João Duarte de Sousa

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Foto de João Duarte de Sousa (c. 1890).

João Duarte de Sousa, muitas vezes referido apenas por J. Duarte de Sousa, (Velas, 23 de Outubro de 1862Angra do Heroísmo, 29 de Maio de 1909), político e historiador açoriano, autor de uma obra pioneira sobre a história da ilha de São Jorge.

João Duarte de Sousa serviu como escrivão do concelho das Velas, ascendendo a escrivão da câmara aos 24 anos (em 1886). Por essa altura casou na Terceira com Maria Carlota Rebelo, fixando-se nas Velas. Sendo membro destacado do Partido Regenerador, e convicto homem de esquerda, envolveu-se em lutas políticas que levaram em 1895 à sua demissão dos cargos que ocupava, mudando-se então para Angra do Heroísmo, cidade natal da esposa, e depois para a Praia da Vitória, então vila, onde exerceu as funções de administrador do concelho. Foi também secretário da comissão de Polícia Repressiva da Emigração Clandestina, o que lhe granjeou grande impopularidade. Foram numerosas as polémicas que sustentou na imprensa terceirense devido à sua actividade política.

Interessado pela história local, realizou aprofundadas investigações nos arquivos camarários, das quais resultaram, para além dos Apontamentos Históricos e Descrição Topográfica, diversos artigos publicados na imprensa de São Jorge e Terceira. A publicação da sua obra histórica em 1897, levou a acesa polémica com o seu adversário político, e sucessor no cargo de escrivão do concelho, o também investigador da história jorgense José Cândido da Silveira Avelar. Silveira Avelar publicaria em 1902 uma obra rival, na qual pretende corrigir os erros de J. Duarte de Sousa e demonstrar a superioridade da sua investigação sobre a daquele.

Faleceu em Angra do Heroísmo a 29 de Maio de 1909), com apenas 46 anos de idade.

Obra publicada[editar | editar código-fonte]

  • Ilha de São Jorge - Apontamentos Históricos e Descrição Topográfica, Angra do Heroísmo, 1897 (reeditado pela Câmara Municipal de Velas em 2003).
  • Reminiscências velenses (Na Vila das Velas do século XIX), edição póstuma da Câmara Municipal de Velas (1992), com prefácio e fixação do texto de João Afonso.