Javaporco

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O javaporco é um animnal híbrido originário do cruzamento entre o porco doméstico (Sus scrofa domesticus) e o javali (Sus scrofa).[1]O animal costuma viver em bandos e tem hábitos diurnos. Possui hábitos alimentares similares ao do javali, é omnívoro, com preferência por vegetais como raízes, frutos, castanhas e sementes, também incluem animais em sua dieta, como caracóis, minhocas, insetos e ovos de aves.[2] Costumam cavocar a terra em busca de alimento e também invadem terras cultivadas, causando prejuízos a produtores rurais, podem pesar até 250 kg.[3]

Origem[editar | editar código-fonte]

A sua hibridação foi realizada de forma intencional em alguns criadouros, visando a comercialização da carne, por possuirem características mistas das duas espécies que lhe deram origem, acredidava que a carne seria com menos gordura, e haveria uma facilidade maior para reprodução.[1] Pode ser encontrado no Brasil em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.[4] Os principais focos de disseminação foram a partir da Argentina e Uruguai, adentrando o Brasil. Até 2006, o animal se espalhou principalmente pelo interior de São Paulo e grandemente na região do amazonas, onde causa danos severos na economia e no meio ambiente. Há registros do animal inclusive na mata atlântica.[5]

Javaporco x javali[editar | editar código-fonte]

O javali é um suídeo nativo da Eurásia e do norte da Africa, ocorrendo tanto em áreas abertas como em ambiente florestal. Vivem em varas, são corpulentos e chegam a atingir até 200kg. São onívoros, tendo o comportamento de revirar o solo enquanto forrageia a procura de alimento. Podem se reproduzir com muita facilidade, iniciando seu ciclo de reprodução com um ano de idade, parindo de 6 a 10 filhotes por ninhada. Estes animais foram trazidos para a América do Sul com a finalidade de criação e abate, para consumo da carne, mas acabaram sendo soltos e fugindo dos criadouros, se tornando um exótico invasor.[6]

The Wild Boar (Sus scrofa) is the wild ancestor of the domestic pig. As shown in his natural habitat.

O Javaporco é um híbrido do porco doméstico (Sus scrofa domesticus) e do javali (sus scrofa). A sua hibridação foi realizada de forma intencional em alguns criadores para consumo da carne. Contudo, espécimes do javali que escaparam dos criadouros se adaptaram ao ambiente e ocasionalmente cruzaram com o porco doméstico. Os principais países que obtiveram uma rápida disseminação do javaporco foram, Argentina e Uruguai. Até 2006, há casos confirmados do javaporco nos estados do Rio Grande do sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Bahia[7] e já há relatos da chegada ao estado do Rio de Janeiro, invadindo o Parque Nacional de Itatiaia[8]

O javaporco, assim como o javali, pode ser considerado um engenheiro de ecossistemas. Seu hábito de andar em varas faz com que ocorra um enorme impacto através do pisoteio e da onivoria, cavando a terra enquanto forrageia, modificando a estrutura da vegetação.[9] O javaporco está classificado pela Invasive Species Group - ISSG como uma das 100 piores espécies invasoras, devido as suas características e hábitos que trazem prejuízos ao ecossistema e plantações, além de serem transmissores de doenças como a leptospirose [10]

Referências

  1. a b IBAMA, INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS (10 de novembro de 2016). «Manejo e controle do javali». Consultado em 3 de março de 2017 
  2. Javali
  3. «Javali Asselvejado» (PDF). Ibama 
  4. MORI, mayra (2015). «INVASÃO DE HERBÍVORO PISOTEADOR E O PADRÃO ESPACIAL DE UMA PALMEIRA EM UM FRAGMENTO DE MATA ATLÂNTICA» (PDF). UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO” INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS - RIO CLARO. Consultado em 3 de março de 2017 
  5. «Javaporco destrói plantações e vira praga no interior de SP». Folha de S. Paulo. 2 de junho de 2014 
  6. http://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/139010/000864949.pdf?sequence=1&isAllowed=y
  7. DEBERDT & SCHERER, 2007.
  8. http://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/139010/000864949.pdf?sequence=1&isAllowed=y
  9. (GÓMEZ & HÓDAR, 2008; BARRIOS-GARCIA & BALLARI, 2012
  10. (ISSG, 2000; DEBERDT & SCHERER, 2007)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]