Jardim Zoológico de Belo Horizonte

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Inaugurado em 1959[1] o Jardim Zoológico de Belo Horizonte passou a ter importantes funções ao longo dos anos. Desde 1991 passou a fazer parte da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte, constituindo-se num dos seus Departamentos. Sua gestão é focada tanto na melhoria de sua infraestrutura quanto na área de pesquisa, reprodução e educação. Conta com o Hospital Veterinário que desenvolve a medicina tanto preventiva quanto curativa.

Além de ser um tradicional local de lazer, com animais de vários países, contribui para aumentar o conhecimento das pessoas sobre as espécies da fauna ameaçada de extinção no Brasil e no mundo e sobre a importância de todos ajudarem na conservação da biodiversidade e dos bens naturais.

As pesquisas realizadas sobre animais em cativeiro e a simples observação de seu dia a dia permitem saber melhor como eles vivem: se em grupo ou em casais, se são sociáveis ou solitários, como se reproduzem, de que se alimentam e outros comportamentos. Atualmente, seu plantel é composto por mais de 4.100 indivíduos da fauna brasileira e exótica, de cerca 270 espécies, divididos em grupos como mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes e insetos (em especial borboletas).

Em 2010, um novo espaço foi inaugurado no Jardim Zoológico: o Aquário da Bacia do Rio São Francisco. Como mais uma opção de lazer e educação para o visitante, o Aquário difunde a flora, a fauna e a cultural do São Francisco. O espaço é um importante equipamento do Jardim Zoológico e apresenta dezenas de espécies de peixe encontradas ao longo do rio, reproduzindo características da vegetação e da ocupação humana de suas margens. Além de ser um importante centro de pesquisa e de estudo sobre a fauna do rio São Francisco, o Aquário convida a população a repensar sua relação com a natureza, a forma como utiliza os recursos naturais e o que pode fazer para preservá-los.

As diretrizes do zoológico e aquário são:

1. Implementar e manter os mais altos padrões de bem-estar animal, de acordo com o Manual de Bem Estar da Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil-SZB.

2. O uso de animais em pesquisas invasivas, ou participação nestas, deverá ser aprovado pelo Comitê de Ética em Experimentação Animal da FZB, que será responsável pelas normas de conduta, de acordo com a legislação vigente.

3. Aplicar os padrões mínimos definidos pela SZB com relação a:

  • Recintos, exibição e áreas de manejo: Os recintos de exposição de animais silvestres devem respeitar as exigências da legislação vigente e devem ser manejados de modo a reproduzir, na medida do possível, o ambiente natural da espécie e incluir elementos de seu hábitat. Os recintos de exibição devem levar em conta o bem-estar animal, a interação dos animais com os visitantes e a segurança de ambos.
  • Nutrição e alimentação: A dieta dos animais deve incluir alimentos de qualidade superior e levar em conta as necessidades nutricionais de cada espécie.
  • Marcação dos animais: O controle do plantel deve ser realizado obrigatoriamente através da marcação dos animais de acordo com a legislação vigente.
  • Manejo Reprodutivo: Sempre que mantiver espécimes de uma espécie para a qual exista um programa cooperativo de reprodução implementado pela SZB serão seguidos os protocolos de manejo e as recomendações de reprodução do programa.
  • Aspectos veterinários e de saúde pública: o Setor Veterinário deve contemplar áreas de internação para os animais com conforto, segurança e condições sanitárias ideais para a recuperação da saúde. Deve seguir protocolos de tratamentos dos animais e de biossegurança dos trabalhadores, dos animais e do público visitante, minimizando riscos biológicos, químicos, físicos e de acidentes, inclusive para as áreas no entorno do zoológico ou aquário.
  • Segurança: A manutenção de animais em cativeiro exige o cuidado fundamental com a segurança dos animais, do público e dos colaboradores da instituição.

4. Não devem ser mantidos no plantel espécies cuja manutenção, dentro dos padrões de bem-estar animal estabelecidos pela FZB, comprometa o seu bem-estar e dos demais animais.

5. Deve ser seguido seu plano de coleção.

Em 2011, o Jardim Zoológico da FZB-BH foi promovido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) da categoria “B” para a - categoria “A” na classificação dos “jardins zoológicos públicos”.

Serviço O Jardim Zoológico está aberto de terça-feira a domingo (incluindo feriados), das 8h30 às 16h (com permanência até as 17h).

Aconteceu no Zoo[editar | editar código-fonte]

Em 2008 foi inaugurado nas dependências do zoológico, o jardim japonês, em comemoração ao centenário da imigração japonesa.[2][3]

Em 5 de março de 2010, foi inaugurado nas dependências do Zoológico, o maior aquário temático de água doce do Brasil, e o primeiro a retratar exclusivamente a vida na Bacia do São Francisco.[4]

Em 19 de agosto de 2011 o Zoológico recebeu duas gorilas fêmeas oriundas da Inglaterra, Kifta (11 anos) e Imbi (10 anos), para fazerem companhia ao gorila Idi Amim, de 37 anos.[5] O gorila, no entanto, faleceu no dia 7 de março de 2012, aos 37 anos.[6]

Em Maio de 2012, o Zoológico recebeu mais quatro felinos: duas onças pardas, uma leoa e uma onça pintada. Os animais, provenientes de instituições de Montes Claros, Uberlândia e do Ceará.[7]

Em Setembro de 2013, a instituição recebeu dois novos gorilas, um macho – Leon, de 14 anos – e uma fêmea – Lou Lou, de 9 anos – vindos, respectivamente, dos zoológicos Loro Parque, em Tenerife (Espanha), e da Fundação Aspinall, da Inglaterra.[8]

Em Fevereiro de 2014, foi anunciada a gravidez da gorila Lou Lou. Primeira gestação da espécie em cativeiro na América do Sul. e Imbi também foi confirmado sua gestação com previsão para Setembro de 2014 o nascimento[9]

Em 05 de agosto de 2014, nasceu o primeiro filhote de gorila da America do Sul em cativeiro. O filhote recebeu o nome de Sawidi. E no dia 08 de setembro do mesmo ano nasceu Jahari.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte

Ver também[editar | editar código-fonte]

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