Jornal das Moças

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Jornal das Moças
Periodicidade semanal
Sede Rio de Janeiro
Slogan “A revista de maior penetração no lar”
Fundação 1914
Fundador(es) Agostinho Menezes
Idioma língua portuguesa
Término de publicação 1965
Circulação Brasil

Jornal das Moças foi uma revista feminina que circulou no Brasil entre os anos de 1914 e 1965.

História e perfil[editar | editar código-fonte]

Anunciada como uma "Revista Semanal Ilustrada", era publicada na cidade do Rio de Janeiro, e distribuída nas capitais de todo o país, e nas principais cidades do interior. Circulava às quartas-feiras, e era anunciada como “Jornal das Moças - A revista de maior penetração no lar”.

Foi fundada por Agostinho Menezes, e era propriedade da Editora Jornal das Moças Ltda.[1]

Possuía em média 75 páginas com textos e ilustrações, e o seu conteúdo era inspirado nos magazines ilustrados ou revistas de variedades do século XIX, abordando assuntos, à época, de interesse da esfera feminina. Desse modo, apresentava comentários sobre a moda, conselhos de economia doméstica, contos, poemas, piadas, notícias do cinema, curiosidades, receitas culinárias, moldes de roupas da estação, fotos da sociedade fluminense, anúncios de cosméticos, de medicamentos, de lojas especializadas em artigos femininos e infantis, partituras musicais, resenhas de filmes, e sugestões de leitura.

Considerações críticas[editar | editar código-fonte]

Almeida,[2] em seu trabalho Revistas Femininas e Educação da Mulher: o Jornal das Moças, observa que “Durante os cinqüenta e seis anos em que foi publicado o JM atravessou períodos histórico-político-culturais distintos e que muitas vezes não se refletiram nas páginas dessa revista . Aliás, neste aspecto, o Jornal das Moças enquadra-se perfeitamente no esteriótipo da revista feminina e assim se ocupa de assuntos mundanos, domésticos e frívolos, sugerindo o ethos da mulher moderna de classes mais abastadas: a mulher que se preocupa com o lar, com a vida em sociedade, mas que não estende suas preocupações além dos cuidados com a casa, os filhos e o marido e com algumas festas religiosas ou pagãs, como o mês de Maria ou com o Carnaval, por exemplo”.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. SANTOS, Liana Pereira Borba dos. “A viga mestra" da educação feminina: O Jornal das Moças e seu caráter formativo nos anos 1950[ligação inativa]. Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2008
  2. ALMEIDA, Nukácia M. Araújo de. Revistas Femininas e Educação da Mulher: o Jornal das Moças. Universidade Estadual do Ceará.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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