Joca (político)

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Jorge Júlio da Costa dos Santos
"Joca"
1º Prefeito de Belford Roxo Brasao-belfordroxo.jpg
Período 1º de janeiro de 1993
até 20 de junho de 1995
Vice-prefeito Ricardo Gaspar
Antecessor nenhum
Sucessor Ricardo Gaspar
Dados pessoais
Nascimento 1 de março de 1948
Vassouras, RJ
Morte 20 de junho de 1995 (47 anos)
São João de Meriti
Cônjuge Maria Lúcia Netto dos Santos
Partido PL

Jorge Júlio da Costa dos Santos, ou simplesmente Joca, (Vassouras, 1 de março de 1948 - São João de Meriti[carece de fontes?], 20 de junho 1995) foi um político brasileiro e o primeiro prefeito de Belford Roxo, após a sua emancipação da cidade de Nova Iguaçu.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Foi eleito com mais de 76 mil votos no município. Na época, ele começava a se despontar como um dos principais políticos da Baixada Fluminense. Em 20 de junho de 1995, quando ia para uma reunião com o então governador Marcello Alencar foi assassinado com 11 tiros, a poucos metros do Palácio Guanabara.[1] Joca estava em seu carro, acompanhado do então prefeito de São João de Meriti, Adilmar Arcênio, o Mica, que nada sofreu.[2]

Em depoimento, Mica afirmou que o veículo, um Tempra, de propriedade de Joca, onde ambos se encontravam, estava parado quando um homem armado bateu no vidro e anunciou um assalto.[3] Em seguida, o carro teria dado um solavanco, e o suposto assaltante atirou.[3] Mica fugiu, e afirmou que Joca, armado, teria tentado reagir. A hipótese de assalto foi logo questionada pelas autoridades durante a investigação.[3] Posteriormente, dois menores de 16 anos foram apontados como os assassinos.[4]

O enterro de Joca causou bastante comoção, e uma fila de aproximadamente dois quilômetros se formou em seu velório.[5]

Sua sucessão foi bastante tumultuada, uma vez que Ricardo Gaspar, seu vice-prefeito, havia sido eleito deputado estadual, e assumido o mandato parlamentar no início daquele ano. Chegou a assumir a prefeitura por 45 dias, mas foi judicialmente retirado do mandato, e substituído por Mair Rosa, então presidente da Câmara Municipal, até 1997.[4] Posteriormente, sua viúva, Maria Lúcia do Santos, foi eleita prefeita por duas vezes.[1]

Legado[editar | editar código-fonte]

Após sua morte Joca passou à condição de uma importante figura para a história da cidade.[1] O dia de sua morte tornou-se feriado municipal.[1] Foram considerados como parte de seu legado o hino do município[1] e o pórtico de entrada da cidade.[6] O coração estilizado, marca de sua administração, acabou também virando um símbolo do município, estando presente inclusive em monumentos da cidade.[7] Por conta disso, Belford Roxo ficou conhecida como "cidade do amor".

A principal unidade de saúde do município, inaugurada posteriormente à sua morte, em 1998,[8] foi nomeada como Hospital Municipal Jorge Julio Costa dos Santos, e ficou conhecido como "Hospital do Joca".[9]

A partir da eleição de Wagner dos Santos Carneiro, o "Waguinho", em 2016, a prefeitura de Belford Roxo passou a promover o desmonte de símbolos que remetessem a Joca.[7] O pórtico inaugurado por Joca foi demolido, juntamente com a Praça Getúlio Vargas, onde havia a Bica da Mulata e o Monumento à Bíblia. Em todos esses locais públicos, havia a imagem do coração estilizado criado durante a administração de Joca.[6] O hospital que levava o nome de Joca, após meses fechado, foi reinaugurado com outro nome: Hospital Municipal de Belford Roxo.[10] O feriado do Dia do Joca e o hino do município também foram modificados.[11]

Referências

  1. a b c d e f Extra (17 de junho de 2012). «Morre Maria Lúcia dos Santos, ex-prefeita de Belford Roxo». Consultado em 23 de janeiro de 2019 
  2. Jornal de Hoje (JH). «Especial de 35 anos, parte 7». Consultado em 19 de setembro de 2015. Arquivado do original em 27 de janeiro de 2007 
  3. a b c Folha (22 de junho de 1995). «Assassinato de prefeito pode ter sido político». Consultado em 23 de janeiro de 2019 
  4. a b Notícias de Belford Roxo (20 de junho de 2013). «Morte do 1º prefeito de Belford Roxo completa 18 anos». Consultado em 23 de janeiro de 2019 
  5. Linderval Augusto Monteiro. «Retratos em movimento: vida política, dinamismo popular e cidadania na Baixada Fluminense». p. 39. Consultado em 23 de janeiro de 2019 
  6. a b Berenice Seara (7 de agosto de 2017). «Belford Roxo: Waguinho vai apagar marcas do primeiro prefeito da cidade». Consultado em 23 de janeiro de 2019 
  7. a b Nilópolis Online (12 de janeiro de 2018). «Prefeito de Belford Roxo segue os passos de ex-prefeito de Nilópolis». Consultado em 23 de janeiro de 2019 
  8. Jornal Destaque Baixada. «Aparelhos danificados e farmácia sem remédios é a realidade do Hospital do Joca em Belford Roxo». Consultado em 23 de janeiro de 2018 
  9. Ministério Público do Rio de Janeiro (5 de abril de 2018). «MPRJ obtém cumprimento de liminar com reabertura do Hospital do Joca em Belford Roxo». Consultado em 23 de janeiro de 2019 
  10. Extra (3 de abril de 2018). «Hospital municipal é reaberto em Belford Roxo com capacidade para mil atendimentos por dia». Consultado em 23 de janeiro de 2019 
  11. Jornal Hoje (11 de setembro de 2017). «Prefeito põe fim ao Dia do Joca e troca Hino de Belford Roxo». Consultado em 23 de janeiro de 2019 
Precedido por
-
Prefeito de Belford Roxo
19931995
Sucedido por
Ricardo Meirelles Gaspar