Joesley Batista

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Joesley Batista
Nome completo Joesley Mendonça Batista
Nascimento 8 de dezembro de 1972 (44 anos)
Formosa
Nacionalidade brasileiro
Fortuna R$ 3,1 bilhões (2016)[1]
Progenitores Pai: José Batista Sobrinho (Zé Mineiro)
Parentesco Júnior Friboi (irmão)
Wesley Batista (irmão gêmeo)
Cônjuge Ticiana Villas Boas
Ocupação Empresário

Joesley Batista (Formosa, 8 de dezembro de 1972) é um empresário brasileiro, um dos donos e responsável pelo processo de expansão e internacionalização da JBS, uma das principais empresas do agronegócio no Brasil. [2] Foi presidente do Conselho de Administração da JBS.[3] É irmão gêmeo de Wesley Batista, irmão de Júnior Friboi e filho do patriarca Zé Mineiro, fundador do Grupo JBS.

Listado em 2016 entre os 70 maiores bilionários do Brasil pela revista Forbes.[4]

Infância[editar | editar código-fonte]

Joesley é um dos seis filhos de Dona Flora e José Batista Sobrinho, conhecido como Zé Mineiro, que tinha um modesto açougue em Anápolis, Goiás, fundado em 1953. No início, com o nome de Casa de Carnes Mineira, anos depois transferiu-se para o canteiro de obras da construção de Brasília no final da década de 1950, tendo o nome mudado por José Batista para Friboi, que décadas depois se tornaria uma das maiores empresas mundiais do setor alimentício. O comércio de Zé Mineiro expandiu, fornecendo carne para as empreiteiras da obra e depois durante o desenvolvimento da capital federal na década de 1960. Os filhos de José Batista, entre eles Joesley ajudavam no negócio, cuidando desde o controle de caixa, das entregas e até do abate de animais. Nenhum dos filhos de Zé Mineiro concluiu o ensino médio por causa da dedicação ao trabalho.[5][6]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Com doze anos, Joesley decidiu "ganhar a vida" por conta própria, trabalhando em lojas de comércio e em um hotel em Brasília. Seu primeiro negócio próprio foi montar uma escola de informática. Aos dezesseis anos, voltou para os negócios do pai, trabalhando em uma empresa da família, como gerente de um frigorífico com 130 funcionários. Com dezessete anos, já era diretor geral do frigorífico. Joesley e seu irmão Wesley passaram a administrar o negócio, que crescia rapidamente. Adquiriram grandes empresas do setor e no início dos anos 2000 já controlavam grandes frigoríficos brasileiros, como o goiano Anglo, Bordon e Swift Armour.[5][6]

Em 2007 o grupo passou a se chamar JBS, abrindo seu capital. Entre 2007 e 2009, o grupo conseguiu investimentos e créditos bilionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da ordem de 8,1 bilhões de reais em compras de ações e 3,9 bilhões de reais em empréstimos, somas jamais investidas em outra empresa privada brasileira. A J&F Investimentos, holding da família Batista, é dona, além da JBS, da Eldorado Brasil (celulose) e da Alpargatas (calçados). Em 2009, adquiriu americana Pilgrim's Pride (carne de frango) e associou-se ao grupo brasileira Bertin (alimentos, hotelaria e outros), investindo também no ramo de lácteos, ração animal e biodiesel. Em 2012, a JBS já era a maior produtora de frangos do mundo, fornecendo carnes para grandes redes, como a McDonald's. Seu faturamento em 2016 foi de 170 bilhões de reais, com subsidiárias em vinte países e 237 mil funcionários.[5][6]

Operação Lava Jato[editar | editar código-fonte]

Em julho de 2016, o empresário foi alvo de investigações na Operação Lava Jato, por supostos pagamentos de propinas pela JBS ao deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, para liberação de recursos do FI-FGTS.[7]

Em 17 de maio de 2017, o Jornal O Globo divulgou que Joesley, em delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato, entregou uma gravação feita na noite de 7 de março de 2017, de uma conversa reservada que teve com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu. O diálogo tratava de uma suposta "compra do silêncio" de Cunha, que havia sido preso naquela operação, do suborno de juízes e de outros assuntos polêmicos. Uma séria crise política se instalou no governo depois desta divulgação.[8]

Batista, também revelou em sua delação que os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff receberam 80 milhões de dólares em contas distintas no exterior.[9]

Uma semana antes da divulgação da gravação, Joesley fora com a família para Nova Iorque, a bordo de seu jatinho particular. Dois dias antes da viagem, havia despachado para Miami, seu iate de luxo com capacidade para 25 passageiros. Joesley é casado com a apresentadora de televisão Ticiana Villas Boas que, em 23 de maio, pediu afastamento da emissora em que trabalhava, do grupo Sistema Brasileiro de Televisão (SBT).[10] [11]

Prisões[editar | editar código-fonte]

Em 10 de setembro de 2017 foi preso temporariamente pela Polícia Federal a pedido do procurador-Geral da República Rodrigo Janot. O pedido foi aceito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin.[12]

Em 13 de setembro de 2017, teve a prisão preventiva decretada pela 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo pelo uso de informações privilegiadas para lucrar no mercado financeiro entre abril e 17 maio de 2017, data de divulgação de informações relacionadas ao acordo de colaboração premiada firmado entre executivos da J&F e a Procuradoria Geral da República.[13]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]