João Maria Cavalcanti de Brito

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João Maria Cavalcanti de Brito
Presbítero da Igreja Católica
Pároco de Nossa Senhora da Apresentação de Natal
Atividade Eclesiástica
Diocese Diocese da Paraíba
Mandato 1881 a 1905
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 30 de novembro de 1871
Fortaleza, Ceará
por Luís Antônio dos Santos
Dados pessoais
Nascimento Rio Grande do Norte Jardim de Piranhas, Rio Grande do Norte
23 de junho de 1848
Morte Rio Grande do Norte Natal, Rio Grande do Norte
16 de outubro de 1905 (57 anos)
Categoria:Igreja Católica
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Servo de Deus João Maria Cavalcanti de Brito, conhecido como Padre João Maria, (Jardim de Piranhas, 23 de junho de 184816 de outubro de 1905) foi um sacerdote católico brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido na antiga Fazenda Logradouro do Barro, hoje Fazenda Três Riachos, em Jardim de Piranhas no Rio Grande do Norte, o nono dos treze filhos do casal Ana de Barros Cavalcanti e de Amaro Soares de Brito.

Fez curso eclesiástico em um seminário de Olinda com ajuda de fazendeiros da região. Foi ordenado sacerdote em 30 de novembro de 1871 no Ceará. Realizou a primeira missa em Caicó quando tinha apenas 23 anos. Foi vigário de Jardim de Piranhas, Flores, Acari, Papari, e Natal, assumindo a paróquia de Nossa Senhora da Apresentação, antiga catedral da capital potiguar, em 1881.

Foi bastante conhecido por seus trabalhos em prol dos mais necessitados. Em 1878, em Flores, participou do combate à seca e da epidemia de varíola. Ajudou na luta contra a varíola, em 1905, em Natal, onde trabalhou pela libertação dos escravos, o que lhe rendeu o apelido de Pai dos Negros Forros. Criou em Natal a Escola São Vicente, para crianças pobres e fundou a imprensa católica, editando o jornal "Oito de Setembro". Batizou, entre milhares de outros natalenses, o historiador Luís da Câmara Cascudo, no dia 9 de maio de 1901.

No dia 16 de outubro de 1905, acabou falecendo, vítima da mesma doença que tanto combateu, a varíola. Sua morte abalou a cidade e, desde então, é considerado como o Santo de Natal. Um busto, em sua homenagem, foi colocado na praça, que hoje recebe seu nome, localizada por trás da antiga catedral. O busto foi esculpido por Hostílo Dantas com pedestal em granito trabalhado por Miguel Micussi. Ainda hoje, fieis costumam fazer promessas, se benzem com água benta e agradecem ao "santo" com pequeno objetos que fazem alusão às graças obtidas.

Em 7 de Agosto de 1979 os restos mortais do Pe. João Maria foram transladados do Cemitério do Alecrim para a Igreja de Nossa Senhora de Loudes, no Alto do Juruá, localizado no bairro de Petrópolis, Zona Leste da capital.

Alcunhas[editar | editar código-fonte]

Com sua grande popularidade, por onde passava, Padre João Maria era carinhosamente chamado por apelidos como: "Benzinho do Seridó", "O Santo", "Pe. João de Deus", "O Apóstolo da Caridade", "O Anjo da Cidade", "O Santo do Seridó", "O Santo de Natal", entre outros.

Beatificação[editar | editar código-fonte]

Em 2002, o processo de beatificação do padre João Maria foi aberto, desde então todas as graças atribuídas a ele estão sendo registradas.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • WANDERLEY, R. C. Romance da Vida e dos Milagres do Padre João Maria, Tip. Santa Teresinha, Natal, 1968.
  • MELO, Veríssimo de. Patronos e Acadêmicos,vol.1, Pongetti Editora, Rio de Janeiro, 1974.
  • CASCUDO, L. da C. História do Rio Grande do Norte, pág. 505, MEC/ Serviço de Documentação, Rio de Janeiro, 1995.
  • COSTA, G. Padre João Maria - O Santo de Natal na Poesia Popular, Fundação Vingt-Un Rosado, Coleção Mossoroense, Série "C" - Vol. 1085. Mossoró, 1999.