Joaquim Letria

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Joaquim Letria
Nascimento 8 de novembro de 1943 (73 anos)
Lisboa
Nacionalidade Portugal Portuguesa
Cônjuge Berta Correia Ribeiro
Ocupação Jornalista

Joaquim José da Conceição Letria GCC (Lisboa, 8 de Novembro de 1943) é um jornalista português. Foi fundador dos semanários "O Jornal" e do "Tal & Qual".[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Começou a carreira a trabalhar no "Diário de Lisboa" em 1961, com 18 anos. Passou mais tarde para a revista Flama e para o Rádio Clube Português. Trabalhou para a Associated Press durante sete anos regressando depois disso temporariamente a Lisboa, onde trabalhou novamente no Diário de Lisboa. Pouco depois concorreu a um lugar na BBC e mudou-se para Londres.

Após a Revolução dos Cravos, em 1974, decidiu regressar a Portugal, começando a trabalhar na Radiotelevisão Portuguesa como director-adjunto de Informação para Programas não-Diários.

Na primavera de 1975, Letria participou na fundação do semanário O Jornal, de onde pouco tempo depois passou para a agência noticiosa portuguesa ANOP. Em 1978, regressou à RTP para fazer e apresentar o "Informação 2", telejornal do segundo canal da televisão estatal.

Foi neste período que criou os dois programas de televisão que o tornaram mais conhecido em Portugal, o "Directíssimo" e o "Tal & Qual", que misturavam informação com entretenimento. A popular rubrica "Apanhados" apareceu, em 1979, no "Tal & Qual". Em 1980, após a vitória da Aliança Democrática nas eleições legislativas, a RTP acabou com o "Tal & Qual" e afastou Letria da direção do canal. Nesse mesmo ano, resolveu lançar um jornal semanário com o nome do programa extinto. Entretanto, em finais de 1980, participou na campanha eleitoral de Ramalho Eanes para as presidenciais. Quando este assumiu a presidência da República passou a ser o seu porta-voz, função que desempenhou até 1986. A 19 de Abril de 1986 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.[2] Regressou então de novo à RTP, onde apresentou o programa "Já Está", mas em 1988 saiu para dirigir a revista de grande informação Sábado, a convite de Pedro Santana Lopes. Em janeiro de 1992, deixou a direção da revista onde se manteve como cronista até esta fechar em setembro de 1993. Entretanto, apresentou o programa "Rosa dos Ventos" da RTP Internacional.

No início dos anos 90 apresentou, na RTP2, o programa Apanhados (o primeiro do género em Portugal), que contava com sketches de José Pedro Gomes e António Feio.

Em 1995 regressou à RTP com o talk-show "Conversa Afiada", que passava ao início da madrugada, e outro na RTP Internacional, o Café Lisboa, na companhia do falecido Agostinho Roseta e de José Amaral.

Apresentou em 1996 na RDP Antena 1 o programa Cobras e Lagartos, que provocou uma crise diplomática entre Portugal e Angola em 1996 pelo facto de Letria ter alegadamente proferido ideias racistas e emitido juízos considerados ofensivos para os dirigentes angolanos. Letria foi despedido da RDP.[3]

Em 1998, lançou o livro A Verdade Confiscada. Escândalo - A Armadilha da Nova Censura. Posteriormente, colaborou com a Rádio Comercial, com o jornal diário 24 Horas, deu aulas na Universidade Lusíada, fez consultoria de comunicação e manteve a ligação à televisão através da produção de documentários.[4]

Atualmente, participa regularmente no programa A Tarde É Sua na TVI.

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Tribunal Europeu condena Portugal a indemnizar jornalista Joaquim Letria». Jornal Público. Consultado em 12 de abril de 2011 
  2. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Joaquim José da Conceição Letria". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 24 de fevereiro de 2015 
  3. Isabel Faria. «Todos os governos querem controlar a comunicação social». Correio da Manhã. Consultado em 16 de julho de 2013 
  4. «Joaquim Letria». Infopédia. Consultado em 16 de julho de 2013 
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