Jardim Nossa Senhora do Carmo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

[1]

Disambig grey.svg Nota: Se procura o bairro de mesmo nome no Jardim São Luís, veja Jardim Nossa Senhora do Carmo (Jardim São Luís).
Jardim Nossa Senhora do Carmo
Bairro de São Paulo São Paulo City flag.svg
Jardimnsasenhoradocarmo.jpg
Fundação Aproximadamente 1960
Habitantes 69.630 habitantes
Distrito Parque do Carmo
Subprefeitura Itaquera
Região Administrativa Leste

Jardim Nossa Senhora do Carmo é um bairro nobre situado na Zona Leste do município de São Paulo pertencente ao distrito de Parque do Carmo.

Nas proximidades do Parque do Carmo, onde também está situado o club ACM e o SESC. Tem fácil acesso ao metrô e Shopping Metrô Itaquera, Shopping Aricanduva, Extra, Carrefour, etc.

Originalmente,era um bairro exclusivamente residencial, tendo metros quadrados de terra mais caro da zona leste, como Tatuapé, Anália Franco e Mooca, porém, com o tempo,uma de suas principais vias, a Avenida Maria Luiza Americano, vem se tornando uma via comercial, tendo em sua extensão comércios como, restaurantes variados, bancos, imobiliárias e vários pequenos mercados para população.

Loteamento

Na década de 20, Bento Pires começa o que seria o primeiro processo de loteamento das terras da Fazenda Caaguaçu. Desse processo de loteamento surgiram os bairros da Vila Carmosina e da Cidade Líder, e o que restou destas terras passou a se chamar "Fazenda do Carmo". Nesta mesma época inicia-se a colonização japonesa, incentivada pelo coronel Bento Pires. Seu interesse era a formação de pequenas propriedades produtivas e que tivessem mão de obra especializada para fomentar o desenvolvimento agrícola da localidade.

Arquitetura

Na década de 40, o Coronel Bento Pires devido a desvalorização do café vende parte de suas terras para um engenheiro de construção civil da CBPO (Companhia Brasileira de Projetos e Obras), o Sr. Oscar Americano de Caldas Filho; este por sua vez loteou e vendeu parte desta propriedade no intuito de atrair pessoas da classe média e alta para a valorização de suas terras. Essas terras loteadas fazem parte atualmente do Jardim Nossa Senhora do Carmo, que em alguns pontos é conhecido como Morumbizinho, devido ao slogan utilizado para a venda de lotes na época: Venham morar no Morumbi da Zona Leste.

Atualmente o bairro conta com uma arquitetura moderna, o metro quadrado da região esta orçado em R$4.107. Apesar de ser encontrado algumas comunidades carentes, o bairro conta em sua maior parte com a classe média alta.

Uma das avenidas mais importantes e interessantes da região é a chamada Avenida Maria Luiza Americano, que possui varias opçoes de pizzarias, mercados, imobiliarias, academias e etc.

Arquitetura

Localização Geográfica

  • Norte: Rua São Teodoro, Rua Boleeiro e Rua Itapitanga.
  • Sul: Avenida Aricanduva e Rio Aricanduva.
  • Leste: Estrada do Pêssego, Avenida Jacu Pêssego/Nova Trabalhadores.
  • Oeste: Avenida Líder, Rio Verde, Rua Montes Altos, Avenida Antônio de Souza Queiroz, Avenida Maria Luisa Americano, Rua Estêvão Dias Vergara, Rua Peixoto Viegas, Rua Lopes de Melo, Rua Joaquim Meira de Siqueira e Avenida Afonso de Sampaio e Souza.


  • Principais vias:
  • Avenida Afonso de Sampaio e Souza
  • Avenida Maria Luiza Americano
  • Avenida Osvaldo Pucci
  • Avenida Dr. Francisco Munhoz Filho
  • Rua Estevão Dias Vergara
  • Rua Lopes de Medeiros
  • Rua Joaquim Meira de Siqueira
  • Rua Baltazar Vidal.


Parque do Carmo

Parque do Carmo

Localizado na área da antiga fazenda do empresário Oscar Americano de Caldas Filho, para a criação do parque foram mantidos o prédio sede em arquitetura colonial, um conjunto de lagos e toda área ajardinada. Possui vegetação composta por eucaliptais, remanescentes da Mata Atlântica com mata ciliar, campos antrópicos, brejos, além de gramados, cafezal, pomar, bosque de cerejeiras-de-okinawa e um viveiro de produção de espécies arbustivas. Destacam-se angico, araribá-rosa, cedro, gameleira-brava, grevílea-gigante, ingá-ferradura, ipês (Handroanthus chrysotrichus, H. impetiginosus e Tabebuia roseoalba), jacarandá-paulista, jequitibá-rosa, pau-ferro, pau-jacaré, quaresmeira e seafórtia. Foram registradas 242 espécies, das quais 9 estão ameaçadas como a copaíba, o pau-brasil e as samambaiaçus. São 135 espécies de fauna, sendo 10 de répteis, a exemplo do lagarto florestal conhecido como papa-vento; além de sete de mamíferos e 118 de aves. Garças, mergulhões, martins-pescadores, irerês e ananaís fazem uso do lago. As distintas paisagens oferecem oportunidade de avistamento do imponente gavião-pega-macaco, rapinante ameaçado de extinção e de espécies endêmicas de Mata Atlântica, como a borralhara-assobiadora e pula-pula-assobiador. Os inquietos papagaios-verdadeiro tornam-se cautelosos nas proximidades de seus ninhos. Ocorrem também espécies florestais como tié-de-topete, choquinha-lisa e choca-da-mata, de difícil observação, porém traídas por suas vozes, bem como as aves noturnas coruja-orelhuda, curiangos e bacuraus. No quesito canto, destacamos trinca-ferro-verdadeiro, graúna e canário-da-terra. Olhos atentos observarão diversas espécies de beija-flores e passarinhos vistosos: sanhaçu-de-fogo, saíra-viúva, saí-azul, fim-fim, saí-andorinha e saíra-de-chapéu-preto e o singular arapaçu-do-cerrado. Dentre os mamíferos, há registros de veado-catingueiro, preguiça-de-três-dedos, tatus, ouriço-cacheiro e caxinguelês. Há 35 anos realizada no parque, a tradicional Festa das Cerejeiras comemora o florir da árvore símbolo do Japão e tornou-se a marca da comunidade nipônica que vive na região. Todos os anos ocorre a prática do “hanami”, ritual que consiste em sentar-se sob as cerejeiras e contemplá-las por longo período.

Festa das Cerejeiras

  É um festival em que a principal atração são as mais de 4 mil árvores floridas do Bosque das Cerejeiras, plantado pela comunidade japonesa na década de 70.  Além da beleza das flores,  o público poderá também aproveitar apresentações de dança e música folclórica japonesas, além de barracas com comidas típicas orientais.  

    A florada das cerejeiras só ocorre em agosto e dura apenas alguns dias. Por isso, todos os anos a comunidade japonesa pratica um ritual, conhecido como hanami,  de sentar sob as cerejeiras para contemplá-las. A tradição é convidar os amigos e a família para um picnic  em meio às árvores.

  A cerejeira é a árvore símbolo do Japão e tornou-se a marca dos descendentes da comunidade nipônica que vivem na região de Itaquera, zona leste. A festa, que acontece desde 1978, é organizada pela Federação Sakura e Ipê do Brasil em parceria com a Prefeitura de São Paulo. 

Festa das Cerejeiras