Jordan Peterson

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Jordan Peterson
Peterson em uma conferência (2017)
Nome completo Jordan Bernt Peterson
Nascimento 12 de junho de 1962 (55 anos)
Edmonton, Alberta, Canada
Nacionalidade Canadá Canadense
Cônjuge Tammy Roberts (1989-atualidade)
Filho(s) 2
Ocupação Cientista, professor universitário, psicólogo
Principais trabalhos Mapas do Significado
Ideias notáveis Potential psychological markers for the predisposition to alcoholism
Página oficial
http://jordanbpeterson.com/

Jordan Bernt Peterson (nascido em 12 de junho de 1962) é um psicólogo canadense e professor de psicologia da Universidade de Toronto. Suas principais áreas de estudo são a psicologia da anormalidade, social e pessoal, com particular interesse em ideologias e religiões. Ele é autor de Maps of Meaning: The Architecture of Belief, de 1999, e de 12 Rules for Life: An Antidote to Chaos, best-seller lançado em 2018.

Peterson cresceu em Fairview, Alberta. Ele formou-se em ciência política em 1982 e em psicologia em 1984 ambos pela Universidade de Alberta.  Em 1991, concluiu doutorado em psicologia clínica da pela Universidade McGill. Ele permaneceu na Universidade McGill, por dois anos antes de se mudar para os Estados Unidos, onde trabalhou como assistente e professor adjunto do departamento de psicologia na Universidade de Harvard. Em 1997, mudou-se para a Universidade de Toronto como professor catedrático.

Em 2016, Peterson lançou uma série de vídeos em seu canal do YouTube no qual ele criticou proposta de lei de autoria do governo, que tratava de mudança na gramática inglesa tendo em vista os transgêneros. Os vídeos provocaram grande controvérsia e receberam significativa cobertura da mídia.

Infância e educação[editar | editar código-fonte]

Peterson nasceu em 12 de junho de 1962 e cresceu em Fairview, Alberta, uma pequena cidade a noroeste de seu local de nascimento, Edmonton. Ele era o mais velho de três filhos de Beverly, uma bibliotecária no campus de Fairview  da universidade Grande Prairie Regional College, e de Walter Peterson, um professor primário.[1] Seu nome do meio é Bernt, advindo do seu bisavô norueguês.[2][3]

Aprendeu a ler aos 3 anos e frequentou a Igreja Unida do Canadá com sua mãe. Quando ele tinha 13 anos, foi introduzido aos escritos de George Orwell, Aldous Huxley, Aleksandr Solzhenitskyn e Ayn Rand por Sandy Notley, a bibliotecária de sua escola - mãe de Rachel Notley, líder do Novo Partido Democrático de Alberta e 17ª primeira-ministra de Alberta. Na adolescência, trabalhou para o Novo Partido Democrático, mas cresceu desencantado com o partido devido à preponderância enxergava naqueles que chamava de "intelectuais, socialistas de classe média e de casacos caros", que "não gostavam dos pobres; apenas odiavam os ricos". [1]

Depois de formar-se no ensino médio em 1979, Peterson entrou na Universidade Grande Prairie Regional College para estudar ciência política. Ele mais tarde se transferiu para a Universidade de Alberta, onde completou sua graduação em 1982. Posteriormente, tirou um ano de folga para visitar a Europa. Atormentado pela corrida armamentista nuclear, desenvolveu um interesse nas origens psicológicas da Guerra Fria e sobre a capacidade da humanidade de fazer o mal. Por isso, estudou as obras de Carl Jung, Friedrich Nietzsche e Aleksandr Solzhenitsyn , em uma tentativa de racionalizar suas emoções. No ano seguinte, ele retornou para a Universidade de Alberta e graduou-se em psicologia em 1984.

Em 1985, mudou-se para Montreal para estudar na McGill University. Ele concluiu em 1991 seu doutorado em psicologia clínica, sob a supervisão de Robert O. Pihl e Maurice Dongier e permaneceu como um pós-doutorado na McGill do Hospital Douglas até 1993.[4]

Carreira[editar | editar código-fonte]

De 1993 a 1997 Peterson viveu em Arlington, Massachusetts, período em que lecionou e realizou pesquisas na Universidade de Harvard, trabalhando como professor assistente e adjunto do departamento de psicologia. Lá, ele estudou a agressividade decorrente do abuso de drogas e álcool. Depois de Harvard, ele voltou para o Canadá e assumiu um cargo Universidade de Toronto.

Em 2004, TVOntario produziu uma série de TV baseada no seu livro Maps of Meaning: The Architecture of Belief (Mapas de Significado: A Arquitetura de Crença). 

Em abril de 2017, aparentemente em retaliação por suas declarações sobre o projeto de lei C-16, Peterson teve negado verba de pesquisa solicitada à Social Sciences and Humanities Research Council. O canal jornalístivo Rebel Media lançou uma campanha para angariar doações para o financiamento dessa pesquisa, que arrecadou CnD $195,000, suficiente para dois anos de  pesquisa.

Críticas ao politicamente correto[editar | editar código-fonte]

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Em 27 de setembro de 2016, Peterson divulgou no seu canal no Youtube a primeira palestras da série de vídeos, intitulada "o Medo e a Lei".  No vídeo, ele afirmou que não iria usar pronomes recém-criados para designar preferência de gênero, em desacordo com a orientação da proposição governamental C-16. Sua oposição à C-16 foi baseada no cerceamento à liberdade de expressão, já que a proposição o obrigava a adotar palavras específicas, recém criadas, para designar pessoas. 

A série de vídeos atraiu críticas de ativistas transexuais, professores e sindicatos, que acusaram Peterson de fomentar a intolerância e o ódio. Protestos contra Peterson eclodiram no campus da Universidade de Toronto e a controvérsia atraiu a atenção da mídia internacional. 

I will never use words I hate, like the trendy and artificially constructed words "zhe" and "zher." These words are at the vanguard of a post-modern, radical leftist ideology that I detest, and which is, in my professional opinion, frighteningly similar to the Marxist doctrines that killed at least 100 million people in the 20th century. I have been studying authoritarianism on the right and the left for 35 years. I wrote a book, Maps of Meaning: The Architecture of Belief, on the topic, which explores how ideologies hijack language and belief. As a result of my studies, I have come to believe that Marxism is a murderous ideology. I believe its practitioners in modern universities should be ashamed of themselves for continuing to promote such vicious, untenable and anti-human ideas, and for indoctrinating their students with these beliefs. I am therefore not going to mouth Marxist words. That would make me a puppet of the radical left, and that is not going to happen. Period.[5]

Em resposta à polêmica, o departamento de recursos humanos da Universidade de Toronto enviou à Peterson duas cartas de advertência, observando que a liberdade de expressão deveria obedecer à legislação de direitos humanos e que a sua recusa em usar os pronomes pessoais escolhidos por alunos e professores poderia caracterizar discriminação. 

Em fevereiro de 2017, Maxime Bernier, candidato a líder do Partido Conservador do Canadá, afirmou que ele mudou a sua posição sobre o projeto de lei C-16 depois de uma reunião com Peterson. 

Publicações[editar | editar código-fonte]

Em 1999, o livro Maps of Meaning: The Architecture of Belief, foi publicado pela editora Routledge. O livro, que levou 13 anos para ser concluído, descreve uma teoria sobre o a relação entre o significado das inúmeras narrativas   religiosas e míticos e o funcionamamento da mente humana. 

O principal objetivo da obra era explorar as razões por que indivíduos e grupos envolvem-se em condutas anti-sociais, em especial em atrocidades como o Gulag na URSS, os campos de concentração nazistas e o genocídio de Ruanda. Peterson usa a ciência e a neuropsicologia para analisar os sistemas de crença das sociedade do passado, e sua teoria é essencialmente fenomenológica. No livro, ele explora as origens do mal e postula que uma análise das idéias religiosas permite compreender a essência da moralidade.

Em 2018, foi publicado 12 Rules for Life: An Antidote to Chaos. O livro apresenta doze regras para os que buscam máxima produtividade pessoal.

Projetos Online[editar | editar código-fonte]

Peterson desenvolveu uma série de exercícios de autoconhecimento, permitem ao usuário conhecer sua personalidade, em conformidade com o modelo de personalidade Cinco Grandes. Ademais, os exercícios propõe o estabelecimento de metas para o futuro e uma estratégia para alcançá-las. O programa foi usado com alunos de graduação da McGill University visando melhoria acadêmica. 

O programa foi baseado em pesquisas realizadas por James W. Pennebaker na Universidade do Texas e Gary Latham na Rotman School of Management na Universidade de Toronto. Pennebaker demonstrou que escrever sobre traumas e eventos nebulosos promove a melhoria da saúde mental, enquanto Latham demonstrou que exercícios de planejamento pessoal ajudam a tornar as pessoas mais efetivas.

Peterson gravou suas aulas, palestras e depoimentos e publica-os em seu canal do Youtube. Em junho de 2017, seu canal do YouTube tinha mais de 275.000 usuários inscritos e seus vídeos alcançaram mais de 13 milhões de visualizações . Em dezembro de 2016, Peterson começou seu próprio podcast, O Jordan B. Peterson Podcast, que tem 17 episódios como o de 11 de Maio de 2017.[6]

Obras[editar | editar código-fonte]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Peterson casou-se com sua mulher, Tammy Peterson (nascida Roberts), em 1989 e tem dois filhos: uma filha, Mikhaila (nascida em 1992), e um filho, Julian (nascido em 1993).

Politicamente, Peterson se descreve como um liberal clássico britânico.[7][8][9] Filosoficamente, ele é um pragmatista.[10] Ele se inspira na filosofia da religião de Carl Jung, e mantém pontos de vista similares ao existencialismo cristão de Søren Kierkegaard e Paul Tillich. Ele também demonstrou seu respeito aos ensinamentos do taoismo, que "vê a natureza como uma constante batalha entre ordem e caos, e que diz que sem essa batalha, a vida ficaria sem sentido".

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b McBride, Jason (25 de Janeiro de 2017). «The Pronoun Warrior». Toronto Life 
  2. Peterson, Jordan B. (23 de Março de 2017). «"Bernt. Pronounced Bear-ent. It's Norwegian, after my great grandfather"». Reddit 
  3. Brown, Louise (17 de Abril de 2007). «Jordan Bernt Peterson of the University of Toronto». Toronto Star 
  4. «Biography: Jordan Peterson» 
  5. Peterson, Jordan B. (21 de novembro de 2016). «The right to be politically incorrect». National Post 
  6. «The Jordan B Peterson Podcast». JordanBPeterson.com 
  7. Kovach, Steve (12 de agosto de 2017). «Silicon Valley's liberal bubble has burst, and the culture war has arrived». Business Insider. Consultado em 11 de novembro de 2017. classic British liberal Jordan B. Peterson 
  8. Lott, Tim (20 de setembro de 2017). «Jordan Peterson and the transgender wars». The Spectator. Consultado em 11 de novembro de 2017 
  9. Kunzru, Hari (18 de janeiro de 2018). «12 Rules for Life by Jordan B Peterson review – a self-help book from a culture warrior». the Guardian (em inglês). Consultado em 14 de fevereiro de 2018 
  10. Jordan B Peterson clips (1 de agosto de 2017). «Am I Christian? - Timothy Lott and Jordan B Peterson». YouTube. Interviewer: Quick question, are you a Christian? Peterson: I suppose the most straight-forward answer to that is yes, although I think it's... it's... let's leave it at "yes".