João Amoêdo

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João Dionisio Amoêdo
Nome completo João Dionisio Filgueira Barreto Amoêdo
Nascimento 22 de outubro de 1962 (55 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade brasileiro
Alma mater Universidade Federal do Rio de Janeiro[1]
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro[1]
Ocupação Empreendedor, engenheiro, político

João Dionisio Filgueira Barreto Amoêdo, mais conhecido como João Amoêdo (Rio de Janeiro, 22 de outubro de 1962),[2] é um ex-executivo[3][4][5][6][7][8], engenheiro, administrador de empresas, ativista político e palestrante brasileiro.[9] É um dos fundadores do Partido Novo (NOVO), partido que presidiu até julho de 2017.[10]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

João Dionisio Filgueira Barreto Amoêdo nasceu em 22 de outubro de 1962 no Rio de Janeiro, filho do médico radiologista paraense Armando Rocha Amoêdo e da administradora de empresas, Maria Elisa Filgueira Barreto, do Rio Grande do Norte. Em 1987, João Amoêdo casou-se com Rosa Helena Nasser Amoêdo. Natural de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, tendo o casal 3 filhas. João sempre se dedicou aos esportes. Já completou 6 ironmans (prova de triathlon no qual o participante deve nadar 3,8km, pedalar 180 km e depois correr 42km) e mais de 10 maratonas[11][12]. Em 2010, após um ano de tratamento de um Linfoma, conseguiu se recuperar e voltar à sua rotina, inclusive de esportes[9]. Em 2018, anunciou sua pré-candidatura a presidência do Brasil.

Formação e carreira[editar | editar código-fonte]

Amoêdo estudou no colégio Santo Inácio, no Rio de Janeiro e cursou, ao mesmo tempo, Engenharia Civil na UFRJ e Administração de Empresas na PUC-Rio, tendo se graduado, em ambas em 1984, com 22 anos.[13]

Iniciou suas atividades profissionais, ainda na faculdade, como estagiário de cálculo estrutural e, posteriormente, em uma empresa de Engenharia, em Niterói.[14]

Em 1985, logo após as graduações, participou do programa para Trainee do Citibank, no qual foi aprovado e, posteriormente, em uma turma de 60 trainees de todo o Brasil, foi selecionado pelo banco com mais 3 candidatos, para um programa piloto de treinamento em Porto Rico, participando com pessoas de mais de 10 países.[14] Em 1988, foi convidado para trabalhar no Banco BBA-Creditansalt S.A que estava se formando no Brasil.[14] Nessa instituição, começou como gerente comercial, posteriormente foi promovido a Diretor Regional e, mais tarde a Diretor Executivo. Em 1999, assumiu a gestão da financeira do banco, a Fináustria.[15] Como parte do acordo para gerir a Financeira João adquiriu 23% das ações da empresa. Sob a sua gestão, a empresa, que em 1999 estava deficitária em suas contas, foi renovada e passou a ter lucro. Na sua administração, a empresa foi eleita uma das 100 melhores para se trabalhar, no Brasil, pela revista Exame. Em 2002, a Fináustria foi vendida por 4 vezes o seu valor patrimonial para o Banco Itaú. Em 2004, Amoêdo foi convidado para assumir a vice-presidência do Unibanco.[16]

Em 2005, deixou as tarefas executivas e foi eleito membro do conselho de administração do Unibanco, e, em 2009, foi eleito membro do conselho de administração do Itaú-BBA,[15] cargo que ocupou até 2015. Atualmente é membro do Conselho de Administração da João Fortes, função que ocupa desde 2011.[17][13]

Amoêdo é sócio do Instituto de Estudos de Política Econômica/Casa das Garças (IEPE/CdG) e colunista do jornal Folha de S.Paulo.[18]

Fundação do Partido Novo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Partido Novo
João Amoêdo em entrevista.

Em 2009, em conversas com amigos, Amoêdo já se mostrava indignado com a quantidade de impostos pagos e a qualidade dos serviços públicos prestados pelo governo. Começou a questionar sobre a possibilidade de envolver exemplos da iniciativa privada para melhorar os serviços públicos, como boa gestão, meritocracia e transparência.[19]

Após conversas com alguns políticos, concluiu que o único caminho para melhorar a vida das pessoas seria trazer novas lideranças para a vida pública, criando uma instituição nova - um partido político diferente dos existentes. O objetivo era construir uma ferramenta que possibilitasse que pessoas que nunca estiveram envolvidas com a política tivessem interesse em participar. A única certeza, segundo Amoêdo, era que a política não estava no caminho certo, as coisas não estavam indo bem, e a população tinha que se envolver.[20]

Junto com 181 cidadãos de 35 profissões diferentes e oriundos de dez estados da Federação, fundou o Novo em 12 de fevereiro de 2011. Em 15 de setembro de 2015, o NOVO teve seu registro definitivo aprovado e Amoêdo se tornou o presidente do Partido,[21][22] se afastando do cargo em julho de 2017,[23] para concorrer a eleição de 2018 como presidente da República.[24][25]

De acordo com perfil publicado pela revista Época, para fundar o partido Novo, Amôedo contou com incentivo de banqueiros como Pedro Moreira Salles e Fernão Bracher (Itaú Unibanco) e do ex-ministro do Banco Central Armínio Fraga (Gávea Investimentos). Ele também contratou o escritório Pinheiro Neto para confecção do estatuto, e para colher as 500 mil assinaturas, contratou empresas de marketing.[14]

Posicionamentos[editar | editar código-fonte]

Políticas econômicas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Libertarismo

É a favor da defesa das liberdades individuais por entender que o livre mercado é o ambiente de negócios que funciona melhor para todos, que o indivíduo é o principal gerador de riqueza e que ele é um agente de mudanças.[26] Fundador do Partido Novo, Dionisio afirma que todos os eleitos pelo partido seguirão o ideal liberal, com redução do Estado, maior autonomia do indivíduo e diminuição dos impostos.[27] Em relação ao Bolsa Família, escreve em uma coluna na Folha de S.Paulo que o programa seria o "que traz um dos melhores retornos em relação ao volume investido", mas que não apresentaria "porta de saída clara".[28]

Contra impunidade e corrupção[editar | editar código-fonte]

Uma das principais bandeiras de João Amoêdo é pelo fim da impunidade, principalmente em casos de corrupção.

O pré-candidato já se posicionou favorável à prisão em segunda instância, propõe o fim do foro privilegiado[29] e, em entrevista à revista Veja, declarou que o juiz federal Sérgio Moro seria "muito bem-vindo" no seu partido. João Amoêdo também cogitou escolher o magistrado como ministro da Justiça ou ministro da corte do Supremo Tribunal Federal (STF).[30]

Além disso, segundo levantamento da Folha de S.Paulo, João Amoêdo é um dos poucos pré-candidatos à presidência que não responde a nenhum processo na Justiça, seja por crimes relacionados à corrupção ou por processos relacionados a danos morais.[31]

Referências

  1. a b «João Dionísio Filgueira Barreto Amoêdo». Bloomberg. Consultado em 15 de janeiro de 2017. 
  2. G1 (18 de novembro de 2017). «Partido Novo anuncia João Amoêdo como pré-candidato a presidente em 2018» 
  3. «Partido Novo lança pré-candidatura do banqueiro João Amoêdo». Valor Econômico 
  4. «Ex-banqueiro pode ser candidato do Novo para a presidência | EXAME». exame.abril.com.br. Consultado em 31 de maio de 2018. 
  5. Paulo, Nara Alves, iG São (16 de junho de 2011). «Banqueiro busca apoio para criar 'partido sem políticos' - Política - iG». Último Segundo 
  6. «Brasil - NOTÍCIAS - João Dionísio Amoedo: "Nossos candidatos terão metas de gestão"». revistaepoca.globo.com. Consultado em 31 de maio de 2018. 
  7. «Candidato do Novo, João Amoêdo defende privatização de todos os serviços públicos do país». BBC Brasil (em inglês). 27 de abril de 2018 
  8. «O que João Amoêdo pode fazer no Planalto - ISTOÉ DINHEIRO». ISTOÉ DINHEIRO. 15 de dezembro de 2017 
  9. a b «João Dionísio Filgueira Barreto Amoêdo: Executive Profile & Biography - Bloomberg». www.bloomberg.com. Consultado em 6 de junho de 2017. 
  10. «Partido Novo anuncia troca na presidência nacional - Política - Estadão». Estadão 
  11. «Resultados Trathlon». 9 de julho de 2017. Consultado em 10 de outubro de 2017. 
  12. «Resultados Triathlon». 2014. Consultado em 10 de outubro de 2017. 
  13. a b «João fortes - Mobile». www.mzweb.com.br. Consultado em 6 de junho de 2017.. João Dionisio Filgueira Barreto Amoêdo - Graduado em administração de empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC - Rio) e em engenharia civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) 
  14. a b c d Ricardo Mendonça (9 de Junho de 2011). «João Dionísio Amoedo: "Nossos candidatos terão metas de gestão"». Epoca. João Dionísio Amoedo começou sua carreira como estagiário do Citibank, em 1988 
  15. a b «João Dionísio Filgueira Barreto Amoêdo» (em inglês). Bloomberg. Senior Partner or served Senior Officer at Banco BBA-Creditanstalt S.A., and served as the Chief Executive Officer of Fináustria CFI e Leasing from 1999 to 2003 
  16. UNIBANCO file with Securities and Exchange Commission on June 15, 2007
  17. 4-traders. «João Dionisio Filgueira Barreto Amoêdo - Biography». www.4-traders.com. Consultado em 6 de junho de 2017. 
  18. «Colunistas: João Amoêdo». Folha de S.Paulo. Consultado em 20 de Junho de 2017.. Cópia arquivada em 20 de Junho de 2017. É sócio do instituto Casa das Garças. Escreve às segundas. 
  19. NOVO 30 (7 de janeiro de 2015), Bom Dia RN entrevista João Amoêdo | 11/12/2014, consultado em 6 de outubro de 2017. 
  20. NOVO 30 (12 de janeiro de 2015), Band News FM entrevista João Amoêdo | 06/09/2013, consultado em 6 de outubro de 2017. 
  21. «Quem Somos : NOVO». novo.org.br. Consultado em 6 de outubro de 2017. 
  22. «Partido Novo recebe registro do TSE e se torna 33ª legenda do país». Política. 15 de setembro de 2015 
  23. «Partido Novo anuncia troca na presidência nacional - Política - Estadão». Estadão 
  24. «Partido Novo anuncia João Amoêdo como pré-candidato a presidente em 2018». G1. Globo.com. 18 de novembro de 2017. Consultado em 19 de dezembro de 2017. 
  25. Simone Cavalcanti. «Novo oficializa João Amoêdo como pré-candidato à Presidência». Uol. Consultado em 19 de novembro de 2017. 
  26. «Conversamos com João Amoedo, fundador do partido Novo». Spotniks. 26 de setembro de 2014. Consultado em 15 de janeiro de 2017. [fonte confiável?]
  27. «Desilusão com a política pode ajudar Novo a crescer, diz presidente da sigla». Folha de S.Paulo. Uol. Consultado em 15 de janeiro de 2017. 
  28. João Amoêdo (2 de outubro de 2017). «Bolsa Família: um exemplo de livre mercado». Folha de S.Paulo 
  29. «'Somos o único partido que não usa recursos públicos', diz Amoêdo». Uol. Consultado em 4 de maio de 2018. 
  30. Paula Sperb (24 de abril de 2018). «Moro poderia ser escolhido ministro da Justiça ou STF, diz Amoêdo». Veja. abril. Consultado em 4 de maio de 2018. 
  31. https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/04/presidenciaveis-enfrentam-mais-de-160-investigacoes-em-tribunais-pelo-pais.shtml

Ligações externas[editar | editar código-fonte]