Jorge Antunes

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
NoFonti.svg
Esta biografia de uma pessoa viva cita fontes confiáveis e independentes, mas elas não cobrem todo o texto. (desde junho de 2018) Ajude a melhorar esta biografia providenciando mais fontes confiáveis e independentes. Material controverso sobre pessoas vivas sem apoio de fontes confiáveis e verificáveis deve ser imediatamente removido, especialmente se for de natureza difamatória.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Jorge Antunes
Nascimento 23 de abril de 1942 (76 anos)
Rio de Janeiro
Cidadania Brasil
Alma mater Universidade Federal do Rio de Janeiro
Ocupação compositor, professor universitário

Jorge Antunes (nascido em 23 de abril de 1942) é um compositor e maestro brasileiro, bacharel em Física[1][2] pela Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi), precursor, da música eletrônica no Brasil desde 1961. Natural do Rio de Janeiro, Antunes graduou-se em violino, composição e regência pela Escola de Música da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1968. Fez pós-graduação em composição musical em Buenos Aires, no Centro Latinoamericano de Altos Estudios Musicales (CLAEM), do Instituto Torcuato Di Tella (onde terminou o mestrado em 1970 sob a orientação de Alberto Ginastera e Gerardo Gandini). Antunes se doutorou em estética musical em 1977 na Universidade de Paris VIII. Ingressou no corpo docente da Universidade de Brasília em 1973 e se aposentou, como professor titular, em 2011. Na UnB dirigiu o Laboratório de Música Eletroacústica e ministrou as disciplinas composição musical, contraponto e fuga e acústica musical.[3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Estudou música tradicional na Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ): violino, regência e composição, cursos de aperfeiçoamento em Buenos Aires, Utrecht e Paris. Estudou com Alberto Ginastera, Kröpfl, Gandini, Koenig, Bayle, Reibel e Pierre Schaeffer. Terminou seu doutorado na Universidade de Paris VIII, sob a orientação de Daniel Charles, em 1977.

Compôs a ópera Olga, baseada no drama da vida de Olga Benário. A partir de 1961 se destacou como precursor da música eletroacústica no Brasil e iniciou pesquisas no domínio da correspondência entre os sons e as cores. Desenvolveu uma técnica de composição musical, a Música Cromofônica, e começou a produzir obras multimídia em 1965 . Em 2014, estreou a ópera A Cartomante, baseada no conto de Machado de Assis, em Brasília, com apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro sob a regência de seu filho, Jorge Lisboa Antunes, nos dias 31 de julho a 3 de agosto.

Apesar de sempre compor música eletroacústica, possui um catálogo instrumental vasto: obras sinfônicas, música de câmara e duas grandes óperas. Suas partituras são editadas por Suvini Zerboni, Billaudot, Breitkopf & Härtel, Salabert e Sistrum. Desde 1973 é professor da Universidade de Brasilia, onde dirige o laboratório de música eletroacústica e ensina composição e acústica musical. Diz-se que sua maior paixão é lecionar, mas ele afirma que não e que nunca disse isso.[3]

Atividade recente[editar | editar código-fonte]

Antunes, em 2018, compõe e realiza experimentos musicais regularmente há muitos anos.

Obras[editar | editar código-fonte]

Ópera[editar | editar código-fonte]

  • Contato (1968)
  • Vivaldia MCMLXXV, chamber opera buffa (1975)
  • Coreto (composed 1975, premiered 1976)
  • Qorpo Santo, opera in three acts (1983)
  • O Rei de uma Nota Só (The Single-tone King), mini-opera in four scenes (1991)
  • A Borboleta Azul (The Blue Butterfly), mini-opera in two acts (1995)
  • Olga (composed 1987–97, premiered 2006)
  • Auto do Pesadelo de Dom Bosco, street-opera (composed 2010, premiered 2010)
  • A Cartomante (composed 2013, premiered 2014)
  • O Espelho (composed 2015, premiered 2016)
  • Olympia ou Sujadevez, street-opera (composed 2016, premiered 2016)

Obras para piano[editar | editar código-fonte]

  • Trova (1961)
  • Ritual de Momo (1962)
  • Folhas de Pinheiro (1963)
  • Desafio (1963)
  • Teus Lábios (1964)
  • I Reisado (1967)
  • II Reisado (1967)
  • Asiedor (1967)
  • Graforismas I (1970)
  • Estudo Nº 1 (1972)
  • Redundantiae I (1978)
  • Blues (2001)
  • Chorinho da Maria Inês (2002)
  • Sambinha do Antonio Eduardo (2002)
  • Baiãozinho da Jaci (2004)
  • La Seconde Chute (2005)
  • Maracatuzinho da Mariuga (2007)
  • Carimbozinho da Helena (2007)
  • Valsinha da Eudóxia (2007)
  • Frevinho da Sonia (2008)
  • Modinha do Amaral (2010)
  • Capoeirinha da Miriam (2014)
  • Tanguinho do Alexandre (2014)

Música de câmara[editar | editar código-fonte]

  • Mascaruncho for two violas (1977)
  • Microformóbiles I for viola and piano (1970)
  • Modinha para Mindinha (Tune for Mindinha) for seven violas (1985)

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]