Jomo Sono

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Jomo Sono
Informações pessoais
Nome completo Ephraim Matsilela Sono
Data de nasc. 17 de julho de 1955 (62 anos)
Local de nasc. Johanesburgo, África do Sul
Apelido Jomo, Mjomana, Príncipe Negro do futebol sul-africano
Informações profissionais
Equipa atual África do Sul Jomo Cosmos
Posição Treinador/presidente (Ex-meia-atacante)
Clubes de juventude
1972–1976 Flag of South Africa (1928-1994).svg Orlando Pirates
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1977
1978
1979
1980–1982
Estados Unidos NY Cosmos
Estados Unidos Colorado Caribous
Estados Unidos Atlanta Chiefs
Canadá Toronto Blizzard
12 (1)
30 (8)
29 (5)
57 (22)
Times/Equipas que treinou
1985
1998
2002
2003–
Flag of South Africa (1928-1994).svg Jomo Cosmos
Bandeira da África do Sul África do Sul
Bandeira da África do Sul África do Sul (interino)
África do Sul Jomo Cosmos (presidente-treinador)




Ephraim Matsilela "Jomo" Sono (Johanesburgo, 17 de julho de 1955) é um ex-futebolista e treinador de futebol sul-africano, um dos mais célebres em seu país.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Na África do Sul, jogou pelo Orlando Pirates, e na década de 70 conseguiu lugar no futebol dos Estados Unidos. Integrou o elenco do New York Cosmos, jogando ao lado dos célebres Pelé, Franz Beckenbauer, Johan Neeskens, Giorgio Chinaglia, Carlos Alberto Torres, dentre outros. Pela equipe nova-iorquina, conquistou o título da NASL em 1977, o único em sua carreira de jogador.

Antes de encerrar sua carreira, com apenas 27 anos, jogou no Colorado Caribous, no Atlanta Chiefs e na equipe canadense do Toronto Blizzard. Já aposentado, voltou à seu país e criou seu próprio clube de futebol, o Jomo Cosmos, batizando-o com o seu apelido e ao mesmo tempo homenagenado sua ex-equipe do Cosmos. Ele assim repetia o projeto de um ex-colega seu no Orlando Pirates, Kaizer Montaung - que criara em 1970 o Kaizer Chiefs.

Em sua época, entretanto, a Seleção Sul-Africana não existia oficialmente, devido às sanções da ONU contra o apartheid, adotadas também pela FIFA, que não reconhecia o futebol do país. A Seleção dos Bafana Bafana e a federação do país só puderam agir reconhecidas após o fim do racismo oficial no país, o que ocorreu já após a aposentadoria de Sono. Pela África do Sul, ele só pôde agir como técnico. Foi assim que ele conduziu o país à Copa de 1998. Para a competição, entretanto, os dirigentes optaram por substituí-lo por um técnico mais experiente, o francês Philippe Troussier.

A campanha na Copa da França, dois anos após o primeiro (e único) título do país, na Copa Africana de Nações, acabou sendo um fiasco. Para a Copa de 2002, Sono experimentou a sensação inversa: foi colocado de volta ao cargo às vésperas do mundial, substituindo o treinador que classificara o país, o português Carlos Queiroz. A campanha não foi muito melhor, com nova eliminação na primeira fase, com 1 vitória, 1 empate e 1 derrota - ficou atrás do Paraguai no critério de gols marcados (6 dos Guaranis, contra 5 dos Bafana Bafana). Voltaria a comandar a equipe em 2003, no lugar de Ephraim Mashaba.

Desde então, acumula as funções de técnico e presidente do Jomo Cosmos, com o cargo de diretor-técnico da Associação de Futebol da África do Sul, exercido por ele desde outubro de 2009[1].

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Jomo Sono é filho de Eric Bhamuza Sono[2], ex-jogador do Orlando Pirates que morreu em 1964. Seus 2 filhos, Matsilela Jr. e Bamuza Sono, integram o elenco do Jomo Cosmos (Matsilela Jr. joga na equipe reserva[3], e Bamuza atua como profissional desde 1999).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências