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Jean-Baptiste Colbert

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Jean-Baptiste Colbert
Nascimento29 de agosto de 1619
Reims, França
Morte6 de setembro de 1683 (64 anos)
Paris, França
SepultamentoIgreja de Santo Eustáquio
CidadaniaFrança
Progenitores
  • Nicolas Colbert de Vandières
  • Marie Pussort
CônjugeMarie Charron
Filho(a)(s)Jean-Baptiste Colbert de Seignelay, Jeanne-Marie Colbert, Jacques Nicolas Colbert, Marie-Anne Colbert, Jean-Jules-Armand Colbert, Louis Colbert
Irmão(ã)(s)Charles Colbert de Croissy, Nicolas Colbert
Alma mater
Ocupaçãopolítico
Distinções
  • Oficial da Ordem do Espírito Santo
  • cavaleiro da Ordem de São Miguel
Cargo(s)
Secretary of State of the Navy (1669–1683)
AntecessorHugues de Lionne
SucessorJean-Baptiste Colbert de Seignelay
Minister for the Maison du Roi (1669–1683)
AntecessorHenri de Guénégaud
SucessorJean-Baptiste Colbert de Seignelay
cadeira 24 da Academia Francesa (1667–1683)
AntecessorJean de Silhon
SucessorJean de La Fontaine
Controlador Geral das Finanças (1665–1683)
AntecessorLouis Le Tonnelier de Breteuil
SucessorClaude Le Peletier
Ministro Chefe da França (1661–1683)
AntecessorJules Mazarin
SucessorFrançois Michel Le Tellier de Louvois
Religiãocatolicismo

Jean-Baptiste Colbert (Reims, 29 de Agosto de 1619Paris, 6 de Setembro de 1683),[1] ou simplesmente Colbert, foi um político francês que ficou conhecido como ministro de estado e da economia do rei Luís XIV.[2][3] Instalou o Colbertismo na França, onde teve uma grande importância no desenvolvimento do mercantilismo ou da teoria mercantilista, bem como das práticas de intervenção estatal na economia, que o mercantilismo adotava.[4]

Jean-Baptiste Colbert era o primogênito de Nicolas Colbert, um comerciante de tecidos de Reims, e Marie Pussort.[5] Apesar de sua família dizer descender de nobres escoceses, não há nenhuma prova disto, e a invenção de antepassados nobres era uma prática comum aos plebeus. Estudou num colégio dos jesuítas. Trabalhou para um banqueiro de Paris, e para o pai do poeta Jean Chapelain em 1634.

Passa depois ao serviço de seu bisavô, Jean-Baptiste Colbert de Saint-Pouange, primeiro comissário do Ministério da Guerra de Luis XIII. Em 1640, com 21 anos, seu pai empenha suas relações amorosas e de fortuna para lhe comprar o cargo de Comissário ordinário de guerra. Este posto o obrigou a inspeccionar as tropas, o que lhe deu uma certa notoriedade.

Em 1645, Saint-Pouange o recomendou a Michel Le Tellier, seu cunhado, que trabalhava como Secretario de Estado de guerra, este o contratou, primeiro como secretário privado e logo conseguiu que o nomeassem conselheiro do rei em 1649. Em 13 de Dezembro de 1648, se casa com Marie Charron, filha de um membro do conselho real. Tiveram 4 filhos:

  • Jeanne Marie
  • Jean-Baptiste (Marques de Seignelay),
  • Jules Armand (Marqués de Blainville)
  • Ana Maria

Em 1651, Michel Le Telier, o apresenta ao Cardeal Mazarino que o contrata para gerir a sua vasta fortuna pessoal. Antes de morrer, em 1661, Mazarino recomendou Colbert ao rei Luís XIV de França, salientando as suas qualidades de dedicado trabalhador. Nesse mesmo ano o rei fez de Colbert ministro de Estado e, em 1664, atribui-lhe o cargo de superintendente das construções, artes e manufacturas e ainda o de intendente das Finanças.

Colbert desenvolveu todos os esforços para arruinar junto do rei a reputação de Nicolas Fouquet, o superintendente-geral das Finanças que tinha acumulado fortuna por meios fraudulentos; tendo este sido detido, a mando do rei, por D'Artagnan, Colbert tornou-se controlador geral das Finanças (1665). Viria ainda a desempenhar as funções de secretário de Estado na Marinha e na Casa Real (1669).

Em 1670, comprou o baronato de Sceaux no sul de Paris. Converte o domínio de Sceaux em um dos mais charmosos da França, graças a André Le Nôtre que desenhou os jardins e a Charles Le Brun que se encarregou de toda a decoração tanto dos edifícios como do parque.

Como ministro de Luís XIV, Colbert quis tornar a França a nação mais rica da Europa, e para isso implantou o mercantilismo industrial, incentivando a produção de manufacturas de luxo visando a exportação.

Favoreceu o comércio, protegeu as ciências, as letras e as artes. Em 1663, fundou a Academia das Inscrições e Belas Letras. Também favoreceu a pesquisa com a criação da Academia das Ciências (1666), o Observatório de Paris (1667) (para onde chamou Huygens e Cassini) e da Academia de Arquitetura (1671).

Como ministro das finanças, quis diminuir a corrupção desenfreada durante o reinado de Luis XIV, que ficou escancarada com o caso Fouquet. Ele também podia orientar o pagamento de pensões dentro do Estado francês. Assim, quando o historiador Eudes de Mezeray não se calou em seus livros diante da importância história dos Estados Gerais e os deveres e direitos consagrados deste, foi advertido em carta por Colbert nesses termos: "Vós sois historiográfos do rei e pensionistas de Sua Majestade; deveis escrever a história como ele quer, e não como entendeis. Devo retirar-vos a vossa pensão." (CANTU, Cesare, 1964, vol. 25, pg. 209). Seu ministério lembra um pouco o de Maximilien de Béthune, duque de Sully (1560–1641), ministro de Henrique IV da França. Notando o imenso tamanho do Estado francês, com seu orçamento enorme, suas pressões orçamentárias sobre uma vastidão de exércitos, funcionários, pensões para nobres e eruditos e ainda os gastos com a política externa de Luis XIV - movida a subornos e presentes a ministros, embaixadores e reis estrangeiros (possuía na lista até mesmo Jaime II rei da Inglaterra), viu que apenas o crescimento da economia poderia promover a continuidade dos gastos e do poderio do governo francês. Esse crescimento teria que ser sobre a agricultura e as manufaturas. Suas conquistas econômicas sofreram um revés assim que morreu, pois o governo passou a taxar pesadamente a indústria, o que, a longo prazo, levaria a crise das manufaturas francesas em 1780, diante das importações de tecidos ingleses, o que seria uma fonte de desemprego e descontentamento popular, estopins da Revolução Francesa.

Em 1664, foi nomeado superintendente de edifícios e manufaturas reais. Decide copiar os produtos dos países vizinhos, a fim de tornar a França auto-suficiente - o que evitaria de perder divisas em ouro com importações - mais um objetivo mercantilista. Não hesitou em contratar trabalhadores estrangeiros, desses mesmos países que queria copiar os produtos, para iniciar o fabrico destes artigos. Usou frequentemente da concessão de monopólios. Restaurou a fabricação dos artigos anteriores produzidos no país e acrescentou novos, especialmente de vidro e tapeçaria (Gobelins).

Ele também dirige a produção de arte destinadas à reforma dos palácios reais, entre eles o de Versalhes. Em março de 1667, Colbert nomeia Gabriel Nicolas de la Reynie tenente da polícia, que se torna o primeiro chefe de polícia francesa, e passa a impor a sua autoridade à gendarmerie e aos somatenes. No mesmo ano, o próprio Colbert foi eleito membro da Academia Francesa. Com um carácter pouco acentuado e eloquente, sempre vestido de preto, trabalhando para o estado desde as cinco da manhã, Madame de Sévigné o apelidou de "O Norte".

Em 1668, foi nomeado secretário de Estado na casa do rei. Convencidos da importância que o comércio desempenha na economia, o rei cria uma Secretaria de Estado da Marinha em 1669, que Colbert será o primeiro titular. Construiu uma frota de 276 navios de guerra.

Jean Baptiste Colbert

Desenvolveu a infra-estrutura para a facilitação do comércio: canais, estradas reais, pontes, portos. Plantou a floresta de Landes para servir à construção naval. Mandou reparar as estradas, fez novos caminhos, e uniu o Mediterrâneo com o Atlântico através do canal de Languedoc. Foi defensor da expansão mercantil e colonial francesa, pois as colônias e o comércio externo ajudariam a manter a balança comercial positiva e forçaria o acúmulo de divisas em ouro dentro da nação - mais uma marca do ideário mercantilista.

Pavimentou e iluminou Paris, embelezando as docas da cidade, praças públicas, portas triunfais (Saint-Denis e Saint-Martin), mandou fazer a colunata do Louvre e os Jardins das Tulherias.

Principais Obras

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  • Collection Complete Des Memoires Relatifs A L'Histoire de France
  • Collection Des Memoires Relatifs A L'Histoire de France. Memoires Du Marquis de Torcy
  • Correspondance et papiers d'Etat
  • L' Italie En 1671: Relation D'un Voyage du Marquis de Seignelay, Suivie de Lettres inédites à Vivonne, du Quesne, Tourville, Fénelon et Précédée D'une étude Historique, Par Pierre Clément
  • Correspondance et papiers d'Etat: 1650-1651. De Le Tellier à Mazarin
  • Journal inédit de Jean-Baptiste Colbert, marquis de Torcy ...: pendant les années 1709, 1710 et 1711
  • Lettres, instructions et mémoires: 1650 - 1661
  • Album de Colbert, 1670
  • Mémoires sur les finances: Suivi de Journal pour l'histoire du roi
  • Ao serviço secreto da França na Corte de D. João V
  • Collection Des Memoires Relatifs A L'Histoire de France. 67, Memoires Du Marquis de Torcy


Ver também

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Referências

  1. Svensson, Frank (1995). Arquitetura e conhecimento: publicação semestral em apoio às disciplinas ministradas pelo professor Frank Svensson nos cursos de graduação e pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília. São Paulo: Edições Aurora. p. 3
  2. Davis, Donald G. (1991). Reading & Libraries: Proceedings of Library History Seminar VIII, 9-11 May, 1990, Bloomington, Indiana (em inglês). Austin: Graduate School of Library and Information Science, University of Texas at Austin. p. 283
  3. Exame VIP. 15. São Paulo: Editora Abril. 1996. p. 76
  4. Academic American Encyclopedia (em inglês). 5. Danbury: Grolier. 1993. p. 97
  5. Rothbard, Murray Newton (1995). An Austrian Perspective on the History of Economic Thought: Economic thought before Adam Smith (em inglês). Cheltenham: E. Elgar Pub. p. 248
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