José Lavecchia

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José Lavecchia
Nascimento 25 de maio de 1919
São Paulo, Brasil
Morte 17 de julho de 1974 (54 anos)
?
Nacionalidade Brasil brasileiro
Ocupação sapateiro, guerrilheiro
Influências

José Lavecchia (São Paulo, 25 de maio de 1919 — ?, 17 de julho de 1974) foi um integrante da luta armada contra a ditadura militar brasileira (1964-1985). Sapateiro de profissão,[1] integrava a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e era um ex-militante do PCB, já que tivera divergências sobre as orientações do partido. Desapareceu no Paraná em julho de 1974,[2] quando tentava reingressar no Brasil junto com mais cinco integrantes da VPR, Daniel José de Carvalho, Enrique Ernesto Ruggia, Joel José de Carvalho, Onofre Pinto e Vitor Carlos Ramos. Foi um dos casos investigados pela Comissão da Verdade, que apura mortes e desaparecimentos na ditadura militar brasileira.

História[editar | editar código-fonte]

Residia no sítio da VPR, localizado no Vale do Ribeira,[3] onde era responsável por manter a "fachada" para que a área de treinamento do grupo não fosse descoberto e testava os couros das botas dos guerrilheiros.

Porém, a área foi descoberta pelos órgãos de segurança em 05/05/1970, o que o obrigou a fugir pela mata junto com os demais militantes. Foram encontrados dois dias depois, em 07/05/1970.

Foi banido de residir no Brasil a partir do dia 15 de junho de 1970, em troca do embaixador da Alemanha no Brasil, Ludwig Von Holleban, que havia sido sequestrado pelo grupo. Deslocou-se, então, para a Argélia com mais 39 presos políticos, para Cuba, onde realizou treinamento de guerrilha, e para o Chile. Ficou no país até o golpe de Estado, fazendo-o se mudar para Argentina.

Tentou retornar para o Brasil clandestinamente, mas desapareceu no mês de julho de 1974.

Morte[editar | editar código-fonte]

Segundo o jornalista Aluízio Palmar,[4] Lavecchia participou de um tiroteio durante a noite na Estrada do Colono com uma equipe de fuzilamento. Segundo o relato, ele foi morto e enterrado numa cova nas redondezas. Foi apenas em 1995 que foi registrada oficialmente sua morte no Diário Oficial, que, no caso, considerou mortas os indivíduos desaparecidos entre 02/09/1961 a 15/08/1979.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Eremias Delizoicov - Centro de Documentação
  2. [http://cemdp.sdh.gov.br/modules/desaparecidos/acervo/ficha/cid/277 Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos
  3. Livro "Dossiê Ditadura: mortos e desaparecidos políticos no Brasil (1964-1985)", da Comissão de Familiares de Mortos e desaparecidos do Comitê brasileiro pela Anistia (CBA/RS)
  4. [http://cemdp.sdh.gov.br/modules/desaparecidos/acervo/ficha/cid/277 Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos