Saltar para o conteúdo

Jogos Olímpicos de Verão de 2024

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Jogos da XXXIII Olimpíada
Paris 2024
Dados
Sede Paris
País anfitrião  França
Slogan Jogos para todos
(em francês: Ouvrons grand les Jeux)
Países participantes 206 (estimado)
Atletas 10 500 (limite de cota)[1]
(5 250 fem. e 5 250 masc.)
Eventos 329 em 32 esportes (48 disciplinas)
Cerimônia de abertura 26 de julho
Cerimônia de encerramento 11 de agosto
Abertura oficial Presidente da República Francesa (esperado)
Estádio principal Stade de France (competição de atletismo, cerimônia de encerramento)[2]
Jardins du Trocadéro e Rio Sena (cerimônia de abertura)
← Tóquio 2020 Los Angeles 2028 →

Jogos Olímpicos de 2024 (em francês: Les Jeux olympiques d'été de 2024), oficialmente denominados Jogos da XXXIII Olimpíada (em francês: Jeux de la XXXIIIe Olympiade) e comumente conhecidos como Paris 2024, serão um evento multiesportivo internacional programado para acontecer de 26 de julho a 11 de agosto de 2024 na França, com Paris como principal cidade anfitriã e 16 outras cidades espalhadas pela França Metropolitana, além de uma subsede no Taiti — uma ilha dentro do país ultramarino francês e da coletividade ultramarina da Polinésia Francesa.[3]

Paris foi escolhida como sede dos Jogos na 131ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional em Lima, Peru, em 13 de setembro de 2017. Após múltiplas desistências que deixaram apenas Paris e Los Angeles na disputa, o Comitê Olímpico Internacional (COI) aprovou um processo para defini-las como locais de realização dos Jogos de 2024 e 2028 respectivamente. Tendo anteriormente sediado os Jogos de 1900 e de 1924, Paris se tornará a segunda cidade, depois de Londres (que foi a anfitriã em 1908, 1948 e 2012), a sediar três vezes os Jogos Olímpicos de Verão. Paris 2024 também marcará o centenário de Paris 1924, e estes Jogos Olímpicos serão os sextos organizados pela França (três no verão e três no inverno), e os primeiros Jogos Olímpicos franceses desde os Jogos Olímpicos de Inverno de 1992 em Albertville. Após Paris 2024, os Jogos Olímpicos de Verão retornarão ao tradicional ciclo olímpico de quatro anos, já que os Jogos de 2020 em Tóquio foram adiados por um ano devido à pandemia de COVID-19.

Os Jogos de 2024 contarão com a estreia do breakdance como evento olímpico,[4] e serão os últimos Jogos Olímpicos realizados durante a gestão do presidente do COI, Thomas Bach.[5] Os Jogos serão os primeiros a contar com número idêntico de atletas entre homens e mulheres. A questão da participação de atletas russos e bielorrussos foi debatida antes do evento. As Olimpíadas de Paris deverão custar 8,3 bilhões de euros.[6]

Processo de candidatura[editar | editar código-fonte]

Com a rejeição de Hamburgo[7] e Budapeste[8] para se candidatarem às Olimpíadas de 2024 por parte da população e as desistências de Roma, Toronto e Bacu,[9] Paris e Los Angeles se tornaram as únicas candidatas para os jogos de 2024. O processo de eleição acabou sendo o mais complexo da história das Olimpíadas.[10]

Em 3 de abril de 2017, o COI decide que Paris e Los Angeles seriam as únicas candidatas e que seriam contempladas com os Jogos Olímpicos de 2024 e 2028.[11][12] O Conselho Executivo do COI reuniu-se em Lausanne, Suíça, para discutir os processos de escolha das edições de 2024 e 2028 em 9 de junho de 2017.[13] O Comitê ainda estabeleceu uma data para que as delegações de Paris e Los Angeles se reunissem para definir a ordem dos jogos. Em 31 de julho de 2017, Los Angeles anunciou que iria sediar a edição de 2028, e, consequentemente Paris, sediará a edição de 2024.[14] As duas cidades aprovaram a maneira como foi tratado o processo.[15] Em 13 de setembro de 2017, durante a 131ª Sessão em Lima, Peru, o Comitê Olímpico Internacional ratificou e oficializou a decisão.[16]

Preparação[editar | editar código-fonte]

Segurança pública[editar | editar código-fonte]

Uma das maiores preocupações do comitê organizador e dos governos de Paris e da França seriam os ataques extremistas durante os jogos olímpicos, principalmente na cerimônia de abertura, que vai ocorrer no Rio Sena e nos Jardins do Tocadèro. Por precaução, o país entrou no alerta máximo de segurança pública, o que levou a criação de quatro licitações para a contratação entre 17 e 22 mil agentes, com dois mil atuando na cerimônia inaugural, além de 30 mil policiais para fazer a segurança em torno ás Praças Olímpicas e aos arredores, que ficarão isolados.[17] O acesso só será permitido através de um QR Code. Além disso, moradores que pretenderem assistir aos jogos de suas varandas, telhados, janelas e até em casa-barcos flutuantes terão que fazer o registro.[18] Em janeiro de 2024, o chefe do Estado-Maior do Exército da França, Pierre Schill, informou que cerca de 20 mil soldados foram mobilizados para os jogos, cinco mil a mais que o previsto.[19]

Em 31 de janeiro de 2024, o ministro do Interior da França, Gérald Darmanin, reduziu a quantidade de espectadores, até então prevista para 600 mil em 300 mil por questões de segurança, já que estavam previstos 100 mil pessoas nos cais inferiores (correspondentes ao ingressos pagos) e 200 mil nos cais superiores (correspondentes aos ingressos gratuitos) nas margens do Rio Sena. A quantidade, no entanto, não é definitiva, já que o Comitê Organizador pretende tomar a decisão final até a primavera.[20]

Sustentabilidade[editar | editar código-fonte]

Paris 2024 pretende ser a primeira olímpiada da história da era moderna a ser 100% sustentável, adotando uma política de redução de carbono pela metade, em comparação com os jogos de Londres 2012 e Rio 2016, estando de acordo com a Agenda Olímpica 2020+5 e o Acordo de Paris.[21]

Entre as medidas anunciadas, estão a limpeza total do Rio Sena, a maior parte dos locais de competição funcionarem através de energia eólica e solar, deslocamento até o local dos jogos realizado com bicicletas e metrôs e a redução do uso de plástico, com a adoção de garrafas reutilizáveis e bebedouros. Em 2023, Paris aboliu os estacionamentos públicos da cidade, transformando-os em áreas verdes. Novas ciclovias, linhas de metrôs e muros antirruído foram construídos, e edifícios foram reformados com técnicas mais sustentáveis.[22] Foi cogitado também uma redução drástica nos limites de velocidade e a proibição de ônibus em locais próximos aos centros de competição. Outra novidade anunciada foram as implantações de fontes de bebida, através das Coca Fountain, com 12 válvulas para fornecer até 300 garrafas.[23]

Medalhas[editar | editar código-fonte]

Medalhas dos Jogos Olímpicos de 2024

Em 8 de fevereiro de 2024, o Comitê Olímpico Internacional (COI) apresentou ao mundo o design das medalhas olímpicas e paralímpicas. Cada uma das 5.084 peças apresentam uma peça central de ferro com 18 gramas, retirada de fragmentos da Torre Eiffel, que permanecem conservados após a remoção nas reformas do século XX. Dentro do hexágono feito com o tal material, há a logo dos Jogos Olímpicos, uma vez que a forma geométrica lembra à França uma nação que às vezes é chamada de “L’hexagone”.[24] Nas costas, estão imagens tradicionais como a Nike, deusa da vitória, o Estádio Panatenaico e a Acrópole. Em frente à Acrópole, foi inclusa a Torre Eiffel.[25]

Locais de competição[editar | editar código-fonte]

A maioria dos locais de competição estão ao redor na cidade de Paris e na sua Região Metropolitana e incluem as comunas de Saint-Denis, Le Bourget, Colombes (que foi o epicentro dos Jogos Olímpicos de Verão de 1924), Vaires-sur-Marne, Versailles e de Marselha (que é a subsede dos torneios de futebol e de vela). Lyon, Toulouse, Lille, Bordeaux, Nantes e a ilha de Taiti, na Polinésia Francesa, também estão como as subsedes do evento. Além disso, 9 locais serão temporários e apenas 3 foram construídos para o evento.[26][27] Entre os locais temporários está o Campo de Marte, que recebe uma arena para o Judô e as lutas, além da Torre Eiffel, que recebe uma arena para o Vôlei de Praia.[28]

Os Jogos[editar | editar código-fonte]

Cerimônia de abertura[editar | editar código-fonte]

A cerimônia de abertura dos jogos Olímpicos de Paris está marcada para acontecer na noite do dia 26 de julho de 2024. Em 24 de julho de 2021, o presidente Emmanuel Macron anunciou que as cerimônias deverão acontecer às margens do Rio Sena, com o objetivo de dar uma força visual, uma emoção e um ritmo muito diferente que nas edições anteriores. As questões técnicas foram sendo estudadas pelo comitê organizador.[29] Em 13 de dezembro de 2021, foi anunciado que a cerimônia de abertura contará com atletas sendo transportados de barco de Pont d'Austerlitz para Pont d'Iéna ao longo do rio Sena. A rota de 6 km (3,7 milhas) passará por pontos de referência como o Louvre, Notre-Dame de Paris e Place de la Concorde, e contará com apresentações culturais.[30][31] Em 21 de setembro de 2022, foi confirmado que a cerimônia de abertura acontecerá no Trocadero e às margens do Rio Sena.[32]

Cerimônia de encerramento[editar | editar código-fonte]

Acontecerá no dia 11 de agosto de 2024 no Stade de France, sendo o único evento a acontecer no principal estádio da cidade-sede. Entre os eventos protocolares, estão previstos a apresentação de shows culturais, desfile das delegações, entrega das medalhas dos atletas da maratona, a passagem da bandeira para o prefeito da próxima sede dos Jogos Olímpicos, no caso Los Angeles, contendo a apresentação da cultura estadunidense, bem como a execução de seu hino e o hasteamento de sua bandeira, além da extinção da tocha olímpica.[33]

Programa esportivo[editar | editar código-fonte]

Em 2007, o COI definiu o conceito das Olimpíadas incluindo 28 esportes: 25 esportes permanentes, com 3 esportes adicionais para cada Edição. Em 8 de setembro de 2013,o COI anunciou o retorno do wrestling como uma modalidade obrigatória no programa dos Jogos Olímpicos de Verao de 2024 e de 2028.[34] A United World Wrestling, reformulou as categorias de peso masculina, tanto para a luta livre como luta greco-romana, reduzindo para 6 o número de categorias, possibilitando a adição de mais categorias para as mulheres. Contudo, em agosto de 2016, o COI adicionou cinco esportes no programa de Tóquio 2020, com planos de avaliar separadamente os 28 esportes existentes. Não há indicações de como isso poderia afetar a quantidade de esportes em 2024.

Os organizadores dos jogos também estavam em discussões com o COI e várias organizações profissionais dos eSports para introduzir os esportes eletrônicos nos jogos, com possibilidade de medalhas olímpicas para os vencedores. Estanguet, afirmou que com a introducao dos esportes eletrônicos as Olimpíadas se tornariam mais relevantes para as gerações mais jovens: "Sim,a juventude, eles são interessados em esportes e nesse tipo de evento. Vamos de encontro a eles. Vamos tentar encontrar algumas pontes."[35] O anúncio da decisão final se os eSports estarão nos Jogos de 2024, será feito em 2020.[36]

Em 21 de fevereiro de 2019, o Comitê Organizador de Paris 2024 anunciou que havia escolhido o breakdancing como um de seus esportes opcionais junto do surfe, escalada desportiva e o skateboarding.Estes também serão esportes opcionais em Tóquio 2020.[37][38] Em Junho, breakdance foi aprovado.[39] Na 134ª Sessao do COI na nova sede da entidade em Lausane, Suíça,todos os membros da entidade aprovaram a adição destes esportes ao programa,a ratificação deverá ser feita em dezembro de 2020,durante a reunião do Quadro Executivo.[38] Em 7 de dezembro de 2020, o COI homologou breakdance surfe,skate e escalada esportiva e retirou Caratê, Softbol e Beisebol do programa olímpico.[40]

O programa dos Jogos Olímpicos de Verão de 2024 contará com 319 eventos em 28 esportes,embora seja provável que isso mude dependendo da aprovação do COI de eventos adicionais no programa.

Até o momento os seguintes esportes farão parte do programa dos Jogos Olímpicos de Verão de 2024.[41]

Programa esportivo dos Jogos Olímpicos de Verão de 2024

Participantes[editar | editar código-fonte]

  • A seguir está uma lista de Comitês Olímpicos Nacionais que têm pelo menos um atleta qualificado para as Olimpíadas de 2024.
  • Por ocasião da Invasão da Ucrânia, os atletas da Rússia e da Bielorrússia disputam como Atletas Individuais Neutros, cumprindo a determinação do COI em 8 de dezembro de 2023.[42]
  • A edição marca o retorno da Coreia do Norte aos Jogos Olímpicos após a desistência em Tóquio 2020 devido aos temores da Pandemia de COVID-19, razão na qual causou a sua suspensão nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022.[43]
  • Atualizado até 05h36min, sábado, 13 de julho de 2024 (UTC)
Comitês Olímpicos Nacionais participantes

Calendário[editar | editar código-fonte]

O calendário contendo as competições foi divulgado para o público no dia 25 de julho de 2022. Conforme a tradição, o futebol irá abrir os jogos olímpicos a menos de dois dias da cerimônia de abertura, junto ao rugby sevens. O tiro com arco e handebol terão sua estreia um dia antes da abertura.[45]

Todos os horários estão no Central European Summer Time (UTC+2)
CA Cerimónia de abertura Competições desportivas 1 Medalhas de ouro EG Exibição de gala CE Cerimónia de encerramento
Julho/Agosto de 2024 Julho Agosto Eventos
24
Qua
25
Qui
26
Sex
27
Sáb
28
Dom
29
Seg
30
Ter
31
Qua
1
Qui
2
Sex
3
Sáb
4
Dom
5
Seg
6
Ter
7
Qua
8
Qui
9
Sex
10
Sáb
11
Dom
Cerimônias (abertura / encerramento) CA CE
Atletismo 2 1 5 3 3 5 5 6 8 9 1 48
Badminton 1 1 1 2 5
Basquetebol Basquetebol 1 1 2
Basquetebol 3×3 2 2
Boxe 1 2 2 4 4 13
Breaking 1 1 2
Canoagem Slalom 1 1 1 1 2 6
Velocidade 4 3 3 10
Ciclismo Ciclismo de estrada 2 1 1 4
Ciclismo de pista 1 1 2 2 2 1 3 12
BMX 2 2 4
Bicicleta de montanha 1 1 2
Escalada esportiva 1 1 1 1 4
Esgrima 2 2 2 1 1 1 1 1 1 12
Futebol 1 1 2
Ginástica Artística 1 1 1 1 4 3 3 14
Rítmica 1 1 2
Trampolim 2 2
Golfe 1 1 2
Halterofilismo 2 2 2 3 1 10
Handebol 1 1 2
Hipismo Adestramento 1 1 2
CCE 2 2
Saltos 1 1 2
Hóquei sobre a grama 1 1 2
Judô 2 2 2 2 2 2 2 1 15
Lutas 3 3 3 3 3 3 18
Natação 4 3 5 3 5 4 3 4 4 35
Natação artística 1 1 2
Pentatlo moderno 1 1 2
Polo aquático 1 1 2
Remo 2 4 4 4 14
Rugby sevens 1 1 2
Saltos ornamentais 1 1 1 1 1 1 1 1 8
Skate 1 1 1 1 4
Surfe 2 2
Taekwondo 2 2 2 2 8
Tênis 1 2 2 5
Tênis de mesa 1 1 1 1 1 5
Tiro 1 2 2 2 1 1 1 2 1 2 15
Tiro com arco 1 1 1 1 1 5
Triatlo 1 1 1 3
Vela 2 2 2 2 2 10
Voleibol Voleibol de praia 1 1 2
Voleibol 1 1 2
Total medalhas ouro 14 13 18 14 17 19 22 28 20 16 15 21 27 33 39 13 329
Total acumulativo 14 27 45 59 76 95 117 145 165 181 196 217 244 277 316 329
Julho/Agosto de 2024 24
Qua
25
Qui
26
Sex
27
Sáb
28
Dom
29
Seg
30
Ter
31
Qua
1
Qui
2
Sex
3
Sáb
4
Dom
5
Seg
6
Ter
7
Qua
8
Qui
9
Sex
10
Sáb
11
Dom
Total de Eventos
Julho Agosto


Marketing e marca[editar | editar código-fonte]

Identidade visual[editar | editar código-fonte]

O emblema dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Verão de 2024 foi revelado em 21 de outubro de 2019 no Grand Rex. É uma representação de Marianne, a personificação nacional da França, com uma chama formada no espaço negativo por seus cabelos. O emblema também se assemelha a uma medalha de ouro, o mapa da cidade e os locais de competição,também lembra que a cidade foi a primeira na história em que mulheres puderam competir nos Jogos em 1900 .O presidente do PAOCOG, Tony Estanguet explicou que o simbolismo do emblema era para refletir os conceitos principais de "o poder e a magia dos Jogos",o esporte e ser "para as pessoas". Pela primeira vez, os Jogos Paralímpicos compartilharão o mesmo logotipo das Olimpíadas correspondentes sem diferença nas cores e no design. Esta decisão foi tomada para lembrar os três conceitos da Revolução Francesa (igualdade, liberdade e fraternidade), refletindo uma "ambição" compartilhada entre os dois eventos. Estanguet, também considerou que esta decisão foi tomada para que os dois eventos tenham um logotipo e aparência unificados, esta sob o embasamento de que "em termos de legado, acreditamos que neste país precisamos fortalecer o lugar do esporte na vida cotidiana das pessoas, e seja qual for a idade, independentemente da deficiência ou não, você tem um lugar e um papel a desempenhar no sucesso de Paris 2024 ".[46]

Mascote[editar | editar código-fonte]

As Phryges em venda física numa loja de Bordeaux
Ver artigo principal: As Phryges

Foi revelado em 14 de novembro de 2022, ás 11h30min do horário de Paris. As Phryges (pronuncia-se fri-jehs) são pequenos barretes (gorros) frígios, que representam um forte símbolo de liberdade, inclusão e a habilidade das pessoas de apoiarem causas grandes e significativas. Elas são bordadas nas cores vermelha, branca e azul, com o logo de Paris 2024 estampado na frente.[47][48]

Tocha Olímpica[editar | editar código-fonte]

Design da tocha olímpica dos Jogos Olímpicos de 2024

Em 23 de junho de 2023, o Comitê Organizador anunciou o percurso da Tocha Olímpica para os jogos de 2024. A tradicional cerimônia de acendimento acontece no dia 16 de abril de 2024, em Olímpia, na Grécia, circulando pelo país europeu durante nove dias. Após esse período, a tocha é transportada pelo veleiro Belém, atravessando o Mar Mediterrâneo até chegar em Marselha, com previsão para o dia 8 de maio. Depois de Marselha, a tocha segue pela região sudoeste da França, até chegar em comunas francesas como Nice, Bretanha e Antilhas. Depois de Nice, a tocha segue pelas regiões sudeste e leste, até chegar no norte, antes de descer para Paris. Ao todo, serão 80 dias de revezamento em mais de 400 cidades e departamentos ultra marítimos.[49] Em 18 de junho de 2023, os departamentos de Creuse e Alto Vienne anunciaram que abririam mão de receber o revezamento da tocha por conta dos altos custos.[50]

Direitos de transmissão[editar | editar código-fonte]

Essa é a segunda edição das Olimpíadas de Verão em que é vigorado o acordo firmado em 2015 com a Warner Bros. Discovery (anteriormente, Discovery Inc.) em todo o território europeu.[51] As emissoras interessadas estão autorizadas a fechar um acordo de sublicenciamento, com algumas adquirindo os jogos em países como Arménia, Alemanha, Hungria e Reino Unido, além do país-sede.[52][53][54][55][56] Tal contrato também se estende nas Américas, sendo os casos do Grupo Globo e da NBCUniversal, que adquiriram todas as versões dos Jogos Olímpicos até a edição de 2032.[57]

No Brasil, houve algumas tentativas de aquisição por parte do Grupo Bandeirantes de Comunicação para a cobertura na Rede Bandeirantes e da Paramount Global com o objetivo de turbinar o streaming Paramount+, mas nenhum dos dois acordos avançaram por conta da alta do dólar, e no caso do último, a Globo ainda possuía a exclusividade nas mídias pagas como TV por assinatura e streaming, o que complicaria as negociações da Paramount. Com o recuo, a TV Globo e o SporTV ficaram como as únicas emissoras a transmitir ao vivo as Olimpíadas, com a segunda cobrindo sozinha o evento, algo inédito até então, enquanto que a primeira já havia transmitido com exclusividade os eventos na edição anterior.[58] Porém, em 6 de novembro de 2023, a Globo optou por abrir mão da exclusividade que mantinha na televisão por assinatura e streaming por redução de gastos.[59] Com o novo acordo, a LiveMode adquiriu os direitos de transmissão da competição e os repassou para a CazéTV, sendo a primeira vez também que os Jogos Olímpicos são transmitidos gratuitamente via YouTube.[60]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Piadas com os mascotes[editar | editar código-fonte]

Após o lançamento dos mascotes, intitulados como Phryges, o design dos mesmos chegou a ser questionado pelos internautas, que os compararam com o clitóris, que é uma das partes sexuais do corpo humano feminino. A comparação virou piada entre os jornalistas, que foi recebida com bom humor pelo diretor de design dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Paris 2024, Joachim Roncin. Em uma entrevista à plataforma Brut, ele explicou que a ideia, desde o começo, era evitar que os mascotes tivessem gênero e em seguida, declarou que "se as pessoas veem um clitóris e se elas reconhecem um clitóris, melhor para elas. Para mim, é muito legal, fico feliz" e em seguida, garantiu que "cada um é livre para ter a sua própria interpretação".[61]

Participação de atletas russos e bielorrussos em eventos pré-olímpicos e ameaças de boicote pela Ucrânia[editar | editar código-fonte]

No dia 24 de janeiro de 2023, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, havia solicitado ao Comité Olímpico Internacional (COI) a exclusão da Rússia e da Bielorrússia dos Jogos Olímpicos de 2024 devido ao cenário geopolítico da Invasão da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.[62] Os dois países já haviam sido excluídos de importantes eventos, entre eles a fase final das eliminatórias europeias da Copa do Mundo FIFA de 2022, sob pressão da Inglaterra, Chéquia e Polónia, além de torneios organizados pela UEFA, FIVB, FINA, as corridas da Fórmula 1 e os Jogos Paralímpicos de Inverno de 2022.[63]

Apesar da solicitação de Zelensky, o COI anunciou no dia 25 de janeiro que manteria a participação dos Russos nos torneios pré-olímpicos e das Olimpíadas, se classificados, mas sob condição de disputarem sem exibir sua bandeira ou hino nacional, respeitando uma decisão da reunião da Cúpula Olímpica do dia 9 de dezembro de 2022,[64] a exemplo dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Verão de 2020 e dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, uma vez que a punição, que se encerraria após a Copa do Mundo FIFA de 2022 devido ao escândalo do uso de doping com o apoio do governo local, iniciado em 2015,[65] foi estendida por tempo indeterminado.[66] Tal decisão foi apoiada pelo Comité Olímpico da Ásia e inicialmente pela Prefeita de Paris, Anne Hidalgo, uma vez que a exclusão da Rússia prejudicaria atletas contrários à guerra.[62] O comunicado irritou o presidente Ucraniano, que ameaçou liderar uma onda de boicote da Ucrânia contra as Olimpíadas e acusou o COI de se vender aos russos.[67][68] Países como a Polônia, Letônia, Estônia e Lituânia rejeitaram um plano do COI para apoiar a presença de atletas russos e bielorrussos. De acordo com o ministro do Esporte e Turismo da Polônia, Kamil Bortniczuk, quarenta países podem boicotar as Olimpíadas de 2024, se a decisão do COI for levada adiante, tendo um possível apoio dos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá.[69] O primeiro, no entanto, emitiu uma nota se mostrando favorável à participação dos atletas russos e bielorrussos, mas adotando regras rígidas.[70] Mesmo estando do lado ucraniano, a Chéquia,[71] Grécia,[72] Austrália[73] e Nova Zelândia declaram que não apoiariam nenhum boicote nos jogos de Paris. Apesar de ter apoiado inicialmente a decisão de convidar atletas russos para as olimpíadas, mas em uniformes e bandeiras neutras, a Prefeita de Paris, em um pronunciamento no dia 8 de fevereiro, reverteu sua fala e se mostrou favorável a exclusão destes.[74][75] No dia 10, em uma reunião com o COI, Zelensky tentava convencer os ministros do esporte de vários países a apoiar a exclusão da Rússia e da Bielorrússia.[76] O Ministro dos Esportes da Rússia, Oleg Matytsin, considerou as declarações do Presidente ucraniano inaceitáveis.[77] No dia 22, a União Europeia publicou uma resolução contrária a participação russa e bielorrussa nas Olimpíadas de 2024, alegando que a participação desses atletas serviria como propaganda que contraria o isolamento dos dois países. A medida teve 444 votos a favor, 26 contra e 37 abstenções.[78]

No dia 4 de março, a Associação dos Comitês Olímpicos Nacionais Africanos (ANOCA) anunciou que apoiaria à presença de atletas russos e bielorrussos aos Jogos Olímpicos de 2024, seguindo as cartilhas do COI, ONU e do Comitê Olímpico Asiático.[79] No dia 10, a Federação Internacional de Esgrima (FIE) anunciou a reintegração de atletas russos e bielorrussos aos torneios mundiais e pré-olímpicos, sendo a primeira federação a adotar tal medida.[80][81] No dia 16, a Federação Alemã de Esportes Olímpicos anunciou que seria favorável ao banimento de atletas russos e bielorrussos, além de ter cancelado um evento do Mundial de Esgrima Feminino depois que a FIE anunciou a reintegração de atletas dos dois países. Porém, a entidade anunciou que não apoiaria nenhum tipo de boicote para as Olimpíadas de Paris.[82] Além da Alemanha, França, Dinamarca[83] e Polônia[84] cancelaram qualquer evento ligado a FIE, impedindo a participação de atletas russos e bielorrussos. Em abril de 2023, foi revelado que a Confederação Europeia de Esgrima enviou uma carta crítica à FIE, descrevendo sua oposição aos planos da FIE de retirar os países, que indicaram que não concederiam vistos a russos e bielorrussos, de hospedar direitos e impor sanções a eles.

No dia 23 de março, a World Athletics decidiu que iria manter o veto dos atletas russos e bielorrussos em todos os eventos mundiais e pré-olímpicos de Atletismo.[85] No dia 26, foi a vez da Organização Desportiva Pan-Americana anunciar seu apoio à inclusão dos atletas russos e bielorrussos.[86] No dia 31, o primeiro ministro ucraniano, Oleh Nemchinov, junto com o presidente do Comitê Olímpico Ucraniano e Ministro do Esporte do país, Vaddym Huttsait, anunciou que os atletas ucranianos não participariam de nenhum torneio pré-olímpíco se caso os atletas russos e bielorrussos estiverem presentes na competição. Tal decisão seria uma resposta à decisão do COI, tomada há dois dias atrás, que recomendou a exclusão de equipes coletivas dos dois países, mas que os atletas individuais estariam autorizados a participar das olimpíadas, mas sem usar o nome Rússia e Bielorrússia, além dos hinos nacionais, decisão que foi criticada pelo governo russo.[87][88] No dia 1.º de abril, o COI criticou a decisão da Ucrânia, alegando que os atletas seriam os maiores prejudicados com a decisão.[89]

Em 30 de abril de 2023, a Federação Internacional de Canoagem anunciou que reintegraria atletas russos e bielorrusos em seus eventos, incluindo pré-olímpicos.[90]

Em 13 de julho de 2023, o Comitê Olímpico Internacional decidiu que não iria enviar os convites formais para as delegações da Rússia, Bielorrússia e Guatemala, mas que não iria impedir que os atletas dos três países participassem das Olimpíadas de Paris, sem que seja preciso convocar as suas seleções. No caso da terceira, a mesma cumpre uma suspensão pela interferência do governo local no Comitê Olímpico local, o que é ilegal pela carta olímpica.[91] Durante os Jogos Pan-Americanos de 2023, a Guatemala disputou como Equipe de Atletas Independentes, ficando impossibilitada de utilizar seu nome e hino nacional.[92]

No dia 12 de outubro de 2023, o COI decidiu por suspender em definitivo a Rússia e a Bielorrússia das Olimpíadas, mas não impedindo que atletas já qualificados sejam banidos, podendo ainda competir sob bandeira neutra. A decisão foi tomada após os russos tomarem autoridade de cinco organizações regionais ucranianas, tendo como consequências a suspensão de repasses financeiros ao Comitê Olímpico Russo.[93] O país classificou a decisão como "política".[94]

Em 8 de dezembro de 2023, o COI decidiu por autorizar a participação de atletas russos e bielorrussos após 11 atletas serem qualificados para os jogos, desde que não utilizem a bandeira e nem o hino nacional russo, mantendo a suspensão existente desde Tóquio 2020, assinando o termo de paz da carta olímpica e sendo tratados como Atletas Individuais Neutros. No entanto, treinadores e atletas favoráveis à guerra, assim como autoridades e seleções por equipes russas não estarão autorizadas a participar das olimpíadas. Tal decisão acabou contrariando representantes ucranianos, que ameaçavam boicotar os jogos se houver a presença dos dois países.[42]

Participação de atletas israelenses[editar | editar código-fonte]

O COI alertou os atletas árabes e pró-palestinos que seriam proibidos de participar caso se recusassem a competir com atletas israelenses,[95] lembrando o caso do judoca argelino Fethi Nourine, que foi suspenso por 10 anos pela Federação Internacional de Judô por recusar para lutar contra um atleta israelense durante os Jogos Olímpicos de Verão de 2020.[96] O porta-voz do COI disse que "O COI está comprometido com o conceito de responsabilidade individual e os atletas não podem ser responsabilizados pelas ações de seus governos", acrescentando que o COI "garantirá que ações rápidas sejam tomadas, como durante as Olimpíadas Jogos Tóquio 2020."[97]

Em novembro de 2023, a Rússia acusou o COI de ter dois pesos e duas medidas e de não sancionar Israel devido às suas ações em Gaza, já que a Palestina também é membro do COI. O COI respondeu mais tarde dizendo que a guerra de Israel contra o Hamas foi única em comparação com a guerra da Rússia contra a Ucrânia, uma vez que esta ocorreu durante a Trégua Olímpica, e que tomaria medidas rápidas se ocorresse qualquer discriminação contra atletas israelenses.[98][99] Em entrevista ao L'Équipe em 21 de dezembro de 2023, o presidente do Comitê Olímpico de Israel, Yael Arad, garantiu que os atletas israelenses estariam "100 por cento" presentes e que medidas para os atletas seriam implementadas para garantir sua segurança.[100]

Cotidiano[editar | editar código-fonte]

Faltando 500 dias para o início das olimpíadas em 14 de março de 2023, o portal brasileiro Universo Online, popularmente conhecido como UOL, entrevistou alguns turistas brasileiros que alegaram incômodo com o processo de obras dos locais de competição e nos pontos turísticos, principalmente a Torre Eiffel, que vai receber o vôlei de praia. De acordo com um casal brasileiro, as fotos com o principal cartão postal ficaram prejudicadas com a presença de guindastes, que também foram espalhados em boa parte do centro de Paris. Além disso, a reportagem destacou uma falta de entusiasmo entre os parisienses sobre as olimpíadas.[101] Medidas como o aumento nas tarifas dos metrôs, ônibus e bondes foram tomadas, gerando protestos de moradores e organizações sociais. Apesar da medida ser tomada em todo o território francês, segundo a Île-de-France Mobilités, organismo que gerencia os transportes em comum na grande região parisiense, o passe mensal - o mais utilizado pela população da capital francesa - não será submetido a aumentos durante os jogos, no entanto, sofrerá um acréscimo de €2,30.[102]

Segundo uma pesquisa encomendada pela Winamax e a emissora local RTL em novembro de 2023, 44% dos moradores da região de Paris expuseram uma opinião negativa sobre a cidade receber as olimpíadas pela terceira vez, enquanto que 65% se mantiveram positivos. Dois anos atrás, as opiniões negativas atingiam apenas 22%. Problemas como segurança pública e transporte foram citados entre aqueles que avaliaram negativamente os jogos. Como contraponto, 64% dos entrevistados aprovavam a ideia da inauguração ser realizada no Rio Sena.[103]

Crise política[editar | editar código-fonte]

Após o presidente da república, Emmanuel Macron, decidir no dia 9 de junho de 2024 dissolver o parlamento e antecipar as eleições legislativas para o período de 30 de junho a 7 de julho com o avanço do Reagrupamento Nacional nas eleições europeias[104], alguns veículos de comunicação colocaram em dúvida a realização das Olímpiadas, com a presidente da câmara de Paris e prefeita da capital, Anne Hidalgo, manifestando preocupação com os impactos negativos durante os jogos.[105][106] Logo depois, começaram a surgir boatos de um suposto cancelamento dos jogos por conta de manifestações e de uma suposta guerra civil com o resultado das eleições, o que foi negado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pelo governo francês que garantiram a realização do evento e a ampliação da segurança pública durante o período eleitoral.[107]

Notas e referências

Notas

  1. O COA foi suspenso pela Agência Mundial Antidoping por não conformidade dos resultados dos exames. Sendo assim, o país disputará sob a bandeira olímpica.[44]

Referências

  1. «Gender equality and youth at the heart of the Paris 2024 Olympic Sports Programme». www.olympics.com/ (em inglês). Comitê Olímpico Internacional. 7 de dezembro de 2020. Consultado em 2 de agosto de 2020. Cópia arquivada em 22 de fevereiro de 2022. The 10,500-athlete quota set for Paris 2024, including new sports, will lead to an overall reduction in the number of athletes 
  2. «Stade de France». Consultado em 6 de agosto de 2022. Cópia arquivada em 18 de fevereiro de 2023 
  3. Butler, Nick (7 de fevereiro de 2018). «Paris 2024 to start week earlier than planned after IOC approve date change». insidethegames.biz. Consultado em 7 de fevereiro de 2018. Cópia arquivada em 9 de novembro de 2020 
  4. «Kenya To Send Break Dancers To Paris For 2024 Olympic Games» (em inglês). Boxscore. 19 de dezembro de 2020. Consultado em 31 de março de 2023 
  5. Dunbarap, Graham (10 de março de 2021). «Thomas Bach re-elected as IOC president until 2025» (em inglês). AP NEWS. Consultado em 29 de julho de 2022. Cópia arquivada em 29 de julho de 2022 
  6. Nussbaum, Ania (26 de julho de 2022). «Macron's $8.5 Billion Olympics Is Already Facing Soaring Costs» (em inglês). Bloomberg. Consultado em 19 de janeiro de 2023. Cópia arquivada em 26 de julho de 2022 
  7. «Hamburgo vota "não" e rejeita candidatura à sede dos Jogos Olímpicos de 2024». Terra.com. 29 de novembro de 2015. Consultado em 18 de julho de 2016 
  8. «2024 Olympics: Budapest to drop bid to host Games». BBC. 22 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada em 23 de fevereiro de 2017 
  9. Observador (16 de setembro de 2015). «Jogos Olímpicos de 2024: as cidades candidatas são…». Consultado em 16 de setembro de 2015 
  10. Butler, Nick. «Exclusive: IOC vow to "further adjust" candidature process after Budapest 2024 withdrawal». Inside the Games. Consultado em 1 de agosto de 2017 
  11. «Olympic Games: Paris and LA 'only want 2024 Games'». BBC Sport (em inglês). 21 de março de 2017. Consultado em 18 de maio de 2017. Cópia arquivada em 1 de julho de 2017 
  12. Press, Associated (13 de maio de 2017). «LA may consider 2028 Olympics if 2024 bid falls through». New York Post. Consultado em 18 de maio de 2017. Cópia arquivada em 17 de maio de 2017 
  13. «Meeting of the IOC Executive Board in Lausanne – Information for the media». Olympic.org. 19 de maio de 2017. Cópia arquivada em 22 de junho de 2017 
  14. «Bach Says Paris and LA Mayors Are 'Optimistic' About Agreement After Initial Discussions - GamesBids.com». gamesbids.com 
  15. «On the Scene: IOC Launches Talks with LA and Paris for 2024, 2028 Olympics». aroundtherings.com 
  16. «Los Angeles Declares Candidature for Oylmpic Games 2028- IOC to Contribute USD 1.8Billion to the Local Organising Committee». IOC. Consultado em 1 de agosto de 2017 
  17. Pretot, Julien. «Olimpíadas 2024: Paris aponta terrorismo e ataques cibernéticos como principais ameaças». CNN Brasil. Consultado em 4 de fevereiro de 2024 
  18. «Jogos Olímpicos 2024: Paris quer novos padrões e uma pegada sustentável». UOL. 2 de janeiro de 2024. Consultado em 4 de fevereiro de 2024 
  19. «Transporte e segurança: os principais desafios pendentes dos Jogos de Paris 2024». Exame. 22 de janeiro de 2024. Consultado em 4 de fevereiro de 2024 
  20. reuters. «Estimativa de público da cerimônia de abertura das Olimpíadas de Paris 2024 cai para 300.000». Terra. Consultado em 4 de fevereiro de 2024 
  21. «COI afirma que Jogos de Paris-2024 serão os mais sustentáveis da história: 'Uma nova era'». Época NEGÓCIOS. 31 de julho de 2023. Consultado em 4 de fevereiro de 2024 
  22. «Como Paris tenta ser mais verde nos Jogos Olímpicos de 2024 – DW – 02/01/2024». dw.com. Consultado em 4 de fevereiro de 2024 
  23. «Olimpíadas terão 'fontes de bebidas' para abraçar sustentabilidade de Paris». UOL. 27 de novembro de 2023. Consultado em 4 de fevereiro de 2024 
  24. Theissen, Marion (8 de fevereiro de 2024). «Paris 2024: medalhas Olímpicas e Paralímpicas são reveladas». Olympics. Consultado em 16 de fevereiro de 2024. Cópia arquivada em 16 de fevereiro de 2024 
  25. «Comitê divulga design das medalhas de Paris 2024; veja». ge. 8 de fevereiro de 2024. Consultado em 16 de fevereiro de 2024 
  26. Ayres, Leticia (13 de maio de 2024). «Conheça as arenas e estádios das Olimpíadas de Paris 2024». Confidence Câmbio. Consultado em 21 de maio de 2024 
  27. «Wayback Machine» (PDF). web.archive.org. Consultado em 21 de maio de 2024 
  28. «Paris 2024: todas as instalações olímpicas, desde as famosas até as ecologicamente responsáveis». www.france.fr. Consultado em 21 de maio de 2024 
  29. «Cerimônia de abertura dos Jogos de Paris-2024 será no rio Sena». www.uol.com.br. Consultado em 25 de julho de 2021 
  30. «Paris 2024 Olympic organisers reveal audacious plans for opening ceremony». the Guardian (em inglês). 13 de dezembro de 2021. Consultado em 27 de julho de 2022 
  31. «Paris to hold 'most accessible' opening ceremony of 2024 Olympics on River Seine». France 24 (em inglês). 13 de dezembro de 2021. Consultado em 27 de julho de 2022 
  32. «Paris tabs Jolly to direct '24 Olympic ceremonies». ESPN.com (em inglês). 21 de setembro de 2022. Consultado em 29 de junho de 2023 
  33. «Tout savoir sur la cérémonie de clôture de Paris 2024». Time Out Paris (em francês). 10 de julho de 2023. Consultado em 8 de janeiro de 2024 
  34. «Wrestling added to Olympic programme for 2020 and 2024 Games». International Olympic Committee (em inglês). 21 de julho de 2016 
  35. «Paris to consider esports joining 2024 Olympics». ESPN.com 
  36. «Video Games May Be a Part of the 2024 Olympics». Fortune (em inglês) 
  37. «Olympic Games: Paris organisers propose breakdancing to IOC as a new sport for 2024». BBC.com. 21 de fevereiro de 2019 
  38. a b «Olympic Games: Breakdancing takes step closer to Paris 2024 inclusion». BBC.com. 25 de junho de 2019 
  39. «Breakdancing is becoming an Olympic sport, for real». SBNation. 26 de junho de 2019 
  40. «COI define programa de Paris 2024 com igualdade de gêneros em participação e confirma breaking». ge. Consultado em 7 de dezembro de 2020 
  41. Olímpiada Todo Dia. «COI define programa olímpico de Paris-2024». Consultado em 3 de agosto de 2021 
  42. a b «Russian and Belarusian athletes allowed to compete at Paris 2024 Olympics | Paris Olympic Games 2024 | The Guardian». amp.theguardian.com. Consultado em 10 de dezembro de 2023 
  43. «Parada das Nações - Coreia do Norte». Surto Olímpico. Consultado em 28 de fevereiro de 2024 
  44. «Angola suspensa pela Agência Mundial Antidopagem». Jornal de Angola. Consultado em 11 de abril de 2024 
  45. «PDF - Paris 2024 - Olympic Sport Events Schedule.pdf». press.paris2024.org (em inglês). Consultado em 28 de julho de 2022 
  46. «Paris 2024 unveil new shared Olympic and Paralympic Games emblem». insidethegames.biz. 21 de outubro de 2019. Consultado em 22 de outubro de 2019 
  47. «Revelados os mascotes das Olimpíadas de Paris 2024: os Frígios Olímpico e Paralímpico». Surto Olímpico. Consultado em 23 de novembro de 2022 
  48. «Comitê apresenta mascotes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Paris 2024». MKT Esportivo. 16 de novembro de 2022. Consultado em 23 de novembro de 2022 
  49. «A volta da tocha olímpica em 80 dias; conheça o percurso do revezamento que passará por 400 cidades». www.bol.uol.com.br. Consultado em 7 de julho de 2023 
  50. https://www.facebook.com/RFIBrasil (18 de junho de 2023). «Esporte em foco - Paris-2024: algumas cidades abrem mão de receber a tocha olímpica por causa dos custos». RFI. Consultado em 7 de julho de 2023 
  51. «IOC awards all TV and multiplatform broadcast rights in Europe to Discovery and Eurosport for 2018-2024 Olympic Games». International Olympic Committee (em inglês). 21 de julho de 2016 
  52. «Wednesday's Daily Deal Round-Up: Olympics, soccer and more» (em inglês) 
  53. «Report: ARD and ZDF secure long-term Olympic deal» (em inglês) 
  54. «Hungarian Public Television Agrees Deal To Broadcast Summer And Winter Olympics Until 2024 - Hungary Today». Hungary Today (em inglês) 
  55. «Olympics: BBC to broadcast every Games up to and including 2024». BBC Sport (em inglês). 2 de fevereiro de 2016. Consultado em 20 de abril de 2024 
  56. Keslassy, Elsa (23 de abril de 2019). «France Televisions to Sub-License Olympic Games for Beijing 2022 and Paris 2024 From Discovery». Variety (em inglês). Consultado em 20 de abril de 2024 
  57. «IOC reaches agreement for broadcast rights in Brazil with Grupo Globo through to 2032 - Olympic News». International Olympic Committee (em inglês). 24 de janeiro de 2017 
  58. colunista, GABRIEL VAQUER (29 de abril de 2023). «Dólar afasta TVs, e Globo leva exclusividade dos Jogos Olímpicos de 2024 de graça». Notícias da TV. Consultado em 20 de abril de 2024 
  59. «Globo abre mão de exclusividade dos Jogos Olímpicos na TV paga e na internet até 2032». F5. 6 de novembro de 2023. Consultado em 20 de abril de 2024 
  60. «Allan Simon: CazéTV anuncia transmissão das Olimpíadas de Paris-2024». UOL. 2 de novembro de 2023. Consultado em 2 de novembro de 2023 
  61. «Mascotes das Olimpíadas de Paris 2024 viram piada ao serem comparados a clítoris gigantes». noticias.uol.com.br. Consultado em 7 de julho de 2023 
  62. a b «COI abre caminho para participação de russos nas Olimpíadas de Paris». Folha de S.Paulo. 26 de janeiro de 2023. Consultado em 11 de fevereiro de 2023 
  63. «Guerra na Ucrânia faz Rússia se isolar no esporte; veja os boicotes». Folha de S.Paulo. 25 de fevereiro de 2022. Consultado em 11 de fevereiro de 2023 
  64. «COI afirma que sanções à Rússia são inegociáveis após ameaça de boicote». ge. Consultado em 12 de fevereiro de 2023 
  65. Poder360 (17 de dezembro de 2020). «Rússia é banida da Olimpíada de Tóquio e da Copa do Mundo de 2022». Poder360. Consultado em 11 de fevereiro de 2023 
  66. «COI diz que atletas russos podem participar de competições asiáticas rumo às Olimpíadas». ge. Consultado em 11 de fevereiro de 2023 
  67. «Zelensky promete campanha para impedir Rússia de competir nas Olimpíadas». VEJA. Consultado em 11 de fevereiro de 2023 
  68. «Ucrânia acusa COI de compactuar com guerra e de se vender para Rússia». ge. Consultado em 11 de fevereiro de 2023 
  69. «Ministro polonês: 40 países querem boicotar as Olímpiadas de Paris». VEJA. Consultado em 12 de fevereiro de 2023 
  70. «USOPC backs Russia as neutrals at Paris in 2024». ESPN.com (em inglês). 2 de fevereiro de 2023. Consultado em 10 de maio de 2023 
  71. «Czechs won't boycott Paris Olympics even if Russian athletes compete». www.expats.cz (em inglês). 3 de fevereiro de 2023. Consultado em 10 de maio de 2023 
  72. «Hellenic Olympic Committee against possible boycott of Paris 2024 Olympics». www.insidethegames.biz. 8 de fevereiro de 2023. Consultado em 10 de maio de 2023 
  73. Pender, Kieran (21 de fevereiro de 2023). «Australian government and AOC at odds over Olympic ban of Russian and Belarusian athletes». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 10 de maio de 2023 
  74. «Olimpíadas de Paris: prefeita quer banir atletas russos dos jogos de 2024». VEJA. Consultado em 11 de fevereiro de 2023 
  75. «Hidalgo's vow in Kyiv: No Russians at Paris Olympics». POLITICO (em inglês). 9 de fevereiro de 2023. Consultado em 11 de fevereiro de 2023 
  76. «Ucrânia busca construir frente contra presença de atletas russos nos Jogos Olímpicos de 2024 - Gazeta Esportiva». www.gazetaesportiva.com. Consultado em 11 de fevereiro de 2023 
  77. «Pedido da Ucrânia de exclusão de atletas russos de Olimpíadas de Paris é inaceitável, diz Kremlin». noticias.uol.com.br. Consultado em 11 de fevereiro de 2023 
  78. «União Europeia condena tentativa de inclusão da Rússia e Belarus em Paris 2024». ge. Consultado em 24 de fevereiro de 2023 
  79. «Comitês africanos apoiam participação de Rússia e Bielorrússia nas Olimpíadas de Paris em 2024 como neutros». Yahoo Sports. Consultado em 14 de março de 2023 
  80. «Federação Internacional de Esgrima reintegra russos e bielorrussos às suas competições - Gazeta Esportiva». www.gazetaesportiva.com. Consultado em 14 de março de 2023 
  81. «Russos e bielorrussos de regresso à esgrima apontam aos Jogos. Guerra da Ucrânia é só um dos problemas que Paris-2024 tem em mãos – Observador». observador.pt. Consultado em 14 de março de 2023 
  82. «Comitê Olímpico da Alemanha é a favor de manter proibição a atletas russos». Surto Olímpico. Consultado em 22 de março de 2023 
  83. Reuters (30 de março de 2023). «Denmark cancels event over Russian, Belarusian participation». Reuters (em inglês). Consultado em 10 de maio de 2023 
  84. Warsaw, AFP/ (5 de abril de 2023). «Fencing in turmoil after irked Poles cancel World Cup event». Gulf Times (em inglês). Consultado em 10 de maio de 2023 
  85. «Federação de Atletismo mantém veto a russos em competições internacionais - Gazeta Esportiva». www.gazetaesportiva.com. Consultado em 23 de março de 2023 
  86. Orlando, Alexandra (26 de março de 2023). «COMUNICADO PÚBLICO DE PANAM SPORTS». Panam Sports (em inglês). Consultado em 27 de março de 2023 
  87. Bueri, Lorena. «Ucrânia barra participação de atletas em classificatórias das Olimpíadas». inmagazine.ig.com.br. Consultado em 1 de abril de 2023 
  88. «COI defende volta de atletas da Rússia e Belarus às Olímpiadas». R7.com. 29 de março de 2023. Consultado em 1 de abril de 2023 
  89. «COI critica Ucrânia por proibir atletas de competirem contra russos». ge. Consultado em 1 de abril de 2023 
  90. «International Canoe Federation to allow Russian and Belarusian athletes' return». www.insidethegames.biz. 30 de abril de 2023. Consultado em 10 de maio de 2023 
  91. «IOC declines to give Russia and Belarus formal invitations to Paris Olympics 1 year out». AP News (em inglês). 13 de julho de 2023. Consultado em 14 de julho de 2023 
  92. «Atletas independientes: Por qué Guatemala compite así en los Juegos Panamericanos 2023 - TyC Sports». www.tycsports.com (em espanhol). 5 de novembro de 2023. Consultado em 4 de fevereiro de 2024 
  93. PODER360 (12 de outubro de 2023). «COI suspende Comitê Olímpico Russo». Poder360. Consultado em 17 de outubro de 2023 
  94. «COI suspende Comitê Olímpico Russo, que denuncia decisão 'política'». R7.com. 12 de outubro de 2023. Consultado em 17 de outubro de 2023 
  95. «IOC warns against discrimination at Games amid Gaza war». The Canberra Times (em inglês). 1 de novembro de 2023. Consultado em 8 de janeiro de 2024 
  96. «IOC threatens 'swift action' for discriminating against Israeli athletes. Russia says that's not fair». Deseret News (em inglês). 2 de novembro de 2023. Consultado em 8 de janeiro de 2024 
  97. admin (2 de novembro de 2023). «Olympic Committee 'Discredited Itself Entirely' over Israel - Lavrov». Palestine Chronicle (em inglês). Consultado em 8 de janeiro de 2024 
  98. «"CAS registers Russian appeal against Olympic membership suspension"». Reuters. 6 de novembro de 2023. Consultado em 8 de janeiro de 2024 
  99. «"Russia says International Olympic Committee is giving Israel a pass on Gaza"». NPR. 8 de novembro de 2023. Consultado em 8 de janeiro de 2024 
  100. «Israel will be "100%" at the Paris Games, says Yaël Arad». www.insidethegames.biz. 23 de dezembro de 2023. Consultado em 8 de janeiro de 2024 
  101. «500 dias para as Olimpíadas de Paris: obras atrapalham foto da Torre Eiffel». www.uol.com.br. Consultado em 4 de fevereiro de 2024 
  102. «Preço dos transportes, circulação difícil, engarrafamentos: parisienses temem viver "pesadelo olímpico" em 2024». UOL. 1 de dezembro de 2023. Consultado em 8 de fevereiro de 2024 
  103. Pretot, Julien. «Parisienses perdem entusiasmo com Olimpíadas de 2024, mostra pesquisa». CNN Brasil. Consultado em 4 de fevereiro de 2024 
  104. «Macron convoca eleições legislativas antecipadas na França após derrota em votação para o Parlamento». Estadão. Consultado em 5 de julho de 2024 
  105. Henley, Jon (10 de junho de 2024). «Three possible outcomes of Macron's shocking snap election». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 5 de julho de 2024 
  106. Jones, Sam; Henley, Jon; Rankin, Jennifer; O'Carroll, Lisa (10 de junho de 2024). «French parties hold emergency talks with possible allies for snap election». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 5 de julho de 2024 
  107. «França rechaça rumores sobre possível cancelamento dos Jogos Olímpicos | Exame». exame.com. Consultado em 5 de julho de 2024 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Tóquio 2020
Jogos Olímpicos
de Paris

XXXIII Olimpíada (2024)
Sucedido por
Los Angeles 2028