Joacine Katar Moreira

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Joacine Katar Moreira
Deputada à Assembleia da República
Período eleita, ainda não tomou posse
Dados pessoais
Nome completo Joacine Elysees Katar Tavares Moreira
Nascimento 27 de julho de 1982 (37 anos)
Bissau, Guiné-Bissau
Nacionalidade Portuguesa[1]
Partido LIVRE
Profissão historiadora
Ocupação ativista
política

Joacine Elysees Katar Tavares Moreira, mais conhecida apenas por Joacine Katar Moreira (Bissau, 27 de julho de 1982), é uma historiadora, ativista e política luso-guineense. Foi a primeira mulher negra a encabeçar uma lista partidária a eleições legislativas em Portugal, acabando por ser eleita deputada ao parlamento português pelo partido LIVRE em 2019.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em 27 de julho de 1982 em Bissau, na Guiné-Bissau. Vive em Portugal desde 1990, tendo dupla nacionalidade portuguesa e guineense.[1] É licenciada em História Moderna e Contemporânea – vertente de Gestão de Bens Culturais, mestre em Estudos do Desenvolvimento e doutorada em Estudos Sociais pelo ISCTE-IUL.[2] É deputada ao parlamento português para o mandato que tem início em 2019.

Carreira Política[editar | editar código-fonte]

É membro do Grupo de Contacto do partido LIVRE, e foi cabeça de lista por este partido no círculo de Lisboa nas eleições legislativas portuguesas de 2019, tendo sido eleita como deputada.[3] Foi a primeira deputada eleita pelo LIVRE na história do partido e uma de três mulheres negras eleitas para o parlamento português em 2019, juntamente com Romualda Fernandes e Beatriz Dias, todas eleitas em 2019.

Campanha de desinformação[editar | editar código-fonte]

Na sequência da eleição como deputada em 2019, Joacine Moreira foi alvo de várias campanhas de desinformação e difamação em redes sociais, sobretudo em páginas ligadas ao partido CHEGA, que acumularam milhares de partilhas e instigaram uma torrente de mensagens de ódio, racismo e xenofobia.[1] Entre as principais alegações destas campanhas estavam a alegação de que não tem nacionalidade portuguesa, pelo que não poderia assumir o mandato. No entanto, Joacine vive em Portugal desde os oito anos e possui dupla nacionalidade portuguesa e guineense.[1] Outra alegação sem qualquer base factual era a de que teria entrado ilegalmente em Portugal e que teria tirado o curso "à custa do contribuinte português". No entanto Joacine financiou a frequência na universidade com vários empregos em simultâneo.[1] Outras mensagens alegam que a presença de uma bandeira da Guiné-Bissau durante os festejos dos resultados das eleições constituem uma violação do artigo 11º da Constituição da República Portuguesa. Contudo, a Constituição apenas determina qual é a Bandeira de Portugal, não existindo qualquer proibição em relação à exibição de bandeiras de outros países em festejos eleitorais. Além disso, não foi sequer Joacine Moreira a erguer a bandeira em causa.[1][4] Outra alegação falsa consiste em afirmar que a gaguez de Joacine seria falsa ou exagerada para efeitos de mediatismo. Entretanto, a perturbação da fala existe desde a nascença.[5]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d e f Gustavo Sampaio (11 de outubro de 2019). «A Guerra de Desinformação Odiosa Contra Joacine Katar Moreira». Polígrafo. Consultado em 12 de outubro de 2019 
  2. «Joacine Katar Moreira | BUALA». www.buala.org. Consultado em 28 de setembro de 2019 
  3. «Joacine Katar Moreira». LIVRE. Consultado em 28 de setembro de 2019 
  4. Manuel Barros Moura (10 de outubro de 2019). «As Bandeiras de Joacine». Revista Visão. Consultado em 13 de outubro de 2019 
  5. Gustavo Sampaio (2 de outubro de 2019). «Joacine Katar Moreira do Livre só começou a gaguejar na presente campanha eleitoral?». Polígrafo. Consultado em 13 de outubro de 2019