Jean-Michel Basquiat

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta biografia de uma pessoa viva não cita as suas fontes ou referências, o que compromete sua credibilidade. (desde março de 2014)
Ajude a melhorar este artigo providenciando fontes confiáveis e independentes. Material controverso sobre pessoas vivas sem apoio de fontes confiáveis e verificáveis deve ser imediatamente removido, especialmente se for de natureza difamatória.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Disambig grey.svg Nota: Se procura filme estadunidense de 1996, veja Basquiat (filme).
Jean-Michel Basquiat
Nascimento 22 de dezembro de 1960
Nova Iorque, Nova Iorque
Morte 12 de agosto de 1988 (27 anos)
Nova Iorque, Nova Iorque
Nacionalidade  Estados Unidos
Ocupação Pintor, grafiteiro, poeta, músico, produtor
Movimento estético neo-expressionismo, primitivismo

Jean-Michel Basquiat (Nova Iorque, 22 de dezembro de 1960 - Nova Iorque, 12 de agosto de 1988) foi um artista americano.

Ganhou popularidade primeiro como um grafiteiro na cidade onde nasceu e então como neo-expressionista. As pinturas de Basquiat ainda são influência para vários artistas e costumam atingir preços altos em leilões de arte.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Basquiat foi um artista plástico que desenvolveu sua arte através da livre expressão da sua criatividade. Por muito tempo Basquiat não foi considerado artista por sua arte carregar muitos elementos diferenciados e por vezes confusos. Assim como o fato de Basquiat ser um jovem negro de origem porto-riquenha. Outro ponto que o deixava afastado do mundo polido da arte seria a sua atuação nas ruas e a sua falta de uma boa formação em uma escola renomada de arte, pois o mundo da arte plástica passa pela peneira do status quo.

Basquiat tinha ascendência porto-riquenha por parte de mãe e haitiana por parte de pai. Desde cedo mostrou uma aptidão incomum para a arte e foi influenciado pela mãe, Matilde, a desenhar, pintar e a participar de atividades relacionadas ao mundo artístico. Em 1977, aos 17 anos, Basquiat e um amigo, Al Diaz, começaram a fazer grafite em prédios abandonados em Manhattan. A assinatura era sempre a mesma: "SAMO" ou "SAMO shit" ("same old shit", ou, traduzindo, "sempre a mesma merda"). Isso gerou curiosidade nas pessoas, principalmente pelo conteúdo das mensagens grafitadas. Em dezembro de 1978, o veículo Village Voice publicou um artigo sobre as escrituras. O projeto "SAMO" acabou com o epitáfio "SAMO IS DEAD" (SAMO está morto) escrito nas paredes de construções do SoHo nova-iorquino.

Em 1978, Basquiat abandonou a escola e saiu de casa, apenas um ano antes de se formar. Mudou-se para a cidade e passou a viver com amigos, sobrevivendo através da venda de camisetas e postais na rua. Um ano depois, em 1979, contudo, Basquiat ganhou um status de celebridade dentro da cena de arte de East Village em Manhattan por suas aparições regulares em um programa televisivo. No fim da década de 1970, Basquiat formou uma banda chamada Gray, com o então desconhecido músico e ator Vincent Gallo. Com o conjunto, tocaram em clubes como Max's Kansas City, CBGB, Hurrahs e o Mudd Club. Basquiat e Gallo viriam a trabalhar em um filme chamado Downtown 81 (também conhecido por "New York Beat Movie"). A trilha sonora deste tinha algumas gravações raras da Gray. A carreira cinematográfica de Basquiat também incluiu uma aparição no vídeo "Rapture" da banda Blondie.

Basquiat começou a ser mais amplamente reconhecido em junho de 1980 quando participou do The Times Square Show, uma exposição de vários artistas patrocinada por uma instituição de nome "Colab". Em 1981, o poeta, crítico de arte e "provocador cultural" Rene Ricard publicou um artigo em que comentava sobre o artista. Isso ajudou a catapultar de vez a carreira de Basquiat internacionalmente. Nos anos consecutivos, Basquiat continuou a exibir sua obra em Nova York ao lado de artistas como Keith Haring e Barbara Kruger. Também realizou exposições internacionais com a ajuda de galeristas famosos.

Já em 1982, Basquiat era visto freqüentemente na companhia de Julian Schnabel, David Salle e outros curadores, colecionadores e especialistas em arte que seriam conhecidos depois como os "neo-expressionistas". Ele começou a namorar, também, uma cantora desconhecida na época, Madonna. Neste mesmo ano, conheceu Andy Warhol, com quem colaborou ostensivamente e cultivou amizade.

Dois anos depois, em 1984, muitos de seus amigos estavam preocupados com seu uso excessivo de drogas e seu comportamento paranóico. Basquiat, então, já estava viciado em heroína. No dia 10 de fevereiro de 1985, Basquiat foi capa da revista do The New York Times, em uma reportagem dedicada inteiramente a ele. Com o sucesso, foram realizadas diversas exposições internacionais em todas as maiores capitais europeias. Basquiat morreu de um coquetel de drogas (uma combinação de cocaína e heroína conhecida popularmente como "speedball") em seu estúdio, em 1988. Após sua morte, um filme que levava seu nome foi lançado contando sua biografia, dirigido por Julian Schnabel e com o ator Jeffrey Wright no papel de Basquiat.

Basquiat é uma enorme referência dentro do mundo da arte plástica. Tanto por sua arte não se prender aos moldes da arte plástica, como também a nenhum outro conceito já definido por grandes nomes e críticos. Um artista incomum e de grande valor para a visibilidade do jovem negro dentro de uma sociedade polida e racista. Basquiat foi um dos jovens que ultrapassou todos os recortes sociais e alcançou um nível com alguns privilégios dos quais ele nunca antes tivera acesso, assim como milhões de jovens negros artistas. Ele veio para lembrar que arte é algo forte e vivo e não uma técnica desenvolvida e passada adiante como um simples ensinamento do status quo. Arte é viva, arte é criação e Basquiat era pura póiesis

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Brooklyn Museum