João Evangelista Steiner

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João Steiner
Nascimento João Evangelista Steiner
1 de março de 1950 (68 anos)
São Martinho,  Santa Catarina
Nacionalidade brasileiro
Alma mater Universidade de São Paulo (AB, MA)
Universidade Harvard (PhD)
Orientador(es) José Antônio de Freitas Pacheco
Instituições Universidade de São Paulo
Campo(s) Astrofísica
Tese 1979: A captura de matéria por objetos compactos

João Evangelista Steiner (São Martinho, 1 de março de 1950) é um astrofísico brasileiro.[1] Atualmente é professor titular do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP. Tem experiência na área de Astronomia, com ênfase em Astrofísica, Variáveis Cataclísmicas e Núcleos Ativos de Galáxias (associados a buracos negros de grande massa que podem ter grande luminosidade).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Arno Steiner e Alzira Boeing, João frequentou as escolas primárias de São Martinho e Vargem do Cedro e o segundo grau nos colégios Sagrado Coração de Jesus (Corupá) e São José (Rio Negrinho). Formou-se bacharel em Física pela USP (1973), onde também fez o mestrado (1975) e doutorado (1979) sob orientação de J. A. de Freitas Pacheco. Realizou o pós-doutorado na Universidade de Harvard (1979-1982).

Suas principais linhas de pesquisa são: Quasares, Núcleos Ativos de Galáxias e Variáveis Cataclísmicas. Orientou mais de 20 teses de doutorado e mestrado. Tem sido um incansável batalhador para possibilitar meios instrumentais à comunidade científica brasileira. É membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), União Astronômica Internacional, American Astronomical Society, entre outras.

Atualmente, lidera um grupo de astrônomos brasileiros de várias instituições que está realizando um recenseamento de buracos negros nos núcleos das galáxias do Universo Local (Projeto DIVING3D). Com este recenseamento, o mais preciso já realizado, pretende explicar quantificar o número de buracos negros que existem e quantos deles estão capturando matéria e quantos não. Também é membro do Conselho Diretor dos Telescópios Gemini, SOAR e coordena o esforço brasileiro na participação da construção do telescópio GMT (Giant Magellan Telescope), que será o maior do mundo quando ficar pronto em 2024.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Fez seu pós-doutorado na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e foi contratado pelo Instituto Smithsonian como funcionário público norte-americano. De volta ao Brasil em 1982, Steiner tornou-se um ativo organizador e gestor de ciência e um obsessivo batalhador pela melhora das condições de infraestrutura dos estudos astronômicos. A lista de seus trabalhos em prol da astronomia brasileira é relevante não com trabalhos científicos mas em infraestrutura. Coordenou a implantação do Sistema Paulista de Parques Tecnológicos, impulsionou a modernização do Observatório Pico dos Dias, a criação do primeiro Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) e a participação nacional decisiva no consórcio dos observatórios Gemini e Soar, ambos no Chile.

Propôs, em parceria com o astrônomo americano Jules Halpern, que as galáxias chamadas LINERS contêm núcleos ativos e, portanto, buracos negros supermassivos. Com esta proposta, passou-se a entender que a maior parte das galáxias possui um buraco negro no seu núcleo. Propôs também uma classificação de quasares que identificou pela primeira vez um grupo de objetos que hoje são conhecidos como “Narrow Line Seyfert Galaxies”; estes objetos estão associados a buracos negros brilhando no seu limite máximo.

Trabalhou durante duas décadas com sistemas binários nos quais uma anã branca captura matéria de uma companheira normal; são as chamadas variáveis cataclísmicas; elas são assim chamadas porque podem sofrer explosões conhecidas como estrelas “novas” ou “novas anãs”. Identificou, com o ex-aluno Marcos Diaz, uma nova classe desses objetos chamados de estrelas V Sagittae, nas quais a produção nuclear de energia ocorre na superfície e não no centro da estrela.

Steiner foi presidente da da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), Secretário-Geral da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), ocupou a Secretaria de Coordenação das Unidades de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Diretor de Ciências Espaciais e Atmosféricas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Também foi Coordenador de Astrofísica do Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), membro do Conselho Diretor do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNEPEM) e ainda dirigiu o Instituto de Estudos Avançados (IES/USP).

Formação Acadêmica[editar | editar código-fonte]

  • 1970–1973 Graduação em Física. Instituto de Física USP.

Tese: Um modelo para Cygnus X-1,Ano de Obtenção: 1975. Orientador: José Antônio de Freitas Pacheco. Bolsista do(a): Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, FAPESP, Brasil. Grande área: Ciências Exatas e da Terra / Área: Astronomia / Subárea: Astrofísica Estelar.

  • 1976–1979 Doutorado em Astronomia. Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP.

Tese: A captura de matéria por objetos compactos, Ano de obtenção: 1979. Orientador: José Antônio de Freitas Pacheco.

Grande área: Ciências Exatas e da Terra / Área: Astronomia / Subárea: Astrofísica Estelar.

  • 1982 Livre-docência. Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP.

Título: , Ano de obtenção: 1982.

Prêmios e títulos[editar | editar código-fonte]

Referências

Todas as informações tiveram fonte primária.