Joaquim Ferreira da Silva Chaves

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Joaquim Ferreira da Silva Chaves
Nascimento 5 de abril de 1812
Lavras
Morte 28 de setembro de 1885 (73 anos)
Boa Esperança
Cidadania Brasil
Ocupação militar
Prêmios Comendador da Ordem de Cristo

Joaquim Ferreira da Silva Chaves (Lavras, 5 de abril de 1812Boa Esperança, 28 de setembro de 1885) foi um Tenente-Coronel da Guarda Nacional.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Era filho único do Tenente-Coronel Francisco Ferreira da Silva Chaves e de Mariana Antônia de Jesus.

Nasceu em Lavras, onde foi batizado a 5 de abril de 1812, sendo padrinhos seus avós maternos: o Alferes José Francisco Morato e Ana Maria Pimenta de Godoy.

Foi Comendador da Imperial Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo. Fazendeiro potentado possuía grande quantidade de terras, tendo sua sede na Fazenda do Leitão, havida por herança de sua mulher. Bernardo Saturnino da Veiga, em seu “Amanak Sul Mineiro para 1884” (Edição do Monitor Sul Mineiro – Campanha – 1884), o cita várias vezes referindo-se a ele como “cidadão importante, prestimoso e verdadeiramente distinto do lugar” dizendo ser ele possuidor de terras com Engenho d’Água, Engenho de Serra e dono de excelentes e ricas caieiras. Exerceu a pecuária em larga escala tendo grandes rebanhos de gado bovino, equino, muar, lanígero e suíno. Na agricultura foi usineiro e cultivou largamente a cana de açúcar e, em menor proporção, o café. Católico fervoroso, fez parte da “Comissão de Construção da Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores”, que fora iniciada pelo Capitão-Mor José Álvares de Figueiredo. Desta Comissão também faziam parte o Padre Vitoriano Inocêncio Vilela, o Capitão José Álvares de Figueiredo – “O Moço” e o Coronel Antônio de Morais Pessoa, que foi o autor do projeto, dando àquela igreja matriz a dimensão e formas severas da antiquíssima matriz de Pitangui, sua terra natal. Em 1858 a Comissão começou a erguer os grossos alicerces de taipa das naves, despendendo para isto uma soma superior a vinte contos de réis. Em 1860, colocaram o madeiramento, que Antônio Augusto da Costa Portugal referiu ser tão numeroso e altaneiro, que parecia mais uma floresta de grossos paus que colunas de arcadas.

Joaquim Ferreira da silva Chaves apoiou ativamente o Movimento Legalista de 1842, do qual seu pai foi um dos líderes locais.

O Coronel Chaves, como era chamado, teve papel importante na política de Boa Esperança, que foi elevada a Vila pelo Artigo 1º da Lei Nº 11.303, de 03 de novembro de 1866, com instalação do Município a 27 de janeiro de 1868. O Coronel Chaves foi vereador desde a instalação da Câmara Municipal até a sua morte, tendo sido o seu primeiro presidente. Foi Juiz de Órfãos e Inspetor Municipal da Instrução Pública.

Juntamente com Antônio Augusto da Costa Portugal, Tenente Casimiro Antônio Monteiro, Coronel Antônio Constâncio Barbosa e o Alferes Cândido Rodrigues Neves, fundou a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Boa Esperança, ereta canônica e civilmente a 1 de agosto de 1882. As obras deste hospital já haviam sido iniciadas em 1881, com dinheiro do legado testamentário do Padre Vitoriano Inocêncio Vilela, tendo à frente o abnegado Antônio Augusto da Costa Portugal, homem de letras e grande cultura, que enfrentou muitas dificuldades e obstáculos para ver realizada esta grande obra de beneficência. Em 1883, parte da obra estava concluída, mas muito havia ainda a fazer. O Coronel Chaves e outros membros da Misericórdia levaram as obras adiante, contudo não viu ele a conclusão destas, que ocorreu após a sua morte, pelo trabalho de Monsenhor José Lourenço Leite, que a inaugurou a 15 de janeiro de 1897.

Faleceu a 28 de setembro de 1885, em Boa Esperança

Genealogia[editar | editar código-fonte]

Em 1829, em Boa Esperança, casou-se com Maria Silvéria de Figueiredo, filha do Alferes Antônio Álvares de Figueiredo e de Cândida Nicésia Branquinho, neta paterna do Capitão-Mor José Álvares de Figueiredo e de Maria Vilela do Espírito Santo; neta materna do Capitão José Joaquim Gomes Branquinho e de Maria Vitória dos Reis. Maria Silvéria foi batizada em Lavras, em 1813, sendo padrinhos José Joaquim Gomes Branquinho e Maria Vilela do Espírito Santo, que foi representada por Jacinta Ponciana Branquinho. Com Maria Silvéria, que faleceu a 3 de setembro de 1890, em Boa Esperança, o coronel Chaves teve:

1-1 Francisco Ferreira da Silva Chaves (falecido na Infância)

1-2 Francisco Ferreira da Silva Chaves (outro do nome – falecido na infância)

1-3 Tenente-Coronel Joaquim Ferreira da Silva Chaves

1-4 Maria Amélia da Silva Chaves

1-5 Mariana Altina de Figueiredo

1-6 Maria Balbina de Figueiredo

1-7 Aureliano Ferreira da Silva Chaves (falecido na Infância)

1-8 Capitão Aureliano Ferreira da Silva Chaves (outro do nome) - (gêmeo)

1-9 Tenente-Coronel Antônio Ferreira da Silva Chaves (gêmeo)

1-10 José Ferreira da Silva Chaves (falecido na Infância)

1-11 Cândida Nicésia de Figueiredo

1-12 Um inocente

1-13 Major José Ferreira da Silva Chaves

1-14 Ana Cândida da Silva Chaves

1-15 Maria Amélia da Silva Chaves