessoas de quarta geração viviam com os avós e apenas 0,4% viviam com os bisavós. Nas gerações anteriores, muitos nipo-brasileiros viviam no campo e era comum que pelo menos três gerações morassem juntas, preservando assim a cultura japonesa. Em um ambiente rural, a proximidade entre membros da comunidade e a força das relações familiares faziam com que as tradições japonesas permanecessem mais vivas. No entanto, mais de 90% dos nipo-brasileiros de quarta geração vivem em áreas urbanas, onde as relações são geralmente mais impessoais, e tendem a assimilar mais os costumes brasileiros do que os japoneses.[56]

Alguns hábitos japoneses, contudo, persistem – e os hábitos culinários estão entre os mais resistentes, como mostrou uma pesquisa de 2002, que destacou a influência da cultura de origem sobre estudantes nikkeis da Universidade Federal do Paraná (um terço deles, yonsei). De acordo com esse estudo, embora os pratos brasileiros predominem no cardápio dos membros da quarta geração, eles mantêm o hábito de comer frequentemente gohan (arroz branco japonês, sem tempero) e consumir molho de soja, verduras e legumes cozidos à moda tradicional. A pesquisa também mostrou que a maioria da quarta geração não fala japonês, mas entende palavras e expressões domésticas básicas. Algumas práticas ligadas ao culto aos antepassados, um dos pilares do budismo e do xintoísmo, também sobrevivem: muitos mantêm o butsudan em casa, um altar sobre o qual são colocadas fotos dos mortos da família, aos quais os parentes oferecem água, comida e orações.[56]

Em 2005, um menino chamado Enzo Yuta Nakamura Onishi foi a primeira pessoa de sexta geração de ascendência japonesa a nascer no Brasil.[57] Em 2022, menos de 5% da população de origem japonesa no Brasil era nascida no Japão (em comparação com 12,51% em 1987), visto que a imigração japonesa para o Brasil praticamente cessou na década de 1970.[9][58]

Religião

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Os imigrantes, assim como a maioria dos japoneses, eram em sua maior parte seguidores do Xintoísmo e do Budismo. Nas comunidades japonesas no Brasil, houve um forte esforço de padres brasileiros para converter os japoneses. Mais recentemente, os casamentos mistos com católicos também contribuíram para o crescimento do catolicismo na comunidade.[59] Atualmente, 60% dos nipo-brasileiros são católicos romanos e 25% são adeptos de alguma religião japonesa.[59]

Artes marciais

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A imigração japonesa para o Brasil, em particular a imigração do judoca Mitsuyo Maeda, resultou no desenvolvimento de uma das artes marciais modernas mais eficazes, o Jiu-jítsu brasileiro. Imigrantes japoneses também trouxeram a luta de sumô para o Brasil, tendo o primeiro torneio no país sido organizado em 1914.[60] O país conta com um número crescente de lutadores de sumô amador, com a única arena de sumô construída especificamente para esse fim fora do Japão localizada em São Paulo.[61] O Brasil também produziu (em janeiro de 2022) dezesseis lutadores profissionais, sendo o mais bem-sucedido Kaisei Ichirō.[62]

Flor de cerejeira na Praça do Japão, em Curitiba, Paraná.

O conhecimento das línguas japonesa e portuguesa reflete a integração dos japoneses no Brasil ao longo de várias gerações. Embora imigrantes de primeira geração muitas vezes não aprendam bem o português ou não o utilizem com frequência, a maioria da segunda geração é bilíngue. Já a terceira geração tende a ser predominantemente monolíngue em português ou fala, juntamente com o português, um japonês pouco fluente.[63]

Um estudo realizado nas comunidades nipo-brasileiras de Aliança e Fukuhaku, ambas no estado de São Paulo, apresentou informações sobre a língua falada por essas pessoas. Antes de virem para o Brasil, 12,2% dos entrevistados de primeira geração de Aliança informaram ter estudado a língua portuguesa no Japão, e 26,8% disseram tê-la utilizado uma vez ao chegar ao Brasil. Muitos imigrantes japoneses tiveram aulas de português e aprenderam sobre a História do Brasil antes de migrar para o país. Em Fukuhaku, apenas 7,7% das pessoas relataram ter estudado português no Japão, mas 38,5% disseram ter tido contato com o português uma vez ao chegar ao Brasil. Todos os imigrantes relataram falar exclusivamente japonês em casa nos primeiros anos no Brasil. Entretanto, em 2003, esse número havia caído para 58,5% em Aliança e 33,3% em Fukuhaku. Isso provavelmente reflete o fato de que, por meio do contato com as gerações mais jovens da família, que falam principalmente português, muitos imigrantes passaram também a falar português em casa.

A primeira geração nascida no Brasil, os nisei, alterna entre o uso do português e do japonês. Em relação ao uso do japonês em casa, 64,3% dos informantes nisei de Aliança e 41,5% de Fukuhaku utilizavam o japonês quando eram crianças. Em comparação, apenas 14,3% da terceira geração, os sansei, relataram falar japonês em casa quando eram crianças. Isso reflete que a segunda geração foi majoritariamente educada por seus pais japoneses utilizando a língua japonesa. Por outro lado, a terceira geração teve pouco contato com a língua dos avós, e a maioria fala a língua nacional do Brasil, o português, como língua materna.[64]

Os nipo-brasileiros costumam falar japonês com mais frequência quando vivem junto com um parente de primeira geração. Aqueles que não vivem com um parente nascido no Japão geralmente falam mais português.[65] O japonês falado no Brasil é geralmente uma mistura de diferentes dialetos japoneses, já que a comunidade japonesa no país veio de todas as regiões do Japão, sendo ainda influenciado pela língua portuguesa. O grande número de imigrantes brasileiros retornando do Japão provavelmente produzirá mais falantes de japonês no Brasil.[34]

Demografia

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Em 1934, havia 131.639 imigrantes japoneses vivendo no Brasil, dos quais 10.828 viviam em áreas urbanas e 120.811 no campo.[33] No censo de 1940 do Brasil, foram contados 144.523 imigrantes japoneses, mais de 91% dos quais estavam no estado de São Paulo. No censo de 1950, foram registrados 129.192 japoneses, com 84,3% em São Paulo e 11,9% no Paraná. Os dados são mostrados na tabela abaixo:

Distribuição de imigrantes do Japão,
nativos e brasileiros, por unidades federativas – 1940/1950[24]
Unidade federativa Dados absolutos Proporções (%)
1940 1950 1940 1950
Pernambuco 636 836 0,351 0,456
Pará 467 421 0,323 0,326
Minas Gerais 893 917 0,618 0,710
Rio de Janeiro 380 1.086 0,263 0,841
Distrito Federal 538 392 0,372 0,303
São Paulo 132.216 108.912 91,484 84,302
Paraná 8.064 15.393 5,580 11,915
Mato Grosso do Sul 1.128 1.172 0,780 0,907
Brasil 144.523 129.192 100 100

O número máximo de residentes japoneses no Brasil foi registrado no censo de 1970: 154.000. Os estados com pelo menos mil residentes japoneses eram: São Paulo (116.566), Paraná (20.644), Mato Grosso (3.466), Pará (3.349), Rio Grande do Sul (1.619), Rio de Janeiro (1.451), Minas Gerais (1.406) e Guanabara (1.380).[66][67] Como a imigração japonesa para o Brasil praticamente cessou na década de 1970, em 2022 menos de 5% da população de origem japonesa no Brasil era nascida no Japão, com mais de 95% sendo brasileiros cujos antepassados japoneses imigraram para o país ao longo das últimas cinco gerações.[9][58]

Liberdade, bairro da cidade de São Paulo. Em 1988, havia 290.000 pessoas de origem japonesa vivendo na cidade, o maior número do Brasil. A influência japonesa em São Paulo é mais visível na região da Liberdade.

Segundo uma publicação do Centro de Estudos Nipo-Brasileiros em 1988, havia 1.167.000 descendentes de japoneses no Brasil naquele ano, dos quais 290.000, ou 24,8%, viviam na cidade de São Paulo, 156.000 (13,3%) na Região Metropolitana de São Paulo e 382.000 (32,7%) no restante do estado de São Paulo. Assim, 70,8% da população nipo-brasileira, ou 828.000 pessoas, viviam no estado de São Paulo. No sul do Brasil, principalmente no Paraná, havia 142.000 descendentes de japoneses, ou 12,2% do total.[24]

Em 2008, o IBGE publicou um livro sobre a Diáspora japonesa e estimou que, em 2000, havia 70.932 imigrantes nascidos no Japão vivendo no Brasil (em comparação com 158.087 registrados em 1970). Desses japoneses, 51.445 viviam em São Paulo. A maioria dos imigrantes tinha mais de 60 anos, porque a imigração japonesa para o Brasil havia terminado desde meados do século XX.[68] Em 2023, o número de cidadãos japoneses vivendo no Brasil havia caído ainda mais, para 46.900.[1]

Em todo o Brasil, com mais de 1,4 milhão de pessoas de ascendência japonesa, as maiores porcentagens eram encontradas nos estados de São Paulo (1,9% de descendentes japoneses), Paraná (1,5%) e Mato Grosso do Sul (1,4%). As menores porcentagens eram encontradas em Roraima e Alagoas (com apenas 8 residentes japoneses). A proporção de brasileiros com raízes japonesas aumentou especialmente entre crianças e adolescentes. Em 1991, 0,6% dos brasileiros de 0 a 14 anos eram de ascendência japonesa; em 2000, eram 4%, como resultado do retorno dos dekassegui (brasileiros de ascendência japonesa que trabalhavam no Japão) ao Brasil.[69]

No Censo brasileiro de 2022, 850.130 pessoas se identificaram como "amarelas", designação do IBGE para pessoas de ascendência asiática: japonesa, chinesa, coreana.[70] Todos os municípios com maior proporção de indivíduos amarelos estavam situados nos estados de São Paulo (SP) e Paraná (PR), a saber: Assaí (PR) – 11,05% da população; Bastos (SP) – 10,3%; Uraí (PR) – 5,9%; São Sebastião da Amoreira (PR) – 4,8%; Pereira Barreto (SP) – 4,2%; Nova América da Colina (PR) – 3,8%; e Mogi das Cruzes (SP) – 3,7%. Em termos absolutos, os municípios com maior número de residentes amarelos eram São Paulo (238.603 pessoas), Curitiba (23.635), Londrina (18.026) e Maringá (13.465).[71]

Em 2022, o Ministério das Relações Exteriores do Japão afirmou que havia 2 milhões de pessoas de origem japonesa no Brasil, mas apenas 47.472 possuíam nacionalidade japonesa.[2]

A população de origem japonesa no Brasil é extremamente urbanizada. Enquanto no início da imigração quase todos os japoneses estavam em áreas rurais, em 1958, 55,1% já se encontravam em centros urbanos. Em 1988, 90% residiam em áreas urbanas. Esse precoce êxodo rural influenciou diretamente o perfil ocupacional e o elevado nível educacional desse grupo. Enquanto em 1958, 56% da população nikkei trabalhava na agricultura, em 1988 esse número havia caído para apenas 12%. Ao mesmo tempo, as porcentagens de trabalhadores técnicos (16%) e administrativos (28%) nos setores secundário e terciário aumentaram.[72]

Galeria de imagens

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Japoneses de Maringá

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Um censo de 2008 revelou detalhes sobre a população de origem japonesa da cidade de Maringá, no Paraná, permitindo traçar um perfil da população nipo-brasileira.[73]

  • Números

Havia 4.034 famílias de descendentes de japoneses em Maringá, totalizando 14.324 pessoas.

  • Dekassegui

1.846 pessoas, ou 15% dos nipo-brasileiros de Maringá, estavam trabalhando no Japão.

  • Gerações

Das 12.478 pessoas de origem japonesa residentes em Maringá, 6,61% eram issei (nascidos no Japão); 35,45% eram nisei (filhos de japoneses); 37,72% eram sansei (netos) e 13,79% eram yonsei (bisnetos).

  • Idade média

A idade média era de 40,12 anos.

  • Gênero

52% dos nipo-brasileiros da cidade eram mulheres.

  • Número médio de filhos por mulher

2,4 filhos (semelhante à média da mulher do Sul do Brasil).

  • Religião

A maioria era de católicos romanos (32% dos sansei, 27% dos nisei, 10% dos yonsei e 2% dos issei). Religiões protestantes eram o segundo grupo mais seguido (6% dos nisei, 6% dos sansei, 2% dos yonsei e 1% dos issei) e, em seguida, vinha o Budismo (5% dos nisei, 3% dos issei, 2% dos sansei e 1% dos yonsei).

  • Família

49,66% eram casados.

  • Conhecimento da língua japonesa

47% conseguiam compreender, ler e escrever em japonês. 31% da segunda geração e 16% da terceira geração conseguiam falar japonês.

  • Escolaridade

31% tinham ensino fundamental; 30% ensino médio e 30% ensino superior.

  • Mestiçagem

Um total de 20% eram mestiços (tinham alguma origem não japonesa).

Inversão no fluxo migratório (dekassegui)

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Grupo de brasileiros no Japão. A maior parte dos imigrantes brasileiros no Japão são descendentes de japoneses que imigraram para o Brasil ao longo do século XX.

A partir do final da década de 1980, houve uma inversão no fluxo migratório entre Brasil e Japão. O Brasil entrou em uma crise econômica, conhecida como "Década Perdida", com inflação chegando a 1.037,53% em 1988 e 1.782,85% em 1989. Ao mesmo tempo, a economia japonesa experimentava um crescimento impressionante, tornando o país um dos mais ricos do mundo. A década de 1980 ficou conhecida como baburu keizai (a bolha econômica japonesa). A crise no Brasil e a prosperidade no Japão levaram aproximadamente 85.000 japoneses e seus descendentes residentes no Brasil a se mudarem para o Japão entre 1980 e 1990. Os brasileiros que foram trabalhar no Japão ficaram conhecidos como "dekasseguis".[40][47]

Na década de 1990, o fluxo migratório de brasileiros para o Japão cresceu ainda mais, graças à reforma de 1990 da Lei de Controle de Imigração japonesa. Com essa lei, o Japão passou a permitir que descendentes de japoneses nascidos no exterior, até a terceira geração (filhos e netos de japoneses), trabalhassem no país com vistos de residência de longa duração. Essa foi uma forma de o governo japonês enfrentar a escassez de mão de obra sem alterar a homogeneidade étnica do país, dando preferência clara a latino-americanos, em sua maioria brasileiros, de ascendência japonesa. Na época, o Japão recebia grande número de imigrantes ilegais vindos do Paquistão, Bangladesh, China e Tailândia. A legislação de 1990 foi criada para selecionar os imigrantes que entravam no Japão, dando preferência explícita aos descendentes de japoneses da América do Sul, especialmente do Brasil. Consequentemente, entre 1990 e 2000, o número de brasileiros no Japão quintuplicou, chegando a 250.000 pessoas. Essa lei também permitiu que os descendentes de japoneses levassem seus cônjuges sem ascendência japonesa.[74][75][76]

Devido à ascendência japonesa, o governo japonês presumiu que os brasileiros seriam mais facilmente integrados à sociedade japonesa. Na prática, essa integração não ocorreu de forma simples, pois nipo-brasileiros e seus filhos nascidos no Japão são tratados como estrangeiros pelos japoneses nativos.[77][78] Essa aparente contradição entre ser e parecer causa conflitos de adaptação para os migrantes e de aceitação por parte dos nativos.[79]

A maior parte dos brasileiros que vai trabalhar no Japão não é pobre, mas sim de classe média, especialmente afetada pelas crises econômicas brasileiras. Essa população, tentando manter ou melhorar seu padrão de vida, passou a buscar melhores condições econômicas no Japão, o país de seus antepassados.[80] Essas pessoas foram atraídas para trabalhar em áreas recusadas pelos japoneses (os chamados “três K”: Kitsui, Kitanai e Kiken – trabalhos pesados, sujos e perigosos).[81] [80] Muitos brasileiros vão ao Japão com a intenção de trabalhar temporariamente e depois retornar com uma reserva financeira. Entretanto, essas intenções nem sempre se concretizam, e muitos brasileiros optam por permanecer definitivamente no Japão.[80]

Em 2007, havia 313.770 brasileiros legalmente residentes no Japão.[82] As cidades e prefeituras com maior número de brasileiros no Japão eram Hamamatsu, Aichi, Shizuoka, Kanagawa, Saitama e Gunma. Os brasileiros no Japão costumam ter escolaridade elevada; entretanto, são empregados nas fábricas japonesas de automóveis e de eletrônicos.[83] Muitos brasileiros são submetidos a jornadas exaustivas, recebendo salários baixos pelos padrões japoneses.[84] Ainda assim, em 2002, brasileiros residentes no Japão enviaram US$ 2,5 bilhões ao Brasil.[85]

Devido à grave crise financeira que atingiu o Japão a partir de 2008, muitos brasileiros retornaram ao Brasil. Em 2014, a comunidade brasileira no país havia diminuído para 177.953 pessoas. Por outro lado, em 2023, a comunidade brasileira no Japão voltou a crescer, totalizando 211.840 pessoas.[86][87][3]

Em 2018, houve uma nova alteração na lei de imigração japonesa, permitindo que descendentes de japoneses nascidos no exterior até a quarta geração (bisnetos) pudessem trabalhar no Japão. Porém, para os bisnetos, a lei estabeleceu requisitos mais rígidos, incluindo limite de idade e comprovação de proficiência em língua japonesa. Como resultado, poucas autorizações foram concedidas: o governo japonês esperava conceder 4.000 vistos anuais, mas apenas 43 pedidos foram aprovados no primeiro ano da nova legislação, 17 deles para brasileiros.[88]

Em 2022, os brasileiros formavam a quarta maior comunidade de trabalhadores estrangeiros residentes no Japão, depois de chineses, coreanos e filipinos.[89] Em 2023, a comunidade brasileira no Japão era a quinta maior comunidade brasileira fora do Brasil, superada apenas pelas comunidades nos Estados Unidos, Portugal, Paraguai e Reino Unido.[89]

Identidade brasileira no Japão

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No Japão, muitos nipo-brasileiros sofrem preconceito por não falarem japonês fluentemente. Apesar da aparência japonesa, os brasileiros no Japão são culturalmente brasileiros, falam geralmente apenas português e são tratados como estrangeiros.[90]

Os filhos de brasileiros dekassegui enfrentam dificuldades nas escolas japonesas.[91] Milhares de crianças brasileiras estão fora da escola no Japão.[90]

A influência brasileira no Japão vem aumentando. Tóquio abriga o maior desfile de carnaval fora do próprio Brasil. O português é a terceira língua estrangeira mais falada no Japão, depois do chinês e do coreano, e está entre os idiomas mais estudados pelos estudantes do país. Em Oizumi, estima-se que 15% da população tenha o português como língua materna. O Japão conta com dois jornais em língua portuguesa, além de emissoras de rádio e televisão nesse idioma. A moda brasileira e a música de Bossa nova também são populares entre os japoneses.[92] Em 2005, estimava-se que houvesse 302.000 brasileiros no Japão, dos quais 25.000 também possuíam cidadania japonesa.

Centenário

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Em 2008, muitas celebrações ocorreram no Japão e no Brasil para lembrar o centenário da imigração japonesa.[93] Então príncipe Naruhito do Japão chegou ao Brasil em 17 de junho para participar das comemorações. Ele visitou Brasília, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Durante sua estadia no Brasil, o príncipe foi recebido por multidões de imigrantes japoneses e seus descendentes. Ele quebrou o protocolo da monarquia japonesa, que proíbe contato físico com o público, e cumprimentou o povo brasileiro. No sambódromo de São Paulo, o príncipe discursou para 50.000 pessoas e, no Paraná, para 75.000. Ele também visitou a Universidade de São Paulo, onde pessoas de ascendência japonesa representam 14% dos 80.000 estudantes.[94] Naruhito, então príncipe herdeiro do Japão, fez um discurso que concluiu com um agradecimento em português.[95][96]

Em São Paulo existem duas publicações em japonês, o São Paulo Shimbun e o Nikkey Shimbun. O primeiro foi fundado em 1946 e o segundo em 1998. Este último possui uma edição em português, o Jornal Nippak, e ambas as publicações têm sites em língua portuguesa. O Jornal Paulista, fundado em 1947, e o Diário Nippak, fundado em 1949, são os predecessores do Nikkey Shimbun.[97]

O Nambei, publicado em 1916, foi o primeiro jornal japonês do Brasil. Em 1933, 90% dos brasileiros de origem do Leste Asiático liam publicações em japonês, incluindo 20 periódicos, 15 revistas e cinco jornais. O aumento do número de publicações ocorreu em função da imigração japonesa para o Brasil. O governo proibiu a publicação de jornais em japonês durante a Segunda Guerra Mundial.[97]

Tatiane Matheus, do Estadão, afirmou que, no período anterior à Segunda Guerra Mundial, o Nippak Shimbun, fundado em 1916; o Burajiru Jiho, fundado em 1917; e dois jornais estabelecidos em 1932, o Nippon Shimbun e o Seishu Shino, eram os jornais japoneses mais influentes. Todos eram publicados em São Paulo.[97]

Educação

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Prédio da Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo. A associação mantém hospitais e instituições sociais em todo o Brasil.[98]

Japanese international day schools in Brazil include the Escola Japonesa de São Paulo ("São Paulo Japanese School"),[99] the Escola Japonesa do Rio de Janeiro in the Cosme Velho neighborhood of Rio de Janeiro,[100] and the Escola Japonesa de Manaus.[101] The Escola Japonesa de Belo Horizonte (ベロ・オリゾンテ日本人学校),[102] and Japanese schools in Belém and Vitória previously existed; all three closed, and their certifications by the Japanese education ministry (MEXT) were revoked on March 29, 2002 (Heisei 14).[103]

Há também supplementary schools que ensinam a língua e a cultura japonesas. Em 2003, nas regiões Sudeste e Sul do país havia centenas de escolas suplementares japonesas. O coordenador de projetos da Fundação Japão em São Paulo em 2003 afirmou que o São Paulo State possui cerca de 500 escolas suplementares. Cerca de 33% das escolas suplementares japonesas no Sudeste do Brasil ficam na cidade de São Paulo. Em 2003, quase todas as diretoras das escolas de São Paulo eram mulheres.[104]

MEXT recognizes one part-time Japanese school (hoshu jugyo ko or hoshuko), the Escola Suplementar Japonesa de Curitiba in Curitiba.[105] MEXT-approved hoshukos in Porto Alegre and Salvador have closed.[106]

História da educação

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The Taisho School, Brazil's first Japanese language school, opened in 1915 in São Paulo.[107] In some areas full-time Japanese schools opened because no local schools existed in the vicinity of the Japanese settlements.[108] In 1932 over 10,000 Nikkei Brazilian children attended almost 200 Japanese supplementary schools in São Paulo.[109] By 1938 Brazil had a total of 600 Japanese schools.[108]

In 1970, 22,000 students, taught by 400 teachers, attended 350 supplementary Japanese schools. In 1992 there were 319 supplementary Japanese language schools in Brazil with a total of 18,782 students, 10,050 of them being female and 8,732 of them being male. Of the schools, 111 were in São Paulo State and 54 were in Paraná State. At the time, the São Paulo Metropolitan Area had 95 Japanese schools, and the schools in the city limits of São Paulo had 6,916 students.[104]

In the 1980s, São Paulo Japanese supplementary schools were larger than those in other communities. In general, during that decade a Brazilian supplementary Japanese school had one or two teachers responsible for around 60 students.[104]

Hiromi Shibata, a PhD student at the University of São Paulo, wrote the dissertation As escolas japonesas paulistas (1915–1945), published in 1997. Jeff Lesser, author of Negotiating National Identity: Immigrants, Minorities, and the Struggle for Ethnicity in Brazil, wrote that the author "suggests" that the Japanese schools in São Paulo "were as much an affirmation of Nipo-Brazilian identity as they were of Japanese nationalism."[110]

Ver também

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Notas

  1. Entre 1820 e 1963, entraram no Brasil 5.527.354 imigrantes, dos quais 1.767.334 portugueses, 1.624.725 italianos, 712.957 espanhóis, 256.566 alemães e 242.171 japoneses.[10]

Referências

  1. a b c d e [https://www.statista.com/statistics/1038496/japan-countries-with-highest-number-of-japanese-residents/ Countries with the highest number of Japanese residents in 2023 (in 1,000s)]
  2. a b c d e «Japan-Brazil Relations (Basic Data)» (em inglês). Consultado em 8 de outubro de 2022 
  3. a b [https://www.moj.go.jp/isa/publications/press/13_00040.html 令和5年末現在における在留外国人数について]
  4. [http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=23402 Adital – Brasileiros no Japão] Arquivado em julho 13, 2006, no Wayback Machine
  5. «Brazil». state.gov. 14 de setembro de 2007. Consultado em 4 de maio de 2018 
  6. Gonzalez, David (25 de setembro de 2013). «Japanese-Brazilians: Straddling Two Cultures». Lens Blog. The New York Times. Consultado em 27 de setembro de 2013. Cópia arquivada em 2 de outubro de 2013 
  7. Dia Nacional da Imigração Japonesa, Prefeitura Municipal de Promissão
  8. 18 de junho, Dia Nacional da Imigração Japonesa, Migalhas
  9. a b c «Site Oficial da ACCIJB - Centenário da Imigração Japonesa no Brasil - História da Imigração» [ACCIJB Official Website - Centenary of Japanese Immigration to Brazil - History of Immigration]. centenario2008.org.br. Cópia arquivada em 31 de agosto de 2014 
  10. «Entrada de estrangeiros no Brasil segundo as principais nacionalidades pelos 4 períodos constituídos». Consultado em 10 de dezembro de 2022. Cópia arquivada em 3 de outubro de 2008 
  11. Coelho, Magda Prates (2008). Resistência & integração : 100 anos de imigração japonesa no Brasil [Resistance and Integration: 100 Years of Japanese Immigration in Brazil]. Rio de Janeiro: Brazilian Institute of Geography and Statistics. p. 64. ISBN 9788524040146. Consultado em 28 de outubro de 2020 – via biblioteca.ibge.gov.br 
  12. Trento, Angelo (1989). Do outro lado do Atlântico: um século de imigração italiana no Brasil [Across the Atlantic: A Century of Italian Immigration to Brazil]. [S.l.]: Livraria Nobel. 574 páginas. ISBN 852130563X 
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Leitura adicional

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Ligações externas

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