Joaninha

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Como ler uma caixa taxonómicaCoccinellidae
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Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Animalia
Subreino: Eumetazoa
Filo: Arthropoda
Subfilo: Hexapoda
Classe: Insecta
Subclasse: Pterygota
Superordem: Endopterygota
Ordem: Coleoptera
Subordem: Polyphaga
Infraordem: Cucujiformia
Superfamília: Cucujoidea
Família: Coccinellidae
Géneros

Joaninha é o nome popular dos insetos coleópteros da família Coccinellidae. Apresenta-se como uma das especies mais importantes do Brasil. Os cocinelídeos possuem corpo semiesférico, cabeça pequena, 6 patas muito curtas e asas membranosas muito desenvolvidas, protegidas por uma carapaça quitinosa que geralmente apresenta cores vistosas. Podem medir de 4 a 8 milímetros, vivendo até 180 dias. Como os demais coleópteros, passam por uma metamorfose completa durante seu desenvolvimento; seus ovos eclodem em 1 semana e o estágio larval é de 3 semanas, durante o qual o inseto já apresenta a mesma alimentação do adulto (imago). As larvas, geralmente, tem corpo achatado e longo, com tubérculos ou espinhos e faixas coloridas ao seu longo. Possui duas antenas que servem para sentir o cheiro e o gosto. Há cerca de 4500 espécies na família, distribuídas por 350 gêneros, distinguíveis pelos padrões de cores e pintas da carapaça.

As joaninhas são predadores no mundo dos insetos e alimentam-se de afídios, moscas da fruta, piolhos da folha e outros tipos de insetos, a maioria deles nocivos para as plantas. Uma vez que a maioria das suas presas causa estragos às colheitas e plantações, as joaninhas destacam-se por serem benéficas pelos agricultores. Apesar da grande utilidade, estes insetos sofrem ameaça dos agrotóxicos utilizados pelos agricultores em suas plantações, embora a maioria das espécies não seja considerada como ameaçadas.[1]

Popularmente as joaninhas tem crenças populares de darem felicidade, sorte, serenidade.[2]

Papel regulador no ecossistema[editar | editar código-fonte]

Joaninhas são excelentes predadores, em suma maioria,  alimentam-se de ovos e larvas de outros insetos, influindo de forma direta neste ecossistema. Em algumas culturas, são consideradas como papel regulador, agem no controle biológico, proporcionando então, proteção a diversidade, contribuindo também para fertilidade do solo. Em dias atuais, a busca por alimentos orgânicos decorreram um enorme aumento porcentual, o que acarreta em uma maior produção, assim, para conseguir  excelência em  resultados, pesquisadores e cultivadores tem usado esta pratica tecnológica do uso desses animais como controladores naturais, o uso de recursos naturais para equilíbrio bioecológico. Desta maneira, então, há uma necessidade em conhecimento das fases vitais deste animal (ovo, larva, pupa e adulto) Fontes de pesquisas mostram a eficacia que as mesmas apresentam.[3]

Características[editar | editar código-fonte]

Apresentam traços distintos que os separam de outros grupos, pela estrutura. Como outros membros pertencentes a a filo Arthropoda, possuem esqueleto externo (exoesquesleto), que reveste seus órgãos internos, como uma capa protetora. Entretanto, podem diferenciar dos outros artrópodes, pela sua anatomia, que dividi-se em três partes: cabeça, tórax e abdomem. Insetos exclusivos em em obter patas articuladas.[4]

Algumas Espécies[editar | editar código-fonte]

  • Rodolia cardinalis, originária da Austrália, que apresenta élitros de coloração vermelho-sanguínea decorados com manchas pretas. Foi introduzida em várias partes do mundo para combater cochonilhas que atacam os pomares. Também é conhecida pelo nome de joaninha-australiana.[carece de fontes?]
  • Cycloneda sanguinea, de ampla distribuição nas Américas, que apresenta corpo quase redondo, coloração geral vermelha clara, com a cabeça e o protórax pretos. Também é conhecida pelo nome de joaninha-vermelha.[carece de fontes?]
  • Coccinella septempunctata, da Europa, que apresenta geralmente de uma a sete manchas pretas sob fundo vermelho em cada élitro. Sua larva é azul com pintas amarelas. Também é conhecida pelo nome de joaninha-de-sete-pontos. Existem também joaninhas de cor amarela e verde.
  • Eurydema dominulus, apresenta cor em tons laranja ou vermelho, possue manchas pretas ou verde metalico. Apresenta asas membranosas, seu tamanho 10 mm, e 0o seu habitat em suma maioria costuma ser em terrenos cultivados. [5]

Ciclo de vida da joaninha[editar | editar código-fonte]

As joaninhas são organismos dioicos, ou seja, existem fêmeas e machos, que são morfologicamente diferentes. A fecundação é interna e pode ocorrer diversas vezes ao ano, sendo que em cada ciclo reprodutivo, a fêmea pode colocar de 150 a mais de 200 ovos por postura.[6] As fêmeas ovipositam em diversos locais, mas preferem aqueles colonizados pelas presas que são alimentos de suas larvas. Da sua eclosão até atingir a forma adulta, as joaninhas sofrem metamorfose completa. A partir da eclosão, as larvas se dispersam pela planta à procura de alimento, crescem e desenvolvem-se; após a fase larval, transformam em pupa e quando adultos, se dispersam à procura de um novo habitat , mostrando boa mobilidade entre agrossistemas. O ciclo de vida das joaninhas depende muito de cada espécie e da sua dieta, mas no geral, após período que varia entre 2 a 5 dias da postura, as larvas eclodem e começam a se alimentar. Elas em nada se parecem com as joaninhas adultas. São alongadas e apresentam uma coloração escura. Após um período que pode variar de uma semana até cerca de 10 dias, a larva se fixa a um local que pode ser a superfície de uma folha e se transforma na pupa, que irá resultar no indivíduo adulto. O estágio de pupa pode durar até cerca de 12 dias. Após este período, a parede da pupa se abre e emerge a forma adulta da joaninha. Assim que sai da pupa, o exoesqueleto do inseto é mole e vulnerável, por isso, a joaninha adulta permanece imóvel durante alguns minutos, até que ele endureça e ela possa voar. No estado adulto, as joaninhas estão prontas para a reprodução, conforme.[7]

Foi estudado em laboratórios de pesquisas a joaninha Cycloneda sanguinea . Notando maior longevidade e fertilidade em relação as fêmeas deste predador. Outro fator importante, foi levantado em experimentos, quando notou-se em gaiolas fechadas a capacidade em reprodução, produzindo descentes em maior larga escala, quando sua dieta era baseada com pulgões (Hyadaphis foeniculi). [8]

Referências

  1. «Embrapa Agrobiologia - Portal Embrapa». www.embrapa.br. Consultado em 17 de agosto de 2017 
  2. GUERREIRO, Julio César (5 de junho de 2014). «A IMPORTÂNCIA DAS JOANINHAS NO CONTROLE BIOLÓGICO DE PRAGAS NO BRASIL E NO MUNDO» (PDF). REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE AGRONOMIA. Consultado em 17 de agosto de 2017 
  3. Cividanes, Terezinha Monteiro (1 de janeiro de 2014). «CONTROLE BIOLÓGICO COM JOANINHAS: UMA TECNOLOGIA DE SUCESSO». Pesquisa & Tecnologia, vol. 11. Consultado em 16 de agosto de 2017 
  4. Michael, Marylene Pinto (2009). Insects- ecologia animal. São Paulo: Nobel. 8 páginas 
  5. Michael, Marylene Pinto (1999). Insects- ecologia animal. São Paulo: Nobel. 17 páginas 
  6. «Embrapa Agrobiologia - Portal Embrapa». www.cnpab.embrapa.br. Consultado em 13 de julho de 2017 
  7. "Cividanes"," Freitas", "Suguino", "Terezinha", "Anielly", "Eduardo" (2014). «CONTROLE BIOLÓGICO COM JOANINHAS: UMA TECNOLOGIA DE SUCESSO». Pesquisa & Tecnologia, vol. 11, n. 1,". Consultado em 17 de agosto de 2017 
  8. Wanderley, Paulo Alves; et al. (2003). «"Reprodução de Joaninhas Alimentadas com Pulgões e Néctar de Erva-Doce."». ENCONTRO TEMÁTICO MEIO AMBIENTE E EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA UFPB 2. Consultado em 17 de agosto de 2017 
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