João Rui de Sousa

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João Rui de Sousa
Nascimento 12 de outubro de 1928 (88 anos)
Lisboa, Portugal
Nacionalidade Portugal Português
Ocupação Poeta, tradutor e ensaísta
Prémios Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários (2002)

Prémio P.E.N. Clube Português de Poesia (2003)
Grande Prémio Vida Literária APE/CGD (2012)

Género literário Poesia, ensaio
Magnum opus Fernando Pessoa, empregado de escritório

João Rui de Sousa (Lisboa, 12 de outubro de 1928) é um poeta, tradutor e ensaísta português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Depois de ter concluído um curso de técnico agrícola, e já a trabalhar num organismo de coordenação económica onde desmpenhou funções no sector da documentação e edições, licenciou-se em Ciências Históricas e Filosóficas, pela Faculdade de Letras de Lisboa. A partir de 1982 e até à sua aposentação em 1993, trabalhou como investigador na área de espólios literários da Biblioteca Nacional de Lisboa. Foi um dos fundadores, com António Ramos Rosa, António Carlos (Leal da Silva), José Bento e José Terra, da revista Cassiopeia, que dirigiu em 1955 e onde se estreou literariamente com dois poemas e o ensaio "A Angústia e o Nosso Tempo".
A sua poesia, só revelada em livro no início da década de sessenta, dir-se-ia situar-se entre esta década e a anterior. Daí o modo como sabe equilibrar a distensão da linguagem com um sentido elíptico que se diria voluntariamente assumido, as preocupações sociais com a ambiguidade de uma linguagem que acaba por encontrar o espaço próprio das suas imagens e metáforas, uma dispersão surrealizante com uma maior exigência e limpidez na construção poemática.
Tem colaborado em avultado número de jornais e revistas, nacionais e estrangeiras, e tem participado em recitais de poesia em diversos pontos do país. Está representado em mais de três dezenas de antologias e volumes colectivos. Ao nível da actividade ensaística, e com predomínio da crítica de poesia, tem igualmente colaboração em cerca de dezena e meia de publicações periódicas, destacando-se, pela intensidade dessa colaboração, Colóquio-Letras, JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias e A Capital. Em sessões públicas de vária índole ou sob forma prefacial, fez a apresentação de apreciável número de autores ou de algumas das suas obras. Para além de estudos mais desenvolvidos e já recolhidos em publicações, nomeadamente sobre Cesário Verde e Mário Saa, teve responsabilidades na organização e na apresentação de volumes como Fotobibliografia de Fernando Pessoa (1988) e Poesias Completas de Adolfo Casais Monteiro (1993).[1]

Obras[editar | editar código-fonte]

  • A hipérbole na cidade: poema (1960)
  • Circulação (1960)
  • A habitação dos dias: poemas (1962)
  • A moral vitalista em Guyau e em Bergson: ensaio comparativo (1963)
  • Meditação em Samos (1970)
  • Corpo terrestre (1972)
  • O fogo repartido, 1960-1980 (1983)
  • Fernando Pessoa, empregado de escritório (1985)
  • Modernismo e intratextualidade na poesia de Mário Saa (1987)
  • Fotobibliografia de Fernando Pessoa (1988)
  • Este rio de quatro afluentes (1988)
  • Palavra azul e quando (1991)
  • Enquanto a noite, a folhagem (1991)
  • Sonetos de cogitação e êxtase (1994)
  • Obstinação do corpo (1996)
  • António Ramos Rosa ou o diálogo com o universo (1998)
  • Escríticas : tópicos sobre poesia (1999)
  • Os percursos, as estações (2000)
  • Obra poética 1960-2000 (2002)
  • Lavra e pousio (2005)
  • Quarteto para as próximas chuvas (2008)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. V, Lisboa, 1998
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