João Calmon

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João Calmon
Nascimento 7 de setembro de 1916
Colatina
Morte 11 de janeiro de 1999 (82 anos)
São Paulo
Cidadania Brasil
Alma mater Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Ocupação político
Prêmios Prêmio Anísio Teixeira

João de Medeiros Calmon (Colatina, 7 de setembro de 1916São Paulo, 11 de janeiro de 1999) foi um advogado, jornalista e empresário brasileiro que no exercício da atividade política foi deputado federal e senador pelo Espírito Santo. Agraciado em 1996 com o Prêmio Anísio Teixeira.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Descendente de tradicional família baiana onde se destacaram o Marquês de Abrantes e Pedro Calmon, é filho de Augusto Pedrinha Du Pin Calmon e Virgínia de Medeiros Calmon. Advogado formado pela Faculdade Nacional de Direito, começou a trabalhar como jornalista nos Diários Associados na condição de repórter do Diário da Noite até ser transferido para Fortaleza onde dirigiu o Correio do Ceará. Entre 1940 e 1946 trabalhou na expansão do grupo ao adquirir diferentes emissoras de rádio e também jornais, fato que o guindou à direção regional do conglomerado para o Norte e o Nordeste do Brasil. Chamado ao Rio de Janeiro por Assis Chateaubriand, dirigiu sucessivamente a Rádio Tamoio, a Rádio Tupi e a TV Tupi. Mais tarde se tornou diretor-geral e a seguir vice-presidente do grupo mesmo com a transformação deste em um condomínio.

Em meio à sua atividade profissional ingressou na política pela legenda do PSD e foi eleito deputado federal em 1962. Opositor indormido do governo João Goulart, ainda assim foi preterido por Pedro Aleixo como candidato a vice-presidente na chapa do General Costa e Silva pelo comando da ARENA sendo reeleito deputado federal em 1966. Eleito senador em 1970, e indicado senador biônico para um novo mandato em 1978, apresentou ao Congresso Nacional uma emenda destinando percentuais fixos de investimento em educação pela União (18%) e pelos estados e municípios (25%). Batizada com seu nome, tal proposição viria a ser aperfeiçoada com o tempo.

Extinto o bipartidarismo pelo governo João Figueiredo em 1979, João Calmon migrou para o PDS e por fim para o PMDB sendo reeleito senador em 1986. Ao final de seu terceiro mandato retirou-se da vida pública e passou a trabalhar no Instituto Legislativo Brasileiro.

Referências

  1. «Agraciados». Prêmio Anísio Teixeira 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]