Johnny Got His Gun

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Johnny Got His Gun
E Deram-lhe Uma Espingarda (PT)
Johnny Vai à Guerra (BR)
 Estados Unidos
1971 •  p&b •  111 min 
Realização Dalton Trumbo
Argumento Dalton Trumbo
Elenco Timothy Bottoms
Jason Robards
Donald Sutherland
Diane Varsi
Kathy Fields
Género Drama, guerra
Idioma inglês
Página no IMDb (em inglês)

Johnny Got His Gun (Johnny Vai à Guerra, no Brasil; E Deram-lhe Uma Espingarda, em Portugal) é um filme norte-americano de 1971, escrito e dirigido por Dalton Trumbo, baseado em seu livro homônimo[1] .

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Uma explosão na Primeira Guerra Mundial fere gravemente o soldado Joe. Ele perde os braços, as pernas e o rosto. Não vê, não fala, não ouve e não cheira - apenas sente. Um manifesto sobre a guerra e sobre as possibilidades humanas: Joe tenta o impossível: comunicar-se.

Temas controvertidos[editar | editar código-fonte]

A obra original trouxe temas importantes: a eutanásia, a humanização do atendimento dos profissionais de saúde, o limite para a realização de pesquisas científicas e as consequências devastadoras da guerra.

Johnny é mantido vivo apenas com a finalidade de estudo. Quanto tempo seu organismo suportaria a privação dos sentidos, numa condição declarada pelos médicos de guerra ao soldado, que além de todas as mutilações, também teria perdido a função cognitiva cerebral?

Tempos após o grande trauma, Johnny desperta e toma consciência de seu deplorável estado físico, sendo muitas vezes sedado, conduta que o fazia alucinar e ter recordações de seu passado antes do alistamento na guerra. Mais à frente, o filme mostra a posição diferenciada da chefe de enfermaria do hospital do Exército, que inicia um atendimento mais humanizado a Johnny, pois o mesmo havia sido escondido em um depósito de materiais, longe dos olhos da maioria daquele grupamento militar. A enfermagem passa a dar um pouco de dignidade ao paciente, oferecendo maior atenção, tirando Johnny do completo isolamento.

Ao perceber que possui os movimentos da cabeça ativos, Johnny passa a tentar comunicar-se com o meio exterior através de Código Morse. A princípio, sua tentativa é confundida pelos médicos como simples espasmos musculares, e posteriormente, a interação da enfermaria e atenção no atendimento, convence os militares a verificação de que o soldado mutilado está consciente e pode se comunicar. Assim, com esta linguagem codificada, o personagem principal consegue transmitir sua mensagem: "Coloquem-me numa cuba de vidro e mostrem ao mundo o horror da guerra, ou matem-me".

O médico-chefe que acompanhou o paciente mutilado por anos é questionado pelo seu superior militar quanto ao fato de que Johnny havia sido diagnosticado como "descerebrado", condição revelada inadequada perante a lucidez do soldado. Assim, o recruta permaneceu no seu intento de comunicar-se por Morse a cada vez que percebia a entrada de um funcionário em seu quarto, e desesperadamente pedia para que o matassem.

Referências na cultura popular[editar | editar código-fonte]

Trechos do filme foram usados no videoclipe da música "One", da banda Metallica[1] . Foi ideia de um amigo da banda, o baterista Lars Ulrich e do cantor James Hetfield, gostaram do livro e da idéia. Em vez de uma longa negociação por direitos autorais, o grupo simplesmente comprou os direitos do filme, para usá-lo sem problemas.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências


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