João Jorge da Silveira e Paulo

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João Jorge da Silveira e Paulo (Santo Amaro do Pico, 1857Lisboa, 11 de Março de 1933) foi um grande proprietário de roças e comerciante de cacau em São Tomé e Príncipe, onde acumulou uma enorme fortuna. Construiu em Angra do Heroísmo o Palacete Silveira e Paulo, um dos imóveis mais marcantes daquela cidade, depois de comprar um dos Solares da Família Noronha que se localizava no mesmo local e que foi a última residência de Manuel Homem de Noronha.

Biografia[editar | editar código-fonte]

João Jorge da Silveira e Paulo foi originário de uma modesta família de pedreiros e trabalhadores agrícolas de Santo Amaro do Pico, freguesia onde nasceu em 1857.[1] Em 1881 foi para Lisboa estudar, mas no ano imediato partiu para a ilha de São Tomé onde o seu irmão mais velho, Domingos Machado da Silveira e Paulo, se tinha fixado e era proprietário da roça Colónia Açoreana, na qual lhe deu sociedade.

Na ilha de São Tomé fez fortuna com o negócio do cacau, a que se dedicou em sociedade com um irmão mais velho, Domingos Machado da Silveira e Paulo e outros dois irmãos mais novos. Sob a sua direcção, os irmãos formaram uma importante sociedade que, para além de ser proprietária da roça Colónia Açoreana, se transformou numa das principais empresas de produção e comercialização de cacau na ilha.

João Jorge da Silveira e Paulo regressou aos Açores no final do século XIX, sendo agraciado com a comenda da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa por alvará de 27 de Dezembro de 1894 e o título de fidalgo-cavaleiro da Casa Real por alvará de 19 de Setembro de 1895.

Fixou-se então em Angra do Heroísmo, Onde exerceu o cargo de Presidente da Junta Geral do Distrito de Angra do Heroísmo por duas vezes, a primeira entre 1905 e 1907 e a segunda entre 1908 a 1910. Antes de exercer este cargo foi procurador eleito pelo Município das Velas e membro da Comissão Distrital do mesmo concelho entre 1899 e 1901.

e onde adquiriu o solar dos Noronhas, junto à Igreja da Conceição de Angra, lugar onde construiu um imponente palacete, hoje um dos imóveis mais marcantes da cidade. Não chegou, contudo, a residir no Palacete, o qual foi vendido ao Estado em 1937. Faleceu em Lisboa, cidade onde residiu os últimos anos da sua vida.

Relações familiares[editar | editar código-fonte]

Casou em Velas, ilha de São Jorge em 15 de Maio de de 1893 com Vitória Beatriz da Silveira Noronha (Urzelina), Velas, ilha de São Jorge 12 de Abril de 1868 - Velas, 9 de Fevereiro de 1951, filha de José Acácio da Silveira Moniz do Canto e Noronha Ponce de Leon (Calheta, Ribeira Seca 15 de Setembro de 1843 - 21 de Abril de 1937 e de Maria Doroteia da Silveira Noronha (Velas, Urzelina (São Mateus) 24 de Novembro de 1848 - Lisboa, São Domingos de Benfica 20 de Julho de 1934), filha de João Matos de Azevedo (Velas, Ilha de São Jorge c. 1803 -?) e de Isabel Maria da Silveira (Velas, Ilha de São Jorge 14 de Maio de 1803 - Velas, Urzelina (São Mateus) 5 de Março de 1869).

Referências

  1. António Ornelas Mendes e Jorge Forjaz, Genealogia da Ilha Terceira. Lisboa: Dislivro Histórica, 2007.
  • Jornal "O Angrense" nº 2761 de 8 de Abril de 1898, nº 3011 de 4 de Março de 1905, nº 3012 de 11 de Março de 1905, nº 3017 de 19 de Abril de 1905, nº 3020 de 25 de Maio de 1905, nº 3028 de 11 de Agosto de 1905 e nº 3044 de 13 de Janeiro de 1906, depósito da Biblioteca Publica e Arquivo de Angra do Heroísmo. (Palácio Bettencourt).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]