Joaquim Furtado

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Joaquim da Silva Furtado (Penamacor, 20 de abril de 1948) é um jornalista português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em Penamacor, em 1948, Joaquim Furtado veio ainda criança para Lisboa. Por volta dos 18 anos iniciou-se no jornalismo. Em 1966 a Rádio Universidade, uma das criações da Mocidade Portuguesa abriu um concurso e o jovem Furtado, que não tem, então, qualquer consciência política, candidata-se e é aceite, depois de uma prova que consistiu, nomeadamente, em fazer uma reportagem imaginária. Aberta à experimentação do ponto de vista técnico, o jovem não deixou de sofrer aí as condicionantes da censura, ao tentar revelar um poema de António Gedeão sobre o Natal[1].

Pouco depois, ingressa no Rádio Clube Português, no programa Tempo Zip, uma extensão radiofónica do Zip-Zip, de Raúl Solnado, Fialho Gouveia e Carlos Cruz. A experiência não durará muito, porque Furtado é chamado para a tropa[2]. .

Ao fim de três anos, de regresso ao Rádio Clube, é lá que se encontra na madrugada do golpe de 25 de Abril de 1974. Com a ocupação da estação pelos militares do Movimento das Forças Armadas, seria a Joaquim Furtado que caberia a leitura do primeiro comunicado oficial do movimento[3].

Em fevereiro de 1975, obtida a carteira profissional de jornalista, mudou-se para a Radiotelevisão Portuguesa convidado por Álvaro Guerra[4]. No início de 1977 foi suspenso preventivamente do canal público por, alegadamente, ter feito uma reportagem que o governo achou incorreta, sobre a colocação de professores. No entanto, poucas semanas depois o processo foi arquivado. Em finais da década de 1970, juntamente com Joaquim Vieira, foi o autor do programa Os Anos do Século, onde era feita uma retrospetiva analítica do século XX[5]. Furtado manteve-se sempre na RTP e, em finais de 1995, que até aí estava colocado na RTP2, foi nomeado diretor-coordenador da informação e programação da RTP. Em 1998, numa altura em que já preparava a sua demissão, seria destituído pela administração da RTP, acusado de ter uma atitude de afastamento em relação à estrutura da empresa[6].

Foi autor da série documental A Guerra, dedicada à Guerra do Ultramar, repartida por duas séries de nove episódios cada, e pela qual recebeu Grande Prémio Gazeta 2007 atribuído pelo Clube dos Jornalistas.

Casado com Maria Helena Cardoso Garcia da Fonseca, do Sabugal, Souto, é pai da apresentadora de televisão Catarina Furtado e de Marta Cardoso Garcia da Fonseca Furtado.

Filmografia[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  1. CIES
  2. CIES
  3. CIES
  4. Infopedia
  5. Infopedia
  6. Infopedia