John Addington Symonds

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John Addington Symonds
Nascimento 5 de outubro de 1840
Bristol
Morte 19 de abril de 1893 (52 anos)
Roma
Sepultamento Cemitério Protestante
Cidadania Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda, Reino Unido
Progenitores
  • John Addington Symonds
  • Harriet Sykes
Cônjuge Janet Catherine North
Filho(s) Katharine Furse, Margaret Symonds
Irmão(s) Mary Isabella Symonds, Edith Symonds, Charlotte Green
Alma mater
Ocupação poeta, historiador da arte, escritor, crítico literário

John Addington Symonds (5 de outubro de 1840 - 19 de abril de 1893) foi um poeta e crítico literário inglês que advogou a validade do amor homossexual, que incluia, no seu entender, tanto a relação com menores como com adultos, e que ele designava por l'amour de l'impossible (o amor impossível).

A temática homossexual na obra de Symonds[editar | editar código-fonte]

Mesmo com os tabus da época Vitoriana de Inglaterra a impedir Symonds de escrever francamente acerca da homossexualidade, as suas obras para o público em geral já continham fortes implicações homossexuais e algumas das primeiras referências a sexo entre homens da literatura inglesa são da sua autoria. Por exemplo, em "The Meeting of David and Jonathan", de 1878, Jonathan toma David nos braços e beija-o: "In his arms of strength / [and] in that kiss / Soul into soul was knit and bliss to bliss".

Em simultâneo com estas referências discretas em obras disponíveis para o público em geral, Symonds escrevia e distribuía, para um círculo privado, algumas obras mais abertas sobre homossexualidade, como um grande conjunto de poemas escritos ao longo das décadas de 1860 e 70, e um dos primeiros ensaios de língua inglesa em defesa da homossexualidade: "A Problem in Greek Ethics", de 1883. Um novo ensaio de 1891, "A Problem in Modern Ethics", incluía propostas concretas para reformar a rígida legislação homofóbica da época.

Sepultura de Symonds no Cemitério Protestante em Roma

Estes ensaios tiveram grande impacto no "sub-mundo" dos escritores homossexuais, como Henry James, do final do século XIX e início do século XX e continuaram a ser secretamente publicados e distribuídos durante décadas após a morte de Symonds. As memórias de Symonds, escritas durante um período de 4 anos entre 1889 e 1893, representam a mais antiga autobiografia conscientemente homossexual.