John Banville

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John Banville
Banville in Sarzana (2010)
Pseudónimo(s) Benjamin Black
Nascimento 8 de dezembro de 1945
Wexford, Irlanda
Nacionalidade irlandesa
Prémios James Tait Black Memorial Prize (1976)

Prémio Man Booker (2005)
Prémio Franz Kafka (2011)
Prémio Princesa das Astúrias (2014)

Género literário romance, teatro, guião de cinema
Magnum opus Doctor Copernicus

William John Banville (8 de dezembro de 1945), que escreve como John Banville e às vezes como Benjamin Black, é um escritor irlandês, romancista, adaptador de peças de teatro e guionista.[1] Reconhecido pelo seu estilo de prosa preciso, frio, forense, com uma inventividade Nabokoviana, e pelo humor negro dos seus geralmente maliciosos narradores, Banville é considerado "um dos romancistas literariamente mais imaginativos escrevendo na língua inglesa actual."[2] Ele tem sido descrito como o "herdeiro de Proust, via Nabokov."[3]

Banville recebeu inúmeros prémios na sua carreira. O seu romance The Book of Evidence foi indicado para o Prémio Man Booker e recebeu o prémio Guinness Peat Aviation em 1989. O seu décimo quarto romance, The Sea (O Mar), ganhou o Prémio Man Booker em 2005. Em 2011, Banville foi galardoado com o Prémio Franz Kafka, e em 2013 ganhou o PEN Award irlandês e o Prémio de Estado de Literatura Europeia austríaco. Em 2014, recebeu o Prémio Príncipe de Astúrias de literatura [4] É considerado um candidato ao Prémio Nobel da Literatura.[5][6] A ambição declarada de Banville é dar à sua prosa "o tipo de densidade e a espessura que tem a poesia".[7]

De 2006 a 2014, publicou oito romances policiais como Benjamin Black, em seis dos quais aparece a personagem Quirke, um patologista irlandês que é apresentado como vivendo em Dublin.

Biografia[editar | editar código-fonte]

William John Banville é filho de Agnes (de apelido Doran) e Martin Banville, um funcionário de uma garagem, em Wexford, Irlanda. É o mais novo de três irmãos; o seu irmão mais velho Vincent também é um romancista que escreve com o nome de Vincent Lawrence, além de com o próprio nome. A sua irmã Anne Veronica "Vonnie" Banville-Evans[8] escreveu um romance infantil e um livro de memórias[9] sobre a sua infância e juventude em Wexford.

Banville fez a escola primária na CBS de Wexford, e depois estudou no St. Peter College também de Wexford. Apesar de ter pretendido ser pintor e arquitecto, não frequentou a Universidade.[10] Banville referiu-se a isto como "um grande erro. Eu deveria ter ido. Arrependo-me de não ter passado esses quatro anos para ficar bêbado e apaixonar-me. Mas eu queria ficar longe da minha família. Queria ser livre."[11] Por outro lado, declarou que a faculdade teria sido pouco benéfica para ele: "Não acho que teria aprendido muito mais, e acho que não teria tido a coragem de abordar algumas das coisas que eu abordei como jovem escritor se eu tivesse estado na universidade — eu teria sido calcado até me submeter pelos meus professores."[12] Após ter saído da escola, trabalhou na Aer Lingus, o que lhe permitiu viajar a preços com grande desconto, tendo tirado partido disso para viajar até à Grécia e Itália. Viveu nos Estados Unidos em 1968 e 1969. No seu regresso à Irlanda, foi vice-editor no The Irish Press, acabando por subir ao posto de chefe vice-editor.

Desde 1990, Banville tem sido um colaborador regular do The New York Review of Books. Após o colapso do The Irish Press em 1995,[13] ele foi como vice-editor para o The Irish Times tendo, em 1998, sido nomeado editor literário. Este jornal também sofreu graves problemas financeiros e Banville foi forçado a sair.

Escrita[editar | editar código-fonte]

Banville publicou o seu primeiro livro, uma colectânea de contos intitulada Long Lankin, em 1970. Ele renegou o seu primeiro romance publicado, Nightspawn, descrevendo-o como "excêntrico, .., absurdamente pretensioso".[14]

Banville escreveu três trilogias: a primeira, The Revolutions Trilogy, centra-se em grandes cientistas e engloba Dr. Copernicus (1976), Kepler (1981), e The Newton Letter (1982). Ele referiu que se interessou por Kepler e outros homens da ciência, após ter lido The Sleepwalkers de Arthur Koestler.[15] Compreendeu que, tal como ele, os cientistas estavam a tentar impor ordem no seu trabalho.[15]

A segunda trilogia, às vezes referida coletivamente como Frames (Quadros), agrupa o The Book of Evidence (1989), em que vários dos seus personagens tinham aparecido em Ghosts (1993); Athena (1995) é a terceira em que aparece um narrador não-confiável e a explorar o poder das obras de arte.

A terceira trilogia compreende Eclipse, Shroud e Ancient Light, em todas aparecendo as personagens Alexander e Cass Cleave.

Tendo começado com Christine Falls, publicado em 2006, Banville tem escrito policiais sob o pseudónimo de Benjamin Black. Ele escreve as suas obras de ficção policial como Benjamin Black muito mais rapidamente do que compõe os seus romances literários.[16] Ele considera o seu trabalho como Black um ofício, e um artista como Banville. Ele considera o policial, nas suas próprias palavras, como sendo "ficção barata". Numa entrevista de julho de 2008 ao jornal argentino La Nacíón, a Banville perguntaram se os seus livros tinham sido traduzidos para o irlandês. Ele respondeu que ninguém os iria traduzir e que muitas vezes é referido pejorativamente como um West Brit (britânico ocidental).[17]

Banville é fortemente cáustico com todo o seu trabalho, afirmando dos seus livros: "Odeio-os todos... Detesto-os. Eles são todos um embaraço permanente."[10] Em vez de se remeter ao passado, ele está continuamente a olhar em frente, "Tu tens que te pôr a mexer todas as manhãs e pensar sobre todas as coisas horríveis que fizeste ontem, e como podes compensar isso fazendo hoje melhor."[11] Não lê comentários sobre a sua obra pois já sabe – "melhor do que qualquer revisor" – os pontos em que residem as suas falhas.[18]

Estilo[editar | editar código-fonte]

Banville é considerado pelos críticos como um mestre estilista de inglês, e sua escrita tem sido descrita como perfeitamente trabalhada, linda, deslumbrante.[20] David Mehegan do Boston Globe chama-lhe "um dos grandes estilistas a escrever em inglês actualmente", Don DeLillo descreve a sua escrita como "prosa perigosa e fluida", e Val Nolan no The Sunday Business Post apelida o seu estilo de "lírico, meticuloso e ocasionalmente hilariante";[21] The Observer descreve The Book of Evidence como "prosa fluindo na perfeição cujo lirismo, ironia patrícia e sentido doloroso de perda é uma reminiscência de Lolita." Banville afirmou que está "a tentar misturar poesia e ficção em alguma nova forma".[11] Ele é conhecido pelo seu humor negro e por uma sagacidade afiada e fria.[22]

Em quatro romances como Banville (e um como Benjamin Black), ele tem usado o tropo dos olhos de uma personagem dardejando para frente e para trás "como um espectador em partida de ténis".[23]

Em 2011, prometeu doar o seu cérebro ao The Little Museum of Dublin "para que os visitantes se pudessem maravilhar com a sua pequenez".[24]

Influências[editar | editar código-fonte]

Banville disse numa entrevista à The Paris Review que gostava do estilo de Vladimir Nabokov; contudo, prosseguiu, "sempre achei que havia algo de estranho sobre o qual eu não conseguia pronunciar-me. Foi então que li uma entrevista em que ele admitiu que era surdo tonal."[12] Ele é fortemente influenciado por Heinrich von Kleist, tendo escrito as adaptações de três de suas peças (incluindo Amphitryon) e tendo usado Amphitryon como base para o seu romance The Infinities. Banville afirmou que imitou James Joyce como um aprendiz: "Após ter lido o Dubliners, e ter ficado impressionado com o modo como Joyce escreveu sobre a vida real, imediatamente comecei a escrever imitações ruins do Dubliners."[11] Contudo, relata o The Guardian: "O próprio Banville reconheceu que todos os escritores irlandeses são seguidores ou de Joyce ou de Beckett - colocando-se ele no campo de Beckett."[22] Ele também reconheceu outras influências. Em 2011, numa entrevista no The Charlie Rose Show, Rose perguntou, "O modelo sempre foi Henry James?" e Banville respondeu, "Eu penso que sim; as pessoas dizem, você sabe, que tenho sido influenciado por Beckett ou Nabokov, mas sempre foi o Henry James [...] de modo que quis segui-lo, eu queria ser um Jamesiano."[25]

Vida Privada[editar | editar código-fonte]

Banville casou com a artista têxtil norteamericana Janet Dunham com quem teve dois filhos que agora são adultos, mas o casal separou-se entretanto. Conheceram-se durante a sua visita a San Francisco, em 1968, onde ela era uma estudante da Universidade da Califórnia, Berkeley. Dunham descreveu-o durante o processo de escrita como sendo "um assassino que acabou de voltar de uma matança particularmente sangrenta".[26]

Banville vive com Patricia Quinn, ex-chefe do Conselho das Artes da Irlanda com quem tem duas filhas.

Prémios e homenagens[editar | editar código-fonte]

Ano Prémio Obra Ref(s)
1973 Allied Irish Banks' Prize Birchwood [27]
1973 Arts Council Macaulay Fellowship Birchwood [27]
1975 American Ireland Fund Literary Award Doctor Copernicus [27]
1976 James Tait Black Memorial Prize Doctor Copernicus [27]
1981 Guardian Fiction Prize Kepler [27]
Allied Irish Bank Fiction Prize Kepler
American-Irish Foundation Award Birchwood
1984 Eleito para o Irish Arts Association, Aosdána [28]
1989 Guinness Peat Aviation Award The Book of Evidence [27]
Prémio Man Booker, lista final The Book of Evidence [27]
1991 Prémio Ennio Flaiano The Book of Evidence [29]
1997 Lannan Literary Award for Fiction The Untouchable [27][30]
2003 Premio Nonino [29]
2005 Prémio Man Booker O Mar [27]
2006 Irish Book Awards - Romance do Ano The Sea
2006 British Book Awards Author of the Year, lista final The Sea [27]
2007 Royal Society of Literature Membro
Prix Madeleine Zepter
Membro Honorário Estrangeiro do American Academy of Arts and Sciences [31]
2009 Patrocinio Honorário da University Philosophical Society no Trinity College Dublin
2010 Irish Book Awards, Irish Book of the Decade, lista final The Sea [27]
2011 Prêmio Franz Kafka [32]
2012 Irish Book Awards, categoria de romance Ancient Light [33]
2013 Irish PEN Award [34]
2013 Austrian State Prize for European Literature [35]
2013 Irish Book Awards (Bob Hughes Lifetime Achievement Award) [36]
2014 Prémio Príncipe das Astúrias de Letras [37]

Prémio Man Booker, 2005[editar | editar código-fonte]

Banville ganhou o Prémio Man Booker em 2005, depois de ter estado na lista final em 1989. O seu último trabalho teve como concorrentes as obras de Kazuo Ishiguro, Julian Barnes, Ali Smith, Sebastian Barry e Zadie Smith.[26] O voto dos juízes dividiu-se entre Banville e Ishiguro, tendo o presidente de juízes, John Sutherland, dado o voto de qualidade a favor de Banville.[26]

No início daquele ano, Sutherland tinha escrito elogiosamente sobre o romance de Ian McEwan Saturday, tendo Banville criticado fortemente esta obra no The New York Review of Books. Banville admitiu mais tarde que, ao ler a carta de Sutherland em resposta à sua revisão, pensou: "Bem, posso dizer adeus ao Booker. Não tenho sido a pessoa mais popular nos círculos literários de Londres no último meio ano. E acho que Sutherland foi soberbo ao dar o seu voto decisivo a meu favor."[26]

Banville evidenciou-se por ter escrito uma carta em 1981 ao The Guardian, solicitando que o Prémio Man Booker, ao qual ele era concorrente "à lista final de candidatos", lhe fosse dado para que ele usasse o dinheiro para comprar na Irlanda todas as cópias dos livros da lista inicial do prémio e as doasse a bibliotecas, "garantindo assim que os livros não apenas seriam comprados mas também lidos — o que seria certamente um caso único."[38][39]

Quando o seu The Book of Evidence ficou na lista final do Prémio Booker de 1989, contou um amigo de Banville (amigo que este descreveu como "um cavalheiro das corridas"), que o escritor lhe tinha ordenado "para apostar nos outros cinco escritores da lista final, dizendo que era uma aposta segura, pois se ganhasse o prémio teria o dinheiro do prémio, e se perdesse um dos outros iria ganhar...Mas a coisa confundiu-me e eu nunca concretizei as apostas. Agora duvido que vá visitar a casa de apostas a breve prazo".[5]

Prémio Kafka, 2011[editar | editar código-fonte]

Em 2011, Banville recebeu o Prêmio Franz Kafka.[40] Marcel Reich-Ranicki e John Calder faziam parte do júri.[41] Banville descreveu o prémio como "um daqueles a que qualquer um quer realmente chegar. É um prémio ao estilo antigo e, sendo um velho excêntrico, é perfeito para mim... Estive em luta com Kafka desde que eu era adolescente", e agora a sua estatueta de bronze "irá fitar-me pousada na lareira".[42]

Lista de obras[editar | editar código-fonte]

Colectânea de contos
  • Long Lankin (1970; ed. revista 1984)
Romances
John Banville fala sobre The Infinities na rádio Bookbits.
  • Nightspawn (1971)
  • Birchwood (1973)
  • The Revolutions Trilogy :
    • Doctor Copernicus (1976)
    • Kepler (1981)
    • The Newton Letter (1982)
  • Mefisto (1986)
  • The Book of Evidence (1989)
  • Ghosts (1993)
  • Athena (1995)
  • The Ark (1996) (publicados apenas 260 exemplares)
  • The Untouchable (1997)
  • Eclipse (2000)
  • Shroud (2002)
  • O mar - no original The Sea (2005)
  • The Infinities (2009)
  • Ancient Light (2012)
  • A Guitarra Azul - no original The Blue Guitar (2015)
Teatro
  • The Broken Jug: After Heinrich von Kleist (1994)
  • Seachange (representado em 1994 no Focus Theatre, Dublin; não publicado)
  • Dublin 1742 (representado em 2002 no The Ark, Dublin; uma peça para 9–14 anos; não publicado)
  • God's Gift: A Version of Amphitryon by Heinrich von Kleist (2000)
  • Love in the Wars (adaptação de Penthesilea de Heinrich von Kleist, 2005)
  • Conversation in the Mountains (peça radiofónica, 2008)
Não-ficção
  • Prague Pictures: Portrait of a City (2003)
Como "Benjamin Black"
  • Série Quirke
    1. Christine Falls (2006)
    2. The Silver Swan (2007)
    3. Elegy for April (2010)
    4. A Death in Summer (2011)
    5. Vengeance (2012)
    6. Holy Orders (2013)
  • The Lemur (2008, primeiro em episódios no The New York Times)
  • The Black-Eyed Blonde, um romance com Phillip Marlowe (2014).[43]


Guião de filmes
Ano Título Referência
1984 Reflections (Adaptaçao de The Newton Letter para TV) [44]
1994 Seascapes (Filme de TV) [45]
1999 The Last September [22]
2011 Albert Nobbs [46]
2013 The Sea [47]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. "John Banville." Dictionary of Irish Literature. Ed. Robert Hogan. Westport, CT: Greenwood Press, 1996. ISBN 0-313-29172-1.
  2. Arana, Marie. «John Banville: Ireland's Wordsmith». The Washington Post 
  3. So, Jimmy (1 de Outubro de 2012). «This Week's Hot Reads, Oct. 1, 2012». The Daily Beast 
  4. «Cópia arquivada». Consultado em 12 de dezembro de 2014. Arquivado do original em 27 de outubro de 2014 
  5. a b Spain, John (29 de Setembro de 2011). «Well-fancied Banville plays down talk of Nobel Prize». Irish Independent. Independent News & Media 
  6. «There is no better man than Banville for Nobel Prize». Irish Independent. Independent News & Media. 8 de Outubro de 2011 
  7. Steinberg, Sybil (Julho de 1995). «Who Is John Banville?». Publishers Weekly 
  8. «Vonnie Banville Evans» 
  9. Evans, Vonnie Banville (1994). The House in the Faythe. Dublin: Code Green. ISBN 978-1-907215-12-4 
  10. a b «The Long Awaited, Long-Promised, Just Plain Long John Banville Interview». The Elegant Variation. 26 de Setembro de 2005 
  11. a b c d Leonard, Sue (5 de Setembro de 2009). «John Banville». Irish Examiner 
  12. a b «John Banville, The Art of Fiction No. 200». The Paris Review, No. 188, Spring 2009 
  13. «The day the Press stopped rolling». Western People. 25 de Maio de 2005 
  14. Royle, Nicholas (12 de Janeiro de 2013). «The allure of the first novel». The Guardian. Guardian Media Group 
  15. a b Bernstein, Richard (15 de Maio de 1990). «Once More Admired Than Bought, A Writer Finally Basks in Success». The New York Times 
  16. «Is John Banville better than Benjamin Black?». Book Brunch. 3 de Agosto de 2009 .
  17. «Soy un poeta que escribe en prosa». La Nación. 19 de Julho de 2008 
  18. Gekoski, Rick (28 de Março de 2013). «Writing a book isn't supposed to be fun». The Guardian 
  19. Langan, Sheila (28 de Setembro de 2011). «Banville on Black». Irish America Magazine 
  20. «Shroud». Random House. 2004. Consultado em 12 de dezembro de 2014. Arquivado do original em 19 de maio de 2011 
  21. Nolan, Val (6 de Setembro de 2009). «Banville shines with profound rendering of a parallel universe». The Sunday Business Post 
  22. a b c «John Banville». The Guardian. 22 de Julho de 2008 
  23. «John Banville Spectates Tennis» 
  24. Stein, Michelle (21 de Outubro de 2011). «'Little Museum of Dublin' to open». The Irish Times. Irish Times Trust 
  25. «John Banville Full Interview on Charlie Rose». Public Broadcasting Service. 14 de Julho de 2011. Consultado em 12 de dezembro de 2014. Arquivado do original em 2 de novembro de 2011. Rose: "O modelo sempre foi Henry James?" Banville: "Eu penso que sim, quero dizer, que as pessoas dizem, você sabe, eu tenho sido influenciado por Beckett ou Nabokov, mas sempre foi Henry James. Eu acho que James foi o grande modernista. Você sabe que havia dois caminhos para o modernismo – havia um caminho Jamesiano ou havia a forma avant-garde, com Joyce e assim por diante. Joyce era muito mais emocionante do que Henry James – e, de certa forma, mais fácil de ler. "Ulisses é mais fácil de ler do que os últimos romances de Henry James, mas James estava captando algo, especialmente nos últimos três ou quatro romances. Ele estava captando, na verdade, o que se sente ao ser consciente – existir como um ser consciente no mundo. Isso parecia ser um avanço extraordinário. Ele pegou no grande romance vitoriano – o romance de boas maneiras, o romance de idéias, o romance de preocupação social – e transformou-o numa extraordinariamente fina forma de arte; de modo que quis segui-lo; eu queria ser um Jamesiano." 
  26. a b c d Brockes, Emma (12 de Outubro de 2005). «14th time lucky». The Guardian 
  27. a b c d e f g h i j k «Writers: John Banville» .
  28. «Former Members of Aosdána». Aosdána. Consultado em 12 de dezembro de 2014. Arquivado do original em 14 de outubro de 2007 
  29. a b «Benjamin Black is John Banville». BenjaminBlack.com .
  30. «1997 John Banville: Lannan Literary Award for Fiction». Lannon Foundation .
  31. «Book of Members, 1780-2010: Chapter B» (PDF). American Academy of Arts and Sciences 
  32. Spain, John (26 de Maio de 2011). «Banville gets top book award». Irish Independent 
  33. Boland, Rosita (23 de Novembro de 2012). «Banville wins novel of year at awards». The Irish Times 
  34. «John Banville to receive the 2013 Irish PEN Award for Outstanding Achievement in Irish Literature». Irish PEN 
  35. «John Banville erhält den Österreichischen Staatspreis für Europäische Literatur 2013». bmukk.gv.at (em Austrian). 23 de Abril de 2013 
  36. Roddy Doyle’s ‘The Guts’ named novel of the year Irish Times, 2013-11-27.
  37. Manrique Sabogal, Winston (6 de Junho de 2014). «John Banville, Príncipe de Asturias de las Letras». El País 
  38. «Man Booker Prize: a history of controversy, criticism and literary greats». The Guardian. 18 de Outubro de 2011 
  39. «A novel way of striking a 12,000 Booker Prize bargain». The Guardian. 14 de Outubro de 1981. p. 14 
  40. «John Banville awarded Franz Kafka Prize». CBS News. 26 de Maio de 2011 
  41. «Irish novelist wins Kafka prize». The Chronicle Herald. 27 de Maio de 2011 
  42. Flood, Alison (26 de Maio de 2011). «John Banville wins Kafka prize: Irish novelist given honour thought by some to be a Nobel prize augury». The Guardian 
  43. Williams, Tom (27 de Maio de 2013). «The Black-Eyed Blonde – Benjamin Black's new Philip Marlowe novel». Tom Williams. Consultado em 12 de dezembro de 2014. Arquivado do original em 26 de setembro de 2013 
  44. Reflections (1984) Internet Movie Database.
  45. Seascape (TV 1994) Internet Movie Database.
  46. Albert Nobbs (2011) Internet Movie Database.
  47. The Sea, Baseado no romance de John Banville Arquivado em 6 de outubro de 2012, no Wayback Machine. Independent Film Company.

Leituras Adicionais[editar | editar código-fonte]

  • John Banville por John Kenny; Irish Academic Press (2009); ISBN 978-0-7165-2901-9
  • John Banville, a critical study por Joseph McMinn; Gill and MacMillan; ISBN 0-7171-1803-7
  • The Supreme Fictions of John Banville por Joseph McMinn; (Outubro 1999); Manchester University Press; ISBN 0-7190-5397-8
  • John Banville: A Critical Introduction por Rüdiger Imhoff (Outubro 1998) Irish American Book Co; ISBN 0-86327-582-6
  • John Banville: Exploring Fictions por Derek Hand; (Junho 2002); Liffey Press; ISBN 1-904148-04-2
  • Irish University Review: A Journal of Irish Studies: Special Issue John Banville Editado por Derek Hand; (Junho 2006)
  • Irish Writers on Writing em que consta John Banville. Editado por Eavan Boland, Trinity University Press, 2007).

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

Benjamin Black
Artigos