Gigi (cafetina)

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Gigi

Jiselda Aparecida da Oliveira, (Tatuí, 7 de Dezembro de 1955), mais conhecida como Gigi, apresentava-se como artista plástica, foi presa em 2006 sobe a acusação de chefiar uma quadrilha especializada em crimes ligados à exploração sexual de mulheres.[1]Jiselda foi julgada em São Paulo e absolvida e hoje mora na Noruega.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Gigi, que foi casada duas vezes e tem uma filha adulta, iniciou seus estudos em Tatuí. No Conservatório local, aprendeu piano e flauta (1977). Depois teria se iniciado no artesanato (1995) antes de se dedicar às artes plásticas e tornar-se pintora.

Apresentando-se como artista plástica, tornou-se bem relacionada: conhecia políticos, frequentava eventos, recebia condecorações, como a que lhe foi concedida pela Fundação Casa de Rui Barbosa, era fotografada ao lado de gente famosa. Estas fotos eram divulgadas em suas páginas no Orkut.

Em 2006 foi recepcionada no Palácio dos Bandeirantes, em um evento da Arquidiocese Ortodoxa, para entregar ao então governador de São Paulo, Cláudio Lembo, um quadro seu. Ela também teria retratado o presidente Lula, a pedido de um deputado estadual do PT paulista, mas não chegou a entregar-lhe a obra.

Prisão[editar | editar código-fonte]

No final de 2006, Gigi foi presa com mais sete pessoas depois de seis meses de investigações, durante a Operação Afrodite, batizada em homenagem à deusa grega do amor e do sexo.[3] Hoje ela está na Penitenciária Feminina de São Paulo, no distrito de Santana. Será julgada por rufianismo e formação de quadrilha, tráfico internacional de mulheres e tráfico interno de pessoas. Se condenada, pode pegar de um a oito anos de prisão por cada um dos crimes de que é acusada.[4]

Segundo a Polícia Federal, ela é a 'a maior cafetina do Brasil'. Em seu time de agenciadas estariam modelos, atrizes, participantes de reality shows, assistentes de palco de programas de TV e capas de revistas masculinas. Na clientela, políticos, magistrados, jogadores de futebol, empresários e autoridades estrangeiras, homens dispostos a pagar caro por algumas horas de sexo. Os preços por um programa começavam em 500 reais e podiam chegar à casa dos 50 mil reais, no caso de mulheres famosas.[5]

Entre as provas colhidas pela PF há books(álbuns) com fotos de mulheres seminuas que eram enviados por e-mail ou entregues em CD aos clientes, passagens de avião e vouchers de hospedagem de modelos em hotéis no exterior. Ainda há dezenas de horas de escuta das ligações telefônicas em que ela negociava as garotas.[6]

Os negócios escusos de Jiselda aconteceriam encobertos pela fachada de uma agência de modelos, a Gigi Models, que funcionava em um apartamento próprio no Centro de São Paulo.[7] Garotas agenciadas por Gigi podiam tanto atender a potentados árabes no distante Dubai, como satisfazer a traficantes e criminosos de colarinho branco em presídios paulistas.

Ela também utilizava sites para divulgar suas meninas. Em dois deles, o "Vírgula.com" e o "Garotas do Outdoor", há ensaios de garotas nuas que usam como locação a chácara de Gigi, em Juquitiba. Os administradores dos sites admitem conhecer Gigi, mas alegam que ignoravam suas ligações com prostituição.

Com sua prisão e a revelação de suas atividades criminosas, passou-se a questionar até mesmo a autoria dos quadros assinados por ela. Segundo alguns entendidos, sua formação autodidata, complementada com a “assessoria” de artistas pouco conhecidos, tal como divulgado em suas páginas no Orkut, não lhe daria a formação necessária para produzir os quadros tidos como de sua autoria. Também os prêmios que alega ter recebido são considerados inexpressivos e pouco confiáveis no meio artístico. Mas o certo é que Gigi realizou exposições em espaços nobres como o Senado Federal, em Brasília.

Referências

  1. «Presa pela PF, Gigi circulava na alta sociedade». TERRA NETWORKS BRASIL S.A. Consultado em 27 de Abril de 2015 
  2. «Presa pela Polícia Federal como a maior cafetina do Brasil, Gigi virou baronesa na Noruega – Glamurama». Presa pela Polícia Federal como a maior cafetina do Brasil, Gigi virou baronesa na Noruega – Glamurama. 30 de junho de 2018 
  3. «PF prende mulher considerada a maior cafetina do País». Estadão. Consultado em 27 de Abril de 2015 
  4. «Presa em SP mulher apontada como a principal cafetina do país». gazeta do povo. Consultado em 27 de Abril de 2015 
  5. «PF DIZ TER PRENDIDO 'MAIOR CAFETINA DO BRASIL'». globo.com. Consultado em 27 de Abril de 2015 
  6. «"A maior cafetina do Brasil" é presa em SP». TERRA NETWORKS BRASIL S.A. Consultado em 27 de Abril de 2015 
  7. «PF prende 8 acusados de agenciar prostitutas para o exterior». Folha de S. Paulo. Consultado em 27 de Abril de 2015