João Carneiro da Silva

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João Carneiro da Silva
Conhecido(a) por Construção do canal Campos-Macaé.
Nascimento 6 de junho de 1781
Quissamã
Morte 1 de outubro de 1851 (70 anos)
Quissamã
Parentesco Irmão de José Carneiro da Silva, primeiro barão e visconde de Araruama
Ocupação Fazendeiro
Serviço militar
Patente Tenente-coronel da Guarda Nacional

João Carneiro da Silva, primeiro barão de Ururaí, (Quissamã, 6 de junho de 1781Macaé, 1° de outubro de 1851) foi um fidalgo, fazendeiro e senhor de engenho brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Manuel Carneiro da Silva e de Ana Francisca de Velasco Távora de Barcelos Coutinho, irmão de José Carneiro da Silva, primeiro barão e visconde de Araruama.[1]

Prestou serviços à causa da Independência do Brasil. Foi tenente-coronel da Guarda Nacional.

Foi proprietário da Fazenda Machadinha, na Freguesia de N. S. do Desterro de Quissamã, antigo termo de Macaé (RJ), com lavoura de cana-de-açúcar.

Presidente da comissão do governo provincial encarregada da construção do canal Campos-Macaé.[2]

Agraciado em 15 de abril de 1847 com o título de barão de Ururaí,[nota 1] o primeiro do nome. É tio de Manuel Carneiro da Silva, segundo barão e visconde de Ururaí.[1] O título faz referência ao rio Ururaí.

Foi comendador da Ordem da Rosa e da Ordem de Cristo,[3] com foro de Fidalgo Cavaleiro.

Foi o último herdeiro do morgado do Capivari, terras entre a lagoa Feia e o mar que eram herdadas apenas pelo varão mais velho e legítimo da família Barcelos Coutinho desde o século XVII. Faleceu solteiro e sem descendência legítima, sendo seu principal herdeiro o irmão, primeiro Visconde de Araruama, que assumiu a chefia da família "Carneiro da Silva", ou "Araruama", como alguns preferem.

Notas

  1. Algumas obras indicam o título incorretamente como Uraraí. A ortografia antiga registrava o nome como Ururahy.

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BLAKE, Augusto Victorino Alves Sacramento. Dicionário Bibliográfico Brasileiro. Rio de Janeiro: Tipografia Nacional, 1895.
  • LAMEGO, Alberto. Macaé à luz de documentos inéditos. In. Anuário Geográfico do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Conselho Nacional de Geografia, Diretório Regional do Estado do Rio de Janeiro, 1958, N.0 11, pp. 101–2, 105, 106-12, 132.
  • MARCHIORI [et al], Maria Emília Prado. Quissamã. Rio de Janeiro: SPHAN, Fundação Nacional Pró-Memória, 6.a Diretoria Regional, 1987, pp. 32, 35, 37, 43, 50-3, 58, 66, 69-70, 125.
  • PARADA, Antonio Alvarez. Histórias Curtas e Antigas de Macaé. Rio de Janeiro: Artes Gráficas, 1995, (volume I, pp. 113–4, 152, 245) (volume II, pp. 45–6).

Ver também[editar | editar código-fonte]

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