José Carlos Fernandes

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José Carlos Fernandes
Nascimento 16 de outubro de 1964 (53 anos)
Loulé, Algarve,  Portugal
Nacionalidade português(a)
Principais trabalhos A Pior Banda do Mundo
Prémios 1991, 1993 e 1995
Prémio Rafael Bordalo Pinheiro
1995
1º Classificado Festival de BD de Matosinhos
1º Classificado Festival de BD de Ourense (Espanha)
2001
Prémio Humor do 14º Salão Livre de Humor Nacional de Oeiras
2002
Melhor Álbum Português na FIBA
Área Banda desenhada

José Carlos Fernandes (Loulé, Algarve, 16 de outubro de 1964) é um autor português de banda desenhada.

Começou por se fazer notar no meio alternativo dos fanzines portugueses, para além da coerência gráfica do seu trabalho, JCF demonstrava uma extraordinária propensão para a produtividade, que se veio a traduzir em inúmeras pranchas e ilustrações publicadas em diversas publicações alternativas de BD que surgiram na década de noventa.

O seu primeiro trabalho, datado de dezembro de 1989, contava apenas com duas pranchas e chamava-se “Alix do outro lado do espelho”. O autor sugeria a existência de um lado negro (mas mais divertido) do insuportável escuteiro defensor dos fracos e oprimidos Alix, o intrépido. Este trabalho viu a luz do dia nas páginas do nº2 do fanzine lisboeta Shock.

Em 1993 lança uma reflexão sobre a caixa que mudou o mundo com o seu Controlo Remoto, hoje um item de colecção raro.

Em 1994, a Associação Neuromanso publica “A Lâmina Fria da Lua” era uma obra assinada por JCF. Esta seria, em muitos aspectos, a obra que catapultaria o talento do autor para junto de um público mais alargado.

Ao longo do seu processo de maturação foram transportadas para a sua narrativa influências literárias (Ray Bradbury , Gabriel García Márquez) e musicais (Bauhaus, Laurie Anderson, Smashing Pumpkins, entre outros) que viriam a contribuir para a definição do estilo próprio de Fernandes.

Prémios[editar | editar código-fonte]

Entre outros, obteve por três vezes o Prémio Rafael Bordalo Pinheiro da C. M. de Lisboa (1991, 1993 e 1995), primeiros prémios nos concursos de BD de Matosinhos (1995) e Ourense (Espanha – 1995). Em 2001 foi distinguido com o Prémio Humor do 14.o Salão Livre de Humor Nacional de Oeiras. O primeiro volume de A Pior Banda do Mundo, Quiosque da Utopia, foi eleito o Melhor Álbum Português de 2002 pelo Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora e pelo Diário de Notícias. O La Guia del Comic de Espanha atribuiu-lhe o terceiro lugar no top dos melhores álbuns de BD de 2002 publicados em nível internacional.

Trabalho publicado[editar | editar código-fonte]

  • 1993 - Controlo remoto. Ed. Cáspite!, 2ª ed Associação Neuromanso/Comicarte
  • 1994 - A lâmina fria da lua. Associação Neuromanso/ASIBDP
  • 1994 - Irrealidades quotidianas. Ed. Cáspite!/CM Loulé
  • 1996 - Abaixo de cão. Pedranocharco
  • 1996 - Um catálogo de sonhos. Pedranocharco, reed. 2004 Devir
  • 1996 - O futuro fora de prazo. Jogo de Imagens
  • 1997 - Coração de arame. ed. autor, 2ª ed. 2001 Devir
  • 1997 - Sem ressentimentos. ASIBDP
  • 1997 - Satélites. ASIBDP
  • 1997 - Alguém desarruma estas rosas. Pedranocharco
  • 1997 - As aventuras do barão Wrangel. Pedranocharco
  • 1997 - A máquina de prever o futuro de José Frotz. Jogo de Imagens, reed 2003 Polvo
  • 1997 - Época morta. Polvo
  • 1997 - Avaria. Casa da Cultura de Loulé
  • 1997 - O mar aqui tão perto. Parque Natural da Ria Formosa
  • 1998 - Daqui a pouco. Baleiazul
  • 1998 - Estilhaços. ASIBDP
  • 1999 - Crossroads (texto: João Miguel Lameiras e João Ramalho Santos). Baleiazul
  • 1999 - Sob um mar de estanho. ASIBDP
  • 2000 - A revolução interior (argumento: João Miguel Lameiras e João Ramalho Santos). Afrontamento
  • 2002 - Um passeio ao outro lado da noite. Centro Regional de Alcoologia do Centro
  • 2002 - A pior banda do mundo 1: O Quiosque da Utopia. Devir
  • 2003 - Francisco e o Rei de Simesmo. Centro Regional de Alcoologia do Centro
  • 2003 - A pior banda do mundo 2: O Museu Nacional do Acessório e do Irrelevante. Devir
  • 2003 - Pessoas que usam bonés-com-hélice. ASA
  • 2003 - As aventuras do Barão Wrangel. (versão redesenhada). Devir
  • 2003 - A pior banda do mundo 3: As Ruínas de Babel. Devir
  • 2004 - A pior banda do mundo 4: A Grande Enciclopédia do Conhecimento Obsoleto. Devir
  • 2004 - A última obra prima de Aaron Slobodj. Devir
  • 2005 - A Arte de José Carlos Fernandes – Antologia 1992 - 2005. Colecção "BD Série Ouro" #18 - Jornal Correio da Manhã
  • 2006 - Black Box Stories 1: Tratado de umbrografia (com desenhos de Luís Henriques). Devir
  • 2006 - A pior banda do mundo 5: O Depósito dos Refugos Postais
  • 2007 - A pior banda do mundo 6: Os Arquivos do Prodigioso e do Paranormal
  • 2007 - Os pesadelos fiscais de Porfírio Zap. Ministério das Finanças
  • 2008 - O que está escrito nas estrelas 1: Anos I e II. Tinta-da-China
  • 2008 - Terra Incognita 1: A metrópole feérica (com desenhos de Luís Henriques). Tinta-da-China
  • 2010 - José Mendes Cabeçadas Júnior – Um Espírito Indomável (com desenhos de Roberto Gomes). Câmara Municipal de Loulé
  • 2011 - Agencia De Viajes Lemming. Astiberri

Adaptações ao cinema[editar | editar código-fonte]

  • Delfina Dilema de Isabel Cardeira (Espanha, 2004), a partir da BD O inextricável labirinto do destino
  • La Señorita Zuenig de Sofia Teixeira-Gomes (Espanha, 2004), a partir da BD O inextricável labirinto do destino
  • O Gosto de Ferrugem de J. Audaci Junior (Brasil, 2005), a partir da BD Todo o sal do mar.
  • O Direito à Infelicidade da Companhia Nefasto (Portugal, 2008), a partir da BD homónima.
  • Um Catálogo de Sonhos de Micael Bretas da Fonseca (Brasil, 2009), a partir da BD homónima.
  • Mar d'Outubro de Nuno Fernandes (Portugal, 2010), a partir da BD homónima do livro Alguém Desarruma Estas Rosas.

Adaptações ao teatro[editar | editar código-fonte]

  • Páginas Amarelas de Companhia Tipo B de Teatro (Brasil, 2007), inspirada na série de BD A Pior Banda do Mundo