José Carlos Soares (futebolista)

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Soares
Informações pessoais
Nome completo José Carlos Soares
Data de nasc. 16 de abril de 1963 (56 anos)
Local de nasc. Morro Agudo, SP,  Brasil
Altura 183cm
Apelido Paulista
Informações profissionais
Clube atual Aposentado
Posição Atacante
Clubes de juventude
1979 Brasil AA Orlândia
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1979-1980
1981-1982
1983
1984
1985
1986
1987
1987
1988
1988-1989
1989-1993
1993
1993
1994-1995
1995-1996
Brasil AA Orlândia
Brasil Londrina EC
Argentina Quilmes AC
Brasil Londrina EC
Brasil Fernandópolis FC
Brasil EC Comercial
Brasil EC Bahia
Brasil EC Comercial
Brasil Santos FC
Brasil Mogi Mirim EC
Brasil Criciúma EC
Brasil SE Palmeiras
Brasil Criciúma EC
Arábia Saudita Al-Ettifaq Club
Turquia Gaziant Kulübü
056 00(14)
0127 00(111)
032 00(01)
029 00(15)
077 00(31)
0132 00(68)
017 00(03)
025 00(11)
008 00(01)
054 00(20)
0427 00(271)
003 00(01)
023 00(03)
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José Carlos Soares, mais conhecido por Soares, (Morro Agudo, 16 de abril de 1963 - Fernandópolis, 15 de abril de 2018), foi um jogador de futebol que atuou por Criciúma, Santos e Palmeiras.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Com um curriculum recheado de gols e de títulos, o centroavante Soares chegou a atuar em grandes clubes do futebol brasileiro.

Truculento mas técnico, possuía capacidade de explosão, boa impulsão e finalizava bem com ambas as pernas. Fez muitos gols de cabeça e gostava de arrancar da intermediária o ex-jogador. José Carlos Soares começou a carreira no AA Orlândia, integrante da Terceira Divisão, em 1980 série A3 do Campeonato Paulista. Foi uma das principais revelações da competição e como prêmio acabou convocado pelo técnico Sebastião Lapola para defender a Seleção Paulista sub-20 no Campeonato Brasileiro de Seleções. No ano seguinte disputou a Primeira Divisão paranaene pelo Londrina EC. Seus gols chamaram a atenção do Quilmes AC, da Argentina, que o levou por empréstimo em 1983. Então retornou para o time do Paraná. Em 1985, o técnico Canhoto, que já havia trabalhado no Fernandópolis FC, o indicou para a equipe da região. Veio com o preço do passe estipulado, marcou gols na Taça São Paulo - equivalente a Copa Paulista -e tornou-se ídolo da torcida.

A diretoria comprou seu vínculo e ele permaneceu no Fefecê até 1988. No segundo semestre, dirigentes o emprestaram para outras agremiações. Assim, disputou o Campeonato Brasileiro pelo EC Comercial, de Campo Grande-MS, em (1985); EC Bahia (1986) e Santos FC (1988). A equipe santista era comandada pelo técnico Geninho e contava com o goleiro Rodolfo Rodríguez, César Sampaio, Serginho Chulapa, Mendonça, Luvanor, Juninho (de Neves Paulista) e outros craques. Ainda graças ao seu desempenho com a camisa 9 do Fernandópolis FC também teve a oportunidade de ser convocado para a Seleção da Divisão Intermediária. O Mogi Mirim EC, uma das sensações do Interior na época, comprou seu passe em 1989 e o repassou ao Tigre Catarinenese. Na equipe de Santa Catarina, Soares atingiu o apogeu. No Criciúma foi campeão estadual por quatro vezes e também conquistou o título da terceira edição da Copa do Brasil, em 1991, sob a batuta de Luiz Felipe Scolari, o Felipão. Na final, o Criciúma EC superou o Grêmio FBPA. Empatou por 1 a 1, em Porto Alegre, e segurou o 0 a 0 no Estádio Heriberto Hülse. Em 1993, o goleador foi emprestado ao SE Palmeiras. Evair havia se machucado na derrota de 2 a 1 para o Mogi Mirim EC, no Parque Antártica, no dia 15 de abril, e Vanderlei Luxemburgo, recém-contratado para substituir Otacílio Gonçalves, pediu a contratação de Soares. Estreou nos 6 a 1 sobre o Rio Branco EC, de Americana, no dia 16 de maio, pelo quadrangular semifinal do Paulistão. Entrou no lugar de Maurílio e fez o gol que fechou o massacre, aos 44 minutos do segundo tempo. A Ferroviária E e Guarani FC completavam o grupo. A SE Palmeiras se classificou e na final ganhou do SC Corinthians por 4 a 0, após ter perdido o primeiro jogo por 1 a 0, gol de Viola. Na trajetória do título do Paulistão, Soares participou de três jogos e fez apenas um gol. Pouco utilizado no Verdão, foi devolvido ao Criciúma EC. Naquele ano também foi campeão catarinense. Soares se tornou o segundo maior artilheiro da história do Criciúma, marcando 82 gols em 271 jogos, apenas 2 gols a menos do que Vanderlei Mior. (Fonte) Depois do sucesso em Santa Catarina, o "matador" foi levado pelo técnico Lori Sandri para o futebol da Arábia Saudita. Ainda defendeu o Gaziant Sport, da Turquia, por indicação de Evair. Retornou em 1996, com a intenção de jogar mais dois anos. Teve proposta do América FC, de Rio Preto, mas não aceitou. "O América FC precisava com urgência de um atacante e eu estava parado há dois meses", justifica. Decidiu parar e passou a dedicar-se à sua propriedade rural, em Estrela D’Oeste. "Compro e vendo gado", informa. Foi diretor Executivo, por aproximadamente 10 anos, do Jornal do Esporte, impresso semanal que enfoca competições amadoras da região. Casado com Ana Maria e pai de Rafaela e Raíssa, Soares morava em Fernandópolis.

Fernandópolis FC - Uma das formações da Águia do Vale na década de 1980.

Santos FC - Em abril de 1988, Soares, o uruguaio Arturo e Serginho Chulapa brigavam pela camisa 9 do Peixe. A equipe dirigida pelo técnico Geninho contava ainda com Rodolfo Rodríguez, César Sampaio e outras feras.

Criciúma EC - Campeão da Copa do Brasil de 1991 em cima do Grêmio FBPA.

SE Palmeiras - Soares chegou ao Verdão em abril de 1993. Disputou três jogos e fez apenas um gol, na vitória por 6 a 1 sobre o Rio Branco EC, de Americana, na campanha do título paulista. Também jogou duas vezes contra a A Ferroviária E (1 a 0, em Araraquara, e 4 a 1, no Palestra Itália) Turquia - O ‘matador’ encerrou a carreira no Gaziant Sport, em 1996.

Faleceu em 15 de abril de 2018, vítima de parada cardíaca.

Desempenho pelo Criciuma (Fonte)[editar | editar código-fonte]

Ano Jogos Vitórias Empates Derrotas Amarelos Vermelhos Gols
1989 39 22 11 6 0 0 10
1990 62 26 23 13 3 0 21
1991 60 31 17 12 3 1 20
1992 68 33 18 17 2 0 22
1993 29 17 6 6 5 1 8
1994 13 4 6 3 2 1 1
TOTAL 271 133 81 57 15 3 82

Campeonato Paulista 1993[editar | editar código-fonte]

SE Palmeiras - 6 Sérgio; Mazinho, Antônio Carlos, Tonhão e Roberto Carlos; Amaral, César Sampaio, Edilson (Jean Carlo) e Zinho; Edmundo e Maurílio (Soares). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Rio Branco EC - 1 Hugo; Marcinho, Camilo (Leandro), Marcelo Fernandes e Gérson; Galeano, Gilson, Aritana e Ronaldo (Moreno); Gilson Batata e Mazinho. Técnico: Cassiá.

Gols: Maurílio aos 18 e aos 41, e Edmundo aos 33 e aos 35 minutos do primeiro tempo. Mazinho (Rio Branco) aos 12, Roberto Carlos aos 39 e Soares aos 44 minutos do segundo tempo. Árbitro: João Paulo Araújo. Renda: Cr$ 2.878.000,00. Público: 21.377 pagantes. Local: Parque Antártica, em São Paulo, domingo, 16 de maio de 1993, pela fase semifinal do Paulistão, na estreia de Soares no Alviverde.

Títulos conquistados[editar | editar código-fonte]

Londrina EC[editar | editar código-fonte]

EC Comercial[editar | editar código-fonte]

Criciúma EC[editar | editar código-fonte]

SE Palmeiras[editar | editar código-fonte]

Criciúma EC - Copa do Brasil de 1991 (1º título)