Joel Neto

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Joel Neto
Nascimento 1974 (43 anos)
Angra do Heroísmo
Residência Dois Caminhos, Terra Chã, ilha Terceira
Nacionalidade  Portugal
Ocupação Escritor, cronista, memorialista

Joel Neto (Angra do Heroísmo, 3 de Março 1974) é um escritor e cronista português, autor de Arquipélago e A Vida no Campo, entre outros.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Autor de Arquipélago, O Citroën Que Escrevia Novelas Mexicanas e A Vida no Campo, entre outros títulos, Joel Neto publica no jornal Diário de Notícias a coluna homónima (A Vida No Campo), série de relatos sobre o seu próprio regresso à Terra Chã, freguesia rural da ilha Terceira (Açores).

Os seus romances O Terceiro Servo, Os Sítios Sem Resposta e Arquipélago integram o Plano Regional de Leitura dos Açores, sendo que o primeiro faz parte também do programa da área de Estudos Açorianos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, no Brasil, e o terceiro do da área correspondente no Department of Portuguese and Brazilian Studies da Brown University, nos Estados Unidos.

O Citroën Que Escrevia Novelas Mexicanas foi adoptado como leitura obrigatória pela Universidade dos Açores. José Mourinho, o Vencedor, biografia do treinador de futebol homónimo, foi traduzido em Inglaterra e na Polónia.

Arquipélago, o mais recente romance (ed. Marcador, Maio de 2015), mereceu rápido aplauso da crítica e do público, esgotando a primeira edição ao fim de duas semanas e chegando à quarta em menos de três meses. Foi finalista do Prémio Fernando Namora 2015.

A Vida no Campo (ed. Marcador, Maio de 2016), segundo volume do tríptico de diferentes géneros a que o autor chamou "do Regresso", chegou ao mercado já em segunda edição, reunindo os elogios de alguns dos principais críticos portugueses.

Para além dos livros e dos contos que o representam em antologias e edições especiais em Portugal, Espanha, Itália, Brasil ou Japão, Joel Neto mantém, enquanto cronista, colaboração activa com diferentes jornais portugueses, açorianos e da diáspora portuguesa nos Estados Unidos e no Canadá.

Estudou Relações Internacionais e começou a escrever para os jornais aos 15 anos, no açoriano Diário Insular. Como jornalista, trabalhou na imprensa, na televisão e na rádio, nas qualidades de repórter, editor, chefe de redacção, comentador, autor de conteúdos e apresentador[1]. Diário de Notícias, Grande Reportagem, Volta ao Mundo, NS' , Focus, Jornal de Notícias e O Jogo são apenas algumas das publicações a que ligou o seu nome.

Na estação pública açoriana de televisão, RTP/Açores, os seus programas Choque de Gerações (2004-2005) e História da Minha Vida (2005-2007) atingiram alguma notoriedade. Foi colaborador da TSF-Rádio Jornal, integrou o painel de comentadores de golfe da estação SportTV e ganhou os prémios José Roquette, Gazeta de Reportagem e Jornal da Praia.

Nascido em Angra do Heroísmo, Joel Neto vive entre o lugar dos Dois Caminhos, na referida Terra Chã, e a cidade de Lisboa. Foi, em 2017, o autor do "Manifesto Pela Poesia", que marcou as celebrações do Dia Mundial da Poesia organizadas pela Fundação Inatel, sucedendo-se a autores como Gonçalo M. Tavares e José Luís Peixoto.

Obra publicada[editar | editar código-fonte]

FICÇÃO:

  • 2000 - O Terceiro Servo (romance)
  • 2002 - O Citroën Que Escrevia Novelas Mexicanas (contos)
  • 2012 - Os Sítios Sem Resposta (romance)
  • 2015 - Arquipélago (romance) - 1ª edição, Maio 2015; 5ª edição, Junho 2017
    • finalista do Prémio Literário Fernando Namora 2015

DIÁRIO:

  • 2016 - A Vida no Campo - 1ª edição, Maio 2016; 3ª edição, Agosto 2016

CRÓNICAS:

  • 2003 - Al-Jazeera, Meu Amor
  • 2007 - Todos Nascemos Benfiquistas – Mas Depois Alguns Crescem
  • 2011 - Banda Sonora Para Um Regresso a Casa

OUTROS:

  • 2004 - José Mourinho, O Vencedor (biografia)
  • 2008 - Crónica de Ouro do Futebol Português (obra colectiva) - autoria do primeiro volume, "A Equipa de Todos Nós" (história)
  • 2011 - Bíblia do Golfe (divulgação)

Antologias e revistas literárias (principais participações):

  • 2017 - Quanto Mais Em Nuvem Me Desfaço (Fundação Inatel) - manifesto do Dia Mundial da Poesia 2017
  • 2016 - Jaca (Uma Dor Tão Desigual, Ordem dos Psicólogos/Teorema) - conto
  • 2015 - A Cor Mais Forte do Arco-Íris (O Conto Literário de Temática Açoriana, Mónica Serpa Cabral/Companhia das Ilhas) - conto
  • 2013 - Tudo o Que Eu Devo ao Futebol (Correntes D’Escritas 2013 , CM Póvoa de Varzim) - ensaio
  • 2010 - Democracias Modernas (Desafios dos Açores Para O Século XXI, Expresso Das Nove/Tinta da China) - ensaio
  • 2008 - Montanha Abaixo (Comboio Com Asas, CM Funchal) - conto
  • 2007 - Parati (Contos de Algibeira, Casa Verde-Brasil) - conto
  • 2006 - Porto de Leixões, 27 de Agosto de 2002 (Cartas a Deus, Pena Perfeita) - conto
  • 2006 - Al di là del frangiflutti c’era um pesce (Lusitânia Express – 20 storie per um film portughese, Scritturapura Editore-Itália) - conto
  • 2005 - Pequeno Ensaio Sobre Homens e Mulheres de Quarenta Anos (Ou Como Eu os Vejo Daqui, À Distância de uma Vida Quase Toda) (Quarenta Anos de Dom Quixote, Dom Quixote) - conto
  • 2004 - Luísa (Alta Velocidad – Nueva Literatura Portuguesa, Lengua de Trapo-Espanha) - novela
  • 2003 - O Meu Homem de Bem (Antes da Meia-Noite, Dom Quixote) - conto
  • 2002 - Capítulo Um (Setembro, Fonte de Letras) - conto

Notas

Ligações externas[editar | editar código-fonte]