Jordan Peterson

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Jordan Bernt Peterson (nascido em 12 de junho de 1962) é um  psicólogo canadense e professor de psicologia da Universidade de Toronto. Suas principais áreas de estudo são psicologia religiosa e crença ideológica e a avaliação de personalidade e melhoria de desempenho. Ele é autor de Maps of Meaning: The Architecture of Belief, de 1999.

Peterson cresceu em Fairview, Alberta. Ele formou-se em ciência política em 1982 e em psicologia em 1984 ambos pela Universidade de Alberta.  Em 1991, concluiu doutorado em psicologia clínica da pela Universidade McGill. Ele permaneceu na Universidade McGill, por dois anos antes de se mudar para os Estados Unidos, onde trabalhou como assistente e professor adjunto do departamento de psicologia na Universidade de Harvard. Em 1997, mudou-se para a Universidade de Toronto como professor catedrático.

Em 2016, Peterson lançou uma série de vídeos em seu canal do YouTube no qual ele criticou proposta de lei de autoria do governo, que tratava de transgeneros. Os vídeos provocaram grande controvérsia, que recebeu significativa cobertura da mídia.

Infância e educação[editar | editar código-fonte]

Peterson nasceu em 12 de junho de 1962 e cresceu em Fairview, Alberta, uma pequena cidade a noroeste de seu local de nascimento, Edmonton. Ele era o mais velho de três filhos de Beverly, uma bibliotecária no campus de Fairview  da universidade Grande Prairie Regional College, e de Walter Peterson, um professor primário.

Aprendeu a ler aos 3 anos e frequentou a Igreja Unida do Canadá com sua mãe. Quando ele tinha 13 anos, leu livros de George Orwell e Ayn Rand. Na adoslescencia, militou no Novo Partido Democrático (NDP), deisando-a aos 8 anos.

Depois de formar-se no ensino médio em 1979, Peterson entrou na Universidade Grande Prairie Regional College para estudar ciência política. Ele mais tarde se transferiu para a Universidade de Alberta, onde completou sua graduação em 1982. Posteriormente, ele tirou um ano de folga para visitar a Europa. Atormentado pela corrida armamentista nuclear, desenvolveu um interesse nas origens psicológicas da Guerra Fria e sobre a capacidade da humanidade de fazer o mal. Por isso, estudou as obras de Carl Jung, Friedrich Nietzsche e Aleksandr Solzhenitsyn , em uma tentativa de racionalizar suas emoções. No ano seguinte, ele retornou para a Universidade de Alberta e graduou-se em psicologia em 1984.

Em 1985, mudou-se para Montreal para estudar na McGill University. Ele concluiu em 1991 seu doutorado em psicologia clínica, sob a supervisão de Robert O. Pihl e Maurice Dongier e permaneceu como um pós-doutorado na McGill do Hospital Douglas até 1993.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

De 1993 a 1997 Peterson viveu em Arlington, Massachusetts, período em que lecionou e realizou pesquisas na Universidade de Harvard, trabalhando como professor assistente e adjunto do departamento de psicologia. Lá, ele estudou a agressividade decorrente do abuso de drogas e álcool. Depois de Harvard, ele voltou para o Canadá e assumiu um cargo Universidade de Toronto.

Em 2004, TVOntario produziu uma série de TV baseada no seu livro Maps of Meaning: The Architecture of Belief (Mapas de Significado: A Arquitetura de Crença). 


Em abril de 2017, aparentemente em retaliação por suas declarações sobre o projeto de lei C-16, Peterson teve negado verba de pesquisa solicitada à Social Sciences and Humanities Research Council. O canal jornalístivo Rebel Media lançou uma campanha para angariar doações para o financiamento dessa pesquisa, que arrecadou arrecadou CnD $195,000, suficiente para dois anos de  pesquisa.

Controvérsia[editar | editar código-fonte]

Em 27 de setembro de 2016, Peterson divulgou no seu canal no Youtube a primeira palestras da série de vídeos, intitulada "o Medo e a Lei".  No vídeo, ele afirmou que não iria usar pronomes recém-criados para designar preferência de gênero, em desacordo com a orientação da proposição governamental C-16.

Sua oposição à C-16 foi baseada no cerceamento à liberdade de expressão, já que a proposição o obrigava a adotar palavras específicas, recém criadas, para designar pessoas. 

A série de vídeos atraiu críticas de ativistas transexuais, professores e sindicatos, que acusaram Peterson de fomentar a intolerância e o ódio. Protestos contra Peterson eclodiram no campus da Universidade de Toronto e a controvérsia atraiu a atenção da mídia internacional. 

I will never use words I hate, like the trendy and artificially constructed words "zhe" and "zher." These words are at the vanguard of a post-modern, radical leftist ideology that I detest, and which is, in my professional opinion, frighteningly similar to the Marxist doctrines that killed at least 100 million people in the 20th century. I have been studying authoritarianism on the right and the left for 35 years. I wrote a book, Maps of Meaning: The Architecture of Belief, on the topic, which explores how ideologies hijack language and belief. As a result of my studies, I have come to believe that Marxism is a murderous ideology. I believe its practitioners in modern universities should be ashamed of themselves for continuing to promote such vicious, untenable and anti-human ideas, and for indoctrinating their students with these beliefs. I am therefore not going to mouth Marxist words. That would make me a puppet of the radical left, and that is not going to happen. Period.[2]

Em resposta à polêmica, o departamento de recursos humanos da Universidade de Toronto enviou à Peterson duas cartas de advertência, observando que a liberdade de expressão deveria obedecer à legislação de direitos humanos e que a sua recusa em usar os pronomes pessoais escolhidos por alunos e professores poderia caracterizar discriminação. 

Em fevereiro de 2017, Maxime Bernier, candidato a líder do Partido Conservador do Canadá, afirmou que ele mudou a sua posição sobre o projeto de lei C-16 depois de uma reunião com Peterson. 

Publicações[editar | editar código-fonte]

Em 1999, o livro Maps of Meaning: The Architecture of Belief, foi publicado pela editora Routledge. O livro, que levou 13 anos para ser concluído, descreve uma teoria sobre o a relação entre o significado das inúmeras narrativas   religiosas e míticos e o funcionamamento da mente humana. 

O principal objetivo da obra era explorar as razões por que indivíduos e grupos envolvem-se em condutas anti-sociais, em especial em atrocidades como o Gulag na URSS, os campos de concentração nazistas e o genocídio de Ruanda. Peterson usa a ciência e a neuropsicologia para analisar os sistemas de crença das sociedade do passado, e sua teoria é essencialmente fenomenológica. No livro, ele explora as origens do mal e postula que uma análise das idéias religiosas permite compreende a essência da moralidade.

Projetos Online[editar | editar código-fonte]

Peterson desenvolveu uma série de exercícios de autoconhecimento, permitem ao usuário conhecer sua personalidade, em conformidade com o modelo de personalidade Cinco Grandes. Ademais, os exercícios propõe o estabelecimento de metas para o futuro e uma estratégia para alcançá-las. O programa foi usado com alunos de graduação da McGill University visando melhoria acadêmica. 

O programa foi baseado em pesquisas realizadas por James W. Pennebaker na Universidade do Texas e Gary Latham na Rotman School of Management na Universidade de Toronto. Pennebaker demonstrou que escrever sobre traumas e eventos nebulosos promove a melhoria da saúde mental, enquanto Latham demonstrou que exercícios de planejamento pessoal ajudam a tornar as pessoas mais efetivas.

Peterson gravou suas aulas, palestras e depoimentos e publica-os em seu canal do Youtube. Em junho de 2017, seu canal do YouTube tinha mais de 275.000 usuários inscritos e seus vídeos alcançaram mais de 13 milhões de visualizações . Em dezembro de 2016, Peterson começou seu próprio podcast, O Jordan B. Peterson Podcast, que tem 17 episódios como o de 11 de Maio de 2017.[3]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Peterson casou-se com sua mulher, Tammy Peterson (nascida Roberts), em 1989 e tem dois filhos: uma filha, Mikhaila (nascida em 1992), e um filho, Julian (nascido em 1993).

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Biography: Jordan Peterson» 
  2. Peterson, Jordan B. (21 de novembro de 2016). «The right to be politically incorrect». National Post 
  3. «The Jordan B Peterson Podcast». JordanBPeterson.com