Joaquín Sabina

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Joaquín Sabina
Joaquín Sabina na Feira do Livro de Madrid.
Informação geral
Nome completo Joaquín Ramón Martínez Sabina
Nascimento 12 de fevereiro de 1949 (66 anos)
Origem Úbeda
País Flag of Spain.svg Espanha
Gênero(s) Rock
Ocupação(ões) Cantautor
Instrumento(s) Voz, Violão
Período em atividade 1978 - atualidade
Gravadora(s) Sony/BMG
Ariola
Epic
CBS
Página oficial www.jsabina.com

Joaquín Ramón Martínez Sabina (Úbeda, 12 de fevereiro de 1949) é um cantor e compositor espanhol, tendo seu trabalho reconhecido e apreciado em todo o mundo de língua espanhola, especialmente na Argentina.

História[editar | editar código-fonte]

Joaquín Sabina nasceu em 1949 em Úbeda,departamento de Jaén, na região andaluz e era filho de um policial e de uma dona de casa. Desde os quatorze anos escrevia poemas e tocava canções com os amigos na cidade natal. Em 1968, vai estudar na Universidade de Granada, mas logo larga os estudos para um exílio em Londres. As razões precisas que levaram Sabina a essa decisão são objeto de polêmica, mas sabe-se que o jovem Joaquín chegou a quebrar a vitrine de um banco, no furor do movimento estudantil espanhol contra o regime do general Franco.

Em Londres, Sabina organiza sessões de cinema com filmes proibidos na Espanha franquista, além de participar em montagens teatrais de esquerda, especialmente obras de Bertolt Brecht. Nessa época Sabina também amadurece como artista musical, pois se vê obrigado a tocar canções espanholas e latinas tradicionais nos restaurantes e bares nos arredores de Portobello Road, um reduto hispânico tradicional na capital britânica.

1977-1984: os primeiros ans[editar | editar código-fonte]

Em 1977, com a morte de Franco, Sabina retorna à Espanha e casa-se com a argentina Lucia, dando início a uma movimentada vida amorosa. Em 1978, instala-se em Madri com sua mulher e lança seu primeiro disco de canções: Inventario. Após seu primeiro disco, Sabina afasta-se do estereótipo do "compositor engajado" e adota uma roupagem mais roqueira, mais contemporânea, e discos como Malas compañías e Ruleta rusa o consagram como um artista de sucesso na Espanha e na América de língua espanhola.

Em 1985 ele acaba se juntando ao grupo Viceversa, do qual fazia parte um dos músicos de sua banda e parceiro até hoje, o guitarrista e compositor Pancho Varona e que até então o acompanhava em seus shows. Junto do Viceversa, lançou o disco Juez y parte, na gravadora Ariola, após dois álbuns de estúdio na gravadora Epic, do qual abandonou pois Sabina estava buscando mais liberdade para fazer seus discos. Com o disco lançado, acabam entrando em turnê até que um desses shows realizados em noites Carnaval na cidade madrilenha, no Teatro Salamanca acabaria resultando no disco duplo En directo, primeiro sucesso comercial de sua carreira. Participa de um especial de final de ano ao lado de Ana Belén, VÍctor Manuel, Rosa León, Maya e Miguel Ríos aonde se grava a música "Cualquier tiempo pasado fue peor" lançada em um compacto em 1987.

Seu sucesso em 1987 foi agigantando-se graças a seu sétimo álbum de carreira intitulado Hotel, dulce hotel aonde depois de dois discos com a banda Viceversa, volta a se creditar como solista. O disco se tornou um dos maiores sucessos comerciais da sua carreira e os sucessos "Pacto entre caballeros", "Así estoy yo sin tí", "Besos de Judas" e "Amores eternos" foram os principais destaques do disco, além da faixa-título, vendendo mais de 400 mil cópias. Junto de Varona, o tecladista Antonio García de Diego entra para o time de músicos colaboradores onipresentes na carreira, sendo os responsáveis até hoje por boa parte dos arranjos das músicas e das produções de seus trabalhos.

No ano seguinte, partiria em sua primeira megaturnê fora de sua Espanha, aonde países como Argentina (aonde sua popularidade é muito grande e o número de fãs idem), Venezuela e México e publica seu próximo álbum El hombre del traje gris, com sucessos como "Juegos de azar", "¿Quién me ha robado el més de Abril?", "Una de romanos", "Cuando Aperta el frío" e "Eva tomando el sol", e apresentado meses depois na Plaza de Toros Las Ventas, seguido da megaturnê na América Latina.

Participa do filme Sinatra, de Francisco Betriu, tanto como responsável da trilha sonora quanto como ator pois três dos temas do disco aparecem no filme, dentre estes temas "¿Quién me ha robado el més de Abril?", "Nacidos para perder" e "Locos del amanecer". Separa-se de Lucía, sua mulher e se casa com Isabel Oliart, os dois acabariam tendo uma filha chamada Carmela Juliana, nascida no dia 16 de janeiro de 1989. Sua antiga gravadora lança, sem consentimento do cantor, mais uma coletânea intitulada Mucho Sabina com quase os mesmos sucessos da coletânea anterior Joaquín Sabina y todos sus éxitos (1987).

Anos 90: sucessos, parcerias e "19 Días y 500 Noches"[editar | editar código-fonte]

Nos anos 1990, foi um dos cantores espanhóis que mais emplacou sucessos atrás de sucessos em discos como Mentiras piadosas (1990), voltando a ser um dos recordes de vendas em sua carreira, e dois anos depois seu disco Física y química viria a ganhar notoriedade pelos sucessos como "Y nos dieron las diez", "Yo quiero ser una chica Almódovar", "Peor para el sol", "La del pirata cojo" e "Pastillas para no soñar", rendendo uma de suas primeiras parcerias com Andrés Calamaro, admirador de seu trabalho que vivia na Espanha e por onde formou uma banda chamada Los Rodríguez naqueles tempos.

Com o disco seguinte, Esta boca es mía (1994) ele segue a fórmula de sucessos como "El blues de lo que pasa en mi escalera", "Más de cien mientiras", "Por el bulevar de los sueños rotos" e "Besos con sal", se mantendo mais em voga, assim como seus colegas Joan Manuel Serrat, Víctor Manuel entre outros.

Em 2001 sofreu um leve infarto cerebral que colocou a sua vida em perigo, recuperando poucas semanas depois sem sofrer sequelas físicas, mas o incidente influiu na sua forma de pensar e viu-se imerso numa importante depressão, o que o levou a abandonar os palcos durante algum tempo. Depois de ultrapassá-la, publicou o seu décimo-oitavo álbum, Alivio de luto (2005).

Em 17 de novembro de 2009 publicou Vinagre y rosas.

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • 1978 - Inventario
  • 1980 - Malas compañías
  • 1981 - La Mandrágora (com Javier Krahe e Alberto Pérez)
  • 1984 - Ruleta rusa
  • 1985 - Juez y parte
  • 1986 - En directo (ao vivo)
  • 1987 - Hotel, dulce hotel
  • 1988 - El hombre del traje gris
  • 1990 - Mentiras piadosas
  • 1992 - Física y Química
  • 1994 - Esta boca es mía
  • 1996 - Yo, mí, me, contigo
  • 1998 - Enemigos íntimos (com Fito Páez)
  • 1999 - 19 Días Y 500 Noches
  • 2000 - Nos sobran los motivos
  • 2002 - Dímelo en la calle
  • 2003 - Diario de un peatón
  • 2005 - Alivio de luto
  • 2006 - Punto... (1980-1990)
  • 2006 - ...y Seguido (1992-2005)
  • 2009 - Vinagre y rosas'

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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