João Leão de Faria

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João Leão de Faria (Machado, 29 de maio de 1883 - Rio de Janeiro, 12 de outubro de 1965) foi um educador e político mineiro, fundador da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas.

Estudos[editar | editar código-fonte]

Fez seus estudos primários em escolas públicas estaduais; os secundários, no Colégio São José, em Silvestre Ferraz. No nível universitário, possuía duas graduações: Farmácia, concluído em 1905, na Escola de Farmácia de Ouro Preto; e Direito, concluído em 1912, na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro.

Empreendimentos[editar | editar código-fonte]

Após a graduação em Farmácia, estabeleceu-se em Alfenas, onde instalou uma farmácia. Nesta mesma cidade, fundou, em 1913 o Colégio São José, o qual dirigiu até 1916. Em 1914, associando-se a um grupo idealista, formado por Armando de Almeida Magalhães, Nicolau Coutinho e José da Silveira Barroso, funda a Faculdade de Farmácia de Alfenas e, no ano seguinte, a Faculdade de Odontologia, que viriam a constituir a Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas. Foi diretor desta desde a fundação até 1933, quando, apesar de inúmeros apelos contrários, renunciou a este cargo. Político engajado, Leão de Faria tinha inúmeros opositores no governo de Minas, o que impedia o reconhecimento oficial da nova Faculdade. Cogita-se a hipótese de sua renúncia ter sido um desprendimento em favor do reconhecimento oficial definitivo daquela instituição de ensino. Foi professor titular de botânica aplicada à farmácia, de história natural, de química analítica e química industrial farmacêutica; e professor substituto: de bromatologia, toxicologia, higiene, farmácia galênica, farmácia química, química orgânica, zoologia e parasitologia.

Deixada a direção da EPHOA, Leão de Faria continua a exercer o magistério até 1939, quando então se transferiu definitivamente para o Rio de Janeiro. Contudo, continuou como “Diretor Honorário”, até a sua morte em 1965. Em Alfenas, também fundou, em 2 de junho de 1932, a Faculdade de Direito de Alfenas, onde foi professor titular de economia política e ciência das finanças, até 1936. Apesar de ter dotado a Faculdade de Direito com completa infra-estrutura, este empreendimento não teve sucesso, devido às intervenções políticas do Estado Novo.

No Rio de Janeiro, a partir de 1939, manteve sua paixão pelo magistério, que passou a exercer na Faculdade de Direito da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Na então sede da República, atuou no, setor bancário, com cargos no Banco da Lavoura de Minas Gerais, Banco Comércio e Agrícola do Brasil, Banco Metropolitano de Crédito Mercantil, Banco da Prefeitura do Distrito Federal e Banco Itaú. Foi secretário, presidente e membro do Conselho Diretor da Associação Bancária do Rio de Janeiro. Teve também destacada atividade jurista, até a sua morte em 1965.

Política[editar | editar código-fonte]

João Leão de Faria foi eleito, em 1919, Deputado ao Congresso Legislativo de Minas Gerais, sendo reeleito em 1922 e 1926, exercendo o seu mandato até 1930, quando o Congresso foi dissolvido.

Genealogia[editar | editar código-fonte]

  • Ascendência: Era filho de João Matias de Faria e de Maria Jacinto Pereira de Faria
  • Descendência: João Leão de Faria casou-se com Gasparina de Figueiredo, filha do Capitão Tomás Alves de Figueiredo e de Maria Cândida de Oliveira, tendo:
    • 1-1 João Leão de Faria Júnior – “Fariinha” .
    • 1-2 Adélia de Faria (Monteiro da Silva)
    • 1-3 Madre Maria Raquel de Faria F.D.N.S.C.
    • 1-4 Lucilia de Faria (Areosa)
    • 1-5 Alfenus de Faria
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