José Aníbal

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José Aníbal
Senador por São Paulo São Paulo
Período 17 de maio de 2016
até 23 de fevereiro de 2017
Presidente do Instituto Teotônio Vilela
Período 15 de julho de 2015
até a atualidade
Antecessor(a) Tasso Jereissati
Deputado Federal por São Paulo São Paulo
Período 31 de março de 1990
até 1º de fevereiro de 1999
1º de fevereiro de 2007
até 1º de janeiro de 2011
Secretário Estadual de Energia de São Paulo São Paulo
Período 1º de janeiro de 2011
até 1º de janeiro de 2015
Governador Geraldo Alckmin
Secretário Estadual de Desenvolvimento de São Paulo São Paulo
Período 2 de fevereiro de 1999
até 5 de junho de 2001
Antecessor(a) Flávio Fava de Moraes
Sucessor(a) Ruy Martins Alterfelder Silva
Vereador de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg
Período 1º de janeiro de 2005
até 31 de março de 2006
Dados pessoais
Nascimento 9 de agosto de 1947 (70 anos)
Guajará-Mirim, RO  Brasil
Nacionalidade Brasil Brasileiro
Partido PSDB
Profissão Economista
Político

José Aníbal Peres de Pontes (Guajará-Mirim, 9 de agosto de 1947) é um economista e político brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Juventude[editar | editar código-fonte]

É filho de um rico comerciante cearense com uma descendente de espanhóis. Na infância, mudou-se para o Rio de Janeiro e depois para Belo Horizonte. Nesta cidade, foi amigo de adolescência de Dilma Rousseff com quem estudava matemática depois das aulas.

Na vida pública[editar | editar código-fonte]

Com a instituição da ditadura em 1964, Dilma e Aníbal iniciaram a militância política como membros da Organização Revolucionária Marxista Política Operária, também conhecida como POLOP, um dos grupos de esquerda que combateram a ditadura militar. Aníbal afirma que nunca participou de ações armadas, mas admitiu ter escondido armas e emprestado o seu carro para a organização em que militava.[1]

Com a vida em risco, Aníbal partiu para o exílio em 1973 tendo vivido no Chile e na França,[1] onde concluiu seus estudos em Economia.

Em 1979, voltou ao Brasil tendo ido morar em São Paulo.[1] Foi um dos fundadores do PT, mas saiu deste partido depois de um ano indo para o PMDB.[1] Recebeu, em 1989, um convite de Mario Covas para se filiar ao PSDB.[1]

Foi o presidente nacional do PSDB e líder na Câmara dos Deputados por quatro vezes, duas delas durante o governo FHC.[2] Durante o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, liderou a bancada governista na aprovação de várias reformas constitucionais incluindo a emenda constitucional que permitiu a reeleição aos ocupantes de cargos no Poder Executivo após 1998.[1] Posteriormente, alguns parlamentares da base aliada do governo admitiram ter vendido seus votos pela aprovação da emenda[3]

Disputou sete eleições. Na disputa pelo Senado em 2002, foi o 4º colocado ao obter 4.957.173 votos (14,1% dos válidos, à época), e em 2004 foi o vereador mais votado na cidade de São Paulo.[4]

Eleito cinco vezes consecutivas deputado federal, sua atuação foi decisiva na articulação para aprovação e implantação do Plano Real – o qual pôs um fim ao ciclo inflacionário estabilizando a economia.[5]

Como secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico de São Paulo, entre 1999 e 2001, expandiu o ensino técnico e profissionalizante de São Paulo, criando, entre outras, uma Fatec (Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo) na zona leste da capital – modelo adotado e expandido até os dias atuais, preparando jovens para a sua inserção qualificada no mercado de trabalho.[5]

Em 2011, licenciou-se como deputado federal[6] para assumir a Secretaria de Energia do Estado de São Paulo.[7] Como secretário, conseguiu expressiva melhoria nos serviços de distribuição de energia para a população, reduzindo o tempo e a frequência de interrupções no fornecimento de energia.[8]

Com sua atuação, as reclamações do setor elétrico em São Paulo caíram da 4ª posição em total de queixas para a 11ª, de acordo com a Fundação Procon.[9]

Coordenou também a elaboração do Plano Paulista de Energia,[10] que prevê o alcance de 69% de fontes renováveis na matriz energética do Estado de São Paulo até 2020.[11]

Em 2014, foi eleito o primeiro-suplente de José Serra no Senado.

Em 15 de julho de 2015, assumiu a presidência nacional do Instituto Teotônio Vilela, órgão oficial de formação política do PSDB.

Assumiu a vaga no Senado Federal no dia 17 de maio de 2016, em razão da nomeação de José Serra pelo governo Temer como Ministro das Relações Exteriores.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Em 2014, foi investigado no inquérito que apura fraudes em licitações para a construção de trens e do metrô, escândalo que ficou conhecido como trensalão, em São Paulo, durante governos tucanos.[12] Essa investigação foi arquivada em 10 de fevereiro de 2015 pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Na época, a maioria dos ministros entendeu não haver indícios suficientes de envolvimento, considerando que outras testemunhas desmentiram sua participação no caso. Por meio de nota, José Aníbal disse que as denúncias feitas contra ele não têm "sustentação factual" e se baseiam em "documento apócrifo, falso".[13]

Referências

  1. a b c d e f Lima, Daniela (30 de outubro de 2011). «O Tucano Teimoso - Perfil José Aníbal». Folha de S.Paulo. Consultado em 21 de janeiro de 2015 
  2. Giraldi, Renata (12 de fevereiro de 2008). «PDSB escolhe José Aníbal». Folha de S.Paulo. Consultado em 1 de outubro de 2013 
  3. Rodrigues, Fernando (13 de maio de 1997). «Deputado diz que vendeu seu voto a favor da reeleição por R$ 200 mil». Folha de S.Paulo. Consultado em 21 de janeiro de 2015 . Também em Capa da Folha de S. Paulo de 13/05/1997. 21 de janeiro de 2015.
  4. «Quem é: José Aníbal». O Estado de S.Paulo. 16 de fevereiro de 2008. Consultado em 1 de outubro de 2013 
  5. a b «Batalhador no Legislativo, inovador no Executivo». 3DGARAGE. Consultado em 30 de novembro de 2016 
  6. «Conheça os deputados José Aníbal». Câmara dos Deputados. Consultado em 1 de outubro de 2013 
  7. «Secretaria de Energia e Mineração». Secretaria de Energia e Mineração. Consultado em 30 de novembro de 2016 
  8. «Batalhador no Legislativo, inovador no Executivo». Consultado em 18 de julho de 2016 
  9. «Notícia». Secretaria de Energia do Estado de São Paulo. 5 de outubro de 2013. Consultado em 30 de novembro de 2016 
  10. «Plano Paulista de Energia». Secretaria de Energia do Estado de São Paulo. 3 de março de 2016. Consultado em 30 de novembro de 2016 
  11. «Governo busca investimento para energia renovável». Correio Popular. Consultado em 18 de julho de 2013 
  12. «Metro SP: STF vê indícios contra deputados Rodrigo Garcia e José Aníbal». Consultado em 30 de agosto de 2016 
  13. «STF decide não investigar José Aníbal e Rodrigo Garcia no cartel dos trens». 10 de fevereiro de 2015. Consultado em 21 de setembro de 2016 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]