Jesús Martín-Barbero

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Jesús Martín-Barbero (Ávila1937) é semiólogoantropólogo e filósofo colombiano, nascido na Espanha. Viveu na Colômbia até 1963. É um teórico colombiano,ex-pesquisador da Comunicação e Cultura e um dos expoentes nos Estudos Culturais contemporâneos. É autor do livro Dos Meios às Mediações.

Eixo Epistemológico[editar | editar código-fonte]

É preciso se posicionar para produzir a crítica sobre a comunicação. O autor é contrário à corrente funcionalista. Utiliza-se dos pressupostos invocados pela Escola de Frankfurt e, em parte, pelos Estudos Culturais: "Não existe comunicação sem cultura, nem cultura sem comunicação"

O estudo da comunicação não pode ser fragmentado, pois é um processo. Todos os elementos devem ser estudados juntos: emissor, mensagem, canal, receptor... Há uma interdependência entre as partes.

Eixo Lógico[editar | editar código-fonte]

Formulação de perguntas e questionamentos. Martín não considera seu pensamento sobre a comunicação concluído. Quantas identidades latino americanas existem? A colonização é diferente, mas há características em comum, que ligam os povos latinos: melodrama > busca de uma identidade.

Eixo Metodológico[editar | editar código-fonte]

Como se constitui o sistema televisivo na América Latina? Como se constituiu a mídia na América Latina? Qual a importância da telenovela na América Latina? A problemática da comunicação situda nesse lugar: reflexão.

Mediações Comunicativas da Cultura[editar | editar código-fonte]

Um dos assuntos abordados por Martín-Barbero em sua obra mais conhecida, “Dos Meios às Mediações”, trata das mediações comunicativas da cultura, que são lógicas de produção, de cultura e de diferentes conceitos e lógicas que ligam pessoas, lugares e objetos concretos e também reorganizam saberes sociais. Ele divide essas mediações em quatro: tecnicidade, institucionalidade, socialidade e ritualidade.[1]

Tecnicidade[editar | editar código-fonte]

Se relaciona com a construção de novas práticas através de diferentes linguagens, como a análise de discursos através de relações de poder e contexto histórico.

Institucionalidade[editar | editar código-fonte]

Os meios utilizados para produzir de discursos que atendem interesses privados. Não são apenas aparatos, mas também instituições de peso econômico, político e cultural.

Socialidade[editar | editar código-fonte]

Laços e relações cotidianas que servem de base para outras formas de interação e comunicação.

Ritualidade[editar | editar código-fonte]

Se refere às diferentes interpretações,leituras e usos dos meios de comunicação. Se relaciona com a tecnicidade, que possibilita o acontecimento dessa ritualidade em novos formatos industriais.[2][3]

Mediação e Midiatização[editar | editar código-fonte]

Há um debate dentro do campo da Comunicação em relação a complexidade dos fluxos comunicacionais na atualidade, os conceitos de mediação e midiatização são importantes nesse debate já que eles se relacionam com a circulação desses fluxos e as interações sociais que estão dentro desses processos.[4] Enquanto para alguns autores os conceitos são divergentes, para outros mediação e midiatização podem serem vistos como complementares.

Midiatização[editar | editar código-fonte]

Eliseo Verón[editar | editar código-fonte]

Segundo Verón, a presença de meios de comunicação afeta as instituições(escolas, religião, família etc) nas suas práticas e em seu funcionamento. No processo de midiatização de Verón há um relacionamento entre instituições, mídia e atores individuais. De acordo com o autor o termo midiatização é basicamente uma mudança social na sociedade contemporânea, sendo assim a mídia passa a tornar parte do tecido social. [5]

Muniz Sodré[editar | editar código-fonte]

Segundo Sodré, a sociedade contemporânea é regida pela midiatização, uma tendência da sociedade a "virtualizar" suas relações sociais. Para o autor, o termo midiatização vai além dos meios de mídia, também está presente na estrutura social o que vai constituir em uma cultura midiatizada. Há uma interação "especular" entre o sujeito e a mídia na relação entre eles. A midiatização engloba todas as instâncias sociais, é vista como uma nova forma de sociabilidade. [6]

Livros Publicados[editar | editar código-fonte]

  • 1978: Comunicación masiva: discurso y poder, Ciespal, Quito.
  • 1979: Comunicación educativa y didáctica audiovisual, SENA, Cali.
  • 1981: Introducción al análisis de contenido, Incisex, Madrid.
  • 1987: De los medios a las mediaciones, Gustavo Gili, Barcelona.
  • 1988: Procesos de comunicación y matrices de cultura, Gustavo Gili, México.
  • 1992: Televisión y melodrama, Tercer Mundo, Bogotá.
  • 1995: Pre-textos: conversaciones sobre la comunicación y sus contextos, Univalle, Cali.
  • 1998: (coauthor) Mapas nocturnos. Diálogos con la obra de J. Martín-Barbero, Siglo del Hombre/DIUC, Bogotá.
  • 1999: with German Rey, Los ejercicios del ver. Hegemonía audiovisual y fición televisa, Gedisa, Barcelona.
  • 2000: withHermann Herlingahus, Contemporaneidad latinoamericana y análisis cultural, Iberoamericana/Vevuert, Madrid.
  • 2001: Al sur de la modernidad. Comunicación, globalización y multiculturalidad. Institito Internacional de Literatura Iberoamericana, University of Pittsburgh.
  • 2002: Oficio de cartógrafo - Travesias latinoamericanas de la comunicación en la cultura, Fondo de Cultura Económica, Santiago de Chile. La educación desde la comunicación, Norma, Buenos Aires.
  • 2003: (Coauthor) El espacio cultural latinoamericano.Bases para una política Cultural de integración, Convenio Andrés Bello / Fondo de Cultura Económica, Santiago de Chile.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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