Johnny Servoz-Gavin

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Johnny Servoz-Gavin
Nome nativo Johnny Servoz-Gavin
Nascimento 18 de janeiro de 1942
Grenoble
Morte 29 de maio de 2006 (64 anos)
Grenoble
Cidadania França
Ocupação piloto de Fórmula 1, piloto de automóvel
Causa da morte embolia pulmonar

Georges-Francis "Johnny" Servoz-Gavin (Grenoble, 18 de janeiro de 1942 – Grenoble, 29 de maio de 2006) foi um piloto francês de automobilismo. Competiu na Fórmula 1 entre 1967 e 1970.

Atuou nas equipes Matra, Cooper e Tyrrell, disputou treze corridas (largou em doze), alcançou um pódio (segundo lugar no GP da Itália de 1968, pela Matra) e marcou nove pontos no total.

Vida e carreira[editar | editar código-fonte]

O apelido e o início[editar | editar código-fonte]

Ganhou a alcunha de "Johnny" quando era instrutor de esqui, nos Alpes franceses. Amante da velocidade, decidiu ser piloto após ter frequentado o curso de pilotagem na Escola de condução de Magny-Cours. Competiu nos ralis, na Coupe des Provinces, antes de passar para a Fórmula 3 francesa, em 1965. O seu quinto lugar, conquistado aos 23 anos, atraiu a atenção de Jean-Luc Lagardére, o patrão da equipe Matra, que lhe deu um lugar no ano seguinte. Nesse ano, as suas prestações valem-lhe o título de campeão nacional, à frente de Jean-Pierre Beltoise.

Passou para a Fórmula 2 em 1967, ao volante de um carro da Matra, e em Mônaco, inscreve-se no GP do principado na F-1, onde não conseguiu se classificar para o grid. No ano seguinte, volta a Monte Carlo, integrado na equipe oficial da Matra, para substituir Jackie Stewart, lesionado em Jarama, e ficaria ausente por duas corridas. Ao lado de Beltoise, surpreende ao ser segundo classificado no grid, ao lado de Graham Hill. E na partida, Servoz-Gavin surpreende ainda mais quando fica na frente da corrida após a curva Saint-Devote, batendo o Mr. Mônaco. Mas o gosto de liderar uma corrida da categoria principal do automobilismo acabou, pois Johnny bate na terceira volta.

Após o regresso de Stewart, Servoz-Gavin volta a F-2, mas a Matra inscreve um terceiro carro para ele e corre na etapa italiana. Como na altura a equipe francesa tinha duas equipes (oficial, com motor francês, e outro inscrito por Ken Tyrrell, com motor Cosworth), Servoz-Gavin vai ser companheiro de equipe de Stewart (com o motor inglês), enquanto Beltoise correria com o motor francês. Partindo de 13º, a sua rapidez faz com que chegue ao segundo posto, atrás de Jacky Ickx e à frente de Denny Hulme, da McLaren. Correu mais duas etapas nesse ano, mas não terminou nenhuma. No final do ano, conseguiu o 13º lugar, com seis pontos.

Em 1969, Servoz-Gavin continuou na F-2 europeia, ao volante de um Matra, e não correu muito na F-1. As suas performances e a sua rapidez foram tantas que se tornou no campeão europeu da categoria, enquanto se esforçava em testar o Matra-Simca 630-650 de Sport-Protótipos para as 24 Horas de Le Mans. No meio do ano, foi encarregado de desenvolver o protótipo Matra MS84, equipado com quatro rodas motrizes, que se tornou num dos muitos projetos de pista que tentou dar tração integral, mas todas se revelaram um fracasso. Servoz-Gavin testou o carro e considerou-o "inguiável", mas experimentou-o durante as três últimas corridas do ano, na América do Norte. O francês conseguiu um sexto lugar no Canadá, mas a seis voltas do vencedor. Acabou nas outras duas provas do ano, sempre nas últimas posições.

Servoz-Gavin tinha boas perspectivas para 1970. Estava na equipe Tyrrell, novamente com Jackie Stewart, que iria correr com chassis March, visto que o acordo com a Matra tinha ficado sem efeito, depois desta ter pedido a Tyrrell e a Stewart para correr com o motor francês. Mas um acidente durante á época de Inverno afetou a visão do seu olho esquerdo, e a sua condução ficou muito comprometida. Mas as pessoas não sabiam disso, e foi correr com o March nas três primeiras provas do ano: África do Sul, Espanha e Mônaco.

Na primeira corrida do ano, Gavin foi 17º entre 23 pilotos inscritos, e desistiu na volta 57 devido a problemas de motor, quando estava no pelotão de trás. Na etapa da Espanha, acabou em quinto, conquistando dois pontos. Tinha sido o último a cortar a linha de chegada, e acabado a duas voltas do companheiro Stewart, o vencedor da corrida. Para piorar as coisas, em Jarama, houve o acidente entre o Ferrari de Ickx e o BRM de Jackie Oliver, que resultou no incêndio dos dois carros. Aparentemente, o receio de uma morte horrível invadiu-lhe a mente (ou pelo menos foi assim que transpirou) Após uma não qualificação no Mônaco, Servoz-Gavin decidiu dar ponto final à carreira.

Após a aposentadoria[editar | editar código-fonte]

Quando Servoz-Gavin se retirou, Ken Tyrrell precisava de um substituto francês devido aos compromissos com a petrolífera Elf. Calhou-lhe um jovem que se destacara no ano anterior num duelo com Stewart - seu nome era François Cevert. Quanto a Gavin, viveu uma existência reclusa, na sua cidade natal, Grenoble, mas também virou-se para outra paixão: a vela. Viveu num barco e participou em regatas de volta ao mundo completamente sozinho até 1982, altura em que uma explosão de gás lhe causou algumas queimaduras no corpo. Durante muitos anos, Servoz-Gavin foi considerado um dos pilotos que fez a famosa sequência de Paris a alta velocidade na curta-metragem "C’etait un Rendez-Vous", filmado em 1976 pelo cineasta Claude Lelouch.

Morte[editar | editar código-fonte]

Servoz-Gavin acabou morrendo em 29 de maio de 2006, aos 64 anos, em Grenoble, vítima de embolia pulmonar. Ele já tinha sobrevivido a três ataques cardíacos e tinha sérios problemas no órgão.