Jesús Hernández Blázquez

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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Jesús Hernández.


Jesús Hernández Blázquez
Nascimento 28 de setembro de 1981 (38 anos)
Ávila
Cidadania Espanha
Ocupação ciclista

Jesús Hernández Blázquez é um exciclista espanhol nascido a 28 de setembro de 1981 em Burgohondo, província de Ávila (Espanha), pese a que cresceu e se formou em Parla (Comunidade de Madri).[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Inícios no ciclismo[editar | editar código-fonte]

Hernández começou no ciclismo por seu pai, um cicloturista do clube ciclista Neves, da sua localidade, Parla, para que fizesse vida sã.

Ciclismo aficionado[editar | editar código-fonte]

Hernández emigrou ao País Basco para correr na equipa aficionada Iberdrola, filial da potente ONZE de Manolo Saiz. Hernández compartilhou andar em Azpeitia (Guipúscoa) junto a outros jovens ciclistas como Joaquim Rodríguez e Xavier Florencio, colegas da mesma equipa e em sua mesma situação.

Um jovem Alberto Contador (um ano menor que Jesus), amigo e colega de treinamentos pelas estradas de Madri, ficou impressionado pelas impressionantes bicicletas (as da ONZE) com que treinava Hernández, e um ano depois fez a mesma viagem para se somar ao Iberdrola e ao andar de Azpeitia.

Ciclismo profissional[editar | editar código-fonte]

Estreia e Operação Puerto[editar | editar código-fonte]

Jesús Hernández em 2005, com a equipa Liberty Seguros.

Fez a sua estreia como profissional no ano 2004 com a equipa Liberty Seguros de Manolo Saiz, continuador da histórica ONZE. Durante os seus dois anos de estadia na equipa coincidiu com ciclistas consolidados como Roberto Heras, Igor González de Galdeano e David Etxebarria, bem como com jovens promessas como Alberto Contador (com quem lhe unia uma estreita relação de amizade) e Luis León Sánchez.

Em 2006, no marco da Operação Puerto, foi identificado pela Guardia Civil como cliente da rede de dopagem liderada por Eufemiano Fuentes, baixo o nome em chave Hdez. Segundo o diário El País, a sua identificação teria sido incorreta, já que o Hernández que significava Hdez pertenceria ao segundo apelido de Roberto Heras, não a Jesús.

Hernández, ao igual que Contador, declarou ante o juiz Antonio Serrano em dezembro desse ano, ainda que em qualidade de testemunha, não como imputado, ao não ser o dopaje um delito segundo a legislação espanhola vigente nesse momento. Hernández disse que Manolo Saiz, director da equipa, controlava as coisas, e admitiu ter utilizado parches de testosterona (em jargão, parches de calor), que se utilizavam por ordem dos responsáveis pela equipa para se recuperar muscularmente. A testosterona é um anabolizante (aumenta a massa muscular) e seu uso exógeno está proibido pelas autoridades desportivas, pelo que figura na lista de substâncias e práticas dopantes (e por tanto proibidas) elaborado pela AMA. Apesar de ser uma prática proibida, o facto de que esses parches de testosterona fossem de libertação lenta imposibilitava que o corredor desse positivo nos controles antidopagem.[2]

Do modesto Relax ao desemprego[editar | editar código-fonte]

Em 2006 alinha pela modesta Relax, de categoria Continental Profissional. Nesse ano correu a Volta a Espanha, a carreira mais importante na que participou (graças ao convite da organização) a equipa, ainda que teve que abandonar como consequência de uma forte queda na etapa com final em Calar Alto.

Em 2007, na sua segunda temporada no Relax, voltou a correr na Volta a Espanha, ainda que de novo viu-se obrigado a abandonar a carreira ao fracturar-se a clavícula a caminho de Villacarrillo (Jaén), na 14ª etapa.

Depois do desaparecimento da equipa Hernández ficou sem equipa, pelo que não pôde correr em 2008. Pese a esta circunstância o corredor seguiu com os seus treinamentos, completando mais de 20 000 quilómetros ao longo do ano, com frequência junto ao seu amigo e ex-parceiro Alberto Contador (Astana), quem animou-lhe para que seguisse se treinando pese a não ter equipa.

Gregário de Contador[editar | editar código-fonte]

Jesús Hernández no Tour de Romandía 2009, com o maillot de Astana.

Para 2009 foi contratado pelo Astana de Johan Bruyneel por desejo do seu amigo Alberto Contador, chefe de filas depois de ter ganhado a tripla coroa entre as duas últimas temporadas: Tour de France em 2007 e Giro d'Italia e Volta a Espanha em 2008. Assim, foi à concentração invernal da equipa em Tenerife em dezembro e ao Tour Down Under, momentos nos que travou amizade com Lance Armstrong, heptacampeão do Tour de France que voltava depois de três anos sem competir; o estadounidense começou a chamar-lhe carinhosamente Sweet baby Jesus (doce menino Jesus).[3][4]

Desde o seu contrato desempenhou um trabalho de gregário a favor de Contador, com quem sente-se muito unido, tanto é de modo que devido ao seu carácter distraído conhece-se-lhe como a "mascota" devido a ser um maravilhoso cachorito faladeiro[5] e quando este deixou a equipa para se unir ao Saxo Bank Sungard, Hernández seguiu o mesmo caminho e também alinhou pela equipa de Bjarne Riis.[6]

Retirada[editar | editar código-fonte]

Depois da Volta a Espanha de 2017 anunciou a sua retirada do ciclismo depois de catorze temporadas como profissional e com 36 anos de idade passando a ser Director desportivo do conjunto Polartec-Kometa.[7]

Palmarés[editar | editar código-fonte]

Não tem conseguido nenhuma vitória como profissional.

Resultados em Grandes Voltas[editar | editar código-fonte]

Durante a sua carreira desportiva tem conseguido os seguintes postos nas Grandes Voltas:

Carreira 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017
Giro d'Italia - - - - - - - 27º - - - - 59º 49º
Tour de France - - - - - - 140º 92º - 43º Ab. - - -
Volta a Espanha - - Ab. Ab. - 19º - - 43º - 21º - 43º 64º

-: não participa
Ab.: abandono

Equipas[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Jesús Hernández Blázquez