João Leite da Silva Ortiz
| João Leite da Silva Ortiz | |
|---|---|
| Nascimento | década de 1670 |
| Morte | 9 de dezembro de 1730 Recife |
| Cidadania | Brasil |
| Ocupação | povoador, vigilante, bandeirantes, explorador |
| Obras destacadas | Curral del-Rei |
João Leite da Silva Ortiz foi um bandeirante paulista e corredor da África. É reconhecido pela fundação do arraial do Curral del Rei, do qual originou-se Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, e pela descoberta de ouro em Goiás com seu sogro Bartolomeu Bueno da Silva, o moço. Foi guarda-mor das Minas de Goiás. Era filho de Estevão Raposo Bocarro com Maria de Abreu Pedroso Leme e irmão do também célebre Bartolomeu Pais de Abreu.
Pedro Taques de Almeida Pais Leme, famoso historiador brasileiro do século XVIII e genealogista, era sobrinho de Silva Ortiz. Por esse motivo, este nome aparece em muitos relatos de história da colonização do Brasil, do início da Capitania de Minas Gerais e da Capitania de Goiás, da formação dos primeiros povoados e vilas provedoras de alimentos e outros produtos para as regiões auríferas de Minas Gerais, como o caso de Curral d'El-Rei.[1][2]
História
[editar | editar código]Silva Leme descreve sua família no volume II página 470 (título Lemes) da sua Genealogia Paulistana.[1]
Casou com Isabel Bueno da Silva, filha de Bartolomeu Bueno da Silva, o moço, nascido em 1670, descobridor das minas de Goiás, e de sua mulher Joana de Gusmão, filha de Baltasar de Godói Moreira e de Violante de Gusmão.[1]
Acompanhou o sogro nas minas, como sócio e futuro sucessor. Descobertas as minas, instalou-se com fazenda no lugar a que deu o nome Cercado, fundando um arraial que denominou Curral D'El-Rei, numa sesmaria que lhe foi concedida em 1711 por Antônio Coelho de Carvalho. Ali viveu e enriqueceu.[3]
Em 1725, sendo então João Leite delas guarda-mor, houve movida perseguição do novo governador Anôtnio da Silva Caldeira Pimentel a Leite e seu irmão o capitão Bartolomeu Pais, para nulificar os privilégios e mercês que de direito e por contrato tinham.
Resolveu João partir para Portugal, expôr pessoalmente ao Rei seus direitos e fazê-lo ciente dos desmandos do novo governador e do descaminho dos reais quintos por parte de seu cúmplice Sebastião Fernandes do Rego.
Partiu para alcançar a frota na Bahia, mas já tinha saído; embarcou para Pernambuco, com aplausos de todas as pessoas gradas, mas o ódio do governador o acompanhou e morreu envenenado em 1730 pelo padre Matias Pinto, que dele se fizera muito amigo e o acompanhava desde São Paulo, mas que não passava de um agente do governador Caldeira Pimentel.[3]
Eram seus cunhados o coronel Bartolomeu Bueno da Silva, morto em 1776; Joana de Gusmão, casada com o capitão Inácio Dias Pais; Baltazar de Godoi Bueno de Gusmão, guarda-mor das minas de Vilas Boas; Rosa Bueno de Gusmão, casada com Bento Pais de Oliveira; Francisco Bueno da Silva; Leonor Bueno da Silva, casada com Domingos Rodrigues do Prado; Escolástica de Gusmão, que em 1726 na Parnaiba casou com Luis Pedroso Furquim, filho do famoso Capitão Antônio Furquim da Luz.[1]
Referências
- 1 2 3 4 Silva Leme, Luiz Gonzaga (1904). Genealogia paulistana 1ª ed. [S.l.]: Duprat & comp.
- ↑ Paes Leme, Pedro Taques de Almeida (1980). Nobiliarquia Paulistana Histórica e Genealógica. 33-35. Belo Horizonte: Itatiaia
- 1 2 Dicionário de Bandeirantes e Sertanistas do Brasil, Francisco de Assis Carvalho Franco