Jornalismo legislativo

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O Jornalismo legislativo é uma nova modalidade de jornalismo, cujo conceito vem sendo trabalhado atualmente por pesquisadores da área de Comunicação Social no Brasil. Alguns acadêmicos e profissionais afirmam tratar-se de uma nova especialização do jornalismo, ou seja, o trabalho jornalístico feito por profissinais da área, no âmbito do Parlamento.

Pode-ser afirmar também que o jornalismo legislativo está relacionado à Comunicação Pública, especializado na veiculação de notícias relativas à atividade político-parlamentar produzidas por jornalistas profissionais nos veículos de comunicação de massa geridos pelas casas legislativas.

O jornalismo legislativo é uma das formas de jornalismo especializado - como o econômico, o ambiental, o de serviços, o cultural ou de entretenimento, entre outras categorias. O principal fundamento é que a atividade é exercida em veículos controlados pelas casas legislativas. Sua origem está ligada à iniciativa dos próprios parlamentares de buscarem novas formas de comunicação com a sociedade, sem o corte editorial da mídia tradicional em relação aos fatos noticiosos no âmbito dos parlamentos, o que o coloca como subproduto da chamada "Mídia das Fontes".

Apesar de usarem técnicas comuns a qualquer especialização de Jornalismo, os jornalistas legislativos se diferenciam dos demais, devido às especificidades inerentes ao processo legislativo, além de não ficarem reféns da concorrência e da factualidade que marcam o Jornalismo tradicional, o que dá maiores possibilidades temáticas e mais liberdade editorial.

Tipos de notícia veiculada[editar | editar código-fonte]

É tratada, prioritariamente, a informação gerada nas casas legislativas. Também produz e veicula material jornalístico relacionado à cultura, educação e cidadania, na maiorias das vezes, vinculados à atividade parlamentar.

Principais especificidades da notícia no jornalismo legislativo[editar | editar código-fonte]

- vinculação ao processo legislativo; - necessidade de regulamentação formal, por ser exercido numa instituição sujeita às regras da Administração Pública (no caso brasileiro); - universalidade temática da cobertura, pois trata de todos os temas afetos à sociedade em geral e não apenas ao que é agendado na mídia tradicional; - objetividade; - cuida apenas dos fatos concretos ou já consolidados; - ausência da interpretação, cabendo, no máximo, a tradução de informações para o cidadão comum; - ausência de opinião do jornalista; - apartidarismo e tratamento equânime aos parlamentares; - despreocupação com a luta por audiência; - preocupação com a prestação de serviço público e com a transparência dos atos públicos oriundos da atividade político-parlamentar.

Meios de comunicação utilizados[editar | editar código-fonte]

O trabalho dos jornalistas legislativos é produzido e veiculado por emissoras de rádio e televisão, imprensa escrita e agências de notícias via Internet administradas pelas casas legislativas. No Brasil, a atividade tem lugar nas câmaras municipais, assembléias legislativas e Congresso Nacional (Senado Federal e Câmara dos Deputados).

Público alvo[editar | editar código-fonte]

O público-alvo dos veículos que fazem Jornalismo legislativo é a sociedade, em geral, abrangida pelos respectivos parlamentos. Por isso a atividade não pode ser vista como mero jornalismo institucional ou empresarial, já que o público não é restrito aos clientes e fornecedores de determinada organização.

Países onde é praticada a modalidade jornalismo legislativo[editar | editar código-fonte]

Em qualquer país onde haja veículos de comunicação de massa geridos pelos parlamentos, podem estar em atividade os profissionais especializados em Jornalismo legislativo. A maioria dos parlamentos dos países democráticos modernos dispõe de emissoras de televisão e de rádio e jornais impressos e virtuais, para se comunicar com o cidadão, por exemplo, Estados Unidos, França, Portugal, Alemanha, Canadá, Chile, Espanha, Japão, Reino Unido, entre outros. No Brasil, a atividade começou a ficar mais definida em meados na década de 1990, com a modernização do aparelho comunicacional das casas legislativas. Na televisão, alguns canais e programas de referência são a TV Câmara, a TV Senado e as diversas TVs de assembleias legislativas estaduais.

De acordo com o autor especializado na área, Luiz Carlos Santana de Freitas, esta ferramenta passou a fazer parte dos instrumentos à disposição dos parlamentos brasileiros num esforço para melhorar a interlocução entre o Poder Legislativo e a Sociedade. Contextualizado no campo da Comunicação Pública/Estatal, o incremento da mídia legislativa contribuiu para o cumprimento pelos entes do Poder Legislativo do princípio constitucional da publicidade, presente no art. 37, da Constituição Federal.

Ver também[editar | editar código-fonte]