Joelma Mendes

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Joelma
Joelma em junho de 2020
Nome completo Joelma da Silva Mendes
Nascimento 22 de junho de 1974 (47 anos)
Almeirim, Pará, Brasil
Cônjuge Ximbinha (c. 2003; div. 2015)
Filho(a)(s) 3
Ocupação
Período de atividade 1994–presente
Carreira musical
Gênero(s)
Extensão vocal meio-soprano
Instrumento(s)
Gravadora(s) Universal (2016–2018)
Midas (2020)
Afiliações
Assinatura
Joelma signature.svg
Página oficial
joelmaoficial.com.br

Joelma da Silva Mendes (Almeirim, 22 de junho de 1974), mais conhecida apenas como Joelma, é uma cantora, dançarina, coreógrafa, compositora e empresária brasileira.[1] Ela começou sua carreira profissionalmente em 1994, aos 19 anos de idade.[2] Em 1999, formou com o guitarrista Ximbinha, seu então marido, a Banda Calypso. O casal atingiu o auge comercial de sua carreira na década de 2000, sendo líderes absolutos na vendagem de discos no país: o DVD Banda Calypso pelo Brasil (2006) é o mais vendido de todos os tempos no Brasil, com vendas superiores a 2 milhões de cópias; ele recebeu disco de diamante quíntuplo, tornando a banda a única em toda a história da música brasileira a conseguir este feito. Em 2007, em levantamento feito pelo instituto de pesquisas Datafolha, Joelma e Ximbinha foram apontados como os artistas mais populares do país. Em 2015, eles se divorciaram e encerraram as atividades em conjunto.

Após o fim da Banda Calypso em dezembro de 2015, Joelma passou quase três meses seguintes concentrando seus esforços na produção de sua estreia em carreira solo; em abril de 2016, ela lançou seu álbum de estreia solo autointitulado Joelma, que foi precedido pelo hit single "Não Teve Amor" e alcançou a segunda posição na parada de álbuns da Pro-Música Brasil (PMB). Em 2017, lançou seu primeiro álbum ao vivo, Avante, que teve como carro-chefe a canção "Amor Novo". Em 2020, Joelma lançou seu segundo registro ao vivo, 25 Anos.

Ao longo de sua carreira, Joelma, que é uma dos recordistas em vendas de discos no Brasil, vendeu mais de 20 milhões de álbuns e acumulou diversas vitórias e indicações a prêmios importantes da música, incluindo três indicações ao Grammy Latino. Ela é reconhecida como um ícone da música do Pará e tem sido creditada por levantar a bandeira de seu estilo musical e do seu estado de origem nos maiores meios de comunicação nacional.

Vida e carreira[editar | editar código-fonte]

Início da vida e carreira[editar | editar código-fonte]

Joelma da Silva Mendes nasceu em 22 de junho de 1974 em Almeirim, no Pará.[3][4][5] Ela é a quinta dos sete filhos da costureira Maria de Nazaré da Silva Mendes e de José Benahum Mendes (falecido em 2019).[6][7] Seu pai era alcoólatra, e agredia brutalmente a esposa, abandonando a família quando Joelma tinha entre sete e oito anos de idade.[8][9][10][11][12][13][14][15] Em retrospecto, numa entrevista para a Marie Claire, a cantora comentou: "Alimentei o ódio pelo meu próprio pai desde aquela noite em que vi minha mãe com o rosto surrado. Nunca esqueço que passei boa parte da infância achando que podia perdê-la a qualquer momento em que ele bebesse demais". Anos após o abandono de seu genitor, dois de seus irmãos foram assassinados.[7]

"Eu sempre ficava cantarolando nos intervalos da escola. Aí um amigo, que fazia teclado e voz no barzinho, ficou um ano me chamando pra cantar com ele. Eu entrei por diversão. Eu entrava na música e dava muito certo. Aí eu saía, minha vida não andava. Quando completei 23 anos, disse: é agora ou nunca. Embarquei nisso e deu tudo certo."

— Joelma sobre o início de sua carreira musical.[16]

Embora desejasse ingressar na profissão de advogada,[3][17] Joelma começou a cantar por intermédio de um colega de escola que a incitava a cantar com ele em pequenos bares e festivais locais.[16] Aos 19 anos, tornou-se conhecida na região depois de se apresentar na Feira de Arte e Cultura de Almeirim (FEARCA).[3] Por esta época, ela foi descoberta por uma proprietária da Banda Fazendo Arte, que a convidou para ir à Belém participar de um teste para integrar os vocais do grupo. Com certo reluto, Joelma recusava o convite, mas acabou aceitando e foi selecionada.[5][18] Com a banda, lançou dois álbuns, sendo eles Fazendo Arte (1994) e II (1996).[19][20]

Em 1998, Joelma conheceu o guitarrista e produtor musical Ximbinha.[21][22][23] Na ocasião, ela estava de saída da Banda Fazendo Arte para gravar seu primeiro álbum como artista solo, e o convidou para produzir o disco.[24][25][26] Logo depois de se conhecerem e concluírem o álbum, Joelma e Ximbinha começaram a namorar, mas não queriam a divisão no ramo profissional por conta da relação.[27] Ximbinha, então, sugeriu à Joelma que, em vez de seu disco solo, formassem, juntos, uma banda musical,[24][28][29] que foi batizada de Banda Calypso.[26]

1999–2015: Banda Calypso[editar | editar código-fonte]

A banda iniciou suas atividades em 10 de junho de 1999.[30] No entanto, o álbum de estreia dos artistas, a princípio, foi difícil para ser lançado. O trabalho de Joelma e Ximbinha foi rejeitado por diversas gravadoras, até que conseguiram uma parceria que proporcionou a fabricação de mil unidades da obra, que foram vendidas em uma semana.[27][30] O álbum, autointitulado Banda Calypso, foi lançado em novembro de 1999 e gerou quatro singles, sendo eles "Vendaval", Dois Corações, "Disse Adeus" e o hit "Dançando Calypso", recebendo disco de ouro e ultrapassando a marca de 750 mil cópias vendidas.[28][31][32][33] Em março de 2002, lançaram, pela gravadora Sony Music, o primeiro álbum ao vivo da banda, Ao Vivo, que gerou singles como "Cúmbia do Amor" e "Como uma Virgem" e foi condecorado com disco de ouro pela Pro-Música Brasil (PMB).[34]

O segundo e terceiro álbum de estúdio – O Ritmo Que Conquistou o Brasil! (2002) e Volume 4 (2003) – conquistaram, respectivamente, disco de ouro e disco de platina,[35][36] e lançaram como singles "Chamo por Você", "Temporal" e "Maridos e Esposas",[28][37] bem como "Pra Te Esquecer", "Nenê" e "Imagino".[38] O segundo álbum ao vivo e primeiro álbum de vídeo dos artistas, Ao Vivo, foi lançado em novembro de 2003. O registro audiovisual recebeu disco de diamante duplo pelas vendas do DVD.[35][39] Em outubro de 2004, o casal lançou seu quarto álbum de estúdio, Volume 6. O álbum, premiado com disco de diamante,[40] vendeu mais de um milhão de cópias e ficou marcado pelo sucesso do single "A Lua Me Traiu".[41][42][43] Em novembro de 2004, durante um "show histórico" no Sambódromo de Manaus, a banda gravou seu terceiro álbum ao vivo e segundo álbum de vídeo, Banda Calypso na Amazônia,[35] lançado em fevereiro de 2005. A obra recebeu disco de diamante triplo pelas vendas do DVD.[40][44]

Joelma e Ximbinha em show da Banda Calypso em março de 2006

Em outubro de 2005, foi lançado o quinto álbum de estúdio, Volume 8, que foi condecorado com disco de diamante e vendeu mais de 1,8 milhão de cópias.[45][46][47][48] O álbum lançou como singles "Isso É Calypso", "Tchau pra Você", "Pra Me Conquistar" e "Esqueça Meu Coração",[43] e foi responsável pela primeira indicação da banda ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa,[49] e, embora tenham acumulado três nomeações ao prêmio durante a carreira, nunca o venceram.[50] Em setembro de 2006, a banda lançou seu quarto álbum ao vivo e terceiro álbum de vídeo, intitulado Banda Calypso pelo Brasil, que consiste em uma combinação de gravações realizadas em Brasília, Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Belém.[29][51][52] Banda Calypso pelo Brasil tornou-se o trabalho mais bem-sucedido da carreira de Joelma e Ximbinha; o projeto recebeu disco de diamante pelas vendas do CD, enquanto o DVD conquistou disco de diamante quíntuplo – convertendo a banda na única em toda a história da música brasileira a conseguir este feito – e vendeu mais de 2 milhões de cópias, tornando-se o mais vendido de todos os tempos no Brasil.[52][53][54][55][56][57] Também em 2006, Joelma e Ximbinha se apresentaram para um público de 1,5 milhão de pessoas em Nova Iorque, durante o festival Brazilian Day.[58][59]

Em janeiro de 2007, eles lançaram seu sexto álbum de estúdio, 10, que gerou como singles "Louca Sedução", "Acelerou" e "Nessa Balada". O álbum, condecorado com disco de diamante,[60] vendeu mais de um milhão de cópias e apareceu no top 10 de álbuns internacionais mais vendidos no Japão.[61][62] No mesmo ano, a Banda Calypso foi homenageada no Carnaval de Manaus pela escola de samba Balaku Blaku.[63] Em julho, em pesquisa publicada pelo instituto Datafolha, Joelma e Ximbinha foram apontados como os artistas mais populares do Brasil.[64] Em novembro de 2007, o casal lançou seu quinto álbum ao vivo e quarto álbum de vídeo, Ao Vivo em Goiânia.[65]

Joelma durante uma apresentação em Lisboa, capital de Portugal, julho de 2009

Em junho de 2008, foi lançado, através da gravadora Som Livre, o sétimo álbum de estúdio dos artistas, Acústico, com set list formada por releituras de canções gravadas anteriormente e seis faixas inéditas.[66] A PMB condecorou o álbum com disco de ouro.[34] Também em 2008, a banda foi escolhida pelo público de Angola para se apresentar no concerto Dia da Amizade Angola-Brasil, realizado no Estádio dos Coqueiros, em Luanda, capital do país.[67] Posteriormente, Joelma descreveu esse show como "a maior emoção" de sua carreira.[68] O espetáculo, promovido e transmitido pela TV Globo Internacional, possui "intenções sociais e políticas de firmar a amizade entre ambos países".[67] No mesmo ano, foram convidados para regravar a canção "Acelerou" em inglês, sob o nome de "Accelerate My Heart", para a trilha sonora do filme estadunidense Cupid's Arrow (2010).[69] Em fevereiro de 2009, foi lançado o oitavo álbum de estúdio, Amor sem Fim, que gerou como singles "Vida Minha", "Xonou, Xonou" e "Chá de Maracujá".[70]

Ainda em 2009, a banda completou 10 anos de carreira. O fato foi comemorado em Recife com a gravação de seu sexto álbum ao vivo e quinto álbum de vídeo, 10 Anos,[71] lançado em março de 2010 pela Som Livre. O projeto recebeu, pela PMB, disco de platina para as vendas do DVD e dois discos de ouro para ambos volumes do CD duplo.[34] Também em 2010, o casal lançou seu nono álbum de estúdio e seu sétimo álbum ao vivo, respectivamente Vem Balançar! e Ao Vivo em Recife. Em abril de 2011, eles lançaram a sua versão da canção "Entre Tapas e Beijos" para tema de abertura da série Tapas & Beijos, da TV Globo, sendo um dos singles de seu novo álbum; em maio, foi lançado, através da Som Livre, o décimo álbum de estúdio dos artistas, intitulado Meu Encanto.[72]

Joelma e Ximbinha durante um concerto em junho de 2012

Em 2012, o casal lançou seu oitavo álbum ao vivo e sexto álbum de vídeo, Banda Calypso em Angola,[73] e seu décimo primeiro álbum de estúdio, Eternos Namorados. Este último produziu singles como "Quem Ama Não Deixa de Amar", com a participação de Amado Batista, e "Me Beija Agora".[74] Joelma estreou como compositora nesse álbum; ela compôs a canção "O Poder de Deus".[75] No decorrer de 2013, lançaram seu décimo segundo álbum de estúdio, Eu Me Rendo, e seu nono álbum ao vivo e sétimo álbum de vídeo, Ao Vivo no Distrito Federal.[76]

Em agosto de 2014, foi lançado o décimo terceiro álbum de estúdio dos artistas, Vibrações.[77][78] No mesmo ano, a banda completou 15 anos de carreira. O fato foi comemorado em Belém com a gravação de seu décimo álbum ao vivo e oitavo álbum de vídeo, 15 Anos,[79][80] que foi lançado em junho de 2015.[81] Em 19 de agosto de 2015, a assessoria de imprensa da banda anunciou a separação conjugal de Joelma e Ximbinha.[82] No mesmo mês, numa participação no Programa da Sabrina, a cantora anunciou o fim das atividades em conjunto com o guitarrista e que seguiria carreira como artista solo: "[...] vou deixar a Calypso. Seguirei meus compromissos até dezembro e, depois, vou seguir minha carreira solo. Mas no mesmo estilo [...] É uma carreira solo, mas costumo dizer que nunca estou só."[83][84] Após o anúncio, ela deu início às gravações de seu primeiro álbum e lançou sua primeira canção solo, "Voando pro Pará".[85][86][87] Em 31 de dezembro de 2015, Joelma realizou, sem a presença de Ximbinha, em Macapá, o último show da Banda Calypso.[88] Sobre o fim da banda e a decisão de prosseguir em carreira solo, Joelma disse que "é diferente":

"[...] estou com um sentimento de renovação. A vida continua, é reter o que foi bom, as experiências, os sucessos que vou cantar para sempre, que conquistei com a banda. Apesar de tudo, foi maravilhoso."[89]

2016–2018: Joelma e Avante[editar | editar código-fonte]

Joelma em show da turnê Avante Tour, junho de 2016

A carreira solo começou oficialmente em 18 de março de 2016, com a estreia de sua primeira turnê, Avante Tour.[90] A série de shows foi responsável pela primeira indicação solo da artista ao Prêmio Multishow de Música Brasileira,[91] sendo condecorada com o prêmio em sua 24ª edição, na categoria de Melhor Show.[92][93] Em 24 de março, após assinar contrato fonográfico com a Universal Music,[94][95] Joelma lançou seu primeiro extended play (EP), o autointitulado Joelma.[96] O EP foi divulgado como uma prévia de seu primeiro álbum de estúdio; Joelma, o seu álbum de estreia homônimo, foi lançado em 29 de abril de 2016 e alcançou a segunda posição na parada de álbuns da PMB,[97] sendo recebido com avaliações positivas. Vinícius Cunha, do Gshow, escreveu: "Como era de se esperar, o registro marca a superação após o tumultuado divórcio [com Ximbinha] e a saída da banda [Calypso] no final do ano passado. Joelma é capaz e este [CD] é uma carta aberta de uma mulher bem resolvida e disposta a conquistar o mundo mais uma vez".[96] Para promover o álbum, foram lançadas como singles "Ai Coração",[98] "Não Teve Amor" e "Debaixo do Mesmo Céu".[99][100] Na época de seu lançamento, o videoclipe de "Debaixo do Mesmo Céu" estreou em primeiro lugar em vendas no top 100 mundial do iTunes Store.[101] Em 30 de setembro, foi lançado o EP Assunto Delicado, que antecedeu a gravação de seu primeiro registro ao vivo.[102]

Com participação de seus três filhos e das cantoras Ivete Sangalo e Solange Almeida, Joelma gravou no dia 9 de novembro de 2016, em São Paulo, o seu primeiro álbum ao vivo.[103][104][105][106] A parceria entre Joelma e Ivete Sangalo rendeu a gravação da canção "Amor Novo", lançada como carro-chefe da obra em 13 de janeiro de 2017.[107][108][109] Como prévia, foi lançado um EP contendo quatro faixas do álbum em 14 de abril.[110] O projeto, intitulado Avante, chegou às lojas em 28 de abril de 2017.[111] Também em 2017, Joelma lançou um livro sobre sua vida pessoal e carreira profissional, além de relatos de fãs, intitulado Joelma entre Olhares, escrito por Jessyca Campos.[112]

Joelma se apresentando no festival Forró Caju, junho de 2018

Em 8 de março de 2018, no Dia Internacional da Mulher, é lançado o single "Perdeu a Razão", uma colaboração com a cantora Marília Mendonça sobre violência contra a mulher.[113] Joelma alega que a canção "veio para tirar os resíduos que ainda tinha" de sua infância difícil, marcada pela violência doméstica vivida na família: "Você se sente impotente, incapaz, de acudir uma pessoa que tu amas. É muito difícil, me marcou a vida inteira. Essa música veio para cicatrizar esta ferida."[114] Em abril, a cantora lançou o single "Se Vira Aí", originalmente gravada em seu álbum de estreia, Joelma, e relançada com a participação do cantor Zé Felipe.[115] Em setembro, lançou o single "18 Quilates".[116]

2019–presente: 25 Anos[editar | editar código-fonte]

Joelma na gravação do registro ao vivo 25 Anos, novembro de 2019

Em abril de 2019, é lançado o single "Ai Baby".[117][118] Em 27 de setembro, Joelma lançou o EP Minhas Origens, apresentando quatro faixas, sendo que todas foram lançadas individualmente a cada sexta-feira do mês.[119][120][121][122][123] No mesmo ano, Joelma completou 25 anos de carreira. A cantora, para celebrar tal fato, gravou em 12 de novembro, em Goiânia, com participação de Xand Avião, Ludmila Ferber e Lauana Prado, o seu segundo álbum ao vivo, 25 Anos,[124] lançado em 24 de julho de 2020.[125]

Em janeiro de 2020, Joelma assina contrato fonográfico com a gravadora Midas Music e lança, em março, o single "Botar pra Chorar".[126][127] Em 30 de janeiro de 2021, a cantora lançou o EP Bateu Saudade, que trata-se de um registro do show virtual de mesmo nome feito em 3 de outubro de 2020, com set list formada por baladas românticas gravadas anteriormente.[128][129][130] Em 15 de abril de 2021, ela lançou o single "Coração Vencedor".[8][131][132][133][134]

Características artísticas[editar | editar código-fonte]

Influências[editar | editar código-fonte]

Barbra Streisand foi citada por Joelma como sua maior influência musical

Quando perguntada sobre suas primeiras influências musicais, Joelma respondeu: "Eu desde pequena sempre ouvia cantoras americanas, como Céline Dion, Mariah Carey e na adolescência eu era apaixonada por Barbra Streisand. Elas [musicalmente] me influenciaram muito".[135] Para Joelma, Barbra Streisand foi sua maior influência musical, a qual nomeou como sua "professora", dizendo que ela a "ensinou a cantar".[136] Cantoras brasileiras como Roberta Miranda e Daniela Mercury também foram grandes influências para ela.[18][137]

Joelma cita Marisa Monte como uma dos artistas que servem de referências para sua música.[18][138] Alguns artistas do rock também exercem uma grande influência sobre a cantora; "O rock me fascina [...] pela agressividade. O cantor tem que ter suavidade e agressividade, porque faz parte dos sentimentos. Você tem que ter tudo isso para colocar numa música, o romantismo, a garra, essa coisa toda. Então o rock me fascina muito, por conta dessa agressividade. E eu uso muito isso nas [...] músicas." Ela também disse se inspirar em vários artistas da música gospel: "Sou fascinada por [...] vozes e timbres diferentes. [...] Estudo muito as vozes no gospel, acho que tem vozes lindas, a afinação é muito bonita, a melodia é muito celestial".[139]

Estilo musical, voz e composição[editar | editar código-fonte]

"É uma coisa muito nossa. Sofremos influência dos ritmos que vinham pelas Guianas, que era o merengue, a cúmbia, o zouk. A gente pegou esses ritmos e misturou com o que a gente tinha lá [no Pará], o próprio cal[y]pso."

— Joelma sobre a música do Pará.[16]

O estilo musical de Joelma é predominantemente calypso, e inclui outros gêneros recorrentes, sendo eles cúmbia, zouk, lambada, merengue, carimbó, soca, arrocha e bachata.[16][29][140][141] A cantora, ao longo de sua carreira, experimentou diversos estilos musicais; gêneros como brega, forró, tecnobrega,[142] axé, bolero, country, rock, flamenco,[143] xote, reggae,[144] frevo, reggaeton,[141] sertanejo e elementos de música pop ainda foram apresentados em algumas canções específicas.[140][141][145] Ela também passou a investir na música cristã, como "uma maneira de agradecer a Deus por tudo".[146]

Joelma possui um tipo vocal classificado como meio-soprano, apresentando um alcance vocal de três oitavas, com um intervalo que varia desde a nota E3 a E♭6.[147][148] O R7 referiu que a cantora "tem uma voz estridente e inconfundível".[149] Sebastião Vilela Abreu, d'O Popular, descreveu a voz dela como "manhosa e rouca".[150] Guilherme Guimarães, do Abril.com, definiu a voz dela como "adocicada".[151] Escrevendo para a Marie Claire, Natacha Côrtez descreveu a voz de Joelma como "eloquente".[152]

Amor é o tema principal da maioria das canções de Joelma, enquanto suas composições são de temática cristã. Joelma estreou como compositora no álbum Eternos Namorados (2012); ela compôs a faixa "O Poder de Deus".[75] A cantora dificilmente baseia-se em suas próprias experiências pessoais para escrever; Joelma começou a escrever em 2011, depois de sofrer depressão antes da gravação do registro ao vivo Banda Calypso em Angola (2012): "Eu levei uns três meses, com muita dificuldade, porque toda vez que eu ouvia as músicas eu ficava triste e eu ia dormir. Eu ficava tão triste, e eu não tinha motivo nenhum pra ficar triste, tava tudo bem. [...] chegou uma semana perto da gravação e eu não tinha ensaiado nada [...] Cheguei uma semana antes na Angola e eu comecei a orar. Dobrei meu joelho no primeiro dia, pedi ajuda pra Deus e eu consegui ensaiar a metade. No segundo dia dobrei o joelho e consegui ensaiar tudo. [...] quando cheguei no Brasil, depois de um mês, [...] veio tudo à tona na minha mente e eu corri e escrevi tudinho."[153]

Performance e coreografias[editar | editar código-fonte]

Joelma performando durante concerto da Banda Calypso no São João de Caruaru, junho de 2012

Considerada "a maior performer do Brasil",[154] Joelma é reconhecida pela sua presença de palco, caracterizada pela habilidade de cantar e dançar ao mesmo tempo,[155] sobre botas de plataforma com salto-alto,[156] "sem perder o fôlego".[157] A respeito de suas performances ao vivo, o Gshow escreveu: "Não tem como não se impressionar com as apresentações de Joelma! Ela canta, dança, pula, [...] e entrega sempre o máximo de si no palco [...]".[158] Outra característica notável da artista em suas performances são os seus figurinos,[159] o que a Veja considerou como "seu grande e incomparável talento", descrevendo que "Seu guarda-roupa tem de tudo um pouco. Desde estilos luxuosos, metalizados, com tom futurista, até uma invasão de flores que deixariam Carme[n] Miranda com inveja", e defende que "não dá para negar que Joelma sabe como poucos expressar sua “arte” através de roupas e maquiagem".[160]

Como coreógrafa, a artista afirma se inspirar em gestos e movimentos comuns do seu cotidiano para elaborar coreografias,[3] que geralmente envolvem bate-cabelo,[161] além de encenações.[162] Para a revista FFWMAG, Fernand Alphen escreveu: "Sem render-se ao star system, sem artificialismo, sem baboseira mercadológica nem produções over ensaiadas, Joelma é o avesso do artificialismo. É do genuíno prazer de cantar, dançar e comunicar que ela tira sua inspiração para figurinos absurdos e coreografias delirantes. Na montagem do personagem, é tudo verdade. É gosto de verdade. É um luxo que só verdade confere. O verdadeiro luxo. O resto é castração, prisão e alienação".[163]

Imagem pública[editar | editar código-fonte]

Joelma no programa Multi Tom em 2019

A capacidade de Joelma em reinventar sua música, estilo e imagem foi notada pela mídia.[164] Em 2019, Ana Carolina Matos, d'O Liberal, escreveu: "Ela mudou. Mais loira, mais bonita, mais dançante, mais sorridente e até mais pop, Joelma não parou de passar por transformações, ao longo de mais de duas décadas de carreira".[165] À época em que iniciou carreira solo, em 2016, após a sua tumultuada separação de Ximbinha, a cantora passou a ser vista como uma "mulher empoderada",[166][167] e afirma ter influenciado várias mulheres: "Muitas chegam em mim e dizem: ‘Obrigada, Joelma, você me ajudou muito, pois eu [também] tinha um relacionamento que me fazia muito mal e hoje eu resolvi’." Para Renata Nogueira, do Universo Online, Joelma voltou em carreira solo "com pose e atitude de super-mulher" e confirma que ela passou a "incorpor[ar] a imagem de poderosa",[168] enquanto para Vinícius Cunha, do Gshow, "a cantora mostra estar disposta a conquistar o mundo mais uma vez" e a descreve como uma "mulher bem resolvida, sem papas na língua".[169] Em 2017, Mariana Perim, d'A Gazeta, observou que "a mídia agora explora um outro lado de Joelma: o da superação" e nota que "As letras [de suas canções] são assertivas, mostrando uma volta por cima da paraense após todo o imbróglio com o ex-marido e ex-parceiro musical, [X]imbinha".[170]

A cantora é considerada um ícone LGBT.[171] No entanto, em 2012, após aconselhar um fã homossexual a "se converter e virar homem" em vídeo publicado na internet,[172][173] sua imagem passou a ser associada por muitos à homofobia.[174] Em seguida, Joelma, através de uma postagem no Twitter, explicou o ocorrido: "Um dos [membros do fã-clube] [...] estava brincando comigo, falando das intimidades dele para eu ficar vermelha e brinquei. Se eu fosse preconceituosa, meu melhor amigo não seria um gay".[175] Por sua vez, a assessoria de imprensa da artista esclareceu que "Ela trabalha com vários homossexuais e tem esse público enorme há muito tempo. Cerca de 90% dos fãs da [Banda] Calypso são homossexuais e eles estão [...] ao lado dela, porque conhecem ela. Muitos deles [...] brincam dessa forma para deixá-la constrangida, [...] e ela brinca assim para reverter a situação, mas não que ela queira converter alguém, é uma troca de brincadeiras".[176] Em 2013, foi acusada de comparar homossexuais a dependentes químicos numa entrevista para a revista Época, afirmando que "Já vi[u] muitos [gays] se regenerarem. [...] É como um drogado tentando se recuperar".[177][178] Logo após, sua assessoria de imprensa comunicou que as declarações foram tiradas de contexto: "Em momento algum a cantora comparou homossexualidade à dependência química. O que foi relatado foram depoimentos, feitos a ela, de amigos e fãs sobre a dificuldade que sentem, quando assim o desejam, de mudar sua opção sexual e que, eles mesmos, compararam tal dificuldade à dificuldade do dependente químico. Embora a religião seguida por Joelma não apoie o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a cantora respeita e aceita a opção sexual de todas as pessoas, [...] não tendo por ninguém preconceito de religião, sexo e cor."[179][180][181][182][183] Em junho de 2016, Joelma foi alvo de uma fake news que atribuiu a ela possíveis comentários homofóbicos sobre o massacre de Orlando, no qual cerca de 50 pessoas morreram e 53 ficaram gravemente feridas durante um atentado terrorista no bar gay Pulse, dizendo que "ao invés de procurar boates, temos que procurar a igreja" e que o crime seria uma ira de Deus. Posteriormente, a mesma postou em suas redes sociais um comunicado esclarecendo que não deu nenhuma entrevista ou opinião sobre o ataque: "Recebi com muita tristeza a notícia do atentado [...] Entretanto, atribuíram a mim alguns conteúdos infelizes e difamatórios sobre o fatídico incidente, a partir de blogs e sites de origem duvidosa e claramente tendenciosa. Esclareço que não concedi qualquer entrevista sobre a tragédia que ocorreu, e que me solidarizo com as famílias das pessoas que faleceram, orando a Deus pelo conforto e a realização da justiça. Ratifico que o objetivo da minha banda é proporcionar ao público alegria e diversão, independentemente de cor, raça, gênero ou orientação sexual."[184][185][186][187] Anos após, a cantora, sobre sua relação com pessoas LGBT, afirmou: "Amo de paixão. Tenho muitos amigos, fãs, pessoas que admiro. Até mesmo na religião. As pessoas acham que por eu ser evangélica, tem que ter essa rivalidade. E pelo contrário. Como cristã, tenho que amar, respeitar e não julgar".[188][189][190]

Joelma durante cerimônia de entrega do Título de Cidadã Pernambucana à artista na Assembleia Legislativa de Pernambuco, outubro de 2009

Joelma foi eleita por seis anos consecutivos, entre 2007 e 2012, uma das 100 mulheres mais sexy do mundo pela revista VIP.[191] Sua melhor colocação na lista anual foi o 27º lugar, alcançado em 2009.[192] Escrevendo para o Extra, Michel Sá observou que a "timidez" da artista ao ser a 83ª mulher mais sexy do mundo em 2012 "é deixada de lado quando a cantora sobe aos palcos com roupas curtas, abusando da sensualidade, mostrando porque ganhou o título".[193] Joelma, geralmente, não explora sua imagem como uma mulher sensual; referida como uma sex symbol,[194] ela foi convidada a posar nua para publicações como Playboy e Sexy,[195][196] as quais recusa,[197][198] alegando que isso não faz parte de seu "comportamento".[193] Em 2009, a cantora, juntamente com Ximbinha, foram honrados pela Assembleia Legislativa de Pernambuco, em Recife, com o Título de Cidadãos Pernambucanos.[199] Em 2012, o SBT realizou o programa O Maior Brasileiro de Todos os Tempos para eleger a maior personalidade do Brasil; Joelma ficou entre os 100 mais votados, estando em 83º lugar.[200] No mesmo ano, foi considerada a segunda celebridade mais querida do país em escrutínio promovido pela revista Contigo!.[201] Em 2018, foi honrada pela Assembleia Legislativa de Goiás, em Goiânia, com o Título de Cidadã Goiana.[202][203][204]

Legado[editar | editar código-fonte]

Joelma se apresentando durante show da Banda Calypso em agosto de 2012

Durante sua carreira, Joelma converteu-se em uma recordista em vendas de discos no Brasil, com mais de 20 milhões de álbuns vendidos.[205][206] Nos anos 2000, Joelma e Ximbinha tornaram-se um dos maiores vendedores de álbuns no país; a Folha de S.Paulo descreveu a Banda Calypso como uma "máquina de vender CD".[207] Com vendas superiores a 2 milhões de cópias,[57] o DVD Banda Calypso pelo Brasil é o mais vendido de todos os tempos no país e recebeu disco de diamante quíntuplo, tornando a banda a única em toda a história da música brasileira a conseguir este feito.[52][53][54][55][56] O casal foi creditado por ter liderado e aberto caminho para uma dissolução de muitas outras bandas de calypso no Brasil durante a década de 2000, o que o Agora São Paulo chamou de "genéricos do Calypso".[208] Consequentemente, Joelma foi descrita como uma "Rainha do Calypso" por diversas publicações.[209][210]

Joelma é reconhecida como um ícone da música do Pará e também é consistentemente creditada por levantar a bandeira de seu estilo musical e do seu estado de origem nos maiores meios de comunicação nacional.[211] No livro Joelma Fenomenal: A Arte, a Música e a Vida da Pequena Notável do Norte, o jornalista e escritor Leo Villaverde compara o legado da cantora ao de Carmen Miranda, dizendo: "Duas Pequenas Notáveis separadas por 60 anos na história da MPB. Uma “portuguesa”. A outra, brasileiríssima. As duas vestindo as cores, os sabores, o encanto e a alegria exótica das terras brasilis. Duas artistas originalíssimas e fenomenais. Dois sucessos nacionais e internacionais inquestionáveis, admiráveis. As duas surpreenderam e alegraram o Brasil e o mundo. As duas quebraram as geleiras da mesmice, o lugar-comum e a monotonia da MPB de suas épocas. Carme[n] Miranda nos anos 40 e 50. A Joelma Mendes nas duas primeiras décadas do século XXI. A Carme[n] cantou o samba e a tropicalidade do Brasil do Sul. A Joelma canta o calypso e a vibrante tropicalidade do Brasil do Norte".[212]

Outras atividades[editar | editar código-fonte]

Produtos e publicidade[editar | editar código-fonte]

Na década de 2000, a Banda Calypso gerou alguns produtos licenciados, como perfumes e sandálias.[213] Em 2008, Joelma lançou a grife Calypso Vest em sua cidade natal, Almeirim.[3][214] O principal objetivo do projeto era ajudar a população da cidade, conseguindo empregar várias pessoas e beneficiar mais de 60 famílias.[215] Em 2009, a cantora lançou sua meia-calça invisível, em parceira com a marca Natusense,[216][217] e a linha de sandálias Ritmus Calypso. Em 2012, estrearam sua loja virtual de produtos personalizados, a Loja da Calypso.[218] Juntos, Joelma e Ximbinha estrelaram diversas campanhas publicitárias de marcas e empresas como Assolan,[219][220][221] Fresh,[222][223] Hipercard,[224][225] Dupé,[226] Eletro Shopping,[227][228] entre outras.[229][230]

Em 28 de abril de 2016, Joelma matizou seus cabelos em um loiro com tons mais acinzentados para uma campanha da marca de cosméticos Garnier, que teve grande repercussão na mídia e redes sociais.[231][232] Alguns veículos noticiaram que ela teria recebido R$ 300 mil para fazer a campanha publicitária.[233] Em 2018, a cantora foi estrela de duas campanhas do Jornal Daqui.[234][235] No mesmo ano, passou a promover a marca Romance e as lojas Big Lar, da qual estrelou diversas campanhas.[236][237] Em 2019, ela estrelou a campanha de inauguração das lojas do Magazine Luiza no Pará.[238][239] Entre 2019 e 2020, Joelma estrelou duas campanhas do título de capitalização Tele Sena.[240][241] Em 2020, estrelou uma campanha do Mercado Pago e associou sua imagem a TecToy.[242][243][244] Em 2021, estrelou uma campanha da margarina Deline e da empresa Elma Chips.[245][246][247]

Em 2018, Joelma lançou sua coleção de óculos em parceria com a Marielas.[248] Em 2019, ela lançou sua linha de cosméticos, em parceria com a PeHD Cosmetics,[249] e suas linhas de semijoais, em parceria com a Unika Prata e Folheados e Fokal Folheados.[250][251] Em 2021, estreou sua loja virtual de produtos personalizados, a Lojinha da Joelma.[252]

Filantropia[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 2005, Joelma doou um figurino usado no registro ao vivo Banda Calypso na Amazônia para leilão em prol da Fundação Pestalozzi do Pará, entidade em Belém que atende mais de 800 crianças com deficiência.[253][254] A cantora também já contribuiu com o Teleton em prol da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), onde doou para leilão um par de botas em 2012,[255] outro em 2013 e um figurino em 2014.[256] Em 2018, ela doou cerca de mil peças de vestuário usadas durante a sua carreira com a Banda Calypso para bazar beneficente com o objetivo de angariar fundos para a AACD de Recife.[257][258]

Ainda em 2018, foi nomeada madrinha do Hospital de Câncer de Goiás (HCG).[259] Durante a pandemia de COVID-19 em 2020, Joelma fez diversos shows virtuais e também se apresentou em festivais de música online com o intuito de arrecadar doações para ajudar famílias e instituições afetadas direta ou indiretamente pela doença.[260][261][262][263][264] No mesmo ano, tornou-se embaixadora da campanha McDia Feliz em prol da Casa Ronald McDonald de Belém, organização que acolhe crianças e adolescentes com câncer.[265] Em 2021, ela doou dois boxes autografados de seu álbum 25 Anos para leilão com o objetivo de arrecadar recursos para pessoas que necessitam de cirurgias de grande porte no hospital SOBRAPAR, em Campinas, especializado em cirurgias de crânio e face.[266]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Relacionamentos e maternidade[editar | editar código-fonte]

Joelma e Ximbinha no Teleton da AACD em novembro de 2014

Em 25 de dezembro de 1989, Joelma deu à luz sua primeira filha, Natália Mendes Sarraff, fruto de seu relacionamento com o motorista Luiz Alberto da Gama Sarraff.[267] Em 23 de novembro de 1995, nasceu Yago Mendes Matos, seu filho com o advogado Robson Cristiano Leão Matos.[268] Joelma e o guitarrista Ximbinha se conheceram em 1998.[21][22][23] Os dois começaram a namorar e, então, passaram a morar juntos. Em 25 de dezembro de 2003, casaram-se oficialmente.[269] Em 11 de julho de 2004, Joelma deu à luz a primeira filha do casal, Yasmin Mendes Farias.[270] Em fevereiro de 2009, anunciou estar grávida de dois meses do quarto filho,[271][272] mas sofreu um aborto espontâneo dias depois do anúncio.[273][274][275]

Em julho de 2015, iniciaram-se rumores de que Joelma e Ximbinha estariam separados, depois de 17 anos de união, mas a separação não foi confirmada, e o casal negou os boatos.[276] Em 19 de agosto, a assessoria de imprensa da Banda Calypso anunciou, enfim, a separação.[82] Após o anúncio, alguns veículos noticiaram que a separação foi pedida por Joelma, depois de descobrir que Ximbinha estaria mantendo um relacionamento extraconjugal com outra mulher. Além disso, foi informado que eles estavam passando por uma crise no casamento desde 2013 e que já havia dois meses que não dividiam a mesma casa.[277] Ximbinha negou a traição,[278][279] mas foi divulgado, em 8 de setembro de 2015, um registro de áudio no qual assume a infidelidade à esposa.[280] Posteriormente, Joelma, que alegou sentir-se ameaçada pelo ex-marido, chegou a conseguir uma medida protetiva contra Ximbinha, obrigando o guitarrista a manter distância de 100 metros da cantora.[281] No entanto, ele recorreu e conseguiu uma liminar parcial para voltar à Banda Calypso,[282][283] mas logo se afastou novamente após ser hostilizado pelo público em seu retorno.[284][285] Numa entrevista para o Fantástico, Joelma revelou que houveram diversas outras traições de Ximbinha: "As mulheres que passam por isso vão me entender. Quando você descobre uma traição, o homem chora, pede perdão e você perdoa por causa da família, de tudo que os dois construíram. Aí vem uma segunda traição. Tem uma hora que você não aguenta mais." Na mesma entrevista, ela contou que o guitarrista a teria agredido fisicamente várias vezes: "No início da banda ele me bateu e eu tive que passar três dias trancada no quarto de um hotel até meu rosto voltar ao normal [...] Depois de três anos, ele tentou me jogar do segundo andar de uma casa [...] ele era muito tranquilo, mas não podia ser contrariado."[286][287] Em 9 de novembro de 2015, eles assinaram o divórcio.[288][289][290][291][292]

Em julho de 2017, assumiu o namoro com o empresário Alessandro Cavalcante.[293][294] O relacionamento chegou ao fim em junho de 2018.[295][296]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Discografia de Joelma
Álbuns de estúdio
Álbuns ao vivo

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Ano Título Papel Nota
2006; 2010 Casseta & Planeta, Urgente! Ela mesma Episódio: "24 de outubro de 2006"
Episódio: "8 de maio de 2010"[297]
2007 Show do Tom Episódio: "17 de março de 2007"
2008 A Turma do Didi Episódio: "21 de dezembro de 2008" (Temporada 11)[298]
2009 Toma Lá, Dá Cá Episódio: "O Anel Que Tu Me Destes" (Temporada 3)
2010;
2012
Aventuras do Didi Episódio: "18 de julho de 2010" (Temporada 1)[299]
Episódio: "2 de dezembro de 2012" (Temporada 3)
2011 Tapas & Beijos Episódio: "Dia dos Namorados ao Som da Banda Calypso" (Temporada 1)[300]
2012 Cheias de Charme Episódio: "7 de maio de 2012"[301]
2014 Domingo da Gente Apresentadora convidada Episódio: "2 de março de 2014"
2017;
2018;
2019
Popstar Jurada convidada Episódio: "27 de agosto de 2017" (Temporada 1)[302]
Episódio: "4 de novembro de 2018" (Temporada 2)[303]
Episódio: "1 de dezembro de 2019" (Temporada 3)[304]
2017 A Força do Querer Ela mesma Episódio: "16 de setembro de 2017"[305]
2018;
2019
TVZ Apresentadora convidada Episódio: "30 de julho de 2018"[306]
Episódio: "17 de abril de 2019"[307]

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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