Jingoísmo

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Jingoísmo é o nacionalismo exacerbado na forma de uma política externa agressiva.[1] O termo surge no Reino Unido, nos anos 1870, para designar a posição política que associava beligerância em relação à Rússia e nacionalismo expansionista. Na época, tal posição foi adotada tanto por políticos (Benjamin Disraeli, Cecil Rhodes) como por imperialistas liberais (Primeiro-ministro Neville Chamberlain), no âmbito de uma onda ufanista que enaltecia a Grã-Bretanha como "a melhor nação do mundo" - e, como tal, deveria "civilizar os povos inferiores". Jingoísmo também se refere à prática de advocacy, por um país, em favor do uso de ameaças ou de força, em detrimento de relações pacíficas, para proteger o que esse país entende como seu interesse nacional. Coloquialmente, o termo também pode referir-se ao viés apresentado quando se julga o próprio país como superior aos demais - um tipo extremo de nacionalismo.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O termo surgiu, como rótulo político, em uma carta enviada pelo político radical britânico George Holyoake ao jornal Daily News, em 13 de março de 1878.[2] Para criar o termo "jingoísmo", Holyoake inspirou-se a expressão by Jingo, presente no refrão de uma canção de guerra composta por G. H. MacDermott e G. W. Hunt e muito popular nos pubs e music halls da Grã-Bretanha, na época da guerra russo-turca de 1877–1878.[3][4][5] A letra desse refrão era:

We don't want to fight but by Jingo if we do
We've got the ships, we've got the men, we've got the money too
We've fought the Bear before, and while we're Britons true
The Russians shall not have Constantinople.[6]


Referências

  1. Catherine Soanes (ed.), Compact Oxford English Dictionary for University and College Students. Oxford: Oxford University Press, 2006, p. 546.
  2. Martin Ceadel, Semi-detached Idealists: The British Peace Movement and International Relations, 1854–1945 (Oxford University Press, 2000), p. 105.
  3. «"By Jingo": Macdermott's War Song (1878)». Cyberussr.com 
  4. «By Jingo». Davidkidd.net 
  5. Pears, Edwin (1916). Forty Years in Constantinople, The Recollections of Sir Edwin Pears 1873-1915 1 ed. Londres: Herbert Jenkins Limited. p. 27 – via Internet Archive 
  6. Em português:
    "Nós não queremos lutar mas, por Jingo, se o fizermos,
    temos os navios, temos os homens, temos o dinheiro também.
    Já lutamos contra o Urso antes, e enquanto nós formos britânicos de verdade
    Os russos não terão Constantinopla."


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