João de Deus Ramos

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Disambig grey.svg Nota: Se procura João de Deus (o pai), veja João de Deus de Nogueira Ramos.
João de Deus Ramos.

João de Deus Ramos (Lisboa, 26 de Abril de 1878Lisboa, 15 de Novembro de 1953) foi um pedagogo português, filho do também pedagogo e poeta João de Deus, cuja obra continuou.

Filho[editar | editar código-fonte]

Era filho do pedagogo e poeta João de Deus e de D. Guilhermina Battaglia Ramos[1]. Frequentou o Colégio de Campolide até aos 14 anos, quando foi expulso.

Continuando o trabalho pedagógico iniciado por João de Deus e aproveitando a experiência das escolas móveis criadas por Casimiro Freire e a sua Associação de Escolas Móveis e Jardins Escolas João de Deus, fundou uma rede de escolas infantis, designadas por Jardins Escola João de Deus.

A primeira dessas escolas [1] abriu em Coimbra, junto ao Jardim Botânico[2], onde ainda hoje se encontra em pleno funcionamento.

João de Deus Ramos é autor, entre outras, das seguintes obras sobre pedagogia:

  • Reforma da Instrução Primária, 1911;
  • A Reforma do Ensino Normal, 1912;
  • O Estado Mestre Escola e a Necessidade das Escolas Primárias Superiores, 1924;
  • A Criança em Portugal antes da Educação Infantil, 1940.

Encontra-se colaboração da sua autoria em diversas publicações periódicas, nomeadamente na Revista nova [2] (1901-1902), Arte & vida [3] (1904-1906), Atlantida[4] (1915-1920) e ainda na Mocidade Portuguesa Feminina: boletim mensal[5] (1939-1947).

João de Deus Ramos foi ainda Sócio-Director do "Colégio Bairro Escolar do Estoril" no Monte Estoril em sociedade com o Dr. João Soares (pai de Mário Soares) e do Dr. Américo Limpo de Negrão Buisel (filho do conhecido professor de Portimão José Negrão Buisel).

Em 1971, a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o pedagogo dando o seu nome a uma rua no prolongamento da Rua Marquês de Soveral, em Lisboa.[6]

Referências

  1. As Escolas Maternais de Ilda de Bulhão Pato, n.º 32, de 2014, pp.150-157, texto de Maria Honrado.
  2. Pedro Mesquita (25 de Junho de 2013). «Ficha histórica: Revista nova(1901-1902)» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 15 de setembro de 2015 
  3. Daniel Pires (1996). «Ficha histórica: Arte e Vida: Revista d'arte, crítica e ciência (1904-1906)» (pdf). Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa do Século XX (1900-1940). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 18 deSetembro de 2014  Texto " Lisboa, Grifo, 1996 " ignorado (ajuda); Texto " pp. 71-72 " ignorado (ajuda); Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  4. Rita Correia (19 de Fevereiro de 2008). «Ficha histórica: Atlantida: mensário artístico, literário e social para Portugal e Brasil» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 17 de Junho de 2014 
  5. Helena Roldão (2 de maio de 2014). «Ficha histórica: Mocidade Portuguesa Feminina : boletim mensal (1939-1947).» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 27 de Maio de 2014 
  6. https://www.facebook.com/423215431066137/photos/pb.423215431066137.-2207520000.1448277902./876907612363581/?type=3&theater

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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