Joel Neto

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Joel Neto
Nascimento 1974 (43 anos)
Angra do Heroísmo
Residência Lugar dos Dois Caminhos, Terra Chã, ilha Terceira
Nacionalidade  Portugal
Cônjuge Estela Viegas

Catarina F. Almeida

Ocupação Escritor, cronista, memorialista
Magnum opus Arquipélago (2015)

Joel Neto (Angra do Heroísmo, 3 de Março 1974) é um escritor e cronista português, autor de Arquipélago e A Vida no Campo, entre outros.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em Angra do Heroísmo, Joel Neto viveu duas décadas em Lisboa (1992-2012), para onde se mudou no intuito de estudar Relações Internacionais, curso escolhido pela colega de turma de quem se enamorara. Optou pelo jornalismo e começou a trabalhar em jornais, como profissional, aos 21 anos[1].

Aos 38, decidiu regressar aos Açores, para o lugar dos Dois Caminhos, freguesia da Terra Chã, Ilha Terceira. Publicou vários livros bem recebidos pelo público e pela crítica e foi, em 2017, o autor do Manifesto Pela Poesia que marcou as celebrações do Dia Mundial da Poesia, sucedendo na função a escritores como Gonçalo M. Tavares e José Luís Peixoto.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Autor de Arquipélago, O Citroën Que Escrevia Novelas Mexicanas e A Vida no Campo, entre outros títulos, Joel Neto publica no jornal Diário de Notícias a coluna homónima (A Vida No Campo), série de relatos sobre o seu próprio regresso à Terra Chã.

Os seus romances O Terceiro Servo, Os Sítios Sem Resposta e Arquipélago integram o Plano Regional de Leitura dos Açores, sendo que o primeiro faz parte também do programa da área de Estudos Açorianos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, no Brasil, e o terceiro do da área correspondente no Department of Portuguese and Brazilian Studies da Brown University, nos Estados Unidos.

O Citroën Que Escrevia Novelas Mexicanas foi adoptado como leitura obrigatória pela Universidade dos Açores. José Mourinho, o Vencedor, biografia do treinador de futebol homónimo, foi traduzido em Inglaterra e na Polónia. Os Sítios Sem Resposta tem edição brasileira (com o título Os lugares sem resposta) planeada para 2017.

Arquipélago, o mais recente romance (ed. Marcador, Maio de 2015), mereceu rápido aplauso da crítica e do público, esgotando a primeira edição ao fim de duas semanas e chegando à quarta em menos de três meses. Foi finalista do Prémio Fernando Namora 2015.

A Vida no Campo (ed. Marcador, Maio de 2016), segundo volume do tríptico de diferentes géneros a que o autor chamou "do Regresso", chegou ao mercado já em segunda edição, reunindo os elogios de alguns dos principais críticos portugueses.

Além dos livros e dos contos que o representam em antologias e edições especiais em Portugal, Espanha, Itália, Brasil ou Japão, Joel Neto mantém, enquanto cronista, colaboração com diferentes jornais portugueses, açorianos e da diáspora portuguesa nos Estados Unidos e no Canadá.

Começou a escrever para a imprensa, ainda como amador, aos 15 anos, no açoriano Diário Insular. Como jornalista, trabalhou em jornais e revistas, na televisão e na rádio, nas qualidades de repórter, editor, chefe de redacção, comentador, autor de conteúdos e apresentador[2]. Diário de Notícias, Grande Reportagem, Volta ao Mundo, NS' , Focus, Jornal de Notícias e O Jogo são apenas algumas das publicações a que ligou o seu nome.

Na estação pública açoriana de televisão, RTP/Açores, os seus programas Choque de Gerações (2004-2005) e História da Minha Vida (2005-2007) atingiram alguma notoriedade. Foi colaborador da TSF-Rádio Jornal, integrou o painel de comentadores de golfe da estação SportTV e ganhou, entre outros, os prémios José Roquette, Gazeta de Reportagem e Jornal da Praia.

Obra publicada[editar | editar código-fonte]

FICÇÃO:

  • 2000 - O Terceiro Servo (romance)
  • 2002 - O Citroën Que Escrevia Novelas Mexicanas (contos)
    • edição brasileira: Nunca mais roubei gravatas
  • 2012 - Os Sítios Sem Resposta (romance)
    • edição brasileira: Os lugares sem resposta
  • 2015 - Arquipélago (romance) - 1ª edição, Maio 2015; 5ª edição, Junho 2017
    • finalista do Prémio Literário Fernando Namora 2015

DIÁRIO:

  • 2016 - A Vida no Campo - 1ª edição, Maio 2016; 3ª edição, Agosto 2016

CRÓNICAS:

  • 2003 - Al-Jazeera, Meu Amor
  • 2007 - Todos Nascemos Benfiquistas – Mas Depois Alguns Crescem
  • 2011 - Banda Sonora Para Um Regresso a Casa

OUTROS:

  • 2004 - José Mourinho, O Vencedor (biografia)
    • edição britânica: Mourinho, the true story
  • 2008 - Crónica de Ouro do Futebol Português (obra colectiva) - autoria do primeiro volume, "A Equipa de Todos Nós" (história)
  • 2011 - Bíblia do Golfe (divulgação)

Antologias e revistas literárias (principais participações):

  • 2017 - Metade Do Mundo/Half The World (revista Egoísta) - conto
  • 2017 - Quanto Mais Em Nuvem Me Desfaço (Fundação Inatel) - manifesto do Dia Mundial da Poesia 2017
  • 2016 - Jaca (Uma Dor Tão Desigual, Ordem dos Psicólogos/Teorema) - conto
  • 2015 - A Cor Mais Forte do Arco-Íris (O Conto Literário de Temática Açoriana, Mónica Serpa Cabral/Companhia das Ilhas) - conto
  • 2013 - Tudo o Que Eu Devo ao Futebol (Correntes D’Escritas 2013 , CM Póvoa de Varzim) - ensaio
  • 2010 - Democracias Modernas (Desafios dos Açores Para O Século XXI, Expresso Das Nove/Tinta da China) - ensaio
  • 2008 - Montanha Abaixo (Comboio Com Asas, CM Funchal) - conto
  • 2007 - Parati (Contos de Algibeira, Casa Verde-Brasil) - conto
  • 2006 - Porto de Leixões, 27 de Agosto de 2002 (Cartas a Deus, Pena Perfeita) - conto
  • 2006 - Al di là del frangiflutti c’era um pesce (Lusitânia Express – 20 storie per um film portughese, Scritturapura Editore-Itália) - conto
  • 2005 - Pequeno Ensaio Sobre Homens e Mulheres de Quarenta Anos (Ou Como Eu os Vejo Daqui, À Distância de uma Vida Quase Toda) (Quarenta Anos de Dom Quixote, Dom Quixote) - conto
  • 2004 - Luísa (Alta Velocidad – Nueva Literatura Portuguesa, Lengua de Trapo-Espanha) - novela
  • 2003 - O Meu Homem de Bem (Antes da Meia-Noite, Dom Quixote) - conto
  • 2002 - Capítulo Um (Setembro, Fonte de Letras) - conto

Notas

Ligações externas[editar | editar código-fonte]